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Kscerato não vê obrigação de times brasileiros vencerem a DreamHack Rio de CS

Equipe da Furia durante as qualificatórias para o IEM Katowice 2019. HLTV

A partir desta sexta-feira (19) o Brasil sediará, novamente, um torneio internacional de Counter-Strike: Global Offensive. Junto com a DreamHack Rio, volta a ser feita pela comunidade a velha indagação de quando uma equipe brasileira, finalmente, triunfará numa competição do tipo, o que acaba colando sobre os ombros das participantes tupiniquins a pressão extra por uma, teórica, obrigação de subir no degrau mais alto do pódio.

Um dos brasileiros que competição no torneio, kscerato tem visão totalmente diferente. Ao ESPN Esports Brasil, o integrante da Furia não acha “que seja uma obrigação. Acredito que o título é a principal meta para todos os participantes”. De acordo com o jogador, “os detalhes e o desempenho serão consequência do título. Porém, não descarto a vontade de quebrar esse tabu”.

Além da Furia, INTZ, W7M Gaming, Sharks Esports e Redemption são as equipes que vão representar o Brasil na DreamHack Rio. Mas os Panteras, pelos resultados recentes, como ter se classificado para o Major, são apontados pela grande maioria como os principais candidatos ao título.

Questionado pela reportagem se a Furia sente a pressão por ser considerada favorita, VINI responde que “a pressão que existe é a nossa própria de querer ganhar um título desse em solo brasileiro”. Para o jogador, “a parte do favoritismo é difícil dizer devido ao nível que todas as equipes do campeonato possuem, principalmente os times da Europa que. com certeza. vão dar muito trabalho”.

Ocupando atualmente a 19ª colocação do ranking elaborado pelo HLTV.org, sendo junto com o MIBR uma das únicas brasileiras dentro do Top 20, a Furia vem colecionando bons resultados nos últimos meses, como a própria classificação para o IEM Katowice e o título do ESEA Premier, a divisão de acesso da ESL Pro League. Mas os Panteras ainda não conseguiram emplacar uma ótima campanha numa competição relevante.

Na opinião de arT, falta para a Furia “tempo e experiência”. O jogador acredita que, “quando tivermos mais tempo de time e, consequentemente mais experiência, iremos poder começar a brigar com os melhores”.

Mais uma vez a torcida brasileira terá a oportunidade de mostrar o show que produzem em torneios de esports. Yuurih acredita que o público presente no Parque Olímpico pode ser, sim, um diferencial para os times nacionais. “Ter pessoas do seu lado torcendo sempre dá uma ajuda emocional, mas acho que o mais importante pra nós jogadores é saber que a torcida está com a gente; na vitória e na derrota. Juntos somos mais fortes”, afirma o Pantera.

A Furia começará na DreamHack Rio pelo Grupo A, chave na qual também está a brasileira INTZ, a norte-americana eUnited e a cazaque Avangar. Ablej diz que “nosso grupo, com certeza, é o mais perigoso e balanceado”. O jogador fala sobre o conhecimento da Furia em relação aos estilos da eUnited e INTZ. O Pantera continua, analisando a AVANGAR, que “tem um estilo semelhante ao da INTZ. Fora isso estamos indo com total confiança e sabendo que precisamos ganhar de todos os times que aparecerem pelo caminho”.

Nosso grupo com certeza é o mais perigoso e balanceado, conhecemos o estilo da eUnited e INTZ e sao duas otimas equipes; AVANGAR tem um estilo semelhante a INTZ, fora isso estamos indo com total confiança e sabendo que precisaremos ganhar de todos os times que aparecer pelo caminho!

Guerri finalizando dizendo que “nosso principal adversário, agora, é o INTZ porque é o time que vamos enfrentar na primeira partida”. O jogador afirma que “não estou pensando nos outros, um passo de cada vez” já que “o Counter-Strike está cada vez mais stackado e todas as equipes que estão aí podem ganhar dos outros”.

“Não sei quais são as chances. Só sei que vamos entrar focados para ganhar”, brada o técnico