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Até a parada da Copa: como iniciar bem o Brasileiro será bom negócio para o Palmeiras

Pela história, como iniciar bem o Brasileiro até a parada da Copa

Obter 27 dos 36 pontos que serão disputados até o início da Copa do Mundo, ostentando aproveitamento de 73,6%. Em tese, este deve ser o foco do clube que almeja ser campeão do Campeonato Brasileiro. Ao menos é o que mostra a história recente e pode servir de inspiração especialmente para o Palmeiras, que inicia a disputa diante do Botafogo, no estádio Nilton Santos, nesta segunda-feira.

Serão doze jogos até a competição ser interrompida em 13 de junho, um dia antes da abertura do Mundial da Rússia. Por isso o levantamento desta reportagem considerou o início dos últimos campeões nas 12 rodadas iniciais e também do Palmeiras.

Os últimos quatro ganhadores do Brasileiro tiveram uma arrancada espetacular, o que ajudou e muito a pavimentar a rota até a conquista. Os melhores exemplos são o Corinthians, vencedor no ano passado, e o Cruzeiro, que levantou a taça em 2014.

O time paulistano conseguiu um aproveitamento recorde, fazendo 32 dos 36 pontos, ou seja 88,8%. Já a equipe celeste somou 28 pontos, com 77,7%. Campanhas bastante incomuns na competição desde que o formato por pontos corridos foi adotado.

O Palmeiras fez 25 pontos nos doze primeiro jogos de 2016, ou seja, 69,4%, enquanto o Corinthians, campeão também em 2015, fez 23 pontos e teve um aproveitamento de 63,8% - o pior entre os campeões pesquisados.

INSPIRAÇÃO?

O histórico dos últimos campeões pode servir de inspiração para o Palmeiras porque o clube alviverde tem histórico de altos e baixos no início dos Brasileiros. A exceção foi em 2016, justamente o ano em que voltou a ser campeão do torneio após 22 anos de jejum.

Considerando as campanhas alviverdes desde que o time retornou da Série B de 2013, fica mais fácil explicar.

O Palmeiras teve um início bem decepcionante em 2014, no ano de seu centenário, quando fez apenas 13 dos 36 pontos até a 12ª rodada. O aproveitamento de 36% foi o indicativo de dificuldade. A equipe brigou contra o rebaixamento até o final, e escapou.

Em 2015, melhorou. O Palmeiras fez 21 pontos em 12 jogos, com 58,3% de aproveitamento. Foi o suficiente para ocupar a sexta colocação, com sete pontos a menos do que o Atlético-MG (líder naquele instante). Mas a história não terminou tão generosa.

O time alviverde teve muitos altos e baixos ao longo da competição. Começou o torneio com Oswaldo de Oliveira, que foi substituído por Marcelo Oliveira, então bicampeão da competição com o Cruzeiro, mas oscilando muito optou por focar a Copa do Brasil (torneio que foi campeão). A colocação final no Campeonato Brasileiro foi um nono lugar, a 28 pontos do campeão.

No ano seguinte o time voltou a ser campeão com o bom começo, como já citado.

Já em 2017 o Palmeiras viveu um dilema parecido com o atual. Isto é, com um elenco forte, o clube tentou não focar em apenas uma competição, deixando para poupar os titulares quando se fizesse necessário. O resultado foi um início não tão bom.

A equipe alviverde somou 19 dos 36 pontos possíveis nas 12 rodadas disputadas, ou seja, decepcionante para quem tinha um elenco com opções de qualidade em todas as posições. Venceu seis jogos, empatou um e perdeu cinco, ocupando o quinto lugar.

Nas 12 partidas iniciais, usou reservas em dois jogos (uma vitória e uma derrota), uma formação mista em um compromisso (vitória) e os titulares no restante (cinco triunfos, um empate e quatro reveses).

O motivo que fez o Palmeiras poupar jogadores foi a Copa Libertadores. Jogos importantes da fase de grupos e das oitavas coincidiram com datas próximas de compromissos pelo nacional. Quando foi eliminado do torneio, focou totalmente no Brasileiro e chegou a segunda colocação, perdendo o título para o Corinthians por uma diferença de nove pontos (72 a 63).