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Marta se emociona e nega pressão: 'Messi não entrou na história? Pelo que me lembro, não conquistou Copa do Mundo'

Corriqueiramente, as críticas para Marta são sempre as mesmas: ‘melhor do mundo? Conquistou o quê?’. De fato, uma Copa do Mundo é agregador ao currículo de qualquer jogador de futebol. Mas será que, perante a tantas conquistas do futebol feminino, não ter uma Copa do Mundo apagaria algum brilho?

A seleção brasileira está em período de treinamentos na Granja Comary desde a semana passada, e parte da equipe ficará por lá até 23 de fevereiro, se preparando para a Copa do Mundo da França, que começa dia 07 de junho. O título mundial é algo que o Brasil não tem e a melhor participação foi em 2007, após a derrota de 2 a 0 para a Alemanha na final.

Este ano, a seleção brasileira tem possibilidade de encarar seleções que estão no auge, como Alemanha, Estados Unidos e França. Jogando pelo grupo C, Marta considera a Austrália o adversário mais difícil, seguido de Itália e Jamaica.

A maior artilheira da história seleção brasileira vai para a sua quinta Copa do Mundo. Durante coletiva de imprensa em Teresópolis, ela foi questionada sobre aposentadoria e deixou claro que não tem previsão para acontecer: “Procuro viver um dia de cada vez. Tentando me manter da melhor maneira. Tentando competir em alto nível. Sentindo se dá para levar mais alguns anos”.

E será que para ela, uma Copa do Mundo é primordial? Como resposta, uma comparação a Messi. O cinco vezes melhor do mundo e camisa 10 do Barcelona, nunca conquistou um mundial pela Argentina. A seleção de Lionel deixou a Rússia na primeira rodada em 2018, além do craque não ter marcado nenhum gol e perdido um pênalti contra a Islândia na estreia da Argentina.

“O Messi não entrou na história do futebol? Pelo que me lembro, não conquistou Copa do Mundo”, relembra a seis vezes melhor do mundo. “Isso é do brasileiro, cobra muito, principalmente futebol. Tem que entrar para ganhar, não pode entrar para competir”, disse Marta, e finalizou modestamente: “Em várias competições, sentia que a gente era melhor e não ganhamos. E não é porque não ganhou que não deixa seu nome na história. Não considero que marquei, trabalho para que o futebol feminino permaneça vivo e constante”.

Durante a coletiva, Marta também ressaltou que a luta pelo futebol feminino vai muito além de uma Copa do Mundo, tendo em vista que desde que jogadoras como Pretinha e Formiga começaram a jogar há cerca de 30 anos. “Não é uma coisa que acontece de um dia para o outro. Para nós, que estamos voltadas para essa luta, isso é muito melhor que um título”, se emocionou.