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O novo elenco da SK Telecom T1 será capaz de retomar seus tempos de glória?

Lee "Faker" Sang-hyeok, pilar da SK Telecom T1 Robert Paul/ESPN

"Todos na Nexon Arena e você, espectador, no chat da transmissão, ‘estavam lá’ quando o sonho da SK Telecom T1" acabou, disse o caster Christopher "Papasmithy" Smith ao final do classificatório regional sul-coreano do League of Legends. Gen.G avançaria para jogar com a Griffin. A SKT estava indo para casa. A câmera focalizou um sorridente Jo "CoreJJ" Yong-in no estande da Gen.G, cuja equipe acabara de eliminar a organização mais vitoriosa da história do League of Legends da disputa do Campeonato Mundial.

"A trajetória que levou a SKT a três finais consecutivas do Mundial e a vencer duas em três (2015 e 2016), antes de cair para a Samsung Galaxy [agora Gen.G], termina hoje", disse Papasmithy.

A SKT não era apenas a equipe mais condecorada de League of Legends, mas aquela que tinha alcançado seus feitos na maior parte do tempo com o mesmo núcleo de jogadores: Bae "Bengi" Seong-woong, Lee "Faker" Sang-hyeok, Bae "Bang" Jun-sik e Lee "Wolf" Jae-wan. Foi a primeira vez desde 2015 que esta formação da SKT, exceto por Bengi - que ficou nos bastidores - não conseguiu chegar ao Campeonato Mundial de League of Legends.

E agora, depois de uma offseason volátil, apenas Faker e a dupla substituta da bot lane, composta por Han "Leo" Gyeo-re e Lee "Effort" Sang-ho, permanecem. A SKT dispensou a última parte da formação original, Bang e Wolf, em 19 de novembro. Bengi também deixou sua posição de treinador, restando a Faker ser o último membro do apogeu da SKT.

O novo elenco de nove componentes da SKT, repleta de estrelas, já está sendo considerada uma das grandes equipes da atualidade, apesar de nunca ter jogado uma única partida. Os topos Kim "Crazy" Jae-hee e Kim "Khan" Dong-ha, caçadores Kang "Haru" Min-seung e Kim "Clid" Tae-min, Faker, os atiradores Park "Teddy" Jin-seong e Han "Leo" Gyeo-re, além dos suportes Cho “Mata" Se-hyeong e Lee "Effort" Sang-ho, formam a nova SKT.

No papel, é o elenco que poderia da continuidade a uma dinastia e que poderia botar um ponto final ao pesadelo da última temporada. Independentemente dos resultados, muitos dos nomes dessa formação, especialmente os novatos Clid e Haru, mostram que fortes ventos de mudança estão soprando a favor da SKT.

Em um jogo como League of Legends, em que a sucessão dos metas geralmente determina duração da qualidade das equipes, o sucesso esmagador da SKT ao longo de cinco anos é considerado uma dinastia. Até hoje, a SKT representa a única dinastia que a LoL já teve - e possivelmente. A SKT fez isso com a mesma formação de jogadores e praticou um estilo similar em múltiplos metas, contando com um forte teamfight, negação constante de visão ao adversário e suas escaladas no final do jogo que punia qualquer erro cometido pelos adversários da SKT. A SKT ganhou tanto ao longo dos anos que esse estilo de jogo, para melhor ou pior, ficou conhecido como o estilo de jogo padrão da Coreia do Sul.

Muito disso se deve há como a SKT jogou na selva. Bengi cresceu como um caçador que estava constantemente em suas rotas em 2013 e conhecida por seus padrões inteligentes de uso das sentinelas. Se Bengi gerou o estilo da SKT, ou a SKT gerou a assinatura de visão e de rotas de Bengi, ainda está em debate, mas a SKT procura esse estilo específico para seu caçador desde então.

Mesmo quando a equipe contratou Han "Peanut" Wang-ho em 2017, seu jogo agressivo lentamente se voltou para os padrões de uso de sentinelas. Quando Peanut não conseguiu fazer esse trabalho por qualquer razão, a equipe substituiu por Kang "Blank" Sun-gu, outro jungler que a SKT havia passado o ano anterior tentando transformar em um “novo Bengi”, uma decisão que os ajudou a vencer o campeonato mundial de 2016.

Agora, com dois caçadores agressivos, provavelmente podemos ver uma mudança do estilo da SKT. Com Crazy ou Khan na rota de cima e Teddy e Mata na bot lane, a selva pode se parecer muito com a formação da SKT de 2015 com Jang "MaRin" Gyeong-hwan. A SKT tem um jogo forte na bot lane em teamfights, e topos mais agressivos que exigem a atenção na selva devido a suas tendências de invasão.

A SKT tem outra identidade além de sua formação original: o próprio Faker.

Juntamente com o treinador Kim "kkOma" Jeong-gyun, Faker é a constante solitária nesta lista, que o torna elemento importante da identidade da SKT. Ele sempre teve uma voz forte na equipe tanto em comunicação quanto em seu estilo de jogo. Se a SKT estabilizar as rotas do meio e o bot graças a habilidade de Faker e Teddy sozinhos, abre um mundo de oportunidades para uma rota superior mais agressiva, especialmente quando você tem a parceria de Khan ou Crazy com as invasões de Clid ou Haru.

Os únicos problemas potenciais vêm da visão ou da falta dela. Clid e Haru, por vezes, não prestam atenção à posição de seus laners ou a visão de equipe, deixando-se abertos a colapsos quando invadem o território inimigo. Faker é conhecido por seu gerenciamento em rota que permite seu controle sobre o adversário. Isso também pode ter desvantagens para a equipe se uma negociação falhar, ou se o caçador da SKT não usar essa vantagem para ter uma visão extra.

Muito de como a SKT evoluirá este ano dependerá de Mata, tanto em sua movimentação - Teddy já provou em seu tempo com Kwon "Wraith" Ji-min que é mais do que capaz de se agir em segurança em um 1v2 - e sua liderança. Mata é conhecido como um excelente atirador, bem como sua visão inteligente. Pela primeira vez, poderemos ver o suporte da SKT assumir as tarefas de visão, ajudando Clid e Haru a se manterem seguros.

No papel, esta formação estabelece uma ruptura com o passado da SKT. Agora temos que ver a equipe em ação.