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Com apoio da SPQR, Paulo Neto conta por que ficou de fora de torneios importantes de FIFA

Paulo “Pauloneto999” Neto na seletiva da CBF para a Copa das Nações Laís Torres/CBF

Paulo Neto, jogador de FIFA 19 da equipe SPQR Streaming & Gaming esteve neste mês de abril no centro de uma polêmica que envolveu seu impedimento de participar de um major e da Copa das Nações, ambas etapas do FIFA Global Series.

Segundo a EA Sports, responsável pelo circuito competitivo de FIFA 19, Paulo não estaria de acordo com uma das regras do Global Series quanto a idade mínima para competir. Segundo essa regra, o atleta deve completar 16 anos até 31 de outubro de 2018 para estar elegível. O jogador completou 16 anos apenas no dia 07 de janeiro de 2019.

Assim, Paulo foi impedido de jogar o FUT Champions Cup de abril e a eNations Cup, ambos em Londres, Inglaterra, dando lugar a Victor "Tore", do Ajax, que herdou a vaga no torneio por países.

Segundo nota oficial de Paulo na ocasião, ele disse “ter a consciência limpa”, que não alterou seus documentos e que não sabia do fato da regra sobre ser necessário ter 16 anos completados até 30 de outubro de 2018, reconhecendo que errou. Já a equipe SPQR, rechaçou qualquer envio de documento adulterado ou errado e apontou que Paulo errou quando fez seu cadastro na plataforma de jogos Origin. Na época, com 12 anos, Paulo inseriu no formulário de cadastro que seu ano de nascimento fosse 1989 e não a informação verdadeira, 2003.

O ESPN Esports Brasil conversou com Jorge Fioravante, gerente de marketing da SPQR e o jogador Paulo Neto sobre o acontecido envolvendo seu impedimento no FIFA Global Series.

Para começar, perguntamos a Fioravante, se os documentos enviados ao major de Atlanta foram os mesmos para o major de Londres e a Copa das Nações – inclusive para a seletiva da CBF. O dirigente confirma: “os documentos foram exatamente os mesmos. Vale ressaltar, que o problema nunca foi com os documentos do Paulo Neto. A SPQR jamais faria ou endossaria qualquer possibilidade ou algo do tipo".

Então por que foi permitido a Paulo jogar em Atlanta e não nos torneios de abril do FIFA Global Series? A SPQR aponta uma correção tardia, mas bem-vinda: “acreditamos que no momento da checagem das informações entre documentos e formulários online pela organização do evento, não foi identificado a divergência, mas isso não quer dizer que o erro deva se perpetuar. Não tínhamos (equipe) conhecimento do fato, mas apesar de ter acontecido com o Paulo Neto, a SPQR vê isso como positivo, pois reforça a lisura do jogo, o que é primordial para a justiça do resultado”.

Para a SPQR, apenas uma constatação pela checagem dos dados que foi o estopim para a descoberta, não uma denúncia. “Não queremos acreditar nesta hipótese, pois a conta é privada, protegida por senha, de uso pessoal e intransferível. É uma questão entre atleta e EA Sports. Acreditamos que se deu ao ser feita uma nova conferência da EA, FIFA ou da organização em si”.

“A EA Sports entrou em contato conosco nos informando do ocorrido, de pronto, fomos verificar com o atleta e comunicar a situação", explica o gerente. "O menino ficou desolado, mas o fato em si não afeta em nada seu desempenho em campo. Entendemos a medida para o bem do cenário. Mantemos um projeto social junto a crianças de algumas comunidades de Porto Alegre em situação de risco social. como conseguiríamos ensiná-los a ter e respeitar valores se nos não dermos o exemplo. A SPQR, não faz, não compactua e não participa com nenhum tipo de irregularidade”.

Fioravante reforça ainda que “sempre fomos muito bem recebidos e tratados pela EA Sports. Temos um canal direto de comunicação com o pessoal e logramos êxito em todas nossas demandas”.

A VOZ DO JOGADOR

Como peça-chave da polêmica, conversamos com Paulo Neto sobre o assunto. O jogador justificou o erro de colocar a data errada no Origin pela simples vontade de jogar FIFA: “lá atrás, quando criei minha conta, não me aceitariam por ter menos de 12 anos. Eu e meus amigos queríamos jogar e, naquela época, nem sabia que existiam [jogadores] profissionais de FIFA, quanto mais que iria me tornar um pro player um dia”.

Com o fato consumado e com a punição aplicada, Paulo acredita que o fato pode afetar negativamente sua carreira, mas diz "espero que não, pois foi duro. Vou usar isso como incentivo para treinar mais e estar melhor em FIFA 20".

"Quero jogar e ganhar cada vez mais", diz Paulo que também diz ser apoiado pela equipe. "O pessoal da SPQR sempre me apoiou e me dá as melhores condições para fazer meu trabalho. Vou trabalhar ao máximo, me dedicar aos treinos para conquistar os títulos e esta vai ser minha melhor resposta".

Aproveitando a oportunidade, perguntamos ao jovem como foi seu inicio profissional e como se sua entrada na SPQR. “Comecei a jogar a partir de torneios regionais e, com o tempo, percebi que tinha potencial [para jogar profissionalmente]. Consegui me classificar para meu primeiro torneio da EA e essa visibilidade chamou a atenção da SPQR, que entrou em contato comigo para falar sobre a possibilidade de trabalharmos juntos”.

“A SPQR me dá todas as condições de somente me preocupar com o jogo", continua o jogador. "Todo o resto, é com eles e isto é excelente, pois não preciso dividir meu foco. Minha única preocupação é jogar FIFA”.

Lembrando que Paulo chegou ao ponto mais alto da carreira derrotando todos os principais jogadores da atualidade na seletiva da CBF para a Copa das Nações e acredita, mais uma vez, que isso se deu por apoio da organização. “Minha equipe me deu toda a condição para chegar lá no mesmo nível que os demais, tanto que ganhei a seletiva. É muito bom estar competindo com os melhores do Brasil e ter vencido. Estou no caminho certo e acredito que na próxima temporada, vou estar ainda mais competitivo”.