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Silence afirma que "Brasil está bem forte" para a edição deste ano do Six Invitational

Silence vê Brasil "bem representado" no Six Invitational 2019 Gui Caielli / Ubisoft

Quatro equipes representarão o Brasil na edição deste ano do Six Invitational e, para o treinador assistente da Team Liquid, Adenauer "Silence" Alvarenga, o País entra "bem forte" e "está bem representado" no primeiro torneio internacional de Rainbow Six da temporada.

Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, o Silence aponta que, entre as equipes brasileiras que disputarão o Invitational, “nós, Ninjas in Pyjamas e Immortals” são as favoritas. "Se for ver as estatísticas que temos atualmente podemos citar a evolução da Immortals. O NiP é um time que sempre vem muito forte, os caras treinam todos os dias", analisa.

A FaZe Clan é outra equipe brasileira que disputará a primeira competição do ano. Silence, contudo, aponta que o rendimento da atual vice-campeã da Pro League caiu. “A FaZe, infelizmente, deu uma decaída muito brusca. Não sei se estão sentindo falta de um IGL, como o gohaN no time, que faz um trabalho diferenciado. Se a FaZe não melhorar, infelizmente, não passa nem da fase de grupos. Não querendo o mal deles, eu quero que dê Brasil não importa qual seja o time", afirma.

Além das equipes brasileiras também estarão presentes no Six Invitational outros grandes times do cenário internacional. A atual campeã G2 Esports (antiga Penta Sports) é uma das participantes e, na visão de Silence, "é um time que todo mundo tem que estar de olho, apesar de decaído".

O treinador assistente da Liquid aproveita para elencar participantes do Six Invitational que, na sua opinião, chama a atenção. "Tem alguns times que eu e o Sensi estamos de olho, são eles a Mock-it e a nova formação da Penta, um time que não possui jogadores não muito conhecidos mas são bastante habilidosos”, afirma

Assim como Sense, Leo "ziG" Duarte também acha que todas as quatro equipes brasileiras que vão disputar são favoritas. O jogador, contudo ressalta que "a gente sempre fala que o brasileiro tem muita bala, muita habilidade, mas quando chega lá o mental acaba influenciando um pouco".

Quanto aos demais participantes, ziG afirma que só "na fase de grupos a gente vai ter ideia dos times que podem se sobressair". O jogador vê a G2 como "muito forte" entre os europeus e a norte-americana Evil Geniuses, "que não vai muito bem na Pro League e arrebenta no Invitational".

PREPARAÇÃO

O Six Invitational começa a ser disputado daqui a dez dias, no Canadá, e isso quer dizer que as 16 participantes estão em reta final de preparação. Zig revela que depois da Team Liquid vencer a seletiva latino-americana, a equipe resolveu focar totalmente no torneio internacional.

"A gente esqueceu Pro League, esqueceu Brasileirão. Conseguimos ganhar da NiP na liga e da paiN no BR6 só com leitura de jogo e sem nenhuma tático. Acredito que a gente já saiu na frente de alguns outros times porque já começamos a estudar as equipes de fora", revela ziG.

O jogador complementa dizendo que a Liquid "não só estudou os times do nosso grupo, mas estudamos todas as equipes" com a intenção de querer "entender como funciona o meta e ver o que estão de fazendo de diferente".

Silence fala que a equipe "está se organizando bem" e revela que juntamente com o treinador está estudando bastante os times. "Estamos vendo táticas novas, novidades no meta de Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico", afirma. O treinador assistente afirma ainda que a Liquid está "dedicando mais de dez horas por dia, fora os treinos".

IMPORTÂNCIA DO INVITATIONAL

O Rainbow Six surgiu no competitivo de esportes eletrônicos tendo a Pro League como a principal competição internacional. Foi então que, em 2017, a Ubisoft criou uma nova série de campeonatos: o Six Invitational, que é considerado como um dos “Mundiais” da modalidade junto com o Six Major - este sendo realizado desde o ano passado.

Zigueira revela um carinho especial pelo Invitational, por ter sido o primeiro campeonato fora a premiação de US$ 1 milhão. Silence também comenta a importância do torneio, o qual julga ser "o mais importante do ano e o carro-chefe do nosso cenário"