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EA perde ação milionária na justiça brasileira por uso indevido de imagem de jogadores em FIFA

Kaká e Wayne Rooney em uma das versões da capa de FIFA 11 Divulgação/EA Sports

Mais um capítulo das desavenças entre a Electronic Arts, responsável por FIFA, e os jogadores brasileiros aconteceu nesta sexta-feira (12). Segundo decisão da juíza Monica Di Stasi, da 3a Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a empresa terá de pagar mais de R$ 7 milhões por uso indevido de imagem de atletas que atuaram por equipes mineiras.

Em ação em conjunto feita pelo Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado de Minas Gerais, o SAFEMG, mais de 200 atletas fizeram parte da requisição por uso indevido de seus direitos nos jogos de FIFA 2005 ao FIFA 16 e FIFA Manager 2006 ao 14.

Ação original requisitava um valor quatro vezes maior, no entanto a decisão da juíza fixou o valor de R$ 5 mil, por aparição, totalizando mais de R$ 7 milhões.

Fazem parte da lista de jogadores nomes como Alecsandro, Alex, Dagoberto, Diego Tardelli, Edu Dracena, Egídio, Éverton Ribeiro, Fred, Marcos Rocha, Ricardo Goulart, Wellington Paulista e outros.

Apesar de antigos, os jogos que fazem parte do processo devem ser retirados do mercado. A EA terá de pagar R$ 100 mil reais por jogo caso não seja cumprida essa parte da decisão. Vale ressaltar também que cabe recurso a EA.

PROBLEMA SEM SOLUÇÃO APARENTE

O caso é mais um reflexo da falta de unidade do futebol nacional e aparente falta de um esforço maior por parte da EA ao longo dos anos. Hoje, há um alinhamento da CBF com Konami para que Pro Evolution Soccer tenha o Brasileirão e equipes de maneira exclusiva, como Flamengo, Palmeiras e Corinthians.

Apesar da importância da liga brasileira frente ao mercado mundial, nossa liga em FIFA 19, possui 15 das 20 participantes do último Campeonato Brasileiro, todos com elencos totalmente genéricos.

A relação do futebol nacional com a EA em especial sempre foi muito conturbada, já que o futebol nacional de primeira divisão não possui uma liga única que o represente em acordos desta natureza, como é o caso da inglesa Premier League. Lá, ao comprar a licença de uso da liga, times e jogadores fazem parte do pacote.

No Brasil, sempre imperou o “cada um por si” e um acordo nunca foi concretizado para longos períodos ou mesmo um uso de licença de imagem que impedisse esse tipo de ação feita pelo sindicado de jogadores de Minas Gerais.