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Cyborg põe em xeque futuro no UFC: 'Se não tiver minha categoria, indiretamente estão me cortando'

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UFC: Amanda revela o que conversou com Cyborg no octógono e crava: 'Sou a melhor de todos os tempos' (1:58)

A 'Leoa' brasileira venceu sua compatriota e conquistou seu segundo cinturão (1:58)

Depois de 13 anos invicta, Cris Cyborg foi derrotada por Amanda Nunes no UFC 232, em Los Angeles. A partir de então, a Leoa passou a ser a única lutadora a ser detentora do cinturão de duas categorias, nos pesos galo e pena.

Depois de uma atualização do ranking pelo UFC, porém, a categoria de Cris Cyborg (peso-pena, até 66kg), em que ela era a única campeã até então, desapareceu misteriosamente do site. Agora não se sabe se a divisão ainda existe ou se foi cortada.

A categoria estreou no UFC 208, em fevereiro de 2017, no confronto entre Holly Holm e Germaine de Randamie. A primeira luta de Cris Cyborg oficialmente na categoria foi em julho do mesmo ano, quando derrotou Tonya Evinger e venceu o cinturão. Até chegar em Amanda Nunes, ela venceu Holly Holm e Yana Kunitskaya.

Em entrevista para o espnW, Cyborg afirmou que também não sabe qual o futuro do peso-pena feminino no UFC. “Vi que eles tiraram minha categoria do site, não sei até que ponto isso vai mudar alguma coisa. Se não tiver minha categoria, indiretamente estão me cortando. Então acho que muitas coisas estão para acontecer”, confessou a atleta, que ficou sabendo sobre o possível corte através de mensagens de fãs.

“Todo mundo que segue minha carreira sabe a luta que foi para ter minha categoria no UFC”, disse Cris que, antes de lutar no peso-pena, só tinha participado de lutas em pesos casados depois do Invicta. O contrato dela chega ao fim em março desse ano e, segundo ela, seu manager está em contato direto com a organização para decidir se haverá ou não uma renovação.

Segundo Cyborg, ela fará o que for bom para ela e para o UFC e que, independente do que aconteça, pretende continuar lutando. “Eu quero lutar por mais cinco anos, eu gosto de lutar, é o meu trabalho, não tenho nenhuma lesão ou algo que me prejudique”, disse a lutadora de 33 anos.

Dana White anteriormente já veio a público se desculpar com Cris Cyborg por não ter dado a ela a atenção que merecia e hoje, reconhece que ela foi uma atleta dominante por muito tempo. Porém, mais uma vez parece que o presidente está errando ao não dar um parecer sobre a possível extinção da divisão de peso.

“Isso [tirar o peso-pena feminino do UFC] pode tentar apagar minha categoria, mas não apaga quem sou eu. As pessoas estão comigo por onde eu for. Onde estiver lutando, minha estrela vai brilhar assim como fiz em toda minha carreira”, finalizou Cyborg.