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Naper vê Santos com "fórmula do sucesso" e sonha com torneio feminino na DH Rio

napeR defendendo a Team One em 2018. ESL Brasil

Camila “napeR” Naper vai começar 2019 com novos ares. Depois de um curto período de empréstimo, a jogadora acertou sua permanência no Santos e-Sports e vai ser um dos pilares da equipe para a temporada - que segundo a própria, promete.

“Estou bastante ansiosa”, contou napeR em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

“Acredito que 2019 será melhor do que 2018 em questão de competição e evolução para o cenário feminino. Acredito que terão mais jogos disputados e vamos ver quem será o time a ser batido”, completou.

A aposta dela, é claro, é na sua própria equipe: “Espero que nós, de preferência consigamos tirar a invencibilidade do Time das Lindas [que venceu os principais campeonatos nos últimos dois anos]”.

Focada neste objetivo, a jogadora se adaptou rapidamente ao Santos e já durante o empréstimo levantou sua primeira taça com a camisa das Sereias da Vila.

“A adaptação foi natural. As meninas do Santos já mostravam um bom rendimento, inclusive quando eu jogava pela T1. Elas não tinham uma AWP de ofício, então com a minha chegada elas precisaram mudar algumas coisas para o jogo fluir”, explicou.

“Acredito que a conquista da Liga Feminina por si só não foi um motivo extra para minha permanência, mas sim a necessidade de uma AWP”, completou a jogadora.

SAÍDA DOURADA

De olho no topo do Brasil, napeR decidiu deixar a Team One depois de um ano vestindo a camisa dourada. Segundo a jogadora, tomar essa decisão foi muito difícil.

“Eu estava na T1 há um ano e em um certo momento eu senti que o time não estava mais entregando o que deveria. Houve desentendimentos entre todas as partes algumas vezes. Haviam conversas, acertos e dali alguns dias aconteciam as mesmas coisas novamente”, contou.

“Para não causar um desconforto para todas as partes e jogar sem vontade, optei pela saída junto da nat. Sempre gostei das meninas da T1 e eu não queria estragar a amizade, então acredito que tomei a decisão mais sensata”, contou.

A FÓRMULA DO SUCESSO

No Santos, a jogadora acredita que há uma maneira de chegar ao topo do cenário nacional. A mistura de nomes mais rodados, como Amanda “dinha” Gomez e a própria napeR, com revelações como Lara “goddess” Baceiredo e Izabella “Izaa” Galle, é o segredo. “Desde antes de entrar no Santos sempre apontei a Izaa como o destaque. A Goddess evoluiu demais o jogo dela e acredito que ainda tem muito pra mostrar. O que o Santos precisa é de experiência em lan, a partir daí, vai ser difícil segurar”, afirmou.

“Queremos nos tornar o melhor time feminino do Brasil e com toda a certeza disputar um campeonato internacional. Será difícil tirar o Time das Lindas do topo, mas acho que temos a fórmula do sucesso: experiência + sangue novo”, completou.

MAIS PRESENCIAIS

Se a falta de torneios presenciais e estrutura já assombra os times de topo do país, no feminino a situação é pior. E, as poucas oportunidades que aparecem, são limitadas para apenas 10 jogadoras - já que apenas as finais de torneios costumam ser presenciais.

Para napeR, a saída mais simples é fazer as semifinais também no local, já que isso dobraria o número de mulheres que teria oportunidade de jogar no grande palco

“Acredito que o cenário está evoluindo e o próximo passo seja mudar a forma como os campeonatos nacionais são feitos. Alguns campeonatos foram através de convites, isso tem o lado bom e o lado ruim”, explicou napeR.

“O lado bom é que os fãs que acompanham conseguem encontrar com as jogadoras e assisti-las presencialmente. O lado ruim é que equipes como o Santos de 2018 ficam de fora de campeonatos que deveriam ter jogado pelo CS que estavam apresentando”, continuou.

SONHO CARIOCA

De olho no calendário para 2019, napeR aproveitou para fazer um pedido - um espaço para as mulheres durante a DreamHack Rio. O evento, que acontece no Parque Olímpico entre os dias 19 e 21 de abril, vai contar com o CS:GO Open - com US$ 100 mil em premiação.

Ainda não se sabe se haverá uma seletiva para equipes sul-americanas e os times femininos podem se inscrever normalmente caso a mesma aconteça. A jogadora, porém, sonha com uma competição repleta de mulheres.

“Espero que em 2019 tenham mais campeonatos internacionais. Inclusive poderia rolar um campeonato feminino na DreamHack no Rio, né? Que sonho seria!”, finalizou napeR.