<
>

Orgulho nacional: As 10 melhores equipes brasileiras de esports em 2018

Equipe de League of Legends da KaBuM! e-Sports Reprodução/Riot Games

O talento individual pesa bastante, mas o trabalho em grupo no mundo dos esports é primordial. Nos esportes eletrônicos, assim como nos tradicionais, a união de jogadores só é agraciada com recordes e títulos quanto dos os membros do todo estão em sintonia e cumprem seu papel.

Foi o que essas dez equipes apontadas pelos ESPN Esports Brasil fizeram em 2018. São times de respeito, que conseguiram derrotar as adversidades e seus adversários para alcançar seus títulos. Mesmo aquelas que capengaram ao longo do ano, como a MIBR, tem os atributos necessários para dar a voltar por cima e trilhar o caminho de glórias em 2019.

Confira quais equipes fizeram bonitos e souberam representar o Brasil dentro e fora de nosso país.

FaZe Clan (Rainbow Six Siege)

A Team Liquid foi quem levantou o título mais importante do ano, mas a FaZe Clan não ficou muito atrás. Para muitos, inclusive, foi a equipe de Leonardo “Astro” Luis o time número 1 do país durante a temporada 2018. No total, foram quatro títulos ao longo da temporada. Online, a FaZe venceu a 2ª temporada do Oga Pit e a temporadas 7 e 8 da ESL Pro League latina. Presencialmente, Gabriel “cameram4n” Hespanhol e companhia levaram o Brasileirão.

Faltou mesmo um título internacional. A equipe era franca favorita ao título das finais da 8ª temporada. Empurrada pela torcida carioca na Jeunesse Arena, porém, a FaZe não foi capaz de vencer a G2 Esports e fechou a competição com um vice-campeonato.

Red Canids (HearthStone)

A Red Canids soube muito bem quem escolher para formar sua equipe de HearthStone ao colocar Leonardo "Leomane" Almeida, Rodrigo "perna" Castro e Lucas "Rase" Guerra como seus jogadores. A equipe dominou as classificatórias do HeartStone Championship Tour sempre com um dos seus jogadores nas grandes finais e ainda teve dois de seus três jogadores representando o Brasil no Global Games, a "copa do mundo" de HeartStone. Essa equipe tem muito o que mostrar em 2019 nos principais torneios da categoria.

MIBR (Counter-Strike: Global Offensive)

O ano de 2018 marcou o retorno de um dos maiores nomes da história de CS: MIBR. A equipe surgiu na metade do ano com o elenco da SK Gaming: Gabriel “FalleN” Toledo, Marcelo “coldzera” David e Fernando “fer” Alvarenga, junto com nomes de destaque no cenário, Jake “Stewie2K” Yip e Tarik “tarik” Celik. No entanto, a euforia da torcida foi brecada pela falta de resultados, já que a MIBR só um troféu, o ZOTAC Cup Masters. O final do ano marcou o retorno do técnico Wilton “zews” Prado e Epitácio “TACO” de Melo ao time, fatos que voltam a dar esperança que o time tenha um ano de 2019 brilhante.

Flamengo eSports (League of Legends)

Importante no futebol mundial, o Clube de Regatas Flamengo escolheu o League of Legends para entrar nos esportes eletrônicos em 2018. No primeiro split, quando disputou o Circuito Desafiante, o time liderado por Felipe "brTT" Gonçalves ficou em segundo lugar e conseguiu sua vaga para o CBLoL ao derrotar a Team oNe. Já no segundo split, o time voltou a ficar em segundo lugar ao ser derrotada pela KaBuM. No entanto, o resultado foi muito mais celebrado, já que o time, em pouco tempo, alcançou um posto alto na elite do LoL nacional.

Team Liquid (Rainbow Six Siege)


Quando os times brasileiros aportaram no Brasil e adotaram os jogadores da BRK, fizeram uma grande escolha. Em maio Zig e seu esquadrão levou as finais da Pro League Season 7 e colocou nosso país novamente no topo do pódio de um grande torneio internacional. Agora basta que a equipe consiga ler melhor a G2 para que nosso país domine o cenário nesse esport.

Black Dragons (CrossFire)

CrossFire era uma modalidade que nos últimos anos vinha perdendo espaço no cenário nacional com a evolução do Counter-Strike: Global Offensive e a explosão do Rainbow Six. Em 2019, contudo, o FPS pode voltar aos holofotes da comunidade, tudo por conta da conquista da Black Dragons no CrossFire Stars (CFS), o Mundial do jogo.

Antes da grande conquista do ano, porém, os Dragões também levantaram o troféu das duas etapas do CrossFire Elite (CFEL), a liga profissional brasileira, e junto com a INTZ foram os melhores na seletiva brasileira para o CFS

PaiN Gaming (Dota 2)

Considerando atuações brasileiras em competições internacionais, é inegável dizer que a escalação da paiN Gaming no Dota 2 foi uma das que mais obteve sucesso.

Com investimento em bootcamps no exterior antes de torneios, a adição do experiente Aliwi “w33” Omar e a força de vontade dos jogadores, a equipe venceu nove qualificatórias e disputou 10 torneios - incluindo a primeira participação brasileira em um The International - ao lado de Heitor “Duster” Pereira. O time também fez história ao conquistar o segundo lugar nas finais globais da WESG e o terceiro lugar na ESL One Birmingham.

Nos últimos meses, o time venceu as qualificatórias e disputou o Major de Kuala Lumpur (quando ficou em 13º-16º lugar), foi convidado para jogar o Red Bull Guardians (2º lugar) e o ESL One Hamburg (4º lugar) e garantiu vaga no Major de Xunquim, que será realizado em janeiro, e um convite para o ESL One Katowice em fevereiro.

Ex-Brasil Gaming House (Overwatch)

Não é de 2018 que a antiga escalação da BGH vem dominando o cenário competitivo sul-americano de Overwatch. A equipe foi adquirida da Black Dragons ainda em 2017 e, desde então, venceu grande parte dos torneios amadores realizados no Brasil e na América do Sul.

Os jogadores do time foram novamente escolhidos para representar o país na terceira edição da Copa do Mundo de Overwatch, e voltaram a fazer bonito ao conquistar o terceiro lugar do grupo - ficando atrás somente das favoritas Estados Unidos e Canadá.

A última conquista da escalação como Brasil Gaming House foi a GameCon Challenge, em novembro deste ano. Logo em seguida, a organização anunciou a liberação dos jogadores após um acordo mútuo de que os objetivos de ambos não eram mais os mesmos. A formação ainda está no competitivo como based tryhards e está disputando mais uma temporada da Contenders em busca de um tricampeonato, enquanto espera, ao mesmo tempo, chamar a atenção de organizações internacionais.

Ex-Wild (Counter-Strike: Global Offensive)

O ano de 2018 foi um dos mais concorridos do Counter-Strike brasileiro. Entre as várias equipes que surgiram e brilharam durante a temporada, uma se destacou: a atual ex-Wild.

A escalação nasceu em fevereiro na Virtue Gaming, com Lucas “destiny” Bullo e Dener “Khtex” Barchefield. Após uma série de mudanças nos meses seguintes, ela finalmente tomou forma em junho - com Alef “tatazin” Pereira, Paulo “land1n” Felipe, Vinicios “PKL” Coelho e do treinador Bruno “elllllll” Ono.

Depois da chegada do último, que se tornou o capitão, a equipe decolou. Foram oito títulos conquistados no segundo semestre, incluindo o Gamers Club Masters e o Gamecon Open, ambos presenciais. Ao longo dessas conquistas, o time vestiu a camisa da Virtue e da Team Wild. No final de 2018, porém, a organização afirmou que fechará as portas e o quinteto está livre para negociar seus contratos. Infelizmente o quinteto já foi desfeito pois Khtex anunciou recentemente que saiu da equipe.

KaBuM! e-Sports (League of Legends)

Por ter voltado à elite brasileira após breve passagem no Circuito Desafiante, a KaBuM foi deixada de lado na discussão sobre quais eram as favoritas ao título da primeira etapa do CBLoL 2018. A resposta veio da melhor forma: no Summoner’s Rift, com o título da liga nacional.

Apesar da conquista obtida no primeiro semestre, a equipe de Limeira ainda continuou cercada de incertezas. Muito por conta do baixo rendimento no Mid-Season Invitational (MSI). Os Alaranjados, contudo, não abaixaram a cabeça e durante toda a segunda etapa do CBLoL mostraram, novamente, que estavam num nível superior em relação aos outros times do cenário nacional.