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Oito grupos, cinco jogos para o título e prêmio milionário: como será o novo Mundial de Clubes

Mundial de Clubes deve substituir a Copa das Confederações no calendário Power Sport Images/Getty Images

O novo Mundial de Clubes parece cada vez mais próximo de acontecer. Nesta terça-feira, alguns dos principais jornais europeus, como o Marca, da Espanha, e La Gazzetta Dello Sport, da Itália, trazem mais detalhes da futura competição, e revelam uma expectativa da Fifa de receita de 3 bilhões de euros (R$ 13,03 bilhões).

O torneio, pensado para substituir não só o atual Mundial de Clubes como a Copa das Confederações, aconteceria a cada quatro anos, em uma sede que não necessariamente receberia a Copa do Mundo no ano seguinte, e com a participação de 24 equipes dos cinco continentes.

A disputa aconteceria em duas semanas e meia, começando numa quarta-feira e terminando no sábado, com as equipes divididas em oito grupos de três times cada. Os primeiros colocados de cada grupo iriam para as quartas de final, sendo que os finalistas jogariam um total de cinco partidas.

O esboço da divisão de vagas tem 12 para equipes da Uefa, quatro para a Conmebol, e as federações da Ásia, África e a Concacaf, da América do Norte, Central e Caribe, com duas cada, além de uma vaga para o campeão nacional do país sede.

Com uma receita prevista de R$ 13,03 bilhões, o torneio renderia mais que a Champions League. Na média por partida, o novo Mundial, que terá 31 jogos, deve gerar R$ 421,34 milhões, mais do que a Copa do Mundo, que tem média de R$ 365,63 milhões por jogo. O valor seria distribuído entre os participantes e também com alguns mecanismos de solidariedade.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, já conta com apoio de Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Manchester City, Paris Saint-Germain, Bayern de Munique e Juventus, e o torneio, que deve ter sua primeira edição em 2021, deve chegar com uma reformulação da estrutura do futebol europeu.

Os grandes clubes da Europa querem o fim da Associação Europeia de Clubes, que é ligada à Uefa, e o retorno daquele que um dia foi o G-14, grupo que formatou a Champions League da forma que o torneio é conhecido atualmente.

Não se sabe ao certo quantos clubes formariam o novo grupo, mas eles estariam dispostos a estender as mãos aos clubes menores, que neste momento dominam a AEC. Alexander Ceferin, presidente da Uefa, não tem visto com bons olhos os movimentos feitos pela Fifa, que tem usado o dinheiro como principal argumento para convencer as potencias a apoiarem a nova competição.