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Ada Hegerberg anuncia que não jogará a Copa do Mundo no ano que vem pela seleção norueguesa

A seleção norueguesa certamente é um dos destaques entre as 24 seleções classificadas para o Mundial feminino no ano que vem. Campeã das Olímpiadas de 2000, da Copa do Mundo de 1995 e bicampeã da Eurocopa Feminina (1987 e 1993), a Noruega foi eliminada pela Inglaterra nas oitavas de final do último mundial. Ada Hegerberg foi a artilheira da seleção, com três gols no total, mas afirmou que não jogará na Copa do Mundo de 2019, na França.

Primeira mulher a receber um Ballon d’Or na semana passada, a artilheira do Lyon, que aos 23 anos marcou 33 gols em 21 jogos na última temporada, ajudando o time francês a chegar ao quarto título da Liga dos Campeões, Ada afirmou que a igualdade é importante para ela e, por isso, continuará focada apenas em seu clube no ano que vem.

No ano passado, a Federação Norueguesa de Futebol e a Associação de Jogadores do país assinaram um acordo sobre igualdade salarial. Joachim Walltin, ex-jogador e chefe do sindicato de jogadores na Noruega, disse na ocasião que o país leva muito a sério a igualdade de gênero e que o pagamento igualitário é um passo importante para o país e para o esporte. Para que o pagamento fosse feito, os atletas do sexo masculino doariam o valor arrecadado pelas atividades comerciais realizadas pela equipe nacional, para as jogadoras.

Walltin também disse que “para as mulheres, realmente fará diferença. Muitas delas realmente trabalham e estudam, além de jogar futebol. Assim é difícil melhorar”. A ideia da federação era elevar o nível da equipe feminina e investir para atrair mais jogadoras ao time nacional.

No mesmo ano, após a péssima participação da Noruega na Europa League, onde a seleção terminou em último lugar do grupo sem nenhum gol, Hegerberg anunciou afastamento do time por conta das condições dada às mulheres no futebol. “Obviamente, eu adoraria jogar pelo meu país. Eu tenho sido bastante crítica e direta com a federação sobre o que senti. E eu senti que isso não foi bom o suficiente para minha carreira na equipe nacional” – disse Ada, em entrevista à CNN.

Embora a Noruega tenha sido pioneira em questão de equiparação salarial, para Ada não é só sobre dinheiro: “É sobre preparar, agir, ser profissional. Deixei muitos pontos claros para eles quando tomei a decisão”.

A decisão tomada por Ada após a Euro será mantida até a Copa do Mundo, que começa em seis meses: "Eu sei o que quero e conheço meus valores e, portanto, é fácil tomar decisões difíceis quando você sabe quais são as ambições e os valores que você defende. É tudo sobre permanecer fiel a si mesmo, seja você mesmo”, falou à CNN.

A NFF segue tentando um acordo com Hegerberg e espera que a artilheira volte a jogar em algum momento. Mas Ada parece estar decidida: "Estou apenas concentrado em jogar 100% da melhor forma possível no meu clube. É claro que tenho ambições mesmo que não jogue pela seleção". A jogadora tem contrato com o Lyon até 2021.