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LoL em 2018: A ascensão da dinastia chinesa e um meta muito doido

Invictus Gaming comemora vitória no Mundial de League of Legends Riot Games

O ano de 2018 do League of Legends trouxe surpresas, decepções e muitas mudanças para o competitivo - tanto no Brasil, quanto no restante do mundo. Foram mudanças de formato, o fim da dinastia sul-coreana e o início da chinesa, um meta muito doido no meio do ano e muito mais.

Confira uma breve retrospectiva do nosso querido LoLzinho em 2018!

CBLOL: UM NOVO FORMATO E O DOMÍNIO DA KABUM

O competitivo brasileiro de LoL este ano contou com uma notícia que muitos fãs e jogadores esperavam: um novo formato para o CBLoL. A maior competição do país passou a ter séries melhor de 3 (md3) e um sistema de escalada, como a Coreia do Sul, na fase eliminatória.

A mudança pareceu agradar a maioria das pessoas, apesar de ter sido readaptada para a segunda etapa por conta do calendário pesado para os times durante a escalada. Quem não gostou muito foi o pessoal do Circuito Desafiante, já que as vagas para a subida ao CBLoL diminuíram de três para apenas duas.

Durante ambas as etapas, tivemos mais jogos, e as equipes que conseguiram se adaptar melhor garantiram seu lugar na fase eliminatória de forma tranquila. Já as que não se adaptaram, tiveram amargas derrotas e foram rebaixadas diretamente para o Circuitão: a paiN na primeira etapa, e a Red Canids na segunda.

Do outro lado, a KaBuM foi a grande vencedora de 2018. Após ter caído para o Desafiante no ano passado, a equipe se reestruturou, venceu o Desafiante e voltou à elite do cenário competitivo brasileiro. Mas não foi só isso.

Apostando no técnico Jean-François “Nuddle” Caron e na habilidade dos jogadores que já integravam o time, mesmo novatos como Titan), a equipe foi de favorita ao rebaixamento para a grande campeã da primeira etapa em 2018. Na segunda etapa, o time perdeu o Nuddle e começou mal a temporada, mas trouxe o sul-coreano Lee "Hiro" Woo-suk, que resgatou a força de vontade e disciplina dos jogadores a tempo. O resultado foi uma vitória por 3 a 2 em cima do Flamengo na grande final da segunda etapa.

Com as vitórias, a KaBuM representou o Brasil nos três eventos internacionais da Riot Games durante o ano: o Mid-Season Invitational, o Rift Rivals e o Mundial de League of Legends.

CIRCUITO DESAFIANTE: NOVA CASA DE EX-CAMPEÕES

Em 2018, o Circuito Desafiante se tornou mais do que nunca a nova casa de equipes ex-campeãs do CBLoL. Após o rebaixamento da KaBuM em 2017, a “série B” do competitivo nacional recebeu a Team oNe e a paiN, rebaixadas na primeira etapa de 2018, e a Red Canids, rebaixada diretamente na segunda etapa.

Enquanto a KaBuM conseguiu subir ao CBLoL, seguida da Uppercut (ex-IDM), do Flamengo eSports e da Redemption, paiN e Team oNe continuam no Circuitão e jogarão contra a Red Canids, Falkol, Havan Liberty e Operation Kino pelas duas vagas para a segunda etapa do CBLoL 2019.

INTERNACIONAL: A ASCENSÃO DA DINASTIA CHINESA

Por muitos e muitos anos, a Coreia do Sul dominou o cenário internacional de League of Legends, deixando as outras regiões chupando o dedo. Mas não em 2018. Este ano, a China decidiu que já era hora de uma nova dinastia aparecer e, comandada pela Royal Never Give Up e Jian "Uzi" Zi-Hao, desbancou a Coreia do Sul nos mais importantes torneios internacionais.

Depois de vencer o Spring Split chinês, Uzi finalmente conquistou o sonho de levantar uma taça internacional ao conquistar o Mid-Season Invitational em uma vitória de 3 a 1 sobre a KingZone Dragon X. Nos meses seguintes, os jogadores chineses ainda venceram a Coreia no Rift Rivals e nos Jogos Asiáticos até a chegada do aguardado Mundial.

O Mundial de 2018 já começou com algumas surpresas e decepções, sendo o primeiro da história do jogo a não contar com a Team SoloMid. Além da famosa equipe norte-americana, a tricampeã mundial SKT também ficou de fora da competição após duas etapas sofridas na liga sul-coreana.

Sem grandes nomes no torneio, o caminho para as outras participantes mostrarem seu talento e força ficou aberto - e isso aconteceu de uma forma inesperada. Novamente, a Coreia mostrou estar perdendo força como região quando a favorita Gen.G foi eliminada ainda na fase de grupos, e a KT Rolster e Afreeca Freecs não passaram das quartas de final, perdendo para a Cloud9 e Invictus Gaming, respectivamente.

No lugar da Coreia do Sul, Europa e América do Norte mostraram que finalmente estão alcançando as regiões asiáticas. Ainda nas quartas de final, a G2 Esports surpreendeu a todos ao eliminar a favorita RNG de Uzi, enquanto a Fnatic derrotou a EDward Gaming. Pela primeira vez em anos, a Coreia ficou de fora das semifinais, e o Mundial teve a chance de ter uma final ocidental.

Isso não aconteceu, entretanto. A G2 Esports foi atropelada pela chinesa iG - única representante asiática viva na competição -, enquanto a Cloud9 sofreu o mesmo nas mãos da Fnatic, acabando como sonho norte-americano de chegar à grande final.

Na decisão do torneio, as esperanças do ocidente estavam nas mãos da Fnatic, que poderia conquistar o bicampeonato depois de anos. No entanto, a iG cumpriu o objetivo da região chinesa neste ano de tornar-se a nova dinastia. Em uma série completamente dominada, a iG venceu a Fnatic por 3 a 0 e deu início ao que pode ser uma nova era no competitivo de League of Legends.

DENTRO DO JOGO: UM META MUITO DOIDO

O competitivo de League of Legends em 2018 não foi afetado apenas pela diferença de força entre equipes e regiões. Outra coisa aconteceu este ano para virar o cenário de cabeça para baixo: o “meta sem atiradores”.

Lá por junho, a Riot Games começou a fazer “ajustes de funções”. Primeiro foram os magos no Patch 8.9, seguido dos caçadores no 8.10. Então, os atiradores entraram em foco no calamitoso Patch 8.11. Entre as mudanças, todos os campeões ADCs tiveram seu ataque, armadura e regeneração de vida diminuídos.

Achou muito? A Riot não. Isso porque ela também fez mudanças em diversos itens comprados por atiradores, como os de acerto crítico, e até mesmo nas runas, como Agilidade nos Pés. Com tudo isso, os atiradores ficaram mais frágeis, perderam impacto no jogo e demoravam muito para crescer na partida. O resultado: todo tipo de campeão apareceu no lugar dos atiradores na rota inferior.

No competitivo, vimos Yasuo, Mordekaiser, Vladimir, Irelia, Swain e outros campeões aparecendo na tentativa das equipes de se adaptarem ao meta e, ao mesmo tempo, surpreenderem os adversários. Isso foi acompanhado de composições de “proteção”, normalmente para o topo ou caçador, o que levou até suportes como Braum para o meio. O impacto, no entanto, foi sentido mais pelos atiradores, que tiveram que se acostumar a jogar com outros campeões ou, então, deram espaço para companheiros de equipe jogarem em seu lugar.

Depois de um período caótico que foi divertido para alguns, mas péssimo para outros, a Riot comentou sobre o caso e restaurou um pouco a força dos atiradores de acerto crítico no Patch 8.13. No entanto, a desenvolvedora afirmou gostar da versatilidade criada durante o “meta doido” e está mantendo um pouco disso, sendo possível ver até um Karthus como atirador recentemente.

BÔNUS: SNEAKY COSPLAYER

Não poderíamos deixar uma lista da retrospectiva de League of Legends em 2018 sem mencionar Zachary “Sneaky” Scuderi, que “quebrou a internet” com sua carreira de cosplayer, paralela à de jogador. Tudo começou ainda em 2017, quando o norte-americano recebeu de presente uma roupa de camareira de um fã em sua passagem pelo Mundial de League of Legends na China, no mesmo ano.

Depois, ajudado por sua namorada, Sneaky começou a fazer uma série de cosplays que só melhoraram com o tempo e impressionaram a todos, que não reconheciam o jogador por trás da roupa, maquiagem e dos seios falsos de silicone. Na lista estão Guardiã Estelar Urgot, Dark Elementalist Lux, Guardiã Estelar Soraka, Sivir Entregadora de Pizza, e, mais recentemente, Katarina Noite Infeliz.

Entretanto, o jogador não parou no mundo de League of Legends e fez cosplays de animes, como de Kotori Minami, de Love Live!, e até da invenção da internet, a princesa Bowsette - uma mistura da personagem Peach, de Super Mario, com o vilão Bowser.

Rolou até um duo de cosplay com o atirador sul-coreano Bae "Bang" Jun-sik. A dupla, que jogou junta durante o All-Star de League of Legends deste ano, se vestiu de Xayah e Rakan durante o torneio.

2018 nem acabou e mal esperamos para ver quais serão os futuros cosplays de Sneaky!