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Spacca e bczz apostam na Furia contra NiP e acreditam em boa campanha do time no Major

Enfrentando nada mais, nada menos que a lendária equipe do Ninjas in Pyjamas (NiP), a Furia Esports começa nesta quarta-feira (13) a disputar o primeiro Major de Counter-Strike da temporada. O ex-Pantera Guilherme "spacca" Spacca aponta a experiência como o maior perigo do esquadrão sueco, mas acredita numa estreia com vitória por parte do time brasileiro.

"O fato do NiP ter jogadores muito mais experientes já é bem perigoso, principalmente numa série melhor de um (md1), nas quais os times costumam ficar mais nervosos", analisa o ex-jogador em entrevista ao ESPN Esports Brasil. Para este confronto, spacca diz que a Furia "vai entrar na partida com um foco absurdo porque eles sabem o peso que é vencer uma tag lendária e sabem como é jogar contra times 'tier'". Confiante, o ex-Pantera afirma que aposta na vitória do antigo time.

Quem também destaca o fato do NiP ser um time bem experiente é o analista Otávio “bczz” Boccuzzi. O profissional, contudo, afirma que a organização "possui escalação bem diferente da que se apresentou nos últimos majors e com a qual foi considerada lendária pela comunidade".

"Vejo pressão nos dois lados já que para jogadores da Furia sempre foi um sonho jogar um campeonato contra GeT_RiGhT e f0rest, mas, ao mesmo tempo, esses a dupla e a equipe sueca ficaram de fora de três dos últimos quatro majors disputados", opina.

Assim como spacca, bczz se mostra confiante quanto a uma vitória da equipe brasileira: "Pelo fato de ser um confronto md1 tudo pode acontecer e acredito que a Furia tenha tudo que precisa para garantir uma vitória versus os suecos".

Mas o Ninjas in Pyjamas não será o único adversário da Furia na primeira fase do IEM Katowice em busca de uma das oito vagas para o Legends Stage. Além das duas equipes, outras 14 começarão o Major pelo Challengers Stage.

Para spacca "os times mais experientes vão ser os adversários mais difíceis" da Furia, enquanto "de resto vejo a equipe brasileira brigando de igual para igual com todos". O ex-Pantera afirma acreditar na classificação dos Panteras porque a "Furia passou de patamar classificando para esse Major".

Já bczz vê TyLoo, Renegades, Team Spirit e Wintrike como "as grandes pedras no sapato" da Furia porque "esses times possuem um estilo de jogo muito diferente do praticado por outras equipes e isso pode atrapalhar a leitura e o plano de jogo da Furia". O analista, contudo, também diz acreditar na escalação brasileira avançando para o Legends Stage: "acredito numa classificação apertada com um 3-2 ou 3-1".

EVOLUÇÃO APÓS SE MUDAR PARA OS EUA

A Furia é uma das muitas equipes que decidiram se mudar para os Estados Unidos a fim de melhores oportunidades. Os Panteras trocaram de país no segundo semestre de 2018 e, desde então, mostraram evolução a cada campeonato disputado

Spacca fala que, “hoje, a Furia está mais ‘madura’ já que os integrantes “passaram pelo processo de se tornar vencedores e aguentar a pressão que é jogar nos Estados Unidos” e “se você somar isso as habilidades de todos ali, é nitido ver que o time está muito bem treinado e preparado mentalmente”.

Para bczz a decisão da Furia se mudar do Brasil para os Estados Unidos deixou o sonho de disputar o Major mais próximo da realidade. O analista aproveita para falar que no cenário norte-americano "as oportunidades são maiores: a qualidade das equipes para treino é muito boa, a quantidade de seletivas é grande e a exposição perante times 'tier1' e 'tier2' é notável".

PONTOS FORTES E FRACOS

No Americas Minor a Furia entrou cotada para ficar com uma das vagas, mas não era a principal aposta de muitos na comunidade. Contudo, diante das boas apresentações feitas, a equipe não só conseguiu se classificar para o Major, como também conquistar os espectadores.

"A sincronia que eles estão jogando é o grande ponto forte", aponta Spacca, que complementa dizendo que "todos ali estão desempenho bem o seu papel". Já bczz afirma que o "individual do time está bem balanceado e o map pool cada vez mais aperfeiçoado".

"Apesar do grande destaque do yuurih e do kscerato, que se destacaram no Minor, vimos o arT brilhando de awp em alguns momentos, e vini e ablej jogando em alto nível e com certo destaque em momentos pontuais. Além disso nota-se claramente que as táticas são algo presente no jogo da Furia mas isso não os deixam mega robóticos", analisa.

Além das qualidades spacca destaca também pontos que a Furia precisa melhorar para o Major: "Nos últimos jogos eles perderam alguns forçados/eco em momentos decisivos das partidas, que é algo mais de concentração do que propriamente um erro, então se entrarem mais concentrados e não darem espaço pra esse tipo situação, podem realmente chegar longe".

ENTRADA DE ABLEJ

Antes de “tentar a sorte” na seletiva norte-americana para o primeiro Major da temporada, ainda em 2018, a Furia fez uma importante mudança na formação sacando spacca e promovendo Rinaldo “ableJ” Moda do time de base para o elenco principal.

O ex-Pantera acha que " o time ganhou mais dinamismo durante o jogo, principalmente porque o arT assumiu a função de awp e joga de uma maneira muito mais solta e pra frente, diferente de quando eu jogava. Ou seja, o time acaba jogando mais solto". Spacca afirma ainda que "ableJ encaixou muito bem no time porque o pensamento dele de jogo é muito parecido com o dos outros jogadores, e quando você junta isso com a diferença in-game que ele faz, o time se torna mais coeso".

Bczz relembra que "spacca foi, sem dúvida, um dos jogadores que mais ajudou a organização, incentivando os mais novos, participando de todas as mudanças do time e vivenciando grande parte das vitórias", mas que apesar disso o "ableJ trouxe uma cara nova dentro do jogo para a Furia assim como aconteceu após as entradas de VINI e kscerato".

O analista elogia o investimento que o clube faz revelando nomes do cenário nacional: "Apostar na categoria de base foi um dos grandes acertos da Furia, minimizando riscos e trazendo jogadores “fora da panela”.

“Dentro do CS acho que o AbleJ não teve o crédito merecido: apesar de não ser o jogador de maior destaque vimos atuações boas e constantes do mesmo. Sair de uma line Academy e jogar um minor da forma que ele fez é para poucos”, finaliza.