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Companhia dona da KT Rolster é investigada por corrupção no esport

Empresa está envolvida no escândalo de corrupção da KeSPA Divulgação

Dona de uma das maiores equipes de League of Legends da Coreia do Sul - KT Rolster -, a companhia de telecomunicações KT Corporation tornou-se alvo de investigações no escândalo de corrupção que envolve a Korean eSports Association (KeSPA) e um dos ex-presidentes do órgão que regulamenta os esportes eletrônicos naquele país, Jeong Byung-Hun.

O jornal coreano The Korean Times publicou, nesta quinta-feira (11), uma matéria afirmando que a segunda maior operadora de telefone móvel da Coreia é suspeita de oferecer propina a integrantes do comitê nacional de transmissão e comunicação, entre eles o ex-presidente da KeSPA, em troca de favores empresariais.

Ainda de acordo com o periódico, Jeong Byung-Hun, já como um dos oito secretários do atual presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, solicitou que um funcionário do alto escalão do Ministério de Estratégia e de Finanças destinasse uma “doação” feita pela KT Corporation, no valor de aproximadamente US$ 1,8 milhão, a KeSPA, apesar dos protestos vindos do servidor.

Investigadores do Ministério Público sul-coreano afirmam estar revisando registros financeiros da KT Corporation e telefônicos de funcionários de um dos departamentos da companhia, que foram enviados voluntariamente pela empresa. Os promotores acreditam que a gigante deu dinheiro em troca da influência do ex-presidente da KeSPA no comitê de transmissão e comunicação.

Por conta das investigações e das alegações que a empresa está envolvida no escândalo de corrupção, o atual presidente da KT Corporation, Hwang Chang-kyu, está sofrendo uma crescente pressão para se demitir por parte dos funcionários da companhia, que justificam falta de conduta e má administração do comandante.Um quarto dos trabalhadores, inclusive, já elegeram um novo líder para a gigante da telecom.

O ESCÂNDALO

O caso envolvendo a KeSPA começou a vir a público no início de novembro do ano passado, quando promotores sul-coreanos fizeram uma incursão aos escritórios da associação a procura de provas e para verificar se os executivos receberam subornos e desviaram fundos do órgão. As buscas iniciais fizeram com que três pessoas ligadas a Jeon Byung-Hun fossem levadas sob custódia por, supostamente, terem participado do crime.

Outro jornal coreano, o Hankyoreh, noticiou na época que o Ministério Público da Coreia do Sul estava investigando um patrocínio da gigante do varejo Lotte Home Shopping à 2ª temporada da KeSPA Cup de StarCraft II, competição disputada em 2015, no valor de US$ 300 mil. A quantia seria um pagamento para facilitar a renovação da licença de transmissão da companhia e teria sido dado na época que o ex-presidente da KeSPA já trabalhava no governo, dentro do comitê nacional de transmissão e comunicação.

No final daquele mês, os principais portais de notícias da Coreia do Sul e também internacionais noticiaram que Jeon Byung-Hun teve a prisão decretada pelo Ministério Público. Em comunicado, o ex-comandante da KeSPA alegou inocência: “digo claramente que nunca participei de nada ilegal. Vou me explicar completamente à acusação sobre as suspeitas e mal-entendidos".

Por sua vez, a KeSPA nega que o dinheiro, já retirado de sua conta, seja propina e diz que tudo não passa de patrocínio legítimo. Em meio às denúncias de corrupção, Byung-Hun deixou sua posição no governo sul-coreano no último dia 16 de novembro. Ele fazia parte do secretariado do atual presidente.