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Jéssica já foi desclassificada no jiu-jitsu por bate-estaca, mas ela e técnico defendem golpe legal no UFC: 'É muito simples evitar'

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UFC: Jéssica Bate-Estaca revela alívio com recuperação de Rose e brinca: 'Não matei ela' (0:59)

Norte-americana bateu a cabeça no octógono depois de uma tentativa de queda da brasileira e acabou nocauteada (0:59)

No último final de semana, Jéssica Andrade venceu a luta e o cinturão dos pesos palha em cima de Rose Namajunas, no UFC 237, com o golpe que dá origem ao seu apelido: um bate-estaca. Ele é extremamente raro no MMA e, segundo Marc Raimondi, do ESPN.com, a última vez que ele havia sido utilizado em uma disputa de título foi no UFC 34, quanto Matt Hughes venceu Carlos Newton, em 2001.

De fato, o bate-estaca é um golpe perigoso que, segundo o vice-presidente da Associação de Médicos da Ringside, Dr John Neidecker, pode causar danos a curto ou longo prazo, inclusive uma paralisia. Jéssica Andrade afirmou já ter sido desclassificada de um campeonato de jiu-jitsu quando ainda era faixa branca, por ter se utilizado da técnica. Porém, diferente do MMA, as regras do jiu-jitsu não permitem a execução.

Para a campeã, que afirmou ter ficado preocupada com Rose após a luta, só se machuca quem não sabe defender. “Assim como no jiu-jitsu, você pode se machucar em várias posições. Pode quebrar um braço, uma perna... Você tem noção do seu limite. Com o bate-estaca é a mesma coisa e acredito que o movimento que fiz, foi correto”, falou Jéssica com exclusividade ao espnW.com.br.

“Fiz o movimento em arco, a única diferença é que ela continuou segurando meu braço, pensando em uma finalização. Então quando ela caiu, estava segurando. Se tivesse soltado, teria se defendido da queda e, talvez, não teria sido um bate-estaca. Teria sido só uma queda, normal”, completou.

Gilliard Paraná, professor de Jéssica, concorda na periculosidade do golpe, divide da mesma opinião da aluna e completa: “O atleta tem que ser treinado para saber que, a hora que ele é levantado, precisa soltar a posição. Eu acho muito simples evitar isso”, disse para o espnW.com.br.

Fundador da PRVT, Gilliard também acredita que Rose continuou segurando o braço de Jéssica por ter acreditado em uma finalização, e aproveitou para lembrar de sua época de competidor. “Sou do tempo do vale-tudo, onde valia chutar a cabeça do adversário no chão, era fã do Pride, que a galera saia na porrada a vera. Era bem diferente. As pessoas acham que entendem de luta e querem falar, mas a maioria está nos apoiando”, finalizou.

“Estamos no maior evento do mundo, com os maiores profissionais de arbitragem. Acredito que, se não fui desclassificada, o golpe foi válido e se ela não se machucou, está tudo bem”, finalizou a detentora do cinturão.