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Martine Grael mergulha com tartarugas resgatadas em aquário na África do Sul; assista

Martine Grael mergulhou com tartarugas resgatadas Reprodução/vídeo

A vida de quem vive no mar proporciona experiências inesquecíveis, como nadar com baleias e golfinhos. Mas também pode trazer momentos tristes, como ver de perto animais sofrendo e morrendo por conta da poluição. A campeã olímpica Martine Grael (ouro nos Jogos do Rio de Janeiro-2016) está disputando a Volvo Ocean Race, maior competição de vela oceânica do mundo, e em um dos intervalos, teve a oportunidade de mergulhar ao lado de tartarugas resgatadas.

“Nós vimos muito da beleza marinha nas duas primeiras etapas, principalmente na costa de Espanha e de Portugal. Foi incrível. Muitas baleias e golfinhos. Mas infelizmente, também vimos um monte de plástico. Tem que ficar de olho, pois muita sujeira pega na quilha (peça que se estende da proa à popa). Foi surpreendente. Tinha plástico até mais ao Sul”, contou a velejadora de 26 anos, primeira mulher brasileira da história a disputar a Volvo Ocean Race.

Em um intervalo entre uma etapa e outras, a atleta aproveitou para visitar o Two Oceans Aquarium, aquário que fica na África do Sul e é um centro de reabilitação de tartarugas marinhas que são afetadas pelos plásticos jogados na água. Muitas delas são levadas à costa e resgatadas por pessoas comuns, chegando ao centro depois de terem ingerido material tóxico.

A poluição de plástico é uma das maiores ameaças à espécie. Sacos plásticos, micro-plásticos e balões, muitas vezes, são quase invisíveis, sujam o mar e não se decompõem. “Minha mãe é veterinária e tem grande experiência nessa área. Um dos maiores problemas para as tartarugas é que elas comem água-viva, facilmente confundível com plástico. Minha mãe faz biópsias e já encontrou muito plástico no estômago delas. Uma vez que comem plástico, não podem comer mais nada e morrem de fome”, explicou Martine.

Talitha Noble, coordenadora do Two Oceans Aquarium, explicou à campeã olímpica que o aquário faz ações com crianças levando-as até lá para explicar a história das tartarugas e orientá-las sobre como nossas ações podem prejudicar os animais.

“Como atleta e exemplo, eu tenho responsabilidade nisso. Acho que é uma questão de educação. Sempre que puder fazer algo para ajudar, farei. Realmente quero que as pessoas mudem seus modos de vida, porque precisamos mudar para podermos ter um futuro melhor”, completou a brasileira, que defende a equipe holandesa Team AkzoNobel.

Martine Grael é campeã mundial (Santander-2014) e no ano passado se tornou a primeira mulher brasileira a conquistar ouro olímpico na vela. A Volvo Ocean Race está em sua quarta etapa agora, entre Melbourne e Hong Kong. A maior competição de vela oceânica do mundo está em sua 13ª edição. Sete embarcações percorrem 10 etapas, num percurso de 83 mil quilômetros. Neste ano, por conta de uma nova regra, a competição registra o maior número de participação de mulheres na história: 17.