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Opinião: Que tal um pouco do "futebol moleque" de FIFA Street em FIFA 19?

Ronaldinho Gaúcho “à lá FIFA Street” Divulgação/EA Sports

Ao longo de mais de duas décadas de história, a franquia FIFA mostrou várias faces do futebol nos videogames. No game regular, tem mostrado o futebol em sua essência, com bons e jogo ruins ao longo do tempo. Teve games especiais para retratar a Copa do Mundo, trouxe o futebol feminino, futsal, mas poucos dessas ramificações fizeram tanto sucesso quanto FIFA Street.

Esse “spin-off” destacou a arte do futebol: o drible, o gol bonito, a jogada de efeito. Do game original de 2005, seguido por três continuações (FIFA Street 2, de 2006, FIFA Street 3, de 2008, e FIFA Street, de 2012), o esporte bretão foi retratado como quando jogamos na rua quando crianças, na quadra quando estudantes, com estrutura precárias, mas um futebol “moleque”.

No lugar da melhor estratégia e de formações “4-blá-blá”, o importante era o drible bem dado, o arremate ao gol na forma de um voleio. FIFA nunca foi tão Arcade como em Street.

De 2012 para cá, o máximo de Street que tivemos foi uma onda nostálgica em FIFA 18. Um joguinho de Alex Hunter em uma comunidade carioca antes de voltar ao “mundo-cão” do futebol profissional. Por que não ter mais disso em FIFA 19 ou em um game favorito. Vamos voltar aos jogos de Street para lembrar (ou conhecer) porque ele poderia ter uma volta triunfal, mesmo sendo apenas parte do jogo que se avizinha.

VAI UM “GOL A GOL”?

FIFA Street surgiu como uma proposta de “show”, usar a veia “espetáculo” do futebol. Foi a recriação do jogo praticado nas ruas, nas quadras, em terrenos baldios, ou mesmo nos shows freestyle, os quais jogadores desafiam os oponentes a executar lances bonitos com a bola nos pés.

As estrelas mais habilidades do futebol mundial da época foram colocadas em quadras menores, cercadas por grades ou muros de madeira, com traves improvisadas localizadas no Brasil, Argentina, Itália, Espanha e outros locais. No game original, as estrelas foram equipes divididas por países. O Brasil contou com Dida, Ronaldinho Gaúcho, Zé Roberto, Rivaldo, Cafú, Denilson, Ronaldo, Adriano e Rivaldo com opções.

Ainda que o gol fosse importante, dividia os holofotes com dribles e lances plásticos, como o elástico, lençol, canetas, voleio e carretilhas, que geravam pontos para os times.

A jogabilidade foi facilitada para a execução dos lances de efeito. Os lances bem-sucedidos eram recompensados com o Game Breaker. Ao executar lances de efeito, como dribles, o time enchia uma barra de energia. Uma vez cheia, seria como um “especial” dos jogos de luta, tornando os lances (ofensivos e defensivos) mais efetivos.

LEGADO E FIFA 19

Como citado acima, desde FIFA Street de 2012, a única coisa que vimos parecida de Street em FIFA Alex Hunter, protagonista do modo Jornada, em uma partida em uma quadra carioca em suas férias pelo Brasil. Pareceu o “último suspiro antes do mergulho”, um momento para se lembrar do futebol que jogava quando pequeno, antes de disputar sua segunda temporada como profissional.

Então, que tal mais de Street em FIFA 19? Já que não há planos para breve de um jogo independente, por que não trazer um pouco da alma do spin-off para o game regular?

O modo Street de FIFA 19 poderia seguir o exemplo do que vemos, por exemplo, em jogos de basquete. NBA 2K e Live possuem opções nos quais os jogadores disputam em quadras um jogo com menos jogadores, onde a habilidade pessoal se sobressai.

Ao falarmos de FIFA, não seria necessário mudar a jogabilidade ou a estrutura de jogo para colocar próximo à Street. FIFA 19, de campo, o normal, seria mantido, mas com as peculiaridades de partidas em quadras menores, semelhantes ao futsal.

As grandes estrelas estariam lá, divididas por times ou seleções, trios ou quartetos em quadras diminutas. Seria um jogo dinâmico, de passe rápido e que estimularia o drible. Seria um modo para se divertir após passar raiva com uma derrota online, a queda da conexão ou a compra de um pacote só com jogadores “Prata”.

Seria um modo para jogar com os amigos, os mesmos que jogavam com você na rua, onde chinelos eram traves, a terra era o gramado e a disputa pela bola tão grande quanto uma final de Champions League.