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Primeira-ministra confirma boicote do Reino Unido à Copa do Mundo após envenenamento de ex-espião

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, confirmou nesta quarta-feira que nenhum membro da família real britânica irá à Copa do Mundo de 2018, em junho, na Rùssia, após as notícias de envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal.

Skripal, 66, e sua filha mais velha, Yulia, 33, seguem em estado crítico após serem expostos ao que as autoridades britânicas descreveram como um "agente nervoso", espécie de gás composto por ácido fosfórico, na cidade inglesa de Salisbury no início deste mês.

Na última semana, o ministro das relações exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, disse que "é muito difícil de imaginar que a representação britânica [na Copa do Mundo] será realizada normalmente" se o envolvimento russo for provado. E, na segunda, Theresa May afirmou que, no caso de Skripal, ele é "muito provável".

Em pronunciamento no Parlamento inglês, a primeira-ministra confirmou que nenhum representante viajaria à Rússia apesar da presença da seleção inglesa no torneio.

No início desta semana, o ministro das relações exteriores da Rússia disse, de forma dura, que qualquer potencial boicote britânico à Copa do Mundo traria danos tanto à relação entre os países, como ao esporte mundial.

May, por outro lado, respondeu nesta quarta que os russos expressaram desdém pelo desejo do Reino Unido de explicações sobre a tentativa de assassinato a Skripal e sua filha. Ela afirmou que os atos da Rússia "representam um uso de força ilegal".

A política ainda comentou que 23 diplomatas russos têm uma semana para deixarem o Reino Unido - a expulsão mais numerosa desde o período da Guerra Fria.

May também anunciou uma série de medidas econômicas e diplomáticas, incluindo a decisão de cancelar quaisquer contatos bilaterais com a Rússia.

O país anfitrião da Copa, por sua vez, negou responsabilidade sobre o ataque a Skripal, em 4 de março.