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Sem preconceito: Guerri acredita que Vertigo é mais fácil que Nuke, Overpass e Mirage

Guerri foi um dos que gostaram da saída da Cache da rotação de mapas DreamHack

Se teve um dia em que o Counter-Strike: Global Offensive parou, com certeza este foi 28 de março. A causa: a decisão da Valve em adicionar Vertigo na rotação de mapas usados no competitivo no lugar da Cache, que está passando por “reformas”. Escolha bastante criticada por grande parcela da comunidade, que, na opinião de integrantes de equipes brasileiras que disputaram a DreamHack Rio, fez com que o mapa sofresse preconceito antes mesmo de ser degustado.

É o que pensa Ryotzz, da W7M Gaming, e os treinadores de Furia e INTZ, Guerri e Apoka, respectivamente. O trio, contudo, pondera dizendo que se trata de uma reação típica por parte dos amantes do Counter-Strike sempre que a Valve decide por realizar mudanças drásticas no jogo.

“Toda vez que a Valve faz uma grande mudança no jogo, todo mundo dá uma estranhada. Foi assim com o som do tiro da awp, com a nova economia. Então, é normal esse estranhamento inicial”, opina Ryotzz para o ESPN Esports Brasil.

Guerri segue a mesma linha e fala que é só uma questão de tempo “até pegar o gosto pelo mapa, treinar, saber as coisas como fazer e saber como o mapa funciona de verdade” já que “normalmente as pessoas não gostam de mudança, então se colocasse uma Cbble nova e ela estivesse diferente do que o pessoa gostaria, também iriam reclamar”.

A saída da Cache da rotação de mapas competitivo é unânime para os três profissionais, que acreditam que essa mudança ajudará na evolução da modalidade. “A Cache estava no map pool há bastante tempo, então é normal o mapa ficar muito fácil de se ler. Todo mundo sabe fazer qualquer coisa, todo mundo sabe fazer uma chamada. Já estava chato jogar”, aponta o treinador da Furia.

Apoka vê que a “mudança é boa porque traz uma novidade para o jogo, uma novidade para os times e é sadia”. O comandante Intrépido fala que, não necessariamente, precisaria ter sido a Vertigo, mas qualquer outro mapa que já foi do competitivo na época do CS 1.6 como Cpl_mill, Tuscan ou Fire

Mas ainda falta um longo caminho para a Vertigo conquistar o coração da comunidade e isso só acontecerá, de acordo com Apoka, a partir do momento que “a galera colocar o mapa pra jogar”. Exemplo disso foi o fato da DreamHack Rio ter sido a única competição presencial a abraçar, quase de forma imediata, o mapa, enquanto ESL e Blast Pro Series vão usar a “nova” rotação a partir de maio.

Para o veterano o começo da Vertigo no competitivo será semelhante ao da Nuke: “Vão ter aqueles três, quatro meses que não vai aparecer tanto. No começo todo mundo vai vetar, depois times vão ter outros mapas ruins e vão ter que jogar para não ter dois mapas ruins. A Nuke, quando voltou, todo mundo vetava Nuke e ninguém queria jogar. Já hoje em dia Nuke é um mapa super jogado, então vai acontecer a mesma coisa com o tempo”.

Ryotzz também menciona sobre o começo da Nuke, mas não acredita que a Valve vá “remover tão cedo”. Para o jogador, a desenvolvedora “vai ficar de olho em como a comunidade competitiva vai receber esse mapa. Vão analisar se as pessoas estão jogando ou não. Se não tiverem, vão realizar mudanças”.

Segundo números do HLTV.org, desde que Vertigo foi adicionado na rotação competitiva, o mapa foi escolhido 25 vezes em seis torneios, destes sendo três presenciais e os outros três disputados pela internet. Na DreamHack Rio, inclusive, o cenário apareceu duas vezes em escolhas da Furia, nas vitórias por 16 a 4 sobre Sharks e 16 a 2 contra Avangar.

MAPA DIFÍCIL?

A dificuldade do mapa foi uma das justificativas apresentadas por aqueles que, realmente, analisaram a Vertigo ao invés de apenas criticarem. Para Guerri e Apoka isso é apenas uma desculpa. O treinador da Furia diz que “é mais tranquilo que a Nuke; é mais fácil, mais rápido”.

“Acho, inclusive, que é mais tranquilo que a Overpass e, talvez, mais tranquilo que a Mirage porque a Mirage também é stackada igual a Cache, todo mundo sabe o que fazer”, analisa o comandante dos Panteras.