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Especialistas colocam MIBR entre favoritos ao título do Major e acreditam na Furia indo bem

IEM Katowice voltará a condição de major em 2019. Helena-Kristiansson / ESL

Não há nada melhor que a temporada competitiva de uma modalidade começar a partir de um Mundial. É com o Major do IEM Katowice que o Counter-Strike: Global Offensive abre as portas para 2019. Um campeonato que “promete ser um dos melhores que já tivemos, principalmente pelo palco escolhido” na opinião do narrador Bernardo “BiDa” Moura.

O comentarista Giovanni “Gio” Deniz aponta que os Majors são os campeonatos nos quais “as equipes mais se dedicam a jogar o Counter-Strike da forma correta, disciplinada” e que nesse tipo de campeonato “não existe jogo perdido”. Trata-se de torneios, nos quais, praticamente, “todos os jogos, mesmo aqueles de times desconhecidos, são insanos e com um nível muito bom”.

OS FAVORITOS

Para BiDa, "ter o Major como um dos primeiros torneios do ano faz com que a competição seja muito imprevisível" e, por conta disso, "não sabemos o quanto cada equipe se dedicou nesse espaço entre competições, além de termos alterações nas formações que dificultam ainda mais uma previsão".

O narrador, contudo, não foge do desafio proposto pelo ESPN Esports Brasil de apontar as equipes que considera favoritas ao título. BiDa acredita que os "principais nomes" entre os participantes do IEM Katowice são Astralis, Team Liquid, Natus Vincere (Na`Vi), FaZe Clan e MIBR.

Sobre a equipe comandada por Gabriel "FalleN" Toledo, BiDa afirma que o time está "trazendo a receita do sucesso de 2017" e que "fez questão de não competir em nenhum torneio esse ano para se preparar o máximo para o Major". O narrador considerada essa "tática" como "arriscada", "levando em consideração os resultados anteriores" e o fato de o "MIBR sempre espancar seus treinos e disputar campeonatos com performance abaixo do esperado".

Já Gio vê "Liquid e Astralis como as grandes favoritas pelo ano excepcional" que tiveram em 2018, "pela consciência coletiva que desenvolveram e também pelo trabalho sequente que vem exercendo nos últimos meses".

Tanto o narrador, quanto o comentarista acreditam que a Liquid não perdeu valor com as recentes saídas do treinador Wilton "zews" Prado e de Epitácio "TACO" de Melo. "Poderiam ter se desestruturado, mas parece que o time renovou um pouco o espírito competitivo", aponta BiDa, enquanto Gio afirma que, "mesmo com a troca recente, é um time que tem muito potencial com a adição de Stewie2k".

QUEM PODE SURPREENDER

Outra brasileira presente na lista de participantes, a Furia Esports é uma das equipes que podem surpreender nesse Major na opinião de Gio. Em toda edição de Major uma equipe acaba surpreendendo a comunidade. Prova disso é a campanha que a compLexity realizou no “Mundial” do Faceit London e o ótimo desempenho da BIG no PGL Krakow, ambos em 2018.

O comentarista aponta ainda para Grayhound, Renegades, Team Vitality, "além das equipes que possuem status Legends e não são consideradas 'Tier', como compLexity e HellRaisers".

Vitality, Ence e NRG são as principais apostas de BiDa já que são equipes que tem "o maior potencial de saírem dos Minors e atingirem o 'Top 8' do torneio".

O QUÃO LONGE A FURIA PODE CHEGAR

Por ter se classificado para o Major por meio da seletiva norte-americana, a Furia entra no IEM Katowice na primeira fase, que recebe o nome de Challengers Stage. Nela, a equipe brasileira duelará contra outras 15 participantes por oito vagas na etapa seguinte, o Legends Stage.

BiDa acha "que vai ser bem difícil dos brasileiros conseguirem garantir esse topo" e que para isto "vão precisar jogar com muita garra". O narradoz diz que todos sabem que a "Furia tem, cada vez, demonstrado um nível superior de jogo, mas vimos no duelo contra a NRG que ainda falta um pouco de criatividade e poder de adaptação para superar um jogo complicado".

"Os brasileiros vão precisar superar os veteranos que podem entrar com um pouco de soberba em cima da equipe brasileira. [A Furia tem] de aproveitar o fator 'underdog' para surpreender e jogar sem pressão", opina.

Gio acredita que, "pelo menos a fase de new Challenges, a chance é até razoável, considerando que são oito vagas e equipes que têm estilos de jogo muito abertos em relação aos brasileiros". O comentarista aponta que "os times asiáticos e da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) podem ser mais preocupantes pelo estilo diferente de jogo" e que "a falta de experiência pode atrapalhar a evolução de um jogo sólido".

O QUE ESPERAR DO MIBR

Como terminou a última edição do Major entre os oito primeiros colocados, o MIBR inicia no IEM Katowice já na segunda fase. Em relação ao Faceit Londo, o time brasileiro se apresentará com uma formação renovada por conta do “retorno” de Zews e Taco.

"O momento do MIBR é cercado de expectativas e isso pode atrapalhar levando em consideração que não vão ter nem um torneio de teste com a nova formação", opina Gio. O comentarista afirma que a equipe de FalleN é a "menos 'hypada' dos cinco candidatos a principal força" e finaliza dizendo que "o cuidado no Major tem que partir desde a fase de grupos" já que "não se pode brincar porque muitas equipes vacilaram e acabaram caindo".

O MAJOR

Com a participação de 24 equipes e premiação de US$ 1 milhão, o Major começará a ser disputado na próxima semana, no dia 14, e será disputado até 3 de março. Além da Furia, o MIBR também representará o Brasil na competição.

Dezesseis equipes iniciam no IEM Katowice pelo New Challengers Stage, entre elas os Panteras. As partidas decisivas, isto é, as que valem permanência e classificação serão disputadas em séries melhor de três (md3), enquanto as demais serão melhor de um (md1). Os oito primeiros colocados avançaram para o New Legends Stage.

Na segunda fase do campeonato estão os times que terminaram o último Major nas oito primeiras posições. São eles Astralis, Natus Vincere, MIBR, Team Liquid, compLexity Gaming, BIG, HellRaisers e FaZe. O sistema de disputa será o mesmo do estágio anterior. As oito melhores equipes avançam para o mata-mata e se garantem no próximo "Mundial".