<
>

Galvão Bueno, Luiz Felipe Scolari e ex-Flamengo: o que Luiz Carlos Largo tem a ver com todos eles?

Ser um narrador de esportes sempre foi um velho sonho de Luiz Carlos Largo. Desde sua infância na cidade de Cascavel, no interior do Paraná, ele era considerado o locutor oficial das disputas de jogos de botão entre os coleguinhas de escola.

Delirava quando ligava a tevê para assistir às locuções de Luciano do Valle e Galvão Bueno. Queria porque queria ser um deles, ou seja, narrar como Galvão as provas de automobilismo ou dar vida a todos os esportes como fazia o saudoso Luciano.

Mas antes de dar de frente com seus dois grandes ídolos, ele foi trabalhar em um banco estrangeiro na capital Curitiba.

Ainda garoto, ganhava um ótimo salário, mas não era feliz. Até que um dia, desabafando com o pai Marcelo, resolveu voltar para Cascavel e lutar pelo grande sonho.

Na TV Tarobá, afiliada da Rede Bandeirantes, começou a narrar jogos do Campeonato Paranaense de futebol e logo emprestou sua voz nas provas de automobilismo.

Chamou tanto a atenção a ponto de substituir o próprio Luciano do Valle em algumas etapas da Fórmula Indy para todo o Brasil.

Nessas provas de velocidade, Largo também teve a oportunidade de narrar provas nacionais onde surgiam jovens revelações como Cacá e Popó Bueno. Foi nessa época que ele conheceu outra grande referência da locução, Galvão Bueno.

Luiz Carlos Largo não é daquele tipo de narrador que faz espetáculo. Não grita em suas narrações. É de uma escola onde o narrador jamais aparece mais que o evento em si. É um narrador tecnicamente perfeito: estuda os times, as seleções, os jogadores e pesquisa sobre todos os esportes.

Por causa de sua versatilidade foi parar, no início dos anos 2000, em Bristol, na sede da ESPN Mundial.

De lá narrava jogos dos campeonatos europeus para o Brasil.

Com certeza bateu recordes de viagens aos Estados Unidos em um curto espaço. Chegou a fazer 50 voos do Brasil para Bristol em apenas dois anos - era o rei das milhagens em viagens internacionais.

Nesse Credencial ESPN na Copa, reviveremos com ele as mais fantásticas e curiosas histórias dos mundiais de futebol. Desde o primeiro contato com a Copa de 1970, onde teve que colocar Bombril na antena da TV para acompanhar com um pouco mais de qualidade os jogos daquelas seleções dos sonhos, passando pelo Mundial de 1974, as Copas que ele narrou pelos canais ESPN em 2006, 2010 e 2014, até os bastidores de uma vida inacreditável de narrador esportivo.

São histórias incríveis de vida. Como, por exemplo, o dia 11 de setembro de 2001, quando chegava do Brasil ao aeroporto de New Jersey para sentir de perto a maior tragédia do século XXI. O ataque às Torres Gêmeas.

Naquele trágico dia, Largo havia visto pela última vez o World Trade Center em pé. Lembrou que o voo que o trazia do Brasil passou pertinho das torres e, que antes da aterrisagem, ainda abriu a janela para apreciar um dos maiores orgulhos arquitetônicos dos norte-americanos.

Foi um dia para nunca mais sair da memória de um homem que sempre enfrentou as mais imprevisíveis viagens.

Luiz Carlos Largo lembra que naquele 11 de setembro ele já estava embarcado em um voo comercial com destino a Bristol quando o comandante do avião, já na pista, comunicou que a aeronave não poderia decolar porque um acidente terrível acabava de acontecer em uma das torres. Largo lembra que ao desembarcar do avião, já no ônibus em direção ao saguão, avistou, ali da pista do aeroporto, uma das torres em chamas.

E, relembra que, ao chegar ao saguão, conseguiu ligar para a esposa em Cascavel. Ali Simone narrou para ele e, ao vivo, a entrada do segundo avião na segunda torre – a ligação caiu em seguida.

Essa e outras histórias de Copas, futebol e vida já estão disponíveis no WatchESPN. Uma boa oportunidade para conhecer os “causos” de um narrador que põe a voz para construir as histórias dos jogos e dos craques do futebol internacional que a gente está acostumado a ver, todos os dias, nos canais ESPN.

Uma outra curiosidade é a relação de vida e identidade com o ex-craque do Flamengo dos anos 50 e 60, Luis Carlos Vasconcelos. A homenagem que ele fez a Luiz Felipe Scolari e a Galvão Bueno.

Um programa para quem sonha em ser narrador, para estudantes de jornalismo e, principalmente, para o fã de esportes que, com certeza, começará a ver e ouvir as narrações de Luiz Carlos Largo de uma maneira completamente diferente.