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Secretário-geral da Fifa acredita em melhoras significativas no futebol feminino durante Copa do Mundo

Zvonimir Boban, secretário-geral adjunto da Fifa durante o sorteio da Copa do Mundo Feminina. Franck Fife/AFP

O secretário-geral adjunto da Fifa, Zvonimir Boban, está no Brasil para uma reunião de força-tarefa para os novos torneios do futebol mundial. Dentre tantos assuntos abordados no encontro, um deles foi sobre o futebol feminino.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, ele foi questionado sobre as datas da Copa América no Brasil e da Copa do Mundo Feminina coincidirem. Na França, o mundial vai do dia 07 de junho a 07 de julho, enquanto a Copa América começa sete dias depois e tem a final no mesmo dia.

“É um calendário. Vão assistir duas competições. Começamos um pouco antes [a feminina] e terminamos juntos. Vamos viver dias mágicos de futebol. Não podemos fazer diferente. Esta é a última vez que isso vai acontecer”, afirmou Zvonimir.

Com o futebol feminino vivendo um auge e a Copa do Mundo indo para sua oitava edição, o secretário acredita que veremos uma melhora significativa e já cria expectativas para 2023: “No próximo, vamos ver uma melhora muito concreta do futebol feminino. Porque as gerações que estão chegando, estão treinando desde muito antes. São muito mais preparadas tecnicamente, taticamente. São mais rápidas”.

Para ele, um dos problemas do futebol feminino é ser sempre comparado com o masculino, já que os dois são bem diferentes. “Espero que chegue um dia em que a gente diga somente ‘futebol’” – afirmou e lembrou algo importante – “Mulheres jogam há menos anos. Estamos corrigindo isso. Mas todos se dão conta que é importante. Metade da população do mundo são mulheres. Queremos que nosso esporte seja absolutamente de mulheres também”.

Perguntado sobre premiação diferente, ele deu esperanças dizendo que espera um dia poder ser como no tênis, onde homens e mulheres recebem o mesmo valor. Mas alerta: “Para isso, temos que fazer movimentos. Pessoas indo nos estádios, ligas importantes. Desenvolver. Não se compra tempo. É um processo. Esperamos que seja o quanto antes, mas é um processo”, finalizou.