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Santos não vê falta de ética do Corinthians por Zeca, mas alerta: 'Está correndo risco grande'

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Santos está aberto a negócio com Corinthians por Zeca, diz William (1:40)

Gerente de futebol do clube praiano avisou que há risco na contratação: 'Vai ficar para os advogados' (1:40)

Representante do Santos no Conselho Técnico do Campeonato Paulista, o gerente de futebol William Machado foi responsável por comentar o provável acerto do lateral Zeca com o Corinthians, na ausência do presidente José Carlos Peres.

Na visão do dirigente, não faltou ética ao rival, que avançou na negociação após vitória do atleta e seus empresários na Justiça.

William alertou, contudo, que o Corinthians assume um risco de, no futuro, ter que desembolsar um bom dinheiro por Zeca.

"Já vi situações piores (de falta de ética). Não estou vindo isso agora. Vejo o Corinthians correndo risco grande, sabendo pouco, mas sabendo alguma coisa (sobre o caso). Vejo o Corinthians correndo o risco de desembolsar grande valor pelo atleta", afirmou.

“Acho que o Santos está confiando em seu departamento jurídico. Tem uma multa, não é pequena, e o Corinthians passa a correr o risco de pagar um valor alto. Daqui seis meses um ano, vamos saber se foi uma decisão acertada do Corinthians”, completou.

A visão do Corinthians é diferente. Na avaliação do departamento jurídico do clube da capital, as chances de uma reviravolta na Justiça são pequenas e, por isso, a direção de futebol recebeu o aval para avançar no negócio com Zeca e seus empresários.

“Risco pequeno é risco. Se o Corinthians assume, é seu direto. O Santos entende que o risco não é pequeno como o Corinthians, são divergências de interpretação”, completou William.

Apesar de a negociação ter evoluído rápido desde a noite de segunda, quando Zeca obteve decisão favorável, o dirigente santista disse que o clube não foi pego de surpresa, já que o Corinthians já havia demonstrado interesse e negociado pelo jogador.

“Não surpreender. O Corinthians já havia contatado o Santos por um acordo. Na época, os valores não eram os ideais na visão do Santos. Agora, o Corinthians se baseia em uma visão jurídica, sabendo que tem um risco. O Santos nunca esteve fechado para conversa, o que passa é que algumas propostas não foram bem aceitas”, encerrou o santista.