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Escolha da redação: 15 momentos marcantes do esporte eletrônico brasileiro em 2017

SK Gaming teve um 2017 de sucesso e terminou o ano com oito conquistas Reprodução

Intenso. Não existe outra palavra para definir o ano de 2017 para o esporte eletrônico brasileiro. Além de aumentarmos nossa presença em torneios internacionais, o Brasil recebeu eventos importantes - como o Mid-Season Invitational - e fez bonito em diversas modalidades.

Com o ano chegando ao fim, a equipe do ESPN Esport Brasil escolheu quinze momentos marcantes para o esport nacional. Relembre conosco!

1. SK GAMING É OITO VEZES CAMPEÃ

Se o ano de 2016 já havia sido maravilhoso para a SK Gaming, 2017 foi melhor ainda. Existem quem vai argumentar dizendo não houve nenhuma conquista de major, mas os brasileiros não ficaram devendo quando o assunto é taça. No total, Gabriel “FalleN” Toledo e companhia disputaram 9 finais e levaram a melhor em 8 delas, se sagrando como a equipe mais vencedora do ano e superando qualquer recorde nacional, em qualquer modalidade dos esports.

-- Roque Marques

2. SG E-SPORTS MOSTRA O DOTA BRASILEIRO AO MUNDO

O ano de 2017 foi um dos melhores para o Dota 2 brasileiro até hoje. A Valve finalmente decidiu ajudar os cenários “menores” e criou uma regra estipulando que todos os torneios endossados por ela tenham uma qualificatória para todas as regiões. Com isso, o Brasil conseguiu mostrar a capacidade brasileira no MOBA nas mãos da SG e-Sports. Após conseguir uma vaga no Major de Kiev, a equipe brasileira entrou na disputa desacreditada e, de fato, foi bem mal no início. Entretanto, surpreendeu a todos quando eliminou a Team Secret nas oitavas de final. Mesmo perdendo nas quartas para a Evil Geniuses, o time brasileiro ainda deu trabalho e marcou seu nome de forma definitiva no cenário competitivo de Dota 2.

-- Daniela Rigon

3. TEAM ONE: DO DESAFIANTE A CAMPEÃ DO CBLOL

Nesse ponto precisamos lembrar que a Team One, vencedora de tudo no Brasil no que se refere a Counter-Strike, chegou no League of Legends mostrando que é uma organização vencedora. Formado pelo antigo time da INTZ Genesis (e sem sua estrela maior (Diogo "Shini" Roge"), a T1 chegou assustando em suas primeiras partidas, derrubando nomes grandes como Keyd e INTZ. Foram desacreditados do início ao fim do campeoanto e seus críticos diziam que tinham tido um golpe de sorte. No final das contas, os meninos de ouro venceram a paiN de forma convincente em uma grande final do CBLoL no Mineirinho lotado. A Team One ainda tem muito o que melhorar, mas prova, acima de tudo, que existem talentos fora do circuito principal de LoL no Brasil.

-- Rodrigo Guerra

4. BLACK DRAGONS FICA COM O VICE-CAMPEONATO DA PRO LEAGUE DE RAINBOW SIX

Mesmo com a torcida a favor, a equipe da Black Dragons e-Sports ficou com o vice-campeonato da 3ª temporada da Pro League de Tom Clancy’s Rainbow Six Siege. Na Grande Final, a equipe brasileira acabou sendo derrotada pelo ENCE eSports, da Finlândia. O torneio, considerado o Campeonato Mundial da modalidade, foi disputado nos dias 18 e 19 de novembro em São Paulo, dentro da Arena MAX5.

-- Gabriel Melo

5. FLAMENGO E CORINTHIANS ENTRAM NO ESPORTE ELETRÔNICO

Quando paramos para olhar o ano dos esports no território nacional, precisamos celebar o fato de que os clubes com as duas maiores torcidas do Brasil estão olhando para a categoria com bons olhos. Flamengo e Corinthians chegaram na categoria em mesmo com alguns tropeços, a chegada desses astros do futebol brasileiro reforça a importância do cenário dos esportes eletrônicos e vai trazer mais visibilidade para categoria. Esse foi apenas o primeiro passo. Agora Flamengo e Corithians precisam demonstrar em 2018 que não apenas têm nomes fortes, mas também têm estrutura para fazer grandes partidas nas modalidades em que estiverem participando.

-- Rodrigo Guerra

6. IMMORTALS: DO VICE-MUNDIAL AO FIM

Quando a Immortals chegou a final do PGL Kraków Major contra a Gambit Esports, poucos acreditaram. Quando Vito “kNg” Giuseppe, Lucas “lucas1” Teles e Henrique “hen1” Teles protagonizaram uma série de eventos que acarretaram no fim da escalação, o espanto foi ainda maior. De vice-campeã mundial para não existente, a Immortals transformou um ano memorável em um ano para se esquecer.

-- Roque Marques

7. GUIFERA CONQUISTA O MUNDIAL DE PES 2017

Guilherme "GuiFera" Fonseca é mais um atleta que colocou o Brasil no topo dos esports ao se tornar campeão mundial de Pro Evolution Soccer 2017. O jogador venceu a etapa final do PES League, o circuito profissional do game de futebol da Konami, aconteceu em junho, no Emirates Stadium, estádio do Arsenal, na capital inglesa. GuiFera, que já havia alcançado vice-campeonato mundial em 2016 e conquistado três vezes o nacional da franquia, derrotou o italiano Ettore "Ettorito97" Giannuzzi na grande final em Londres. Além de conquistar o mundo, Guifera assinou com o Santos Futebol Clube, seu time do coração, como representante oficial do clube em eventos de Pro Evolution Soccer.

-- Ricardo Caetano

8. BRASIL RECEBE O MID-SEASON INVITATIONAL

Nesta temporada, pela primeira vez, o Brasil recebeu uma competição de nível mundial de League of Legends. De 28 de abril a 21 de maio, o Mid-Season Invitational (MSI) foi disputado em duas cidades - São Paulo e Rio de Janeiro - contando com a participação de grandes equipes do cenário internacional da modalidade, como a toda poderosa SK Telecom T1, da Coreia do Sul, que acabou ficando com o título.

-- Gabriel Melo

9. CUTE E CNB QUEBRAM TABU SOBRE MULHERES NO COMPETITIVO DE LOL

Recentemente, a CNB e-Sports Club fez história no cenário competitivo brasileiro de League of Legends ao colocar uma mulher para jogar em sua equipe durante um torneio de peso. O fato aconteceu durante a Superliga, quando a organização decidiu utilizar seu time de base, a CNB Trinity White, que tem Julia “Cute” Akemi como suporte. Única Desafiante da equipe, Cute teve uma estreia difícil, mas saiu de cabeça erguida mesmo com a derrota. Apesar de parecer efêmero para muitos, o fato de uma mulher jogar em um torneio de peso significa muito para diversas outras jogadoras que desejam se tornar profissionais, mas desistem no meio do caminho por conta do machismo que encontram. Que em 2018 mais organizações tenham a mesma iniciativa que a CNB e que mais mulheres apareçam no competitivo.

-- Daniela Rigon

10. DIDIMOKOF ALCANÇA O TOP 16 DA CAPCOM CUP

Assim como Keoma e Brolynho, Didimokof mostrou ao mundo que o Brasil é muito bom em Street Fighter. Em sua primeira participação na Capcom Cup, o jogador brasileiro conseguiu até desbancar Ryota "Kazunoko" Inoue, o campeão de 2015, em um intenso melhor de 5. Infelizmente, Didimokof acabou eliminado por Naoki "Nemo" Nemoto, mas conseguiu imortalizar seu nome no Top 16 da competição.

-- Daniela Rigon

11. RAFIFA É CONTRATADO PELO PARIS SAINT-GERMAIN

O ano de 2017 ficará marcado para Rafael "rafifa13" Fortes. O jogador foi o primeiro atleta eletrônico brasileiro a ser contratado por um clube europeu. Em março, Rafael se tornou representante oficial do clube francês Paris Saint-Germain no circuito competitivo de FIFA. Rafifa13 chamou a atenção dos franceses ao ser campeão da etapa americana do FIFA Ultimate Team Championship Series em 2017, realizada em Miami, EUA. Ele derrotou o compatriota Lucas "LucasRep98" Gonçalves na grande final do torneio. Os dois, além de Henrique "Zezinho23xx" Lempke, estiveram no mundial do jogo, o FIFA Interactive World Cup. No entanto, a taça ficou com o inglês Spencer "Gorilla" Ealing.

-- Ricardo Caetano

12. BLACK DRAGONS VAI A CHINA PARA DISPUTAR NO CROSSFIRE

O ano de 2017 foi especial para o cenário brasileiro de CrossFire. Primeiramente porque, nesta temporada, o país teve pela, primeira vez, um representante na liga profissional da China (CFPL) com a Operation Kino. Além disso, neste ano, uma equipe brasileira conquistou uma competição de nível internacional: o CrossFire Stars Invitational 2017, com a Black Dragons e-Sports.

-- Gabriel Melo

13. WADA A CAMINHO DE SER UM MESTRE POKÉMON

Após vencer o Mundial de Pokémon na categoria Junior em 2011, Gustavo Wada continuou sua carreira de sucesso no competitivo do cardgame da franquia. Agora defendendo a Team Innova, o jogador ficou no Top 11 da categoria Master no Mundial deste ano.

-- Roque Marques

14. RIOT GAMES BRASIL FINALMENTE ESCUTA OS FÃS DO ESPORT

Depois de três anos de competição a Riot Games Brasil resolveu mudar todo o formato do CBLoL. A decisão foi tomada após um ano cheio de críticas da comunidade, dos jogadores e da imprensa ao formato MD2, que não deixava realmente claro qual era o melhor time em um confronto, e principalmente, fazia com que o CBLoL tivesse uma das menores médias de partidas entre todos os torneios de League of Legends do mundo. Fato constatado em matéria da ESPN Brasil.

Entretanto o modo adotado nos pontos, MD3, e o sistema de Gauntled não aumenta a quantidade de jogos de maneira substancial para todos os times e talvez, o mais interessante de tudo, assim como a Riot Games Brasil copiou o formato utilizado na Coréia do Sul em 2015, ela copia novamente o formato atual utilizado no pais. Se isso é bom ou ruim para o Brasil, não sabemos, mas o fato é que a quantidade de jogos não foi aumentada de maneira substancial ou fixa, se as estatísticas do CBLoL 2018 seguirem o padrão das edições anteriores teremos um aumento de apenas 11 jogos na etapa de pontos que servirão para desempate.

É obvio que de maneira geral a mudança é boa e mesmo não sendo a ideal ela vai trazer um ar fresco a competição, mas não é só a mudança que fará com que o Brasil tenha melhores resultados internacionais. No fim do dia, o balanço positivo é que todas as reclamações em fóruns, textos e twitter foram finalmente escutadas.

-- Felipe Felix

15. NOSFA NO QUAKE CHAMPIONS

Filipe “nosfa” Barbosa foi um dos poucos brasileiros que decidiram se aventurar em Quake Champions. O jogador deixou o Overwatch para se aventurar num cenário competitivo que ainda engatinha. Depois de vencer as qualificatórias sul-americanas online, nosfa partiu para a Suécia para disputar a DreamHack Winter. Mesmo sem conseguir vencer nenhum jogo, o jogador impressionou pelo bom desempenho para um “marinheiro de primeira viagem”.

-- Roque Marques