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"Modelo de franquia não é a solução para o CBLoL agora", diz Riot

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Segundo diretor de esports, desenvolvedora está "tentando buscar uma solução que tem a ver com o mercado brasileiro" (4:40)

Em coletiva à imprensa, Carlos Antunes revelou alguns dos planos que a Riot tem para o futuro do cenário brasileiro (4:40)

Em evento em sua sede na cidade de São Paulo nesta quinta-feira (10), a Riot Games anunciou novidades sobre os campeonatos oficiais brasileiros de League of Legends.

Começando com uma retrospectiva, a desenvolvedora prometeu que não fará mais mudanças bruscas no meta do jogo como aconteceu no ano passado, quando o “meta sem atiradores” virou o competitivo de cabeça para baixo. “Já reconhecemos que essa estratégia não foi muito boa para o cenário competitivo”, afirmou Carlos “Caco” Antunes, diretor de esports da Riot Games, à imprensa.

CBLOL E FRANQUIAS

A Riot já havia anunciado que o formato da primeira etapa do Campeonato Brasileiro de League of Legends em 2019 seria diferente, com cada time enfrentando o outro três vezes em três dias diferentes. Com a mudança, as equipes passarão a jogar nos dois dias do final de semana, ao invés de apenas um.

Para Caco, este modelo foi “a forma que a Riot encontrou para que todos os times joguem mais e tenham a experiência de torneios internacionais”.

Quando o ESPN Esports Brasil perguntou sobre a possibilidade do CBLoL seguir o modelo de franquias, que já existe nos Estados Unidos, Europa, Turquia e China, o diretor afirmou que já existe uma conversa sobre o assunto, mas que há muito a ser pensado e discutido, e que ainda não é o momento de uma mudança.

“Os times, as organizações, sempre têm interesse de entrar no competitivo, então precisamos pensar em um mecanismo que seja consistente, que seja coeso, que seja de longo prazo”, disse Caco. “Todo mundo faz plano melhor no longo prazo”.

Entre as questões que a Riot está estudando, Caco cita dúvidas sobre o “fechamento” do competitivo em um momento que novas equipes competentes estão entrando no cenário. “Como a gente vai fazer em termos de estabilidade, relegation, promoção, com tantos times novos entrando no Desafiante e com tanta capacidade? É a hora de fechar ou não? Essas conversas a gente já vem ventilando”, explica.

“Temos dúvidas de como conseguiríamos fechar um negócio de franquia. Se a gente pega a franquia da LCS, os times são sócios da liga, então investem nela e rentabilizam”, continuou o diretor. “Hoje, quando vemos esse tipo de franquia clássica, que é mega comum para esportes tradicionais, entendemos que não é o momento de fazer isso no Brasil. De precificar o CBLoL, de dividir uma cota para os times. Ainda não é o momento de fazer isso, não acreditamos que a franquia seja a solução agora”.

No entanto, Caco garante que a Riot está procurando um “modelo intermediário”, uma “solução nossa”, “que tenha a ver com o nosso mercado brasileiro, que tenha a ver com algo que faça sentido pros nossos parceiros”.

CIRCUITO DESAFIANTE

Segundo Caco, o Circuito Desafiante viu sua audiência aumentar em sete vezes da primeira à segunda etapa em 2018 - o que coincidiu com a mudança de responsabilidade do “Circuitão” da PromoArena para a Riot Games.

"O desafiante é realmente uma realidade no cenário brasileiro. Revela talentos, tem torcida e times novos e tradicionais", diz Caco.

Em 2019, a responsável pela produção da série B do competitivo nacional será a Bad Boy Leroy. A narração e apresentação do torneio continuará nas mãos do trio de Gruntar, Colosimus e Camilota continua no projeto, além de contar com a adição de Eduardo “estblade” Souza para o papel de analista.