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Convocado à Copa do Mundo da Rússia, Pepe Reina é denunciado por ligação à máfia italiana

Pepe Reina, durante partida entre Napoli e Inter de Milão pelo Campeonato Italiano. GettyImages

A segunda-feira seria somente de alegrias para o goleiro Pepe Reina (Napoli), convocado oficialmente pela Espanha para a Copa do Mundo da Rússia. Seria, isso se ele não fosse citado uma segunda vez nos jornais espanhóis: por ligações com a Camorra (a máfia italiana).

Além dele, os zagueiros Salvatore Aronica (Palermo) e Paolo Cannavaro (Sassuolo), xará do defensor melhor do mundo em 2006, também foram denunciados na Comissão Disciplinar da Federação Italiana de Futebol.

As acusações são da Direção Antimáfia de Nápoles, que repassou a informação apurada à direção do esporte no país, que por sua vez abriu investigação. Os respectivos clubes também são denunciados.

Segundo o site Gazzetta Dello Sport, as acusações contra Reina são por manter “inapropriadas relações de amizade” com Gabriele Esposito (já condenado por crime organizado) e seus irmãos, Francesco e Giuseppe, donos de uma agência da apostas Eurobet.

A tal relação consistiria, ainda segundo o portal milanês, em “(convívio durante as) férias, troca de favores (como uso de carros de alta velocidade pertencentes a Gabriele e acesso a área restrita do estádio San Paolo durante as partidas)”.

Já Cannavaro, que jogou até 2014 no Napoli antes de ir ao Sassuolo, seria amigo das mesmas três pessoas desde 2009. O zagueiro teria tentado vender, por meio dos Espositos, um relógio avaliado em 400 mil euros (cerca de R$ 1,7).

Também pesa contra Paolo a acusação de tentar passar ingressos do Napoli para pessoas vinculadas ao grupo mafioso Lo Russo, além de emprestar seu cartão de crédito a Gabriele para uso em atividades ilegais.

Aronica é acusado de também ter relações com o mesmo trio.

Finalmente, também foram denunciados alguns dirigentes do Nápoli, como Giovanni Paolo De Matteis, Luigi Cassano e Alessandro Forisamo, por ceder ingressos aos mesmos três supostos mafiosos.