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"A pressão não diminui quando você está na paiN", afirma Djoko após vitória no Desafiante

PaiN Gaming foi a grande campeã da primeira etapa do Circuito Desafiante 2019 e cravou retorno ao CBLoL. Leonardo Sang/BBL

A paiN Gaming conseguiu no último sábado o que estava tentando nas duas últimas etapas: voltar ao Campeonato Brasileiro de League of Legends. Um ano após o rebaixamento, a equipe venceu a grande final do Circuito Desafiante por 3 a 0 contra a Team oNe neste sábado (20), na Arena BBL, e cravou seu retorno à elite do competitivo nacional do MOBA.

Em entrevista para o ESPN Esports Brasil depois da vitória, o técnico Djoko confessa a pressão que estava sentindo não fácil. “Ela era dupla: não só das pessoas que queriam ver a paiN de volta, mas interna por resultados”, explica. “Estou na paiN há um ano e no meu primeiro campeonato, que foi a segunda etapa do Circuito Desafiante de 2018, ficamos em segundo lugar. Não conseguimos subir na Série de Promoção. Terminamos em segundo lugar contra a INTZ na final da Superliga de 2018. Agora, depois de amargar três “quase lá’, conseguimos”.

Pessoalmente, Djoko diz que a pressão por resultado era muito grande. “Vindo de muitos vices na carreira, precisava desse resultado para provar que meu trabalho faz sentido, que estou no caminho certo”, comenta. No entanto, o técnico também sabe que a pressão não evaporou. “Fiquei muito feliz em vencer, mas a pressão não diminui quando você está na paiN. A pressão existe para sempre, para todos. É uma tradição muito grande”.

Na entrevista, Djoko agradeço Zé Aníbal, psicólogo da equipe. “Apesar dele não aparecer tanto, na equipe, comigo e os meninos, ele é um mestre em saber lidar com pressão, em colocar a gente na direção certa”, crava.

Um dos destaques da paiN na grande final, o mid laner Tinowns também falou sobre o psicólogo em sua entrevista para o ESPN Esports Brasil. “Obviamente, [ele] foi muito importante para nossa vitória”, afirma. “É muito difícil vir de um ano ruim, estando no mesmo time e jogar uma final. Há muito pressão em suas costas. O trabalho do psicólogo vem no dia a dia, conversando com a gente, melhorando nossa mentalidade. O trabalho dele é para nos concentramos, melhorarmos nosso foco e mantermos nosso objetivo”.

TRANSBORDANDO DE FELICIDADE

Não é só Djoko que ficou feliz com a vitória, claro. Tinowns, que foi rebaixado com a paiN na primeira etapa de 2018, revelou que está feliz e aliviado. “Tenho dois sentimentos muito bons. O primeiro é o alívio, de tirar um grande peso das costas. Acho que foi um dos poucos jogos da minha carreira que eu estava ansioso, me sentindo um pouco pressionado. O segundo é que estou feliz. Voltamos para o lugar onde a paiN nunca deveria ter saído. Estou feliz por ter vencido, pela torcida, pela organização e pelos jogadores”, diz.

Topo da equipe, Ayel também conversou com o ESPN Esports Brasil sobre a volta ao CBLoL e seu significado. “Para mim, é um marco importante para provar minha evolução como pessoa e jogador. Eu acho que aquela época em que a gente perdeu no Circuito, eu não era muito maduro e o time não era no geral, também, então todos nós evoluímos muito como pessoas e profissionais, inclusive dentro do jogo”, explica. “Era uma época em que eu estava pecando muito individualmente na gameplay, mas eu passei a evoluir e a correr atrás de estudar mais o jogo, de praticar minha mecânica que estava bem abaixo e conseguir mostrar um bom nível e uma boa evolução”.

Outro ponto importante foi conseguir entregar o título para a torcida da paiN, considerada a maior do país. “É uma felicidade muito grande mesmo [entregar o título para a torcida]. Naquela hora em que você vai para a frente e a galera fica lá gritando seu nome é um sentimento muito legal, bem gratificante”, diz. “Além disso, a torcida ‘hypou’ muito a gente, deu muita animação conforme a gente ia fazendo as jogadas. Sempre que a gente abatia uma pessoa aqui ou ali, pegava um barão ou um dragão, a galera gritava muito e dava uma emoção a mais, dava mais vontade de ganhar. Eles certamente um fator muito importante para essa vitória”.

OLHOS NO MUNDIAL

Conhecida por ter tido a melhor campanha brasileira em um Mundial, a paiN tem a chance de tentar fazer ainda melhor ao subir para o CBLoL justo na etapa que vale vaga para o maior evento internacional do LoL do ano.

Perguntado sobre isso, Djoko diz que “a expectativa de subir bem, como foi 3 a 0 na semi e final, é muito grande, mas o CBLoL é outra história”. “Teremos que viver outro patch, se reestruturar para outra competição, já que são oito equipes, e não mais seis. Sinto que tivemos muita confiança, e isso para um campeonato como CBLoL dá uma tranquilidade para fazermos nosso trabalho”, completa.

Para Ayel, a discrepância entre os times fortes e fracos do Circuito Desafiante era muito maior do que no CBLoL, mas que “toda a evolução que a gente teve até aqui não vai ser jogada fora”. “Podemos até cair de nível no começo do campeonato, mas com certeza a gente vai evoluir muito mais, ainda mais por ser uma competição mais acirrada”, garante.

Por sua vez, Tinowns é mais categórico. “Desde o começo, quando essa line foi montada, nosso foco era o CBLoL. Subir era o primeiro passo. Então a gente não acabou aqui. Ninguém vai relaxar por causa disso. A gente vai atrás do próximo título, que é o CBLoL e ir para o mundial”, crava.