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Árbitro que fez Serena explodir quebra o silêncio: 'Arbitragem sob demanda não existe'

Depois de grande polêmica após a derrota de Serena Williams para a japonesa Naomi Osaka na final do US Open, quando o Arthur Ashe foi tomado por uma discussão da americana com o árbitro por conta de três punições, Carlos Ramos, árbitro português, quebrou o silêncio e falou ao jornal Expresso Tribune sobre o caso.

O jornalista Miguel Seabra, que colheu seu depoimento, afirmou conhece-lo há trinta anos. Ramos disse a Miguel que recebeu muitas mensagens de apoio de familiares, amigos e tenistas do circuito. Ele tem evitado as redes sociais e também afirmou estar lendo artigos “equilibrados” sobre o tema.

O português foi acusado por Serena Williams de sexismo, além de ter sido chamado de “ladrão e mentiroso” durante a partida. “Estou bem, considerando as circunstâncias, é uma situação chata, mas a arbitragem ‘sob demanda’ não existe, não se preocupe comigo” – afirmou Ramos, que também disse que evitou sair depois do jogo e que, ainda assim, manteve-se calmo.

Com anos de experiência, Carlos Ramos já recebeu críticas de Rafael Nadal, durante o Roland Garros de 2017. Na ocasião, Nadal venceu Roberto Bautista-Agut e se classificou para as quartas de final, mas mesmo assim afirmou que Ramos tem uma “fixação” por ele após ter tomado três advertências durante o jogo – duas por demorar para sacar e uma por falar com seu técnico.

"É uma pena ter que falar sobre isso, mas este árbitro tem uma fixação excessiva comigo. Ele me faz jogar com pressa a todo o momento. Não só deu advertência pelo meu saque, mas também por interpretar que meu técnico me mandava mensagens desde a arquibancada. Cada árbitro tem sua forma de apitar, mas os respeito", disse o espanhol após o jogo.

No próximo final de semana, Ramos volta a sua cadeira e arbitrará as semifinais da Copa Davis na Croácia.