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Riot não divulgará vídeo com lance polêmico de micaO por "confidencialidade"

Riot Games Brasil

A Riot Games publicou nesta quinta-feira um comunicado esclarecendo o processo de avaliação de irregularidades do CBLoL. Por meio do rioter PH Suman, responsável pela equipe de juízes do campeonato, a empresa explicou os critérios utilizados nos julgamentos, especificando a jogada com a ultimate do Ryze que aconteceu na última semana, no jogo da Vivo Keyd contra INTZ.

De acordo com Suman, a prioridade da equipe é de manter a integridade competitiva, o que faz com que as decisões possam ser revistas após o primeiro julgamento. O rioter assume, em seguida, que a primeira decisão acerca da jogada da Vivo Keyd foi equivocada, e se desculpa com os jogadores.

“Na primeira análise entendemos que a Ashe do MicaO estava fora da área da ultimate do Ryze, passamos essa informação para os jogadores e requisitamos que o jogo fosse despausado. Por esse erro, pedimos aqui desculpas aos jogadores da Keyd, em especial ao MicaO”, diz.

O rioter completa afirmando que um processo de investigação mais a fundo foi iniciado após o fim da partida, mas que foi constatado que não houve irregularidade, sendo a jogada parte da mecânica da ultimate do campeão. “Nesse caso, o resultado da partida foi mantido, mas não teríamos problemas em anular e voltar a jogar se um dia identificássemos que um erro de julgamento teria influência em um resultado”, alega.

A cobrança pelo replay da jogada

Suman esclareceu a mecânica de pausas do competitivo de League of Legends, afirmando que, quando acontece uma pausa, os juízes conseguem observar o jogo pelo ponto de vista (POV) de um jogador, revendo cada clique e ação feito pelo profissional.

“Por uma questão de sigilo e confidencialidade, é estabelecido globalmente que esses vídeos não devem ser compartilhados com ninguém além dos juízes e dos oficiais da liga”, aponta o Rioter. “Contudo, em momentos com consequências mais importantes, nós podemos convidar um membro da comissão técnica do time para visualizar o vídeo.”

Suman completa afirmando que, após a partida, a comissão técnica da Vivo Keyd teve acesso ao POV, que mostrava diversos cliques de MicaO fora da área de atuação da ultimate. “Considerando todos esses pontos, e graças a essa ferramenta, pudemos confirmar a nossa decisão”, atesta.

Apesar da afirmação de que os vídeos de ponto de vista (POV) não devem ser compartilhados, no Mundial de LoL de 2016, um vídeo de POV foi divulgado após uma falha na visualização do campeão Aurelion Sol pelo jogador Bjergsen, da TSM.

Na ocasião, o campeão foi desabilitado, a partida foi recriada e o vídeo foi divulgado pelo rioter Emil no Twitter. “Aqui está o problema que fez com que o Aurelion Sol fosse desabilitado hoje. Estamos investigando e trabalhando em reproduzir [o possível glitch]”, afirmou.

PH finaliza o comunicado afirmando que sempre que a Riot sentir a necessidade de revisar uma decisão, a revisão será feita. “Entendemos que muitos dos nossos procedimentos podem ser um pouco complicados e que nem todo mundo os conhece, por isso queríamos dar essa visibilidade”, diz.

O comunicado completo está disponível neste link.