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Ronda Rousey e Holly Holm: há três anos, a vida das duas americanas mudou com a derrota da rainha do UFC

14 de novembro de 2015: há exatos três anos, o UFC 193 promoveu uma grande luta entre Holly Holm e Ronda Rousey. O Etihad Stadium, em Melborne, recebeu o evento pela primeira vez. A princípio, o main event marcaria a disputa do Cinturão Meio Médio do UFC entre o campeão Robbie Lawler e o desafiante Carlos Condit. Porém, Lawler se lesionou e teve que desmarcar a luta, fazendo com que a disputa passasse a ser pelo Cinturão do Pelo Galo Feminino, onde Holm estava prestes a tirar o cinturão de Rousey, invicta até então.

Na verdade, uma das duas perderia a invencibilidade naquela noite: a ‘preferida’ Ronda, ex-judoca, tinha uma séria de 12 lutas sem perder e do outro lado, Holly, 19 vezes campeã no boxe, tinha nove vitórias em nove lutas no MMA.

Os dias que antecederam a luta foram marcados de imensos e intensos trash talks e muita provocação, principalmente durante a pesagem. Na sexta-feira que antecedeu a luta, Holly estava aparentemente calma e Ronda entrou da forma mais insana no palco. Enquanto Holm tomava água, Ronda foi para cima dela, chegando perto de seu rosto e a adversária devolveu com um aparente soco na cara da ex-judoca.

Ronda foi de fato o centro das atenções da luta desde o anúncio. O esperado era que, como o de costume, a luta acabasse ainda no primeiro round com o tão mortal arm lock da americana, mas não aconteceu. No octógono, Holm conseguiu anular todos os golpes de Ronda, inclusive as quedas da faixa preta. Foram necessários dois rounds para que, com um chute certeiro, Holm nocauteasse Ronda, que caiu no chão desacordada e, sem entender muito bem, abriu os olhos querendo voltar a lutar. Ronda passou de celebridade para ex-detentora do cinturão. Holm, passou a ser a lutadora que derrotou a até então invicta do UFC.

Até hoje, Dana White acredita que ter promovido a luta entre Ronda Rousey e Holly Holm foi uma ótima escolha e a considera a melhor da história do UFC. O nocaute de Holm mudou a vida das duas. De um lado, a boxeadora chocava o mundo ao nocautear a mulher que fez história no UFC e escreveu sua história também. Do outro, a ‘rainha’ do UFC entrou em uma crise de depressão e sumiu do mapa por muito tempo.

A luta seguinte de Holly Holm aconteceu quatro meses depois, no UFC 196, onde a americana colocou o cinturão em jogo contra Miesha Tate. A disputa durou 5 rounds e Tate finalizou a ex-campeã com um mata leão, levando o cinturão do para casa. No mesmo ano, ela foi derrotada por Valentina Shevchenko por decisão unânime. O UFC 208 do ano seguinte teve a luta principal entre Holm e Germaine de Randamie e mais uma derrota para ela, que não conseguiu o cinturão. No mesmo ano, a americana encarou a brasileira Bethe Correa “Pitbull”, nocauteando-a no 3º round e em seguida, foi luta principal em dezembro daquele ano, no UFC 219, contra Cris Cyborg, que fez com que o cinturão fosse verde e amarelo. Em 2018, Holly Holm teve uma vitória em cima de Megan Anderson, no UFC 225.

Já Ronda Rousey não soube lidar muito bem com a derrota, desapareceu da mídia por um tempo e mostrou-se interessada em outros objetivos. Pouco mais de um ano depois, ela voltou ao UFC 207 para fazer a luta principal contra a brasileira Amanda Nunes “Leoa”. Criticada por ter marcado o retorno de cara a um main event, ela foi novamente derrotada. Dessa vez, por nocaute (socos) em apenas 48 segundos de luta. Ronda está hoje no WWE e é a atual campeã do evento. No UFC, em julho de 2018, ela se tornou a primeira mulher a compor o Hall da Fama do evento e recebeu o prêmio das mãos de Dana White.