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Mercedes admite dificuldades em entender “carro confuso” em 2017

Pelo quarto ano consecutivo, a Mercedes foi campeã do campeonato de construtores da Fórmula 1 e ainda teve um de seus pilotos conquistando o titulo mundial. Mas se engana quem pensa que o caminho do tetra foi fácil. Segundo o chefe de design, John Owen, a equipe sofreu com o carro no início do ano, em meio a derrotas para a Ferrari, e precisou trabalhar “mais do que nunca” para entender o que estava acontecendo.

Não à toa, o carro recebeu o apelido, dado pela própria Mercedes, de “diva”. “Com esse carro, não o entendíamos, e acho que o termo ‘diva’ surgiu, porque parecia que estávamos fazendo tudo certo, mas o carro não respondia da maneira que queríamos. Para ser honesto, naquelas primeiras corridas, nós estávamos muito confusos e não sabíamos o que deveríamos fazer”, desabafou Owen em entrevista à revista Autosport.

O chefe de design afirmou também que o desempenho dos pneus traseiros foi apontado como aspecto fundamental para entender o comportamento do carro e como solucionar o problema: “Ao longo do ano, nosso carro provavelmente era mais pesado na parte traseira e, em algumas ocasiões, na frente. Então, tivemos de trabalhar para equilibrar o desgaste nas duas extremidades. Pistas como Silverstone, Montreal, Monza, Austin, Suzuka, são muito boas para nós, mas nos circuitos mais lentos e quentes, tivemos mais dificuldades”.

“Nós tentamos muitas coisas e, gradualmente, à medida de que as corridas iam acontecendo e mais análises a gente fazia – e diria que fizemos mais do que qualquer outro ano – começamos a entender os problemas. Isso foi ótimo e acho que, no fim do campeonato, nem precisávamos mais chamar esse carro de diva. Agora, a ideia é eliminar todos esses problemas no carro novo. E espero que não haja novas surpresas”, concluiu.