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Rainbow Six em 2018: Invasão estrangeira e brasileiros campeões do mundo

Equipe da Team Liquid que foi campeã da sétima temporada da Pro League de Rainbow 6. ESL

O Tom Clancy’s Rainbow Six Siege já havia estourado no Brasil nos anos anteriores, mas, em 2018, o país deu um grande passo. O cenário recebeu uma onda de investimento internacional e nossos talentos passaram a representar algumas das principais organizações do mundo.

E foi com a camisa de uma delas, a Team Liquid, que o Brasil levantou seu primeiro grande título da modalidade. Leo “ziGueira” Duarte e seus companheiros venceram a 6ª temporada da Pro League e conquistaram o primeiro mundial verde e amarelo.

Para relembrar esses e outros momentos, vamos resgatar o que foi o ano do Rainbow Six.

CHEGADA DE ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

O ano começou com a notícia de uma série de organizações internacionais de olho em escalações brasileiras. FaZe Clan e Liquid foram as primeiras a se tornarem oficiais, com Ninjas in Pyjamas e Immortals chegando depois.

Com isso, as principais equipes do país passaram a vestir algumas das camisas mais populares dos esports, trazendo muita visibilidade para o cenário nacional. Além disso, grandes nomes do Brasil como paiN Gaming, Black Dragons e Red Canids também mantiveram investimentos na área.

LIQUID NO TOPO DO MUNDO

A primeira a colher frutos da união com o Brasil foi a Liquid. Em maio, a equipe de André “nesk” Oliveira levantou a taça da 7ª temporada da ESL Pro League - conquistando o primeiro mundial do Brasil na modalidade.

Apesar de certas desavenças sobre a nomenclatura do título - há quem considere apenas Six Invitational e Six Major como “mundiais” -, é inegável que a conquista colocou o cenário nacional em um novo patamar.

Em Atlantic City, nos Estados Unidos, os brasileiros venceram Fnatic, Millenium e a temida Penta na decisão. A conquista rendeu US$ 75 mil e aos cofres da Liquid.

A QUASE CEREJA DO BOLO DA FAZE

Apesar do título da Liquid ter sido o ponto alto do Brasil no Rainbow Six, a FaZe foi o time a ser batido ao longo da temporada. Com Leonardo “Astro” Luis e Gabriel “cameram4n” Espanhol vivendo grande fase, a equipe somou três títulos online e um presencial ao longo do ano.

A FaZe levou a melhor na 7ª e 8ª temporada da Pro League latina e também faturou a 2ª temporada do OGA Pit. Na lan, a equipe conquistou o título do Brasileirão após vencer a Black Dragons por 2 a 1.

Faltou mesmo a cereja do bolo: as finais da 8ª temporada da Pro League. Jogando no Rio de Janeiro, a equipe não conseguiu bater a G2 na decisão e terminou com o vice-campeonato daquele que seria seu principal título no ano.

DOMÍNIO EUROPEU

Para aqueles que não consideram a Pro League um mundial, a Europa foi a grande dona de 2018. Em especial a escalação da G2, que começou o ano jogando pela Penta.

Niclas "Pengu" Mouritzen e seus companheiros venceram quase todos os grandes torneios da temporada, incluindo os dois principais: Six Invitational e Six Major Paris. A escalação internacional ainda faturou uma edição do Oga Pit, as duas edições do Pro League europeia, a DreamHack Winter e, é claro, as finais da 8ª temporada da Pro League.

Foram poucos os momentos em que o time não foi protagonista. Só a Liquid, nas finais da 7ª temporada da Pro League, e a i don’t know, na DreamHack Valencia, conseguiram tirar o doce da boca de Juhani "Kantoraketti" Toivonen e companhia.