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WSL faz história e equipara premiação de homens e mulheres; Kelly Slater e Stephanie Gilmore comemoram

Pela primeira vez na história, a World Surf League divulgou que a partir de 2019, todas as competições organizadas pela liga terão premiação igual nas categorias feminina e masculina. A WSL tornou-se a primeira e única liga global sediada nos Estados Unidos a equiparar a premiação em dinheiro entre os gêneros.

Stephanie Gilmore, número um do ranking mundial, escreveu em texto no The Players’ Tribune que estava orgulhosa de ser uma surfista. “Hoje, eu sinto orgulho de ser surfista. Bem, eu sempre sinto orgulho de ser surfista. Mas hoje é um pouco diferente, hoje algo especial está acontecendo”.

Seguido a isso, a australiana contou sua história no surfe e falou sobre como se sentiu quando parou para pensar sobre a diferença de premiações, no final da temporada de 2010. “Minhas conquistas foram tão boas, se não muito melhores do que a de muitos homens. Mas foi uma luta até mesmo para conseguir que as empresas que me patrocinavam investissem o mesmo dinheiro que investiam nos homens. (...) definitivamente haviam alguns momentos em que a diferença entre surfistas masculinos e femininos era perceptível. Houve um ano em que as mulheres tiveram apenas cinco ou seis eventos, menos da metade que os homens e nós geralmente éramos deixadas de lado. Não tivemos escolha prioritária de boas ondas. Os homens pegaram as melhores e nós ficamos de lado” – escreveu.

Kelly Slater, maior surfista da história, também escreveu sobre o assunto no The Players’ Tribune. Destacando que sua mãe o criou sozinho e era bombeira, uma das únicas mulheres da sua região, ele classificou a conquista como algo especial para ele também. “Esse é um momento importante, mas também extremamente pessoal para mim porque eu fui criado por uma mãe solteira. (...) e ela lutou muito pela igualdade em seu trabalho. E eu ainda penso nela e como deve ter sido para ela trabalhar tão duro como trabalhou, fazendo exatamente o mesmo trabalho que os homens ao lado dela, e depois ir para casa e criar três filhos – e ser mal paga e desvalorizada por isso” – desabafou.

Sophie Goldschmidt, CEO da WSL, disse que está muito entusiasmada em assumir o compromisso a partir da próxima temporada, já que a liga já vinha planejando a igualdade há um tempo; e completou: “Esta é a mais recente de uma série de ações que a Liga se comprometeu a trabalhar para nossas atletas do sexo feminino, desde competir na mesma qualidade de ondas que os homens, até melhores locações e mais apoio e investimento no surfe feminino. Esta mudança era simplesmente a coisa certa a fazer pela WSL”.

Segundo Stephanie Gilmore, o fato de Sophie, uma mulher, ter assumido a diretoria da WSL, fez com que a situação das surfistas melhorassem muito.

Além da igualdade de premiação, a WSL também anunciou três novas iniciativas a serem adotadas na temporada de 2019:

- Uma campanha de marketing global para destacar o circuito feminino, além de aumentar a visualização dos eventos e o envolvimento dos fãs;

- Um programa local de envolvimento da comunidade para meninas em todo o mundo, com clínicas instrucionais com atletas da WSL em cada etapa feminina do Championship Tour para inspirar novas gerações a abraçar o surfe;

- Uma série de conteúdos mensais sobre as mulheres pioneiras do surfe, celebrando-as nos canais da WSL, começando na próxima semana com a heptacampeã mundial Layne Beachley.

Você acompanha AO VIVO o Surf Ranch Pro, na ESPN2, nessa quinta-feira a partir das 12h30.