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Com 260 milhões de jogadores, EA quer FIFA "entre os três principais esports"

A familiaridade entre FIFA e o futebol é um trunfo para a EA Divulgação/EA Sports

Em entrevista ao site Gamesindustry.biz, Todd Sitrin, gerente da divisão competitiva da EA Sports, falou sobre o crescimento e os planos paras esports de FIFA estar entre os maiores jogos da atualidade.

Para o dirigente, é sabido que os três maiores dos esports são League of Legends, Counter-Strike e Dota, mas ele quer mudar esse cenário: “Ainda não estamos no mesmo nível dos líderes, mas o esport de FIFA é de longe o mais acessível que há. Todos sabem as regras, bilhões de pessoas conhecem o jogo e há ligação emocional com as equipes e os jogadores que estão em campo. Estes fatores favorecem a observação e compreensão. Em comparação, outros jogos oferecem experiências mais complicadas, confusas e inacessíveis”.

A EA quer aproveitar o fato que FIFA é simulador do esporte mais popular do mundo. Trata-se do jogo mais vendido segundo dados da indústria dos videogames e que conta com 260 milhões de jogadores ao redor do mundo – e parece que os ventos sopram a favor.

“O cenário competitivo FIFA triplicou em 2018”, disse Sitrin. Já há uma base competitiva grande de jogadores a ser explorada, por volta de 20 milhões participando de etapas preliminares do FIFA Global Series em 2018 segundo Sitrin: “há um trabalho também dentro da EA, com um grupo que já conta com 400 funcionários para desenvolver a veia competitiva de FIFA e expandi-la”.

“FIFA eWorld Cup, o mundial do simulador, teve 29 milhões de espectadores em 2018 em diversas plataformas ao longo de três dias”. No entanto, se a similaridade com o esporte ajuda, a EA precisa desenvolver seu cenário competitivo como um todo, como aponta a própria matéria da Gamesindustry.biz.

Há muito para se crescer se quiser estar entre os maiores. Quando se compara o mundial de FIFA com outros eventos consagrados dos esports, temos a audiência do mundial de LoL com 100 milhões únicos, e premiação são 25 milhões de dólares do The International de Dota contra 250 mil para o campeão de FIFA.

UM MUNDO DE "POSSIBILIDADE$"

O engajamento do jogador competitivo de FIFA é algo importante para a EA, já que a empresa ganha cinco vezes mais com aqueles que jogam competitivamente, gerando mais receita seja na compra do jogo ou em gasto em modos como o Ultimate Team.

“Queremos que os jogadores, não importando sua habilidade, possam competir. Como? Criando competições com menos de 100 pessoas que possam jogar em sua comunidade local. Assim, desenvolvemos os níveis intermediários e filtramos a elite, que estará nos principais eventos. Estamos tentando construir um ecossistema realmente robusto, incluindo grandes parceiros, como ligas oficiais da Inglaterra, Espanha, Estados Unidos, Holanda e outros grandes torneios de futebol.

Sitrin e a EA esperam que haja em certo momento um cruzamento de interesse dos torcedores do futebol tradicional com o esport de FIFA, dada a familiaridade com o esporte e suas grandes marcas em comum: "queremos construir uma ligação emocional. Se você é um competidor ou faz parte das dezenas de milhões de pessoas que estão assistindo, queremos desenvolver uma afiliação com os jogadores e as equipes de esports que estão participando de nossas competições”.