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Existe um meta brasileiro de League of Legends? Djoko responde

Djoko (dir.) conversa com o caçador Minerva (esq.) antes de uma partida Superliga Reprodução

Muito se diz sobre a “síndrome de vira-lata” do brasileiro, e isso não é diferente no League of Legends.

Achar que o Brasil é ruim e as outras regiões são superiores já acontece normalmente, mas se intensifica quando as equipes brasileiras vão mal internacionalmente. Nestas horas, um dos argumentos utilizados é que os times brasileiros tentam copiar equipes de outras regiões ao invés de criar seu próprio meta. Mas será que isso é mesmo verdade? Thiago “Djokovic” Maia diz que não.

Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, o atual head coach da ProGaming garante que existe um meta brasileiro e que ultimamente as equipes “vem sendo bem mais inovadoras em relações a picks, especialmente no fim de temporada”.

Segundo ele, Gangplank, Xin Zhao, Twitch e Morgana (suporte) são exemplos de picks regionais. Além disso, cita inovações de sucesso no meta brasileiro: Trundle (suporte), Xin Zhao (caçador), Zed (meio) e Shen (suporte).

Djoko não nega que o cenário internacional seja estudado, mas explica que costuma utilizar os estudos apenas como referência para padrões de jogo. “Muitas vezes, o pick em si não é o mais importante, mas como ele se encaixa no meta. Esse ‘modus operandi’ é analisado e encaixado não só na maneira como nossa equipe funciona, mas como o próprio jogador opera individualmente”.

O técnico também comenta que as novas runas, introduzidas na pré-temporada, permitem um balanceamento mais facilitado e justo dos campeões, abrindo novas possibilidades competitivas e de meta. “Dessa forma, com mais opções disponíveis, os jogadores podem se aventurar e encontrar novas opções viáveis para as composições de seus times”, afirma.

Vice-campeã da Superliga neste final de ano, a ProGaming está confirmada no CBLoL 2018, e Djoko promete: “tanto por parte dos jogadores como da comissão técnica, estamos preparados para nos manter atualizados e prontos para jogar com o máximo possível de opções de campeões. Desde que faça sentido, jogar fora do meta ou em um meta próprio não é um problema”.