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UEFA Women's Champions League: artilheira com o mesmo número de gols de CR7, Ada Hergerberg é destaque do Lyon

Getty Images

Na final inédita da UEFA Women's Champions League entre Lyon e Barcelona, que será transmitida ao vivo pelo Espn Extra e pelo WatchESPN, neste sábado (18), os olhos da torcida do time francês certamente estarão voltados para ela.

Artilheira da edição passada, Ada Hegerberg não repetiu o desempenho nesta temporada, mas nem por isso deixou de ser uma das principais peças do Lyon na campanha que levou o time à sua quarta final consecutiva no torneio, do qual é o atual campeão.

A norueguesa marcou 4 gols em 8 jogos, número pequeno se comparado aos 15 da temporada passada. Ainda assim, entrou em uma das listas de melhores da Champions, como a jogadora com mais chutes a gol: 18 no total. Além disso, Ada ainda ostenta o título de melhor do mundo, que conquistou depois de desbancar a brasileira Marta e faturar a primeira edição feminina da Bola de Ouro, em 2018.

Fora da Copa por decisão política

Ada é uma personagem importante no futebol não só pelo seu desempenho dentro de campo. Atuante na defesa da igualdade de gênero no futebol, a atacante deixou claro seu posicionamento antisexista ao recusar o pedido do DJ francês Martin Solveig para que ela rebolasse no palco na cerimônia de entrega da Bola de Ouro.

Ada também surpreendeu o mundo ao decidir se afastar da seleção em protesto contra a falta de apoio da federação norueguesa ao futebol feminino.

Quando anunciou a decisão em 2017, em um comunicado, ela garantiu que não disputaria a Copa do Mundo da França se as condições com as quais a seleção feminina compete não se igualassem às da seleção masculina.

“O futebol é o esporte mais importante da Noruega para as crianças e foi durante anos, mas as garotas não têm as mesmas oportunidades que os garotos”, escreveu no comunicado. A atitude teve enorme repercussão e motivou uma importante mudança.

"Trata-se de ser sincera comigo mesma"

Depois do protesto de Ada, a federação norueguesa igualou os salários dos atletas das seleções masculina e feminina. A medida, inédita no mundo, não foi suficiente para levar de volta à seleção feminina a sua principal jogadora. Ada reafirmou a decisão de não ir à França por entender que o problema não é só financeiro.

Ela reivindica também investimentos em infraestrutura, planejamento e alojamentos nas concentrações do mesmo nível e conforto que os dos homens.

“Sei o que quero e conheço meus valores, portanto é fácil tomar decisões difíceis quando você sabe quais são as ambições e quais são os valores que defende. Trata-se de ser sincera contigo, ser você mesma”, disse Ada em entrevista à CNN.

Maior artilheira da história da UEFA Women's Champions League

Filha de treinadores, a jogadora tem apenas 23 anos, mas já acumula diversos títulos e prêmios na carreira. Ada começou a jogar futebol em 2010, no clube norueguês Kolbotn.Passou pelo Stabaek em 2012 e defendeu o alemão Turbine Potsdamdam em 2013.

Chegou ao Lyon em 2014 e conquistou três títulos consecutivos da Liga dos Campeões, além da marca de maior artilheira da competição, em 2018. O Lyon enfrenta o Barcelona pela final da UEFA Women's Champions League neste sábado, dia 18, em Budapeste. O jogo será transmitido ao vivo no ESPN Extra e no WatchESPN a partir das 12h45.