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Time espanhol pede a prisão de seu próprio treinador, mas não o demite; entenda

Gustavo Munúa comanda o Fabril do Deportivo, mas defendeu o Levante em 2011 JUAN MABROMATA/AFP/Getty Images

O Deportivo La Coruña vive uma situação inusitada, complexa e paradoxal envolvendo um de seus atuai treinadores, Gustavo Munúa.

Na temporada 2010-11 equipe foi rebaixada no Campeonato Espanhol, com uma suspeita de acerto para o jogo entre Levante e Zaragoza, que terminou com a vitória dos visitantes por 2 a 1. O placar livrou o Zaragoza e rebaixou o Deportivo.

Em fevereiro, um juiz espanhol reabriu o processo que investiga a partida, e a suspeita é que os jogadores do Zaragoza teriam pago 965 mil euros aos atletas do Levante para que perdessem o jogo.

Na quarta-feira, o Deportivo entregou uma acusação informando que apresentará prova pericial do dano econômico e da quantia que pedirá de indenização pela queda, que chegaria perto de 15 milhões de euros.

O clube também pede a punição dos envolvidos, indo de encontro com o pensamento da Promotoria, que pede uma pena de dois anos de prisão aos envolvidos, enquanto a liga nacional quer uma suspensão de quatro anos para eles. E é aí que o Munúa entra.

Ex-goleiro do Deportivo, Gustavo Munúa hoje comanda o Real Clube Deportivo Fabril, a filial que disputa a Segunda B, a terceira divisão do futebol espanhol. Em 2011, ele era goleiro do Levante.

Dessa forma, o clube pede a prisão, multa e suspensão de um de seus treinadores, mas, ao mesmo tempo, segue a presunção de inocência para não demiti-lo.

Agora, o Deportivo La Coruña espera o início dos julgamentos, que é esperado para antes da metade do ano, para apresentar suas provas de prejuízos como, por exemplo, com as cotas de transmissão.