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Dupreeh crava: "MIBR está entre nossos maiores rivais, se não o maior"

Neste ano, no Major, Astralis e MIBR já se enfrentaram HLTV.org

Em qualquer modalidade, seja do esporte tradicional ou do eletrônico, a rivalidade entre duas grandes equipes produz um show a parte. É assim, por exemplo, quando paiN Gaming e INTZ se enfrentam no League of Legends. No Counter-Strike não seria diferente, principalmente quando MIBR e Astralis ficam frente a frente.

Há mais de um ano a equipe dinamarquesa vem dominando o cenário mundial e poucos foram aqueles que conseguiram bater de frente com a Astralis. Com isso, a comunidade começou a questionar sobre quais times rivalizam com os dinamarqueses. Ao ESPN Esports Brasil, Dupreeh respondeu a pergunta: "MIBR está, definitivamente, entre nossos maiores rivais, se não o maior".

Adversários na semifinal do primeiro Major do ano, com o time dinamarquês levando a melhor e pouco depois ficando com o título, MIBR e Astralis voltarão a se enfrentar na próxima semana pela edição de São Paulo da Blast Pro Series, que invadirá o Ginásio do Ibirapuera nos dias 22 e 23 de março.

Esta será a grande oportunidade para o time de Dupreeh vingar-se da derrota sofrida dentro de casa na decisão da edição de Copenhague da Blast em 2017. Na ocasião, diante da própria torcida, a Astralis perdeu para um SK que tinha FalleN, fer, cold e TACO - quatro dos integrantes do MIBR.

Dupreeh diz que "seria ótimo vencer em solo brasileiro porque, em primeiro lugar, esperamos que a torcida seja incrível e faça, definitivamente, igual ao que vimos em Copenhague". Lúcido, o jogador tem ciência que "a grande maioria vai torcer pelo MIBR", mas afirma que "isso não nos afeta".

Já quando o assunto é a tal vingança, Dupreeh é diplomático. "Quanto a bater o MIBR em casa, a coisa mais importante, provavelmente, jogar contra eles na final simplesmente por causa da atmosfera da arena", afirma.

A Blast São Paulo será a primeira competição da Astralis após o título do Major de Katowice. conquista esta que, para muitos, colocou a equipe como candidata a ser a melhor equipe de Counter-Strike de todos os tempos.

Dupreeh revela que o time não se preocupa com essa discussão, deixando-a para as outras pessoas: "Ao invés disso, focamos no nosso jogo e desempenho, pensando numa partida de cada vez. Não podemos controlar a mente das pessoas e essa não é a nossa intenção. Apenas queremos ser o melhor que podemos".

Poucas são as equipes que podem se orgulhar em dizer que venceram praticamente tudo no Counter-Strike. A Astralis é uma dessas, mas Dupreeh segue humilde: "Para nós é sempre um jogo de cada vez e se isso significa que ganhamos dez títulos como fizemos em 2018, então é claro que é incrível, mas nossos objetivos não orientados para resultados".

MAJOR FÁCIL DEMAIS?

A Astralis dominou o primeiro Major do ano de ponta a ponta. Foram poucas as partidas que a equipe dinamarquesa sofreu mais de dez pontos, sendo que o Renegades foi o único time a tirar um jogo de Dupreeh e companhia, durante o Legends Stage, quando os australianos venceram a Mirage por 19 a 17 na série que terminou 2 a 1 a favor dos dinamarqueses.

Como a Astralis não teve um adversário a altura na competição, muitos apontam que o título do IEM Katowice foi um dos mais fáceis já conquistados pela equipe dinamarquesa. Durpreeh discorda: "É uma pena pensar dessa maneira. Cada equipe se esforça tanto para ser o melhor que pode ser e acredito que agora somos parte de um dos, senão os mais fortes, da era do CS:GO”

"Levamos a nossa abordagem em relação a desempenho muito a sério porque sabemos que funciona. Isso requer muito em termos de recursos e nós temos uma enorme equipe por trás de nós para nos ajudar a concentrarmos em nosso jogo e desempenho", finaliza.