<
>

Riot dá 60 dias para Echo Fox "tomar a ação corretiva apropriada" em caso de racismo

A Echo Fox foi criada em 2015 e tem como um de seus fundadores o ex-jogador de basquete Rick Fox. Reprodução

A Riot Games também se pronunciou sobre o caso de racismo envolvendo um dos investidores da Echo Fox.

Comissário da liga norte-americana de League of Legends (LCS), Chris Greeley utilizou a conta oficial do LoL Esports para explicar que a Riot realizou uma investigação preliminar sobre os supostos comentários racistas de um acionista da Echo Fox e que a organização tem 60 dias para “tomar a ação corretiva apropriada” ou corre riscos de sofrer represálias dentro da liga.

“Discurso de ódio, ameaças e fanatismo não têm lugar no LCS. Nós orientamos a Echo Fox a tomar as ações corretivas apropriadas dentro de 60 dias”, escreveu. “Se a Echo Fox não tomar nenhuma ação para remover quaisquer indivíduos cujos atos violem as regras e acordos da Liga dentro do período de tempo requerido, a Liga tomará medidas formais que podem afetar adversamente o futuro da Echo Fox na LCS”.

O caso da Echo Fox veio à tona no fim de abril, quando o fundador da equipe, Rick Fox, anunciou em um e-mail obtido pela imprensa que estava vendendo sua parte na empresa devido ao uso de linguagem racista por um investidor da empresa-mãe da organização.

Na época, a Echo Fox confirmou o caso e disse que “um parceiro limitado (...), que não é funcionário, oficial ou diretor (...) usou um epíteto racial para se dirigir a indivíduos tanto verbalmente, quanto por e-mail”. A organização também afirmou que a mesma pessoa utilizou o mesmo tipo de linguagem com o próprio Rick Fox e que, ao saber de tudo, “fez várias exigências ao investidor infrator, incluindo a dissociação do investidor da empresa, e estamos continuando a trabalhar diligentemente para esse fim”.

No início deste mês, Rick Fox anunciou que continuará na organização somente se o acionista sair. “Tenho parceiros incríveis, investidores, patrocinadores que não defendem esse tipo de comportamento”, disse Fox ao TMZ. “Esta tem sido a minha vida. Esta tem sido a minha paixão. Eu não estou querendo ir a lugar nenhum, mas não vou continuar no negócio com um racista. Eu simplesmente não vou”.

Fontes da Echo Fox e da Riot Games disseram à ESPN que o investidor que Fox está se referindo é Amit Raizada, que teria utilizado a palavra que começa com letra “n” (uma expressão racista em inglês) para descrever Jace Hall, CEO da organização, durante uma disputa interna.

Raizada é sócio da “empresa-mãe” da Echo Fox, a Vision Venture Partners, e fundou a organização junto com Rick Fox e Khalid Jones em 2015, segundo uma entrevista de Fox à ESPN em agosto de 2018.

“Começou com a Amit e eu realmente se interessando na compra da Gravity”, contou ele na época. “Khalid Jones também fez parte disso. Esses eram os caras que estavam na casa de Amit, nas colinas [de Hollywood], planejando em como entrar no esports de maneira responsável e respeitosa”.

Com o comunicado da Riot, e contando os dias corridos a partir de sua data de publicação, a Echo Fox tem até 13 de julho para resolver o caso. A segunda etapa da LCS 2019, da qual a organização faz parte como equipe franqueada, começa em 1º de junho.