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FIFA lança pela primeira vez estratégia global voltada ao desenvolvimento do futebol feminino

Erika, Cristiane, Formiga, Rosana e Marta, durante Copa do Mundo de 2011 Getty Images

Na última terça-feira, a FIFA lançou pela primeira vez a cartilha “Estratégia Global para o Futebol Feminino”. O documento contém 18 páginas e mostra como a entidade trabalhará com as partes interessadas no futebol feminino, dando passos concretos para capacitar meninas e mulheres e fazer o futebol um esporte para todos e mostra que é contra a discriminação de gênero no esporte.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, anunciou o lançamento dizendo: “Hoje eu estou muito orgulhoso porque estou aqui para lançar oficialmente a primeira Estratégia Global para o Futebol Feminino. De dois anos para cá, estamos trabalhando muito para definir a estratégia de desenvolvimento do futebol feminino para ajudar as mulheres no futebol”.

Fatma Samoura, primeira secretária geral da FIFA, mostrou-se orgulhosa de lançar a cartilha e falou sobre o jogo feminino ser uma prioridade para a entidade. “O jogo das mulheres é uma prioridade para a FIFA e, através da nossa nova estratégia, trabalharemos lado a lado com nossas 211 federações em todo o mundo para aumentar a participação popular, aumentar o valor comercial do futebol feminino e fortalecer as estruturas da modalidade para garantir que tudo o que fazemos é sustentável e tem resultados fortes. Mais importante, tornará o futebol mais acessível a meninas e mulheres e incentivará o empoderamento feminino, um assunto de grande importância, agora mais do que nunca”.

A FIFA se baseará em cinco pilares principais para cumprir os objetivos propostos.

1. Desenvolver e crescer dentro e fora de campo

Criação de programas de desenvolvimento feitos sob medida para os membros associados, academias globais de futebol feminino, promover a prática de futebol nas escolas, desenvolvimento de árbitros e também de técnicos e mentores.

Até 2022, o objetivo é ter estratégias de futebol feminino em todas as federações filiadas e, até 2026, dobrar o número de membros associados com ligas juvenis organizadas. Expandir o futebol em programas escolares, criar academias de elite e aumentar o número de treinadores e árbitros qualificados para melhorar o acesso ao jogo para as meninas.

2. Melhorar competições femininas

Aumentar a popularidade da Copa do Mundo Feminina, desenvolver novas competições pela FIFA, fortalecer o calendário internacional de jogos, otimizar as competições regionais em todos os níveis.

Também se tem como objetivo desenvolver e construir jogadoras em alto nível ainda jovens. Avançar e lançar novas competições e melhorar as estruturas dos clubes profissionais. Ter um bilhão de espectadores assistindo a Copa do Mundo de 2019.

3. Comunicar e comercializar; expor e valorar

Criar programa comercial dedicado ao futebol feminino, pensar em formas alternativas de distribuir o conteúdo digital, nomear embaixadoras no futebol feminino, desenvolver o marketing e comunicação em todas as plataformas e trabalhar com organizações e influenciadores ativos em proteção e promoção de direitos humanos.

4. Esforço para equilibrar a igualdade de gênero em papeis de liderança

Garantir a presença feminina nos principais órgãos de decisão, refinar estruturas regulatórias para impulsionar a profissionalização, capacitar os dedicados ao futebol feminino a promoverem uma rede global.

O objetivo é que cada membro associado tenha em seu Comitê Executivo um lugar dedicado aos interesses das mulheres e até 2026, ter nos comitês pelo menos uma mulher ocupando um cargo. Até 2022, pretende0se que pelo menos um terço dos membros do comitê da entidade sejam mulheres. Para isso, deve-se fortalecer e expandir o Programa de Desenvolvimento de Liderança Feminina e melhorar a profissionalização e supervisão.

5. Educar e empoderar; construir capacidade e conhecimento

Construir parcerias com ONGs e organizações terceirizadas a fim de aprofundar o impacto social, implementar e apoiar campanhas de empoderamento feminino e desenvolver programas com membros associados em nível nacional.

O objetivo é abordar e focar questões sociais e de saúde específicas e chegar às ONGs e aos interessados do governo para desenvolver projetos sustentáveis para melhorar a vida das mulheres.