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Globo, WTorre, Federação e Andrés Sanchez: como tabela do Paulista esquentou o tempo no Palmeiras

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Galliote critica mando do Bragantino no Pacaembu contra o Corinthians (2:04)

'Depõe contra o campeonato', disse o presidente do Palmeiras (2:04)

O tempo esquentou no Palmeiras por conta do Conselho Técnico do Campeonato Paulista, realizado na última terça-feira, na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol).

Tudo começou depois que o Bragantino abriu mão de seu mando de campo nas quartas de final, optando por enfrentar o Corinthians no Pacaembu, em São Paulo, ao invés do Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.

De acordo com UOL, o presidente da equipe alviverde, Maurício Galiotte, se posicionou contra a partida do clube do interior na capital paulista e teve discussão acalorada com o mandatário do Corinthians, Andrés Sanchez.

Sanchez teria rebatido Galiotte e alegado que o palmeirense estava pensando apenas nele, e não no campeonato ou nos clubes de menor expressão. Com isso, o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, precisou intervir para acalmar os ânimos.

Logo depois, em entrevista aos repórteres presentes, Galiotte deixou clara sua insatisfação.

"Eu acho que isso (venda do mando de campo) cria um desequilíbrio técnico, sim. Mas mais importante do que isso: depõe contra o campeonato. A gente não precisa passar por isso", disparou o cartola.

"O Paulista é bastante competitivo, é um campeonato desafiador para todos, e a gente cria uma situação desnecessária. Foi isso que falei na reunião. Não é necessário para ninguém, nem para o Corinthians, nem para o Bragantino, nem pra ninguém", acrescentou.

"Essa é uma situação que depõe contra o campeonato. Acho que nenhum clube deveria fazer isso. Você joga um jogo fora e um em casa. Pronto", complementou.

Galiotte ainda salientou que apenas o clube do Palestra Itália reclamou da venda de mando do Bragantino. Nenhum dos outros clubes (Santos, Botafogo-SP, Novorizontino, São Paulo, São Caetano ou Corinthians) demonstrou ser contrário à prática.

"Sim, só o Palmeiras (reclamou do fato do Bragantino jogar a ida no Pacaembu)", bradou.

Pouco tempo depois, porém, o zagueiro Thiago Martins, do próprio "Verdão", lembrou que o clube do Palestra Itália assinou o regulamento que permitia a venda de campo - ou seja, estava de "mãos atadas".

“É aceitar. O Corinthians vai jogar duas partidas em casa. A gente não vê como certo, mas está no regulamento e todo mundo assinou. Então é bola para a frente e pensar só no Palmeiras”, afirmou o defensor.

SEM ALLIANZ PARQUE

No final da tarde, o tempo esquentou ainda mais.

Após a confirmação da FPF de que a partida de volta das quartas de final entre Palmeiras e Novorizontino teria que ser no Pacaembu, já que o Allianz Parque tem a terça-feira reservada para um evento, a WTorre, administradora da arena, emitiu nota oficial sobre o caso.

No texto, a empresa faz duas colocações principais. Primeiro, a WTorre questiona a FPF do porquê a decisão do Palmeiras ter sido marcada para terça-feira, o que prejudica o clube, primeiro colocado na classificação geral da competição e que, portanto, teria o direito de disputar o duelo em sua casa (mesmo que a data precisasse ser alterada).

Em seguida, a empresa afirma que a direção do Palmeiras já estava ciente dos dois eventos que impediriam a realização do jogo no Allianz Parque na terça-feira.

Dessa forma, a WTorre se disse "surpresa" com a divulgação inicial de que a partida seria na arena palestrina.

Já nesta quarta-feira, foi lançado um manifesto de conselheiros e torcedores do "Verdão" repreendendo a FPF e responsabilizando a TV Globo, dona dos direitos de transmissão do Campeonato Paulista, pela situação.

"A Globo e a FPF desdenharam o desempenho esportivo do Velho Palestra, primeiro colocado, e se entregaram aos caprichos e interesses puramente mercantis e monetários. Caprichos e interesses cultivados e exercidos com as bordunas do poder midiático, arbitrário e empenhado em menoscabar nosso clube", escreveram.

"Não se trata de definição ocorrida por acaso, há um claro e inaceitável prejuízo à Sociedade Esportiva Palmeiras em tabela formulada hoje, e que, portanto, poderia e deveria ser mais justa e consentânea com o mérito alcançado em campo", acrescentaram.