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Química e fã do Liverpool: conheça a 1ª mulher muçulmana da Federação Inglesa de Futebol

Rimla Akhtar é a primeira mulher e muçulmana do Conselho da FA Divulgação

Considerada uma das mulheres influentes no mundo do esporte e peça fundamental em tornar o futebol popular entre as mulheres do Islã. Essa é Rimla Akhtar. A empresária quebrou barreiras em 2014, quando se tornou a primeira mulher muçulmana a integrar o Conselho da FA, entidade que comanda o futebol na Inglaterra e que, na época, foi definida pela então presidente Greg Dyke como ‘esmagadoramente masculina e branca’.

Presidente da Fundação Esportiva das Mulheres Muçulmanas desde 2005, ela briga por inclusão e diversidade e para que o esporte saiba agregar os atletas da religião islâmica. Ainda quando era criança, pôde ver o poder que o esporte tem de mudar a vida das pessoas.

“Nasci em 1980, quando era difícil não ser branca. Minha família era a primeira não branca na rua. Sofremos muito racismo. Meus irmãos me protegiam e eu costumava fazer o que eles faziam, como jogar futebol. No esporte, ninguém se importava com a cor da minha pela ou o véu que eu usava. Só reparavam se eu jogava bem ou não.”

Sua ligação com a Inglaterra começou em 2005. Formou-se em Química em Londres e, no mesmo ano, foi capitã do time de futsal das mulheres muçulmanas britânicas nos Jogos Femininos Islâmicos no Irã. Seu papel não era liderar somente em campo. Rimla Akhtar ajudou na logística, em questões administrativas e conseguiu patrocínio para viabilizar a viagem.

A experiência a levou a mudar de área. “Me vi desafiada como indivíduo. Ciência é algo muito pontual, enquanto negócios envolvem visão em longo prazo. Senti que podia fazer mais diferença e criar mais impacto de outra forma.”

Paralelamente, sua ligação com o esporte se fortaleceu. Rimla Akhtar entrou para a FA depois que a Fundação Esportiva das Mulheres Muçulmanas passou a se concentrar mais em estratégias de participação das mulheres no esporte. “As portas começaram a se abrir para mim e para a Fundação. Entidades com a FA estão tentando incorporar esse pensamento. Há um desejo real por mudança.

Rimla Akhtar trabalha para proporcionar oportunidades e conscientização para mulheres no esporte, principalmente aquelas de minorias étnicas, como ela. Luta para que possam participar de atividades esportivas sem precisar desrespeitar tradições religiosas e culturais. A muçulmana já recebeu prêmios diversos, como o de ‘Mulher do ano no esporte’ em 2013, do The Sunday Tumes e da Sky Sports.