MotoGP: Marc Márquez volta, mas GP de Portugal não terá presença de público

Fausto Macieira
No Catar, as 1.500 pessoas que pagaram ingresso se concentraram na mesma área das tribunas cobertas. Deu ruim...
No Catar, as 1.500 pessoas que pagaram ingresso se concentraram na mesma área das tribunas cobertas. Deu ruim... Divulgação

Depois das tentativas feitas em 2020 em Le Mans e Misano e a desastrada acomodação de 1.500 pessoas no GP do Catar 1, a Dorna Sports, a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e os organizadores locais chegaram à conclusão de que é melhor manter desertas as arquibancadas e tribunas na temporada 2021. 

O que é lastimável, mas sensato! Depois da boa experiência nas duas corridas de Misano, em setembro passado, onde houve protocolos de segurança e precauções, em Le Mans e recentemente  em Losail não houve o necessário distanciamento social.  Com novas variantes da COVID-19 surgindo, nada indica que as corridas de portões fechados sejam revistas tão cedo.

A situação é ainda pior para quem comprou ingressos para os Grandes Prêmios cancelados, como os de Argentina e Américas, que saíram do calendário do ano passado e neste 2021 em princípio estão adiados, mas dificilmente serão mantidos, inclusive em relação a 2022.

Assista e compare as incríveis largadas de Jorge Martín e Miguel Oliveira nas etapas 1 e 2 da MotoGP


O Circuito das Américas fechou as portas em março do ano passado. Já  o de Termas de Rio Hondo - que tem um traçado espetacular - pegou fogo em fevereiro, e apesar dos esforços, o trabalho de reconstrução segue lento e incerto.

Uma corrida não sobrevive sem a outra, portanto há poucas perspectivas de que a situação se reverta. Os 19 Grandes Prêmios mantidos no calendário - que prevê a tão esperada estreia do GP da Finlândia, em Kymiring - serão feitos a portas fechadas, começando pelo de Portugal no próximo fim de semana, prova que marcará o retorno de Marc Márquez, da Honda e piloto mais rápido da atualidade. 

Pairam dúvidas sobre a situação física do 8 vezes campeão do mundo, especialmente na 'montanha russa' lusitana, sabidamente desafiadora para quem não está bem fisicamente.

Mas Márquez já testou lá, e do meu ponto de vista ele irá pontuar - e bem - logo nesta primeira corrida. 

O Campeonato é liderado por Johann Zarco, da equipe independente Pramac Ducati, com 40 pontos - em 50 possíveis de vitória - dos dois segundos lugares no Catar (as duas primeiras etapas de 2021 foram disputadas no país). Para Márquez e a Honda, sexta e última no Mundial de construtores, a ordem é uma só: avançar a qualquer custo.

O retão de Portimão tem 969m de extensão. E as arquibancadas, onde cabem cem mil pessoas, vão estar vazias...
O retão de Portimão tem 969m de extensão. E as arquibancadas, onde cabem cem mil pessoas, vão estar vazias... Divulgação AIA

Com ou sem público, o fato é que temos 17 Grandes Prêmios pela frente na MotoGP, com 425 pontos de vitória disponíveis e nada menos que 2.380 pontos de top 15 no horizonte. Em suma, Márquez - e muitos outros - estão na luta pelo título. 

Os treinos oficiais do Grande Prêmio de Portugal de Motovelocidade começam na sexta feira (16), às 5h (horário de Brasília), e os canais ESPN e Fox Sports transmitirão as sessões da tarde ao vivo, a partir das 9h10.  

No ano passado, o herói local Miguel Oliveira fez uma corrida impecável com a KTM, seguido do australiano Jack Miller e do 'ítalo-brasileiro' Franco Mobidelli. Uma pena as arquibancadas vazias, mas de toda forma, vai ser de tirar o fôlego. 

Nos vemos lá, ó pá!

Braaaaaaaaap!

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MotoGP: Os paralamas (e outras peças) do sucesso

Fausto Macieira
O paralama vazado da Yamaha é uma das novidades da MotoGP 2021...
O paralama vazado da Yamaha é uma das novidades da MotoGP 2021... Losail Circuit

Mais uma consequência dessa sombria pandemia, o congelamento da motorização para 2021 fez as fábricas e equipes concentrarem esforços em basicamente três setores: chassis, eletrônica e por último, mas não menos importante, a aerodinâmica.

Sonho dourado, err vermelho de Gigi Dall'Igna desde que chegou à Ducati, em 2014, sucedendo seu compatriota (e igualmente brilhante) Filiippo Preziosi, o engenheiro italiano de 54 anos é o criador de componentes hoje incorporados em outros protótipos de MotoGP.

Extremamente sagaz na interpretação do livro de regras, atualmente com 383 páginas, logo no primeiro ano como chefe de projeto Gigi incluiu o esquadrão  Ducati nas regras de 'equipe de fábrica com concessões da Aberta' (Open). Esse estranho enquadramento lhes permitiu desenvolver a moto à vontade, com mais motores e capacidade de combustível ampliada. Na Ducati GP14, o chassi de fibra de carbono de Preziosi  foi trocado por um mais convencional, perimetral em alumínio, com tomada de ar e rabeta diferentes.

Em 2015, as concessões foram perdidas, mas a moto já tinha progredido muito, fustigando as japonesas Honda e Yamaha com mais frequência. 

Em 2016, as aletas, vulgo 'asas', revolucionaram o grid e deram vitórias a Andrea Dovizioso (Malásia) e Andrea Iannone (Áustria). 

No ano seguinte, apesar de copiadas por grande parte do grid, as 'asas' foram banidas, mas Dall'Igna conseguiu torná-las internas, gerando novas discussões e ameaças de processo. Ficou por isso mesmo, como em geral acontece. 

Gigi Dall'Igna: mestre dos mestres em aerodinâmica - e interpretação favorável de regulamentos...
Gigi Dall'Igna: mestre dos mestres em aerodinâmica - e interpretação favorável de regulamentos... Ducati Corse

Apesar de não ter conquistado vitórias em 2017, a chegada de Jorge Lorenzo, amigo e fã de Dall'Igna desde os tempos de Aprilia, impulsionou muito o desenvolvimento aerodinâmico. O espanhol terminou a temporada em 7º e  Andrea Dovizioso foi vice-campeão, com o mesmo número de vitórias (6)  do campeão Marc Márquez, da Honda.

Em 2018, depois de ser demitido no início do ano, Lorenzo venceu 3 GPs e Dovizioso 4. Entre as novidades, rodas cobertas e a misteriosa 'caixa de salada' na rabeta, que segundo se especula, esconde um equalizador de massas descendente direto dos Penske da Indy. 

Em 2019, a maior polêmica. O apêndice na frente da roda traseira, popular 'colher', que gerava carga para baixo na roda traseira e levou quatro fabricantes a processarem a Ducati - apenas a Yamaha, que usava um componente parecido, preferiu ficar de fora. Em hora boa, pois a Ducati ganhou o processo - e as outras de imediato copiaram a peça, hehe.

A pandemia chegou arrasadora em 2020 e, para conter custos,  os fabricantes decidiram congelar motores e permitir apenas uma alteração aerodinâmica até o final de 2021. Em tese. A Ducati mais uma vez inovou com seus dispositivos de largada, baseados nas motos de cross. Claro, os imitadores não perderam tempo,  Aí os italianos decidiram usar seus, err 'rebaixadores de suspensão' durante a volta também, para desespero dos concorrentes. E levaram o título de construtores, o que não acontecia  desde 2007, há mais de duas décadas.

Michele Pirro: milhares de voltas para aperfeiçoar as ferozes máquinas italianas
Michele Pirro: milhares de voltas para aperfeiçoar as ferozes máquinas italianas Divulgação

Neste recém iniciado 2021, a Ducati levou para os testes pré-temporada uma nova carenagem, com dutos inferiores à la F1, coberturas dos discos de fibra de carbono na dianteira e traseira, em busca de efeito solo nas retas e mais estabilidade em frenagens. O arrasto aumentou, mas isso não impediu Johann Zarco de marcar a maior velocidade máxima da história. Na reta de 1. 068 metros de Losail, ele atingiu 362,4 km/h (!). Dizem que, nos eternos testes de Michele Pirro em Mugello (que tem uma reta de 1.141m), a moto já teria alcançado 370 km/h!

Neste abril os italianos estão experimentando novas peças mais uma vez,  de olho no GP da Itália,  6ª etapa do Mundial, marcada para 30 de maio próximo.  Além de nova balança traseira, a GP21 (ou22) de Pirro  provou paralamas dianteiros envolventes, e vazados, canalizando mais ar para esfriar as pinças de freio. 

Depois de duas corridas e duas derrotas para a Yamaha no Catar, vamos ver como as 'vermelhonas' irão se portar em Portugal. Pode andar na frente, podem levar poeira, mas uma coisa é certa: não vão desistir jamais.

Nos vemos na próxima Volta Rápida.

Braaaaaaap!

Fausto Macieira





 




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KTM - De volta a um dos seus circuitos preferidos...

Fausto Macieira
O herói local Miguel Oliveira sumiu no horizonte no GP de Portugal 2020...
O herói local Miguel Oliveira sumiu no horizonte no GP de Portugal 2020... Divulgação

Depois de fechar 2020 com magnífica vitória de Miguel Oliveira, que disparou da (inédita) pole-position para sumir no horizonte lusitano até a bandeirada e vencer em casa (pena que as arquibancadas estavam vazias), a KTM esperava bem mais desse início de temporada.

Ocá, eles nunca foram bem no Catar. A melhor posição das (quatro, duas oficiais e duas satélites ) máquinas austríacas em Losail foi a P12 de Pol Espargaró em 2019.  

No ano passado eles não correram lá, mas ganharam 3 vezes na temporada. A primeira vitória da marca na classe máxima foi uma surpresa do novato Brad Binder (na República Checa),  e outras duas com Miguel Oliveira (na época na esquipe satélite Tech 3), uma por erros de Jack Miller e Espargaró na última curva da última volta na Áustria 2 e outra com incontestável superioridade em Portimão. 

Os quatro pilotos  somaram 8 pódios e terminaram em 5º no ranking mundial com Espargaró, 9º com Oliveira, 11º com o novato Binder e 20º com o novato Iker Lecuona.

A KTM fechou o Mundial de Construtores em 4º, à frente da poderosa Honda e da ainda vacilante Aprilia.  No Campeonato por equipes, P3 para o time oficial, à frente dos dois times da Honda e dos três da Ducati. 

Portanto, ótimas estatísticas para uma marca que só começou a competir no último GP de 2016, largando em antepenúltimo para completar somente 11 das 30 voltas da corrida. 

Dani Pedrosa conhece bem o traçado de Portimão, Portugal...
Dani Pedrosa conhece bem o traçado de Portimão, Portugal... Divulgação

O notável avanço da KTM tem muito a ver com seu piloto de provas, o discreto e velocíssimo Dani Pedrosa, tricampeão das classes de acesso e com  mais de uma década de experiência na equipe de fábrica da Honda. 

Dito isso, basta olhar a classificação do Mundial de MotoGP para ver  o desapontamento da turma da KTM, que tem o cerebral sul-africano Binder como melhor classificado, em 12º, com 10 pontos ( de 14º e 8º nas duas corridas do Catar). Miguel  Oliveira, que teve que lidar com um curto circuito no painel de comando da sua RC16 no Catar 2, está em 16º, com  meros  4 pontos (uma P13 e uma P15), Lecuona - às voltas com a operada nesta terça-feira -  em 18º e Danilo Petrucci  - que caiu na Curva  2 no Catar 2 - em 21º e último colocado (ambos não pontuaram até agora).

Entre os construtores, a KTM é a penúltima, à frente apenas da... Honda (!).  No Mundial por equipes,  o time de fábrica está em 7º e o satélite Tech3 sequer aparece, pois não marcou pontos.

Mas no balanço das curvas, subidas e descidas radicais de Portimão, isso pode mudar, por alguns motivos.

Primeiro, claro, a experiência e confiança de Miguel Oliveira com o traçado português. Onde ele venceu, Pol Espargaró ficou em 4º e Binder ficou a 0,1s do Q2, largou em P13 e atacou até cair no início da corrida, mas ainda assim foi eleito o Novato do Ano. 

Ocá, Lecuona não correu e Petrucci foi mal, 16º, mas a equipe tem muitas informações e sobretudo conta com o 'pequeno notável' Dani Pedrosa, duas vezes vice-campeão e dono de 31 vitórias em 13 temporadas na MotoGP.  Esnobado por Alberto Puig na Repsol Honda ('a Honda me considera pequeno demais para ser piloto de testes') ,  DP26 segue experimentando novos ajustes e componentes com empenho total.

Só para fechar, ao contrário do ano passado, em 2021 estão permitidos até 3 convites (wild cards) por temporada, e a KTM  tem 2 pilotos de testes, Pedrosa (35 anos)  e o finlandês Mika Kallio (38), que quebrou tíbia e fíbula da perna esquerda em fevereiro em uma corrida em piso de gelo. 

Nessas circunstâncias, penso que há chance de vermos o 26 de volta em eventos seletos neste 2021.

Quem viver,  verá.

Até a próxima Volta Rápida...

Braaaaaaaaap!

Fausto Macieira 

 


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KTM - De volta a um dos seus circuitos preferidos...

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Novatos na MotoGP - Como e a quanto andam...

Fausto Macieira
Jorge Martin, o melhor novato na MotoGP 2021 - até agora...
Jorge Martin, o melhor novato na MotoGP 2021 - até agora... Dorna Sports


O Campeonato Mundial de MotoGP é o ponto máximo do motociclismo esportivo internacional.  Chegar a ele é um sonho, permanecer, um desafio. Em 2021 temos 3 novatos no grid, o Campeão mundial de Moto2 Enea Bastianini, o vice-campeão Luca Marini e o 5º no ranking, Jorge Martin (Lorenzo Savadori competiu nos últimos 3 GPs de 2020 e, mesmo sem pontuar, não é tecnicamente um novato).

JORGE MARTIN (Pramac Racing Ducati) - O espanhol de 23 anos começou bem demais o GP do Catar 1, pulando de 14º no grid para P3 na Curva 1 sem queimar a largada. Depois ele perdeu ritmo com o desgaste de pneus - muito maior do que na Moto2 - e fechou a prova em 15º, marcando seu primeiro ponto.
No sábado seguinte, para surpresa geral, pole-position, a primeira na MotoGP e 22ª na carreira do campeão do mundo de Moto3 em 2018.

Sereno, ele declarou que um lugar no top 6 seria a meta para a corrida, mas foi muito além. 

Martin decolou na ponta e se mandou na liderança, que manteve até a 19ª das 22 voltas, cedendo a 2ª posição para o companheiro de equipe Johann Zarco na penúltima curva da última volta. 

Seus resultados brilhantes nessas duas primeiras corridas só se comparam com Marc Márquez em 2013. Ele está em 7º no Mundial e é o melhor entre os novatos. 

ENEA BASTIANINI (Sponsorama Racing Ducati) - O italiano, que também tem apenas 23 anos, foi muito bem no Catar 1, 13º no grid e 10º na corrida. No Catar 2, teve problemas nos treinos e largou em longínqua P19, avançando para P11 durante a prova. 

Bastianini disse que poderia ter ido além se não tivesse tido um problema insólito. Sua cabeleira tapou parte da visão a 7 voltas da chegada. Ele falou que isso o fez 'perder a lucidez', e  que vai cortar o cabelo para o GP de Portugal - ou fazer como o sul-africano Darryn Binder, da Moto3, que usa uma touca para manter o visual  mental sob controle, hehe...

Com 11 pontos, Bastianini está em 11º no Mundial com sua Ducati 2019, à frente de muitos pilotos mais experientes - e com penteados menos radicais. 

LUCA MARINI (VR46 Sponsorama Ducati). O filho da mesma mãe de Valentino Rossi (Stefania Palma), mais um na casa dos 23 anos,  avançou de 18º na largada para 16º na chegada no Catar 1 e recuou de P13 ( a 8 milésimos de segundo da promoção para o Q2)  para P18 no Catar 2. 

Também de Ducati 2019, o discreto italiano é o oposto do irmão, e analisou a situação com a frieza costumeira. " Eu tinha um bom ritmo no início, mas depois de 10 voltas comecei a ter problemas no pneu dianteiro e não conseguia inclinar a moto nas curvas para a direita (Losail tem 10 direitas e apenas 6 esquerdas). Temos que trabalhar nisso para as próximas corridas".

Com zero ponto no Mundial, Marini vai, err 'maus', mas poderia ser pior. Ele é o 17º no ranking, à frente de outros 'zerados'  que são, pela ordem (baseada nas posições de grid): Iker Lecuona, Takaaki Nakagami, Savadori, Danilo Petrucci e Alex Márquez. 

Nos vemos na próxima Volta Rápida...

Braaaaaaaaaap!

Fausto Macieira

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GP do Catar 2 - Corridas fabulosas na terra das 1001 noites

Fausto Macieira

MotoGP - DOBRADINHA FRANCESA E O BRILHO DO NOVATO

A corrida da MotoGP em Losail foi uma variação emocionante da prova de domingo passado. A avassaladora cavalaria das Ducatis se fez notar na largada, com o surpreendente pole Jorge Martin se mandando na ponta, seguido do seu companheiro de equipe Johann Zarco, Aleix Espargaró com a Aprilia e Miguel Oliveira, em estupenda largada vindo de P12 no grid com sua KTM, a dupla da Suzuki, Alex Rins e o campeão Joan Mir, Fabio Quartararo, Jack Miller e o (então) líder do Campeonato Maverick Viñales, que novamente largou muito mal saindo da 1ª fila.

Rins avançou rapidamente para 2º, mas Zarco usou a força do motor para superá-lo no retão de mais de 1 quilômetro da pista do Oriente Médio.

Zarco serviu de escudo para Martin, que com muita personalidade comandou a prova até a 19ª volta, quando Quartararo, que havia despachado Zarco, definitivamente fez uma manobra certeira na Curva 4 e tomou a ponta, abaixando a cabeça e acelerando tudo no miolo da pista para evitar a reação das motos italianas na reta.

Na última volta, Zarco ultrapassou Martin no limite na penúltima curva, o novato tentou devolver na curva final, mas o risco de tombo duplo era grande demais e ele recolheu um pouco, mas ainda assim cruzou a linha de chegada meros 4 centésimos de segundo atrás do companheiro - e primeiro piloto da equipe independente Pramac Ducati.

Fabio Quartararo vence a segunda etapa da MotoGp na temporada
Fabio Quartararo vence a segunda etapa da MotoGp na temporada Getty Images

Festa francesa no pódio - a primeira em 73 anos de Mundial na classe principal - com Zarco assumindo a liderança do Campeonato com 40 pontos, 4 mais que Quartararo e Viñales, empatados com 36 (um 5º e um 1º para cada um, com Quartararo à frente no desempate pelo melhor resultado de hoje).

Rins terminou em 4º, depois Viñales, Pecco Bagnaia, Mir, Brad Binder (melhor KTM), Miller (ainda devendo uma boa corrida), Aleix, com a Aprilia novamente mostrando progresso, o novato Enea Bastianini, campeão da Moto2 2020, Franco Morbidelli, desapontando mais uma vez, Pol Espargaró (em 13º e primeira Honda), Stefan Bradl, e Oliveira, fechando os top 15 que pontuam.

Valentino Rossi ficou em fraquíssimo 16º lugar (se Rossi não melhorar vão dar a moto 2021 dele para Morbidelli, que segue de 2019), depois Takaaki Nakagami, Luca Marini, o irmão de Rossi, Danilo Petrucci e o aniversariante Lorenzo Savadori, cada vez mais rifado na 2ª moto da Aprilia.

A Yamaha lidera o Mundial de Construtores, com 50 pontos perfeitos, e está no comando também entre as equipes, com 15 pontos de frente sobre a Pramac Ducati.

MOTO2 - ESCRITA DE MEIO SÉCULO PODE SER QUEBRADA ESTE ANO

Sam Lowes doutrina na Moto2
Sam Lowes doutrina na Moto2 Getty Images

Na Moto2, mais uma 'corridaça' do inglês Sam Lowes, que bisou a façanha de semana passada, pole e vitória incontestável uma vez mais. A Inglaterra não venceu um Mundial há 6 anos, quando Danny Kent faturou a Moto3 com a Leopard Honda.

Na classe intermediária, o último campeão nascido na 'Terra da Rainha' foi Phil Read, o 'Príncipe da Velocidade' (mania de nobreza dessa turma, hehe) em 1971, há exatos 50 anos.

Será que dessa vez vai? Pelo que demonstrou até agora, o gêmeo Lowes (o irmão, Alex, foi P6 no ranking mundial das Superbikes em 2020) pode ser essa pessoa. Tem experiência de sobra, 125 GPs disputados, 8 vitórias, duas deles em sequência, e uma habilidade incrível para cair e não se machucar (caiu hoje e domingo passado nos treinos de aquecimento).

Outro que repetiu colocação foi o australiano Remy Gardner, 2º colocado nas 2 provas e no Campeonato. E a novidade no pódio foi o novato Raul Fernandez, que conquistou seu primeiro pódio na Moto2 e subiu para 3º na classificação geral.

Ocá, Lowes marcou 50 pontos em 50 possíveis, mas faltam ainda colossais 425 pontos de vitória até novembro. E os pilotos farão de tudo para conquistá-los.

MOTO3 - EM 73 ANOS ISSO NUNCA ACONTECEU

Na Moto3, a batalha campal de sempre terminou com vencedor inédito e mais recordes quebrados.

O jovem Pedro Acosta, campeão da Red Bull Rookies Cup 2020, ganhou a corrida logo no seu 2º Grande Prêmio, deixando para trás seu companheiro de equipe e ex-líder do Mundial Jaume Masia e o sul-africano Darryn Binder, 2º colocado por meros 3 centésimos de segundo.

Pedro Acosta vence a primeira na Moto3
Pedro Acosta vence a primeira na Moto3 Getty Images

Detalhe; punido por pilotagem irresponsável durante os treinos, Acosta (e outros 6 pilotos) largou do pit lane e venceu, fato inédito da história do Mundial de Motovelocidade, que começou a ser disputado em 1949, um ano antes do Mundial de F1.

Com esse resultado, Acosta, que tem apenas 16 anos, lidera o Mundial, 9 pontos à frente de do jovem Binder. irmão do Brad, campeão do mundo na Moto3 em 2016 e hoje destaque na MotoGP. Apenas 9º na corrida, Masiá recuou para 3º no Campeonato, e a temperatura na garagem da KTM já está subindo para as próximas etapas.

E vem aí o GP de Portugal, que no ano passado foi palco de uma vitória arrasadora do herói local Miguel Oliveira, da KTM.

Nas três classes do Mundial, tudo pode e vai acontecer na 'montanha russa' de Portimão.

Quem viver verá, portanto fique vivo, cuide da saúde e vamos pra pista...

Braaaaaaaaaap!

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GP do Catar 2 - Corridas fabulosas na terra das 1001 noites

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GP do Catar 2 - Calouro Jorge Martin voa e faz a pole em treino espetacular em Losail

Fausto Macieira

Este sábado à noite no Catar foi inesquecível. Após uma repescagem super disputada, em que passaram (raspando) o campeão do mundo reinante Joan Mir, oficial Suzuki, e o nosso lusitano voador Miguel Oliveira, oficial KTM, tudo pronto para 15 minutos de combate sem tréguas pelas posições nas quatro primeiras filas do grid de largada.

A pista em si estava muito ruim, com uma tempestade de areia dificultando o equilíbrio das máquinas e o desempenho dos pilotos.

Entre os favoritos, a poderosa Ducati, com Pecco Bagnaia, pole sábado passado e P3 na corrida, e Jack Miller, mais veloz na pré-temporada, vindo de desapontadora P9 no GP. Além deles, a dupla do time satélite Pramac também impressionou nos treinos, com o experiente Johann Zarco, 30 anos, e o novato Jorge Martin, de 23.

Dou outro lado do ringue, err da pista, a Yamaha, com o vencedor da corrida passada e líder do Mundial Maverick Viñales, seu novo e velocíssimo companheiro de equipe, Fabio Quartararo, e o vice-campeão do mundo em 2020 Franco Morbidelli. De Valentino Rossi, o quarto elemento do esquadrão azul, não se esperava muito, mas nunca se sabe quando se trata de um 9 vezes campeão do mundo.

As Suzukis, sempre velozes na corrida, não ameaçavam, pois o forte delas é a suavidade e a preservação de pneus, o que não ajuda a obter tempos marcantes nos treinos.

Correndo por fora, a Aprilia de Aleix Espargaró, rápida em volta lançada, mas ainda em busca do primeiro pódio na MotoGP.

Cenário montado, começou o Q2. E logo de cara o novato foi para a ponta, com 1'53''892. Morbidelli reagiu e tomou o comando, mas Martin revidou logo depois, baixando para 53''5.

Metade dos 15 minutos se foram e o líder do Mundial estava em péssima P9. Viñales parou nos boxes e mandou trocar as rodas, saindo com pneus macios zero km, uma unanimidade para o Q2.

A quatro minutos do fim, Viñales acertou uma volta forte e foi para a pole, com 1'53''383, baixando a seguir para 53''287.

Mas a batalha ainda não tinha acabado. Aleix Espargaró, Quartararo, Martin e Zarco se revezavam nas melhores parciais, e Zarco tomou a liderança depois da bandeira de chegada agitada, na sua volta final, com 1'53''263!

Mas Martin abaixou a cabeça e botou pra baixo com tudo, cruzando a linha de chegada em 1'53''106. Pole para o novato!

Que estava sereno no Parque Fechado, falando que não acreditava no que tinha acontecido. Não é para menos; desde 2013 com Marc Márquez (hexa campeão da MotoGP e ênea mundial) um novato não faz a pole na sua segunda corrida.

Um assombro, mas vale lembrar que o jovem de 23 anos venceu o Mundial de Moto 3 em 2018 e, na sua segunda temporada na Moto2, ano passado, estava a 8 pontos do líder quando contraiu covid e perdeu corridas.

Sua mudança da KTM para a Ducati foi controversa, mas os italianos não estão nem um pouco arrependidos de terem 'comprado o passe' do espanhol.

Martin foi modesto nas suas declarações no Parque Fechado. "Não estou apto a vencer. Vou usar essa corrida como aprendizado e ficarei feliz se chegar entre os seis primeiros. Tentarei não cometer erros".

Palavras de um verdadeiro campeão.

O novato Jorge Martin (Pramac Racing) fez apole para a segunda etapa da temporada
O novato Jorge Martin (Pramac Racing) fez apole para a segunda etapa da temporada Dorna

Zarco e o líder Viñales fecham a fila 1, com Miller, Quartararo e Bagnaia na fila 2, 4 Ducatis nos top 6, adivinha quem vai chegar na Curva 1 mais rápido. Em tese uma delas, eu acho.

A fila 3 é comandada pela Aprilia de Aleix Espargaró, que deixou na poeira as Suzukis de Rins e do campeão Mir.

Morbidelli abre a fila 4, com Bradl em P11 (e primeira Honda) e a KTM de Miguel Oliveira.

Luca Marini, Alex Márquez e Pol Espargaró vão sair em fraca fila 5.

Takaaki Nakagami, Danilo Petrucci e Brad Binder partem da fila 6.

Fechando o grid, um irreconhecível Rossi - pior posição de largada na carreira - e o novato Lorenzo Savadori, segundo piloto da Aprilia. Os top 10 da MotoGP estão separados por 0,688 segundo.

Na Moto2, segunda pole seguida do inglês Sam Lowes, 30 anos, piloto da Marc VDS Kalex. O australiano Remy Gardner, da KTM Kalex e o italiano Marco Bezzecchi, da Sky VR46 Kalex, completam a 1ª fila.

[]

O novato Raul Fernandez, que esteve sempre entre os primeiros, abre a fila 2, ao lado do inglês Jake Dixon e do também novato Ai Ogura.
Os top 14 da Moto2 estão separados por menos de 1 segundo.

Na Moto3, muitas punições por pilotagem irresponsável. Sete pilotos vão largar do pit lane e um fará dupla volta longa. O líder do Campeonato Jaume Masia, oficial KTM, fez a pole, e lidera a fila 1 à frente dos compatriotas espanhóis Sergio Garcia (GasGas) e Jeremy Alcoba (Honda).

Dorna
Dorna []

O argentino Gabriel Rodrigo comanda a fila 2, que traz ainda o japonês Tatsuki Suzuki e o italiano Andrea Migno. Os top 9 da Moto3 estão separados por menos de 1 segundo.

Portanto encontro marcado neste domingo, a partir das 10:55. Ao vivo nos canais ESPN Fox Sports.

Nos vemos na pista...

Braaaaaaaap!

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GP do Catar 2 - Calouro Jorge Martin voa e faz a pole em treino espetacular em Losail

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GP do Catar 2 - Noites felizes em Losail

Fausto Macieira

Em geral, pilotos são pessoas que dormem cedo, têm uma saudável e coisa tal, mas nas duas últimas semanas eles se tornaram criaturas da noite, daquelas que esperam o sol se pôr para afiar as garras e sair para caçar.

Estamos falando de tempos de volta, aqueles registros que definem quem larga na frente ou quem vai para o fim do grid.

No Catar, os tempos obtidos durante o dia eram lentos e perigosos; o calor de quase 50 graus e o alto índice de umidade prejudicavam homens e máquinas.

Tanto que, em 2008, o Emir Al Thani, dono do país e amante de motocicletas - dizem ter mais de 600 delas, haja grana e garagem, mas creio que combustível não é problema, hehe -, resolveu iluminar a 'sua' pista, a um custo não revelado. Mas é certo que é o maior projeto de iluminação artificial do mundo - pelo menos segundo a construtora.

Jack Miller, da Ducati, liderou nos treinos livres em Doha
Jack Miller, da Ducati, liderou nos treinos livres em Doha Dorna

Enfim, os tempos dos Treinos Livres 1 foram sepultados pelos obtidos no TL2, onde na MotoGP mais uma vez as Ducatis reinaram, com um trio no comando e quatro delas nos cruciais top 10. Quem ficou de fora, caso do campeão reinante Joan Mir, entre outros, vai ter muita dificuldade de mudar essa situação no TL3 de amanhã.

Tivemos 4 Ducatis, as de Miller, Bagnaia, Zarco e Martin, 3 Yamahas, de Quartararo, Morbidelli (que explodiu 2 motores durante o dia) e Viñales, apenas P9, mas dentro dos cruciais top 10.

Estão fora o campeão do Mundo Joan Mir, Valentino Rossi, Pol Espargaró, Miguel Oliveira e outros grandes nomes.

Acho que essa história não muda amanhã, mas sabe como é, esse evento não tem roteiro e as coisas podem mudar muito rápido a 300 quilômetros por hora.

Na Moto2, surpresa boa do novato Raul Fernandez, que não só marcou o melhor tempo como colocou meio segundo de vantagem sobre a concorrência, liderada pelo italiano Fabio Di Giannantonio, o mais rápido no TL1.

Bom ver os dois norte-americanos nos top 14, Joe Roberts em P5 e o novato Cameron Baubier em P14.

Na Moto3, o sul-africano Darryn Binder, irmão do Brad, campeão da classe menor em 2016 e hoje na MotoGP, marcou o melhor tempo com sua Honda, seguido do espanhol Sergio Garcia, da GasGas, marca clone da KTM, e do argentino Gabriel Rodirgo, da Honda.

Os top 14 desta classe estão separados por meros 0,6s.

Neste sábado a partir das 7:50 teremos os Treinos Livres 3 e às 11:30 começam os classificatórios (ou qualificatórios, populares 'qualis'), que decidem o grid de largada nas 3 classes, com a transmissão ao vivo pelos canais ESPN/Fox Sports partindo ás 11:25.

Nos vemos na pista!

Braaaaaaaaap!

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GP do Catar 2 - Noites felizes em Losail

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GP do Catar 2 - ESPN/FoxSports marca presença em coletiva de imprensa

Fausto Macieira
Catar também recebe a segunda etapa da temporada da MotoGP
Catar também recebe a segunda etapa da temporada da MotoGP Divulgação Dorna

Tudo pronto para a 2ª coletiva de imprensa da temporada. Presentes o vencedor do GP do Catar 1 e líder do Mundial de MotoGP, Maverick Viñales, da Yamaha oficial, o 2º colocado e vice-líder, Johann Zarco, da Pramac Ducati, Pecco Bagnaia, oficial Ducati, P3 na corrida de domingo, Joan Mir, oficial Suzuki, engolido na reta de chegada pelos dois antes citados, Fábio Quartararo, oficial top 5 na corrida e no campeonato, e Alex Rins, 6º na mesma situação.

Steve Day, o narrador oficial do Mundial, faz as apresentações e começam as perguntas da organização, partindo com Viñales. 

"Não, a corrida não foi perfeita, é sempre difícil. Foi positivo, é certo, mas temos que melhorar, nem todo fim de semana é igual. No ano passado tivemos muitos GPs em sequência e temos que estar preparados para esta situação. Temos grande potencial, algumas coisas para ajustar e estaremos prontos".

Zarco: "Sim, foi um ótimo fim de semana. Seguir Pecco e depois Maverick me ajudou muito a ser competitivo até o fim. Bom, MIr me ultrapassou quase no fim da última volta, mas isso me deu a possibilidade de ultrapassá-lo novamente. Pecco acho que não vai querer liderar a corrida de novo para preservar os pneus. Acho que esse é o ponto chave. Quem liderar a corrida talvez tenha mais problemas na segunda metade, mas ao mesmo tempo precisamos ser rápidos. Nossa meta é fazer o que Maverick fez, ser rápidos no final da corrida, utar com ele ou com outros pela vitória e não pelo pódio".

Bagnaia: "Acho que se ele tivesse saído na frente da Curva 1 teria feito o mesmo. Tenho me perguntado se teria sido melhor poupar pneus, diminuir o ritmo, mas, acho que se fosse mais lento certamente os pilotos da Yamaha ou da Suzuki iriam me ultrapassar e fazer o ritmo deles. Se você olhar o resultado da corrida de 2 anos atrás fomos 8 segundos mais rápidos, então o ritmo foi forte e isso gastou o pneu traseiro, teve o vento, claro, que fazia você alongar a trajetória, então o único jeito de virar a moto era com a traseira, então oi muito mais exigente, mas olhando os dados agora sabemos onde trabalhar e também seguir a Suzuki e a Yamaha nos fez entender coisas boas e é certo que isso vai nos ajudar este fim de semana. A previsão do tempo é a mesma, domingo com muito vento, então acho que vamos chegar mais preparados. Nunca digo nunca em resultados, como Maverick disse, a 2ª corrida é sempre diferente, em Misano um ritmo foi 1 segundo mais rápido. Não sabemos qual será o ritmo, mas acho que poderemos lutar pela vitória novamente".

Mir: "Foi um fim de semana difícil, porque sofri muito para achar a sensação correta com a frente, tive muitos problemas o que tornou tudo muito difícil. Felizmente no aquecimento encontramos coisas interessantes e minha sensação melhorou um pouco e fui capaz de fazer uma boa corrida. A largada não foi a melhor, mas comecei a recuperar posições do meio da corrida em diante e aí, nas voltas finais tentei da melhor maneira possível. Passei Pecco, Zarco estava fechando os espaços muito bem e aí o ultrapassei no último setor, mas provavelmente foi muito otimista e também entrei um pouco aberto na curva final e claro que isso não me ajudou a atingir primeiro a linha de chegada, em 2º, desculpe. Esperava ir melhor na largada, mas usei mais os pneus do que gostaria, mas gostei de estar no 1º grupo na parte final da corrida, então essa é a meta principal para este fim de semana".

Quartararo: "Honestamente foi uma corrida difícil. Ultrapassei Jack, mas imediatamente comecei a sentir uma queda de aderência no pneu traseiro. Diminuí um pouco, mas o pneu estava derrapando muito e pensei que estava bom, porque ano passado perdi muitas posições nessa situação e encontrei outro jeito de fazer bons tempos de volta freando muito dentro, mas foi difícil. A saída da 6 era um dos piores pontos, mas tá bom, porque temos os dados do cara que venceu semana passada, então houve pontos em que fui muito agressivo por nada, então vou tentar ser um pouco mais suave, acho que isso vai ajudar muito".

Rins: "Sobre a corrida de semana passada, foi difícil e a 6ª posição não é suficiente para nós. Precisamos melhorar pequenas coisas durante a corrida e a meta é clara; como Joan disse, temos um bom ritmo, temos máquina para andar na frente, então vamos melhorar a largada, minha largada semana passada foi um desastre, então vamos melhorar isso e brigar pelas posições de ponta desde o início, poupar pneus, ver que estratégia a Ducati vai fazer, Pecco liderou uma corrida e sabe o que fazer agora, então vamos ver".

Pilotos Suzuki:

Mir: "Nossa moto é boa, ano passado nas segundas corridas nossa moto mostrou potencial, lembro por exemplo na Áustria, em Aragón, nas segundas corridas encontramos alguns acertos a mais, então estou ansioso para a 2ª corrida, não acho que seja nenhuma desvantagem para nós".

Rins: "Não é desvantagem, teremos uma base para ir rápido desde o começo, mas precisamos trabalhar, porque é fácil chegar no tempo, mas melhorá-lo não é fácil, mas como Joan disse, as segundas corridas ano passado foram bem boas para nós, então vamos com tudo para esta, conversei com meu engenheiro-chefe para ver os pontos que serei capaz de melhorar, então sim, estamos prontos".

Pilotos Yamaha:

Viñales: "Claro que é muito cedo para dizer se a nossa moto é tão boa assim; só pilotamos uma vez em corrida, precisamos andar em outras pistas, para ver o potencial da moto e a consistência para lutar por algo maior. O que encontramos é que a moto está funcionando bem logo de cara, isso é algo bom. Há pontos em que não posso ultrapassara, mas em alguns outros minha moto é forte e posso manobrar, o que é muito bom, Pontos fortes, pontos fracos, mas saber que se pode ultrapassar. Temos pontos fortes, mas não quero falar sobre eles porque só andamos em uma pista. Depois do Catar vamos a Portimão, onde sofremos um pouco, então vamos ver lá que melhorias fizemos no Catar".

Quartararo: "Acho que temos alguns pontos fortes, tracionamos muito bem, quando passei Jack na 15 ele sofreu na 1, há algumas curvas, a 6 e a 10 onde não há muito espaço para acelerar, acho que isso nos ajuda a passar, da 5 para a 6 a reta é curta, da 9 para a 10 também. Nesse tipo de curva nossa moto é muito forte e podemos passar, mas da 3 para a 4 é mais difícil, precisa de muita aceleração, mas me sinto bem, posso fazer ultrapassagens boas, vamos ver nas próximas pistas, mas me sinto bem e há coisas positivas na nossa moto".

Pilotos Ducati:

Zarco: "Se a Ducati não vencer aqui novamente não precisamos ficar preocupados, porque fomos competitivos, estivemos nos top 3 a corrida toda, terminamos no pódio, são bons sinais para o futuro, então não, não precisamos ficar preocupados, mas o objetivo é vencer e sabemos que podemos fazer isso, precisamos de uma solução para fazer isso sem desgastar demais o pneu traseiro".
Pecco:" Acho o mesmo, vejo Yamaha e Suzuki muito competitivas como nós. Na primeira parte da corrida fomos muito bem, abrimos vantagem, perdíamos tempos em algumas retomadas e isso nos custou a corrida, mas para mim não precisamos ficar preocupados; sabemos que essa pista é boa para nós mas para outros também. É certo que temos a possibilidade de vencer, mas podemos vencer também em outros circuitos, como vimos ano passado. Algumas vezes eu sofria em uma pista, mas Johann era rápido, ou Jack, algumas vezes o rápido era eu, então sabemos que o equipamento é competitivo e temos possibilidade de vencer, então esse ano queremos ser constantes e competitivos em qualquer situação e em todos os circuitos".

Perguntas de jornalistas:

Carlos Perez da Espanha para Viñales sobre a vitória dele em Losail 2017, o que mudou. "Revi a corrida passada apenas uma vez, porque esse fim de semana é totalmente diferente e é importante não se prender ao passado. Já estive nessa situação algumas vezes, a pressão te motiva a melhorar o trabalho, então é claro que mudei muito de 2017 para cá, mas a velocidade continua e isso é o mais importante".

Frank da Eurosport Holanda, para Viñales, sobre dúvidas na Yamaha para Portimão. "Não há nenhuma dúvida, claro que estou confiante, mas permanecemos calmos, não há porque se entusiasmar tão cedo, sabemos que temos que trabalhar e teremos pistas onde termos que nos empenhar mais, porque será mais difícil para a moto, mas como disse, não tenho nenhuma dúvida, estou concentrado e tenho plena confiança na moto que eu tenho, mas agora estamos concentrados na 2ª corrida do GP do Catar".

Giovanni Zamagni da Itália para Viñales (de novo), como ele se sente podendo vencer mesmo largando mal? "Bom acho que larguei bem, mas meus competidores foram fantásticos, hehe. Mas claro que vamos tentar melhorar. O dispositivo dianteiro de largada vai fazer a diferença, porque a Ducati tem e eles saíram mais rápido do que no ano passado. Então vamos melhorar, a Yamaha vai disponibilizá-lo assim que for possível, mas claro que fiquei puto, porque certamente complicou a minha corrida. Quando você sai na frente não quer dizer que vá vencer, mas pode controlar melhor os pneus. Quando você sai mal força a traseira para ultrapassar os outros pilotos. Então é algo em que obviamente temos que prestar atenção e é obrigatório melhorar nessa área".

Tammy de Israel para Viñales, Joan e Pecco, se eles pudessem escolher um GP para os pilotos de testes competirem como convidados, qual seria. Viñales: "Catalunha, porque sempre me dou mal lá e para mim é muito importante saber mais de lá. Estamos muito próximos de Cal (Crutchlow, novo piloto de testes da Yamaha) e será bom tê-lo por lá para me fazer ir mais rápido". Mir: "Provavelmente Portimão, tivemos dificuldades lá ano passado, também seria interessante nas novas pistas, Finlândia, esse tipo de pistas onde não temos informações, seria super importante sim". Pecco: "Eu escolheria Portimão e Aragón, eu acho. Tenho dificuldades nessas pistas e um piloto de testes ajuda muito, temos mais informações e testa peças que não podemos testar, porque estamos concentrados na pilotagem".

Alguém da FrancePress sobre o que os pilotos fizeram durante a semana. Viñales: "Bom, depois da corrida a única coisa que fiz foi estar com a equipe, com a covid há muitas restrições, mas fui a praia e, como disse, pensei no que posso melhorar para essa corrida. É sempre diferente, mas temos potencial para criar oportunidades de andar na frente e lutar pela vitória". Zarco: "Consegui descansar na 3ª, não no dia seguinte porque estava com muita adrenalina. Na quarta comecei a pensar mais na preparação da próxima corrida". Pecco: "Dormi por 2 dias, então relaxei, assisti vídeos no telefone, resetei para a próxima corrida, amanhã vou pensar na pista e na próxima corrida". Mir: "Procuro descansar no mínimo um dia, desconectar a mentem um GP é sempre intenso, é importante desconectar fazendo coisas diferentes, ver Netflix, esse tipo de coisas, um pouco de musculação também é bom para isso". Quartararo: "Sou um pouco hiperativo, então fui ao ginásio no dia seguinte, conversei com a equipe, jogamos beachvôlei, foi divertido". Rins: "De minha parte fiquei com a equipe, descansei e preparei esse fim de semana e peguei num pouco de sol, porque nessa época do ano é um pouco frio em Andorra, hehe".

Jornalista japonês (meio sem noção) para Mir sobre quem seria o principal rival dele na temporada. "Não sou capaz de responder essa pergunta. Há muitos rivais, o importante é estar na luta, mas no momento não posso dizer um. Preciso batê-los todos".

Diego de Portugal para Mir sobre ajuste da moto. "Não estamos escondendo nada, fizemos nosso plano nos testes e experimentamos muitas coisas nos 3 primeiros dias e depois trabalhamos para a corrida. O último dia de testes foi ruim pela areia. Faltou um dia de testes para colocar tudo em ordem. No aquecimento achamos um bom acerto, porque muitas tentativas causam confusão, porque a pista muda muito, aderência e tal. O importante é que encontramos um acerto mais ou menos bom e vamos começar com ele".

Thomas Beaujard da França perguntando como se sentem os pilotos franceses. Zarco: "Nosso país colocou 2 pilotos nos top 5 e espero que possamos lutar pelo pódio e pela vitória juntos em breve. Ano passado ele (Quarta) venceu corridas, eu ainda não, mas este ano tenho mais chances de fazer isso, então é muito bom. Não somos da mesma marca e da mesma equipe, então não há estratégia conjunta, mas se tivermos a chance de lutar um contra o outro pela vitória tentaremos ser espertos, não cometer erros, mas essa seria situação ideal, dois franceses lutando pela vitória significaria que somos mais fortes que os outros". Quartararo: "Sim, temos grande potencial, somos fortes, meu estilo é bom, mas em algumas curvas tenho dificuldades. Somos franceses, mas acho que os espanhóis e italianos não ligam para isso, acho que não nos afeta".

Luis Duncan da motorsport britânica para os pilotos Yamaha, se os resultados do Catar servem de parâmetro para outras pistas. "É muito difícil, porque para mim a aderência aqui é muito boa, a confiança está lá em cima, a frente está muito boa, não sei se isso se repetirá em outras pistas". Quartararo: "Sim, acho que aprendemos algumas coisas aqui que podem funcionar em outros lugares. Vou mudar algumas coisas este fim de semana e vamos ver se melhora ou não, mas não vamos fazer grandes mudanças, se as pequenas não funcionarem vamos manter a mesma base para essa corrida".

Mela Chércoles de As Espanha para Viñales, sobre a importância da ausência de Márquez. "Ninguém sabe o que acontecerá quando Márquez voltar. Para o espetáculo é muito importante, mas de toda forma não consideramos isso, vamos ser o mais forte que pudermos, como todos os outros. Todos os oponentes estão dentro da pista".

O ex-piloto Kevin McGee para Zarco sobre o declínio da carreira a partir de 2017 e a boa atuação de Bastianini. "Estou louco para dar backflips de novo, não faço desde 2017 e quero fazer de novo, mas não penso muito nisso. No fim da corrida Dal'Igna me disse que foi bom para mim ficar na MotoGP em 2019, estava pensando em voltar para a Moto2 e ele me deu confiança para permanecer na MotoGP. Se tivesse voltado para a Moto2 não teria estado no pódio no último domingo".

Aí a Friné Villa, que organiza a coletiva, disse que era a última pergunta, o que me deixou pilhado chamando a atenção para mim. Renovei meu credenciamento com a Dorna, queria fazer uma pergunta importante e ela estava encerrando, hehe.

Michel Turco de Moto Revue para Viñales, sobre a frieza dele, se tem a ver com o casamento, o que mudou com a saída de Rossi. "Basicamente minha vida está mais estável, sei o que tenho e gosto do que tenho. Uma parte da minha vida está resolvida, me sinto calmo e isso ajuda muito. Ano passado foi difícil teve a corrida na Áustria e outras ocasiões que me fizeram pensar, mas mantenho meu sonho, quero ser campeão aqui. Estou focado nas corridas, tenho plena confiança no que desejo e estou equilibrado. Às vezes é difícil manter a concentração, mas estou conseguindo e quero seguir lutando pela vitória a cada corrida. Isso é o mais importante se você quer conquistar o Campeonato. Não muda nada sem Valentino".

Enquanto MV12 respondia, eu digitava e sinalizava veementemente, e a Friné acabou liberando mais uma pergunta, a minha. Só que aí eu não liberava meu microfone - achei que ela comandava isso também -  e ela foi ficando mais nervosa do que eu, hehe.

Minha pergunta era (a meu ver) imperdível e para todos: Quais são os prós e contras de correr à noite e se você se sente confortável nessa situação.

Viñales: "É muito diferente, esses fins de semana são muito especiais. Como você disse, estamos correndo durante a noite; a temperatura não é tão diferente, mas as luzes, os pneus trabalham diferente, é o tipo de situação que torna essa pista única, mas é como disse, os resultados do Catar são muito diferentes das outras pistas, o traçado é diferente, muitas motos e pilotos podem vencer, então você tem que estar pronto e ser muito forte aqui no Catar".

Zarco: "Para mim correr à noite aqui no Catar é de qualquer forma melhor do que correr durante o dia, é muito quente e não conseguimos muita velocidade. As luzes não me perturbam nada, você fica tão focado em ir rápido que esquece que é de noite. Então para mim mentalmente é muito similar às outras corridas, não me distraio com essas mudanças, mas há uma razão de corrermos cedo, porque quando corríamos mais tarde, por volta de 9 ou 10 da noite, a temperatura e a umidade mudavam e isso nos perturbava muito. Agora é mais estável. Mesmo com o vento forte de semana passada foi uma boa corrida, então está tudo muito bem organizado".

Bagnaia. "Gosto de correr aqui, gosto do clima, é a primeira corrida e é à noite, então é bom. Claro que você tem que ficar esperto, porque depois das 20h a temperatura cai e a umidade aumenta na Curva 2, então é fácil cair lá, mas eu gosto de correr aqui e é verdade que o que funciona aqui pode não funcionar em Portimão ou Jerez, então, como Maverick disse, é uma pista única, o traçado é singular, não se compara a nenhuma outra pista, então é muito bom correr aqui, mas para o desenvolvimento da moto não ajuda muito, é um lugar único".

Mir: "Correr durante a noite aqui no Catar é muito bom. A temperatura provavelmente é a ideal. A umidade é importante, muito alta aqui e claro que a primeira vez você tem que prestar atenção nas sombras da noite. Em algumas curvas você vê a sua sombra ne acha que é outro piloto, você tem que se habituar com isso, mas para mim é muito bom, as luzes, a visibilidade é muito alta e eu adoro".

Quartararo: "É sempre muito bom correr aqui. Da primeira vez todos estavam entusiasmados, é a única à noite, totalmente diferente das outras corridas, o traçado é bom, acho que é uma grande experiência para nós ter uma corrida à noite".

Rins: "É bom correr á noite. Quando você corre há muito tempo no Campeonato Mundial você não fica ressabiado pelo fato de ser à noite. A temperatura é muito boa e é isso. O que Joan disse é verdade, você tem que tomar cuidado com as sombras, às vezes você está muito concentrado e quando vê a sua própria sombra você levanta um pouco a moto, isso aconteceu muito comigo em 2021, meu primeiro ano correndo aqui na Moto3, mas ano a ano você vai se acostumando".

Pow, dizaí, minha pergunta foi bem boa e não tinha como deixar passar a oportunidade, não tem mais corrida noturna esse ano. Releva, Frine, acho que valeu a pena esperar eu me desenrolar do microfone, hehe.

Perguntas de Redes Sociais

Fechando a coletiva - que eu atrasei em 10 minutos -, a pergunta das redes sociais era sobre o 1º de abril, Dia da Mentira, que para os espanhóis é em 28 de dezembro. A pergunta é o rumor ou brincadeira mais sem noção que eles conhecem em relação a eles mesmos:

Quartararo: "Conheci o Presidente do Paris Saint Germain semana passada e acharam que eu ia assinar contrato com o clube, hehe".

Mir: "Minha família tem uma pista de skate, então muitos acham que sou ótimo skatista, mas sou péssimo nisso, hehe".

Pecco: "Nunca soube nenhuma brincadeira sobre mim. Mas faço brincadeiras com os outros. A mais recente é que mudei para uma casa nova com a minha namorada e ela não sabia que eu podia controlar as luzes daqui do Catar. Aí fiquei piscando as luzes e ela ficou desesperada, achou que era assalto, haha (Potz...). Vi uma hoje dizendo que Vale voltaria para a Ducati em 2022 (também vi essa, hehe).
Rins: "Sobre rumores não sei, mas brinco com meus amigos de mudar a temperatura dos celulares deles de Celsius para Gahrenheit  (potz 2).

Zarco: "Meu técnico ligou para o filho dele e pediu para avisar a mãe que ele não iria para casa, mas direto para a Itália, sem passar em casa. Dez minutos depois ela ligou irada, haha".

Viñales: "Há alguns anos estava voando para a Malásia, eu acho e alguém levou minha bagagem para o hotel sem eu saber. Fiquei horas reclamando no aeroporto e tal, quando entrei no meu quarto, muito aborrecido, estava tudo lá, haha. Muito estranho, não entendi nada e não sei que foi, muito estranho (acho que foi o Rossi, hehe).

E acabou.

Amanhã a conversa é na pista. Entre homens e máquinas, vamos ver quem fala mais alto...

Braaaaaaaaaaaap!

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GP do Catar 2 - ESPN/FoxSports marca presença em coletiva de imprensa

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O Mundial de Motovelocidade 2021 começou! Agilidade da Yamaha supera potência da Ducati

Fausto Macieira

Três corridas emocionantes marcaram a abertura da temporada de caça aos títulos mundiais da modalidade mais veloz do motociclismo esportivo. Somente 1.500 ingressos foram rapidamente vendidos, ao preço de 23 euros cada, cerca de 150 reais.

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MOTOGP - AGILIDADE DA YAMAHA SE SOBREPÕE À POTÊNCIA DA DUCATI.

Unanimidade entre os pilotos, os pneus macios foram os escolhidos para a corrida de abertura de 2021. Com uma Ducati na pole, a do cerebral Pecco Bagnaia, campeão do mundo de Moto2 em 2018. Ao lado dele, as Yamahas oficiais de Fabio Quartararo, o mais veloz no aquecimento, e Maverick Viñales. O veterano Valentino abriu a fila 2, ao lado das Ducatis de Jack Miller e Johann Zarco.

 

Alinhamento, equipes, autoridades e jornalistas fora, volta de apresentação e... Largada!

 

Ajudadas pelo novo dispositivo de largada, as Ducatis disparam, Bagnaia e Miller à frente, depois Zarco, o novato Jorge Martin, Quartararo, Aleix Espargaró, Viñales, que mais uma vez saiu mal, Rossi, Alex Rins - que esqueceu de acionar o dispositivo de largada - e o campeão reinante Joan Mir.

 

Péssima saída do 'nostro' Franco Morbidelli, de P7 para P16. Acho que ele se envolveu no tombo de Danilo Petrucci, que foi ao chão logo na 1ª volta.

 

Na volta 2 Zarco deixa Miller para trás, Quartararo consegue se livrar de Martin, que tem dificuldades para controlar a moto e trava o pelotão. Ris passa por Rossi e Morbidelli recua para P20.

 

Martin vai ficando e as Ducatis se mandam lá na frente. Zarco se aproxima de Bagnaia e Viñales faz a melhor volta da corrida, subindo para P5. Takaaki Nakagami vai ao chão e abandona. As Hondas começaram mal, fora dos top 10.

 

Rossi perde contato e é superado por Miguel Oliveira, o melhor dos pilotos KTM.

 

Viñales está sendo limitado por Quartararo e troca posições com o companheiro de equipe, o mesmo acontecendo entre Miller e Rins.

 

Metade da corrida já foi e Viñales se firma em P3, iniciando o ataque às máquinas italianas.

 

Rossi está fora dos top 10 e Morbidelli segue com problemas aparentemente inexplicáveis. A melhor Honda é a do estreante na marca Pol Espargaró, 8º colocado.

O campeão Mir avança na parte final da corrida, encostando em Miller e Rins,, que duelam pelo top 5.

 

Viñales é o mais rápido na pista, confirmando seu ritmo no TL4. Zarco é ultrapassado na Curva 10 e Bagnaia parece ser a próxima vítima, porque o desempenho das Ducatis começa a piorar, provavelmente pelo desgaste de pneus.

 

Viñales ataca novamente, Bagnaia responde. As Yamahas e Suzukis são velozes no miolo, mas na grande reta só dá Ducati. Tombo de Alex Márquez, piloto ocá, moto destruída.

 

A 5 voltas do fim Viñales assume a 1ª posição e consegue abrir boa distância para Bagnaia, que tem Zarco colado nele. O francês sobe para P2 e tenta fustigar o líder, mas os pneus não ajudam e Mir, que já havia superado Miller e Rins, avança com tudo, aproveitando a suavidade da sua moto, que consome menos os pneus.

 

Entrando na volta final, a ordem é Viñales, com a corrida sob controle, Zarco, Mir, Bagnaia, Quartararo, Rins, Aleix, Pol, Miller e Martin.

 

Mir quer o pódio e tenta uma manobra desesperada sobre Zarco na penúltima curva, mas passa um pouco do ponto de frenagem, entra na reta com as Ducatis no seu rastro e é superado - engolido - pelas duas, ficando fora do pódio em P4. Faltou cavalaria, ocá, mas principalmente faltou o de sempre, uma boa posição de largada (ele saiu de P10, na 4ª fila). 

Foi a 3ª vitória de Viñales no Catar. Ele venceu em 2017 na MotoGP e em 2012 na Moto3.

 

Maverick Viñales começou a temporada com tudo e foi o vencedor do GP do Catar na MotoGP
Maverick Viñales começou a temporada com tudo e foi o vencedor do GP do Catar na MotoGP Divulgação Dorna

Zarco (1ª Ducati), Bagnaia, Mir (1ª Suzuki), Quartararo, Rins, Aleix (1ª Aprilia), Pol (1ª Honda), Miller, Enea Bastianini (em ótima P10 e 1º entre os novatos), Bradl, Rossi, Oliveira (1ª KTM), Binder, Martin, Marini, Lecuona, Morbidelli e Savadori completaram a prova.

 

Declarações pós-GP:

 

Viñales: “No início não fui tão bem, empinei na largada, vou ter que trabalhar nisso. Mas depois consegui preservar os pneus, fiquei tranquilo, ataquei no momento certo e no final controlei a corrida, a potência da moto e os pneus. Fim de semana incrível, agradeço à minha família, estou muito feliz com meu primeiro filho (Raquel, a mulher dele, está esperando a Nina, futura motociclista, hehe)”.

 

Zarco: "Fiz uma boa corrida, quando Viñales passou eu superei Bagnaia e tentei buscá-lo, mas não deu. Agradeço ao meu motor por essa 2ª posição. É fantástico estrear na equipe com um pódio".

 

Bagnaia: “Talvez eu tenha gasto muito o pneu traseiro nas primeiras voltas. Vou tentar ser mais consistente no próximo GP, não tive mais aderência no final. Mas estou muito feliz com a forma como comecei este novo capítulo com a Ducati".

 

MOTO2 - PASSEIO NOTURNO DE SAM LOWES

 

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Mantendo o revezamento de vencedores da classe intermediária em Losail, tivemos o 12º ganhador diferente, o inglês Sam Lowes, de 30 anos, da Marc VDS Kalex, 3º no ranking mundial em 2020.

 

O italiano Marco Bezzecchi largou na frente, mas a liderança do piloto da VR46 durou apenas 3 voltas. Lowes o deixou para trás com uma manobra precisa e sumiu na noite do Oriente Médio até a bandeirada de chegada.

 

Ótima estreia do novato Raul Fernandez, que andou em P2 até ser superado pela concorrência, terminando em P5.

 

O australiano Remy Gardner, companheiro de Fernandez na KTM Ajo, fez boa corrida de 6º na largada para 2º na bandeirada, com Fabio Di Giannantonio tomando o 3º lugar de Bezzecchi na linha de chegada, por meros 13 milésimos de segundo. Foi um pódio emocional para Gresini Racing, cujo dono, meu xará Fausto Gresini, bicampeão das 125, nos deixou no mês passado, aos 60 anos, de complicações relacionadas à covid. Houve um consternado minuto de silêncio em memória dele hoje de manhã.

 

MOTO3. EMOÇÃO DO INÍCIO AO FIM

 

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A Moto3 mais uma vez confirmou a fama de roubar a cena do domingo, com uma corrida muito louca a cada centímetro de pista.

 

KTM e Honda repetiram as características de Yamaha (e Suzuki) contra as Ducatis na MotoGP. Honda no retão, KTM (e suas clones Husqvarna e GasGas) no miolo da pista.

 

Um pelo tão de mais de uma dezena de pilotos ricocheteou nas curvas do Catar ao pôr do sol, com imagens lindas e disputas ferozes o tempo todo.

No final a vitória sorriu para o espanhol Jaume Masia, que se impôs sobre o novo companheiro de equipe de fábrica Pedro Acosta (16 anos, campeão da Rookies Cup 2020) por ínfimos 4 centésimos de segundo, com o pole Darryn Binder (Petronas Honda) fechando o pódio a 9 centésimos do vencedor.

 

Em suma, todas as corridas foram muito boas e quem assistiu jamais esquecerá. E mais uma coisa boa, ou melhor, duas: 1 - Temos nada menos que 18 imprevisíveis Grandes Prêmios pela frente. 2 - O próximo é semana que vem, que maravilha viver... Portanto cuide da saúde e até a próxima edição do VOLTA RÁPIDA...

Braaaaaaaaaaaaap!

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O Mundial de Motovelocidade 2021 começou! Agilidade da Yamaha supera potência da Ducati

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MotoGP: Resumão do TL3 no Catar – 50 graus na pista impedem evolução nos tempos

Fausto Macieira

Tarde de sol em Losail, temperatura ambiente 38,3°, temperatura na pista 53, 8º (!). Vão começar os sempre arrebatadores Treinos Livres 3 do GP do Catar 2021.

Segundo os jornalistas que lá estão, sair da super refrigerada sala de imprensa significa ir do Polo Norte ao deserto do Saara em 2 segundos, e muitos estão preocupados em pegar uma gripe. Bom, do jeito que as coisas estão poderia ser pior, mas felizmente todos foram vacinados.

Nas classes de acesso os 14 mais rápidos passam direto para o Q2, que, depois de somados os top 4 do Q1, definem as 6 primeiras filas do grid. Na classe principal, a MotoGP, são os top 10 que evitam a repescagem do Q1, que classifica os 2 mais rápidos para a fase final de composição do grid de largada.

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MOTO3 - NINGUÉM MELHORA TEMPOS NO FORNO DO CATAR
 
Como de hábito, a Moto3 abre os trabalhos. O tempo a bater é o 2'04''839 de Kaito Toba, da CIP GreenPower ontem. O recorde da pista está perto, 2'04''561, de Aron Canet (hoje na Moto2) em 2019.

A temperatura subiu para 54,7°, mas pelo menos o vento melhorou, 9 km/h. Vamos lá.

E já surge a primeira queda, do checo Filip Salac, da Rivacold Honda, na Curva 7. Ih, mais um cadente, Nicolo Antonelli, da Avintia KTM, na mesma curva. Falando em KTM, Pedro Acosta quase foi na 16, eu acho.

A aderência é baixa por causa do calor, vai ser difícil melhorar os tempos. Má notícia para Darryn Binder, P15, Romano Fenati, P17 e Tatsuki Suzuk, convalescendo da covid e apenas P24 ontem.

Ele puxa a fila do quadro de tempos, com 2'07''033, 2,5s acima do melhor tempo de sexta.

Metade da sessão já foi e o novato Izan Guevara, da GasGas Aspar, que assumiu o comando com 2'05''721. Ainda parece difícil melhorar os tempos combinados de ontem, onde ele ficou em P21, portanto depende da repescagem. Para evitar isso ele precisa marcar algo abaixo do 2'05''388 do Pedro Acosta, P14 por enquanto.

Entramos nos minutos finais e há um desânimo no ar, porque ninguém, salvo por milagre ou corte de caminho, vai conseguir melhorar seus tempos de véspera.

Menos de 5, começa o jogo de gato e rato para sair atrás dos mais velozes e buscar o vácuo. Parece certo que vai ter punição mais uma vez...

Falando em confronto, Masia e Acosta, companheiros de KTM oficial, saem juntos da 16, entram na reta e... Quase batem carenagens! Pow, ao que tudo indica Masia está incomodado com o novato roubando a cena no box do time austríaco...

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Um desanimado fiscal de pista dá a bandeirada final e nada mudou no quadro de tempos. Ou seja, Darryn Binder, da Petronas Honda, fica em P15. Suzuki foi o único que melhorou seu tempo no TL3, mas de P24 para P21, nada muda a e o japa, que tem 2 vitórias na carreira, está na repescagem junto com o sul-africano - que venceu na Catalunha ano passado - e muitos outros, inclusive o 'meu malvado favorito' Romando Fenati, maior vencedor da Moto3 com 12 triunfos, o mais recente em Misano 2 ano passado. 

Está tão quente que os pilotos param na sombra embaixo da faixa que desabou ontem para treinar largada. Se bem que a temperatura diminuiu um pouco, 54,3° no momento, hehe...

MOTO2 - 'TATOO YOU' NA PONTA, MAS OS TOP 14 NÃO MUDAM...
 
Na Moto2, onde o melhor tempo da sexta feira foi do aloprado Sam Lowes, com 1'58''949, a volta mais rápida é do americano Joe Roberts (P3 ontem), , 1'58''136.

Assim como aconteceu na Moto3, as condições de aderência são inversamente proporcionais ao sofrimento dos pilotos com equipamento completo debaixo do sol catari. Mas há que se tentar, especialmente para quem está fora dos top 14. Bandeira verde, pista liberada, vamos lá.
Potz, tombo de Bo Bendsneyder na 1, tombo de Jake Dixon na 7. Alguma dúvida sobre a (falta de) aderência?

Dez minutos se foram e o mais veloz é... Sam Lowes, com 2'00''880, pouco mais de 1s mais lento que ontem, não está mal, tomara que não caia, hehe.

Ih, biombo na garagem de um dos cadentes, acho que na do Dixon. Os biombos são para evitar repórteres enxeridos - como eu - avaliando a moto sem carenagem. Na MotoGP não há box sem biombo - ou capa, hehe.

Lowes baixa para 1'59''959. Tombo de Barry Baltus, tombaço, highside, ejetada feroz, ele está no Centro Médico, tomara que não seja grave...
Dez minutos finais e, como se esperava, nada muda.

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Minuto final e tombo de Marcos Ramirez, na Curva 7, felizmente ele está de pé e querendo reativar a moto.

E acabou. Melhor tempo para Aron 'Tatoo You' Canet, com 2'00''335. Roberts, Di Giannantonio, Vietti e Lowes completam um top 5 com os top 16 separados por 0,8s. Mas nos combinados não mudou nada, os 14 classificados de ontem são os mesmos de hoje.

MOTOGP - DONO DO MELHOR TEMPO NO CHÃO E CAMPEÃO NA REPESCAGEM...

Na MotoGP, a volta mais rápida de todos os tempos está seriamente ameaçada. Marc Márquez marcou 1'53''380 em 2019, apenas 7 milésimos de segundo abaixo do tempo de Jack Miller, oficial Ducati, na sexta-feira, 1'53''387.

Mas não agora, a temperatura continua a 50 graus e vai ser difícil melhorar os tempos da véspera, má notícia para o campeão reinante Joan Mir, da Suzuki, que precisa bater o 1'53''901 de Pol Espargaró, o P10, o que significa melhorar mais de meio segundo, 0,527s para ser exato. Missão para Tom Cruise, hehe...

Este é o panorama, vamos ver o que o futuro real e imediato nos reserva. Aliás, previsão de tempestade de areia para amanhã, ih... 
Os pneus disponíveis são traseiros macio médio e duro, assimétricos, dianteiro médio também assimétrico.

Começou. Escolarmente falando, na linha do que disse Valentino Rossi na coletiva de quinta feira, são 45 minutos que vão decidir quem passa de ano para o Q2 e quem fica na recuperação do Q1.

Cinco minutos de sessão e tá lá uma moto estendida no chão, a Ducati GP21 de Jack Miller! Na Curva 15 uma das 6 esquerdas do traçado. Pow, o cara fez o melhor tempo na pré-temporada, melhor tempo nos combinados de ontem, a 7 milésimos do recorde da pista. E agora isso.

Ele não se machucou, mas é o 2º tombo no fim de semana; chato hem, e o australiano gesticula raivoso na garagem vermelha...

O melhor tempo nesses minutos iniciais é de Jorge Martin, com 1'55'', opa não mais, Morbidelli na cabeça, com 1'55''625.

Morbidelli, Viñales e Quartararo se revezam no comando do quadro de tempos, com Rossi, pré-classificado no TL2, apenas em P19. Tensão na garagem da Suzuki, com Mir esperando sua moto ser reabastecida para voltar à pista.

Ontem mestre Edgard Mello Filho me perguntou sobre consumo. No Catar serão 22 voltas para a MotoGP, distância total de 118.3 quilômetros. O que, para um tanque de 23 litros, resulta em uma média de pouco menos que 5 km por litro, lembrando que dá para mudar os mapas de potência e consumo, porque o combustível vai dar 'na conta' como sempre.

Quer economia, resistência e facilidade de pilotagem? Então não lide com motos de competição, hehe...

Quartararo comanda o TL3 com 20 minutos de sessão, no tempo de 1'55''070. Ele está usando pneus duros, escolha óbvia da maioria dos pilotos com o calor abafado, agora temos 49 graus.

Entrando nos dez minutos finais normalmente começa a ciranda de posições, que acredito não vá acontecer desta ver por conta das condições da pista muito mais lentas que na noite de ontem.

No momento temos Quartararo, Viñales, Morbidelli, Márquez, Alex Márquez e Rins nos top 5, com Vale P15 mas no Q2 graças ao tempo da véspera.

Saiu notícia sobre Barry Baltus, pulso esquerdo fraturado; incapacitado para esta corrida e provavelmente a próxima também. Muito ruim para o belga da Moto2. Mas se fosse o direito seria ainda pior...

Ih, o novato Enea Bastianini está parado na pista; equipamento ou tombo? De toda forma, não bom para o campeão da Moto2 2020.

Vai acabar, está acabando, acabou. Ih, Aleix no chão na 6, a frente fechou de uma vez, sem aviso.

E o mesmo fiscal de pista desanimado encerra o treino. Pow, me chama que eu vou feliz da vida, hehe...

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Nada mudou, Miller dentro e no comando; Mir, o campeão, na repescagem...

E daqui a pouco, às 11:25 de Brasília, começam os treinos decisivos para saber quem vai sair na frente no GP do Catar 2021.

A transmissão é ao vivo e os canais ESPN/Fox Sports estarão abertos - exceto na Sky - nas próximas duas semanas para você não perder as duas primeiras etapas do Mundial de Motovelocidade.

E a interatividade já está valendo no #MotoGPFoxSports.

Até daqui a pouco...

Braaaaaaaap!

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MotoGP: Resumão do TL3 no Catar – 50 graus na pista impedem evolução nos tempos

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GP do Catar. TL1: Yamaha à frente com Morbidelli, Bezzecchi comanda a Moto2, novato surpreende na 3

Fausto Macieira

Sexta -feira em Losail, temperatura em torno dos 34 °, vento a 16km/h soprando para oeste, 24% de umidade no ar. Vai começar a temporada 2021 do Mundial de Motovelocidade.

MOTO3. NOVATO NA CABEÇA!

Tatsuki Suzuki está de volta depois da covid, bandeira verde, TL1 em andamento, 40 minutos de medição de forças e muita emoção. 
A equipe VR46 KTM e a Estrella Galicia Honda desapareceram, surgindo a Reale Avintia, com 2 pilotos, Antonelli e Tatay. Temos então 12 Hondas, 12 KTMs 2 GasGas (da equipe de Aspar Martinez) e 2 Husqvarnas (da equipe de Max Biaggi), então são na verdade 16 KTM contra 12 Hondas.
O indonésio Andi Farid Izdhar também recuou da Moto2 para a Moto3, que já está em busca dos tempos.

Estreante, Lorenzo Fellon, de 16 anos, filho de Laurent Fellon, ex-empresário e mentor de Johann Zarco.

Outra novidade é Adrian Fernandez (17), irmão mais novo de Raul Ferndandez, que foi para a Moto2. Xavier Artigas (17), Pedro Acosta (16), Izan Guevara (16), são outros que partem pela primeira vez como fixos no Mundial.

Os tempos a bater são 2'04''577 de Raul Fernandez, melhor volta em corrida 2'05''788 de Ai Ogura.

Os top 5 de 2020 subiram para a Moto2 e o 6º é Jaume Masia, que foi para a KTM oficial ao lado do novato Acosta e fez a melhor pré-temporada. 
Com 10 minutos de sessão, o mais rápido é o escocês John McPhee, com... Opa, não mais, agora é o experiente Andrea Migno, da Rivacold Honda, com 2'06''905. O novato Guevara, campeão mundial Júnior ano passado, está a 1 centésimo dele.

Metade do TL já foi e alguns pilotos não saíram da garagem, entre eles Romano Fenati, que se tivesse um controle mental melhor certamente já estaria na MotoGP...

Menos de 15' para acabar e começa o jogo de 'chupar rodas' dos pilotos mais rápidos, que servem de referência e fazem vácuo para os perseguidores. Espera-se penalizações neste sentido ao longo do fim de semana, aliás como sempre.

Dez para o fim e Kaito 'MotoGPeto' Toba toma a ponta, com 2'06''554. Parciais vermelhas em toda a pista, vem tempo aí. Ex Team Asia Honda, Toba trocou a KTM oficial pela satélite CIP Greenpower este ano. E já melhorou para 06''420, abrindo quase meio segundo para o novato Guevara, depois Migno, Nicolo Antonelli e Sergio Garcia, com os top 14 separados por menos de um segundo.

O indonésio abre parcial vermelha no setor 1, maneiro, quanto menos espanhóis e italianos na frente, mais variado fica o espetáculo.
Assim como as demais classes, em função da pandemia e com o objetivo de conter custos, as motos da Moto3 não sofreram alterações para este ano, apenas pequenas mudanças aerodinâmicas.

Vamos lá, 4 minutos para o fim, quem se atreve a mexer no topo do quadro de tempos?

Divulgação Dorna
Divulgação Dorna Pedro Acosta / Divulgação Dorna

Masia sobe para P2 e... Acosta na ponta, com 2'05''809, temporal para o novato da KTM oficial, com o cronômetro zerado.

Darryn Binder, estreando na Petronas Honda, chupou roda do Acosta e saiu em P2 a 8 centésimos, depois Ryusei Yamanaka, Masiá e o escocês McPhee.

Pow, o garoto de 16 anos nunca andou na pista e fez o melhor tempo logo na primeira sessão, que moral...

MOTO2 - MARCO BEZZECCHI ATACA!

Moto2 na pista, e os tempos de referência são a volta mais rápida da pole de Joe Roberts ano passado, 1'58''136, recorde em corrida de Tetsuta Nagashima, 1'59''218.

O holandês Bo Bendsneyder da SaG do brasileiro Edu Perales, abre os trabalhos com 2'01''109. Não vai durar, mas é maneiro...

Jake Dixon e Bo, se revezam no comando dos tempos, com Lorenzo Baldassarri, que em 2019 pintou como campeão,
surge desanimado no box da MV Forward. Não é para menos, se é que você me entende, hehe...

O motor é monomarca Triumph, 765cc. Já o predomínio entre os fabricantes de chassis segue sendo dos alemães da Kalex, com 22 unidades, seguidos de 4 Boscoscuro, novo nome dos chassis SpeedUp, 2 MVs e 2 NTSs.

Dez minutos de sessão e Sam Lowes, teórico favorito em um campeonato onde os top 2 do ano passado (Enea Bastianini e Luca Marini) subiram para a MotoGP, bota pra baixo e toma a ponta, com 2'00''474.

Maco Bezzecchi, um dos destaques, sobe para P2 à frente de Bendsneyder, que continua entre os primeiros, enquanto o outro piloto da Pertamina Mandalika SaG, o experiente Tom Luthi, campeão das 125 em 2005, está em opaca P20, a 1,5s do melhor tempo.

?Maco Bezzecchi / Dorna
?Maco Bezzecchi / Dorna ?Maco Bezzecchi / Dorna

E tem estreante na classe intermediária também, começando pelo campeão da Moto3 2020 Albert Arenas, de moto e casa nova na Aspar. Tony Arbolino, vice-campeão, está na Dynavolt Intact, bom time. O japonês Ai Ougra também subiu, para o Team Asia de Hiroshi Aoyama. Raul Fernandez estreia na Ajo. O belga Barry Baltus, que nada fez na Moto3, também subiu, para a RW GP, deve ter um bom empresário.

Os italianos Celestino Vietti e Yari Montella também estreiam na classe intermediária, assim como o americano Cameron Baubier, multicampeão do MotoAmerica, seis novatos no grid, maneiro.

Menos de 15 minutos para o fim, vamos trabalhar, ows.

Opa, 6 minutos para o fim e a coisa muda, Bezzecchi na frente, com 2'00''305, meros 16 milésimos abaixo do tempo de Lowes. Fabio DiGiannantonio sobe para P3, depois Bendsneyder e Dixon.

Saiu o primeiro tombo da temporada, logo do cerebral Ai Ogura, estreante na Moto2 e P10 no momento. Felizmente ele não se machucou.
Menos de 3 minutos pro fim e Arenas, P17, sobe para P7, boa notícia para o campeão da Moto3 2020.

Remy Gardner desaponta em P9, ele que venceu em Portugal na sua despedida da SaG. P5 para o australiano, tá melhorando, mas ainda abaixo do que pode render.

Minuto final, parece que não teremos surpresas, mas nunca se sabe.

O TL1 sempre encontra a pista suja, os tempos devem subir nas sessões da tarde, que vou ter a satisfação de comentar ao lado de Hamilton Rodrigues e Edgard Mello Filho.

MOTOGP - 'NOSTRO' FRANCO E YAMAHA PULAM NA FRENTE!

Tempo de emoção máxima, a MotoGP entra na pista valendo posições no grid de largada para o primeiro Grande Prêmio de 2021.

Sem Marc Márquez, infelizmente. Ele esteve no Catar, se vacinou, fez aquela cena de salão do Velkho Oeste no hotel e se retirou. Mas está maquinando um retorno avassalador, podem esperar...

Movimento nos boxes, todos aparentam descontração mas na verdade não é bem assim, há algo no ar, e não é leve...

Bandeira verde, pista aberta, vamos a ela.

Notícia ruim dupla, depois de Estaban Garcia, Beefy Burguignon, chefe de engenheiros de Alex Márquez, também apontou indícios de covid no seu exame e está trancado no hotel.

Tempos a bater: 1'53''546 de Maverick Viñales em 2019, recorde em corrida de Fabio Quartararo, 1'55''039.

Potz, 1ª volta, 1º tombo, Johann zarco na Curva 4, piloto ocá, moto não ocá, que começo hem...

Na ponta, Jack Miller, com 1'456''061. Opa, Aleix Espargaró, 1'55''854 com a Aprilia, que segue em busca do primeiro pódio na MotoGP.
Fabio Quartararo rebate com 1'55''563.

Com o desenvolvimento dos motores congelado à exceção da Aprilia, a turma mexeu em chassi e aerodinâmica, onde pode haver evoluções durante o ano. 
Opa, 'nostro' Franco Morbidelli na ponta, com 1'55''518, muito bom esse início de TL1.

Franco usa pneus duros nas duas rodas, Pecco Bagnaia, que acaba de assumir a P2, está com médios, Aleix com duro na dianteira e médio traseiro e Quartararo com médios, o mesmo acontecendo com Miller.

Maverick Viñales comanda agora, com duro e médio, no tempo de 11'55''451.

As Yamahas vão bem, Morbidelli em parciais vermelhas a cada setor da pista. Uma, duas, três, ponta pra ele, com 1'55''266.

Pol Espargaró aparece no box reclamando da suspensão da sua Honda RC213V. Ele teve pouco tempo para se acostumar com uma moto temperamental, que o digam os 8 tombos dos pilotos da marca, 5 deles protagonizados por Alex Márquez.

Miguel Oliveira sobe para P7 e primeira KTM, a 0,692s de Morbidelli. O melhor novato é o campeão da Moto2 Enea Bastianini, P13 no momento.
Tombo de Miller! Na 4 de novo, as Ducs GP21 não gostam dessa direita...

Metade do treino já foi e... Tombo de Pol Espargaró, na Curva 6!. Bem que ele vinha reclamando da moto. Tentou fazer pegar no tranco, não deu, fazer uma 1000cc funcionar no tranco não é tarefa fácil, nem pra ele nem para os fiscais de pista.

Enquanto isso Miller está de volta à garagem na garupa de um scooter, o mesmo acontecendo pouco depois com Pol. Miller está furioso, um técnico da Michelin e outro da Ohlins estão por perto, vai sobrar pra eles, hehe.

O tempo passa rápido, meia hora já se foi, faltam 15m e Morbidelli, sempre com pneus duros, enfileira parciais vermelhas, mas passa 4 centésimos acima do próprio tempo, perdeu um pouco no 4º e último setor.

Piero Taramasso, da Michelin, explica que a pista tem menos aderência porque a temperatura supera os 46 graus, temos vento e areia no piso, as coisas devem melhorar no TL2.

Os pneus são os mesmos do teste, dianteiros iguais aos do ano passado, dianteiro assimétrico, mais duro para o lado direito, assim como os traseiros. O traseiro duro é mais duro e o duro do passado virou médio, confiando na maior durabilidade deles durante a corrida.

Franco Morbidelli / Dorna
Franco Morbidelli / Dorna Franco Morbidelli / Dorna

Menos de 10 minutos para acabar e as Yamahas continuam à frente, com Morbidelli no comando e Viñales a 0,217s dele, depois Bagnaia, Aleix e... Valentino Rossi, a 0.511s do companheiro de equipe, com Quartararo em P6, 4 Yamahas, uma Ducati e uma Aprilia nos top 6, isso é MotoGP, hehe.

Desaponta Joan Mir, apenas P11 para o campeão do mundo da Suzuki. O companheiro Alex Rins acaba de subir para P4 a 4' do fim.

Aleis escala para P2 a meros 15 milésimos de segundo da ponta, sensacional o rendimento da Aprilia, onde o lugar de Lorenzo Savadori, apenas P21 agora, está cada vez mais rifado.

Menos de 2' pro fim e Aleix toma a ponta!!!! 1'55''046, mas 'nostro' Franco responde com 1'54''921 e recupera o comando, eba!

Tombo do novato Bastianini na 1, final da reta, cacildis!

E acabou, com Morbidelli no comando, Brasil de um lado da cabeça, Itália do outro, Yamaha suprema, e com pneus duros!

Resumindo, 3 marcas diferentes nos top 3, Yamaha, Aprilia (!) e a Ducati de Miller, depois Quartararo e Mir, 4 marcas nos top 5, 5 marcas nos top 10, com Miguel oliveira fechando esse grupo e a primeira Honda em P11 com Márquez, Alex Márquez.

Os tp 13 englobam as 6 marcas que competem no Mundial de MotoGP e estão separados por apenas 0,9s.

Isso, meus amigos, é MotoGP, e é só o começo.

Daqui a pouco, a partir de meio-dia, Treinos Livres 2 ao vivo no ESPN/Fox Sports, canal 573 da Net.

Até lá...

Braaaaaaaaaaaap!

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GP do Catar. TL1: Yamaha à frente com Morbidelli, Bezzecchi comanda a Moto2, novato surpreende na 3

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Estreia do blog "Volta Rápida": Emoção no ar na primeira coletiva da temporada

Fausto Macieira

Braaaaap! Fala, pessoal! Bem-vindo ao blog "Volta Rápida". Aqui, durante todo o ano, trarei opiniões, notícias e as principais as novidades do mundo da motovelocidade. E já vamos começar com o relato da primeira coletiva de imprensa da temporada. Lembrando: o Mundial da MotoGP começa neste domingo (28/3). O fã de esporte acompanha tudo sobre o Grande Prêmio do Catar, a partir de 13h30, com transmissão exclusiva no Fox Sports.

Evento marcado para as 17 horas locais, 11 do Brasil, dois minutos já foram e zero pessoas, hehe. Pelo menos os capacetes já chegaram. E lá vêm eles.

Com a presença do campeão mundial reinante Joan Mir, da Suzuki, de Pol Espargaró, nova contratação da Honda, de Jack Miller, o mais veloz nos testes, de Fabio Quartararo, vencedor de três corridas em 2020 e estreando como oficial Yamaha, de Valentino Rossi, indo para sua 26ª temporada no Mundial, agora pela equipe satélite Petronas, e de Aleix Espargaró, por enquanto ponta de lança solitário da Aprilia (que joga mais uma vez uma isca milionária para Andrea Dovizioso ocupar a vaga do 2º piloto Lorenzo Savadori), vai começar a primeira coletiva de imprensa da temporada. EBA!

O locutor oficial Steve Day faz as apresentações e começam as perguntas oficiais da organização.

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Divulgação Dorna

Começando pelo campeão do mundo, o piloto a bater, Joan Mir. "Estou feliz por estar aqui de novo, ano passado foi um sonho e ganhamos o título. Mas estamos de volta, o teste não foi ruim, mas temos trabalho a fazer, estou ansioso com o início da temporada, vou defender o título e quero ir o melhor possível, vamos ver. A moto é a mesma, precisamos manter a consistência do ano passado,  melhorar a velocidade e tentar ganhar mais corridas, mas estamos bem".

Pol Espargaró: "Sim, foi um início de temporada difícil, só 4 dias de testes para quem trocou de moto e para os novatos foi ainda pior, mas me senti confortável. Nós não estamos longe de Jack, que é muito rápido, assim como de Fabio e Maverick; temos muito a aprender, mas vamos aproveitar a primeira corrida da temporada".

Jack Miller: "Me sinto tão pronto como poderia estar, a pré-temporada foi boa, mas não dá para acreditar muito nisso. As condições estavam perfeitas para nós, mas vamos começar do zero novamente aqui, buscar boas sensações com a pista e ir bem".

Fabio Quartararo: "Eu penso que ano passado no final foi difícil, mas aprendi muito, uma boa experiência para o futuro, tive altos e baixos; estou pronto para 2021 e isso é o mais importante".

Valentino Rossi, mudando de equipe pela 1ª vez em 9 anos: "Sim, mudei de garagem, mas a atmosfera da 1ª corrida é igual, como o 1º dia no colégio, todos juntos na foto do grid. É diferente mudar depois de tanto tempo mas é bom, o teste não fui ruim e vamos ver em um verdadeiro fim de semana de corrida".

Aleix Espargaró: "Espero que tudo funcione, mas você se nunca sabe se a moto é boa ou não, a pista muda, a moto também, como Jack disse. Estamos bem, a moto 2021 é promissora, mas temos que correr e todos vão melhorar para a corrida. Estou muito motivado por sentir que tenho a chance de brigar com os melhores, o que me dá energia positiva, não vejo a hora de começar o TL1 amanhã".

Mir sobre o que mudou na Suzuki com a saída do diretor da equipe Davide Brivio: "Acho que Davide fez um grande trabalho em colocar tudo no lugar certo neste time, o que nos ajudou muito a vencer. A Suzuki procurou deixar tudo igual; no momento não sentimos falta dele e espero que ele tenha muita sorte na F1".

Pol sobre a Honda ser difícil de pilotar: "No passado sempre ouvia alguém dizendo 'essa moto é difícil, aquela moto é difícil', para mim todos os protótipos são difíceis. A Honda não é a mais fácil do grid, mas também não é a mais difícil, vamos ver. Aqui no Catar é difícil avaliar o quanto estou conectado com a moto, mas estou positivo em fazer as coisas acontecerem. Começar aqui no Catar não é o melhor lugar para a Honda e para mim, mas vou com tudo e vamos ver como será a estreia com a moto".

Para Miller e Quaratararo sobre a pressão de pilotar numa equipe de fábrica:

Miller: "No ano passado fui muito bem com a Pramac. É tudo mais difícil, mais quente, suei bastante e todo mundo riu, hehe. Fora isso está tudo bem, claro que há pressão extra, porém as coisas estão indo bem, é apenas mais  um passo à frente. Eu me sinto beneficiado com o apoio da equipe, cada vez conheço melhor as pessoas superamos alguns pequenos problemas que tivemos no passado".

Quartararo: "É meu 3º ano na MotoGP. Em uma equipe satélite mesmo que você sonhe em vencer, um top 5 está bom, mas quando você está em um time oficial todos querem que você lute pelo Campeonato, há mais pessoas na equipe, mais responsabilidade. No geral estou me sentindo bem e os testes foram bons, a pressão maior é para começar o fim de semana".

Rossi, sobre a mudança de time de fábrica para satélite: "Sim, existe. Agora você sabe que  na Petronas todos dão o máximo para vencer, então a pressão é a mesma. Temos menos pessoas no box, mas é igual. Estou feliz por ter Franco como companheiro, passamos muito tempo juntos em Tavullia, ele provou ano passado ser um dos melhores de nós, então isso é muito bom".

Aleix, sobre a chegada de Dovizioso: "Estou feliz, Andrea é muito talentoso e rápido. Afora isso é muito sensível, ganhou corridas e lutou por títulos, mal posso esperar que ele teste a moto em Jerez e fale sobre os pontos fortes e fracos da Aprilia; outro ponto de vista vai nos ajudar muito".

Guia da MotoGP 2021 - Calendário cheio, disputa acirrada pelo título e a incógnita Marc Márquez

Perguntas de jornalistas:

Para todos sobre quem seria o favorito ao título.

Mir: "É uma pergunta difícil, ano passado muitos venceram corridas, se tivesse que dizer um nome diria o meu, mas vamos ver".

Pol: "É difícil, mas temos um número1 que é Joan, então de início ele é o favorito, claro".

Miller: "Todo mundo é rápido, mas como Pol disse Joan é o número 1 e eu digo o mesmo, ele é o favorito".

Quartararo: "Há muitos caras velozes, mas o número 1 é Joan e ele é o piloto a bater"

Rossi: "No ano passado os mais rápidos foram Mir, Morbidelli e Miller".

Aleix: "Concordo, para mim foi difícil ser consistência e não tenho dúvidas de que o favorito é Mir".

Para Miller, sobre a mudança para a equipe oficial: "Suei muito no começo, é diferente, você chega no box e os engenheiros te cercam, fazem muitas perguntas, mas fora isso estou curtindo mais e mais e espero seguir assim".

Para todos, sobre o impacto da ausência de Márquez nos 2 GPs, se isso os surpreende.

Mir: "Estou surpreso de Márquez não estar aqui, soube que ele testou com uma moto de rua em 2 pistas, pensei que ele viria e estaria pronto para o Catar. Não é positivo para ele, claro, são 2 corridas, algo  que ele pode precisar no futuro, será difícil pra ele recomeçar em Portimão e ser forte para brigar pelo Campeonato. Ele sabe melhor que ninguém como pilotar uma motogp e será forte e rápido.

Pol : "Não há o que dizer. Foram os médicos que disseram e a Honda está esperando por ele. Para mim é uma honra ter o melhor piloto do mundo ao meu lado. Para a Honda seria muito bor tê-lo desenvolvendo a moto.  Ele vai voltar logo, será forte e retornará cara com ao pódio em breve".

Miller: "Espero que ele volte forte, se os médicos falaram é porque é, uma moto de rua é muito diferente, seria bobagem voltar antes do sinal dos médicos, dar tudo numa pista com 22 caras em volta, para mim seria cretinice. São pontos valiosos, mas ele não vai pensar nisso quando voltar para a moto"

Quartararo: "Ele sabe melhor do que ninguém quando e onde volta;/ está em outro patamar. São pontos importantes, mas o melhor pra ele é se recuperar, ficou muito tempo fora, pode ter dificuldades no início, mas não muitas, verei quando encontrá-lo, espero que que ele esteja em Portimão".

Rossi: "De fora é difícil de entender.  Ele tentou voltar, mas não deu certo, espero que ele volte logo e seja competitivo desde a primeira corrida".

Aleix: "Todo mundo no paddock sabe o quanto Márquez é determinado. Tentou, mas não estava pronto. Desejo a ele uma breve recuperação e que volte logo, óbvio; esse é o melhor campeonato do mundo e merece ter o melhor piloto do mundo".

Para Aleix sobre a nova Aprilia: "Não acho que seja uma revolução, porque ano passado a moto era boa, fizemos pequenas mudanças que me fizeram bem, a moto é mais fácil, tem mais aceleração, mais carga para baixo, me senti melhor de imediato em relação à moto do ano passado. É uma moto melhor".

Para Miller sobre ter herdado o desenvolvimento da moto: "Não sou dos mais experientes com a Ducati, acho que até o Zarco é melhor nisso que eu. O papel de desenvolver a moto era muito bem feito por Andrea. Podemos aproveitar isso e vou dar o meu melhor para não estragar tudo, hehe".

Para Rossi, sobre o quanto ele mudou em 26 anos: "Bom, 26 é um número em que você pensa muito, mas estou focado no futuro. Calro que é um tempo longo, mas no final a paixão pelo motociclismo e pela MotoGP é o mesmo, é excitante estar no box pela 1ª vez, então estou muito feliz por estar aqui e vou dar o meu melhor para ser competitivo este ano.

Pecino para Mir. O pódio de 2019 não se repetirá este ano, todos pararam e a Suzuki ficou em P4. Você acha que a Suzuki é favorita? "Não acho não, a moto é bem balanceada, mas se você olha para trás verá que não temos muitas vitórias aqui, a Ducati vai bem, especialmente Jack, também a Yamaha, tem as surpresas, Aleix ou outro qualquer, mas estamos preparados, claro.

Pol sobre a ausência de Marc nos testes alterou o programa de testes. "Não sei, de qualquer modo é cedo para dizer, estamos com a mesma moto, os mesmos pneus, é difícil calcular o que poderei fazer em Portimão, os testes aqui não foram ruins mas não tenho conhecimento da moto, não sei se os problemas foram resolvidos, é impossível prever, então vamos pra corrida aqui no Catar e veremos como a moto se comporta".

Sobre o documentário da F1 'Drive to Survive', se vocês viram e o que acharam, algo assim funcionaria na MotoGP?

 Mir: "Vi na Netflix o documentário da F1 e gostaria de ver algo assim".

Pol: "Achei divertidos os bastidores da F1, somos um pouco mais espontâneos do que a turma da F1, acho que seria uma boa publicidade para todos nós".

Quartararo: " Sim seria ótimo, a serie da F1 é muito bacana e gostaria de saber quem é o Gunter (o raivoso) da MotoGP".

Rossi: "Sim é engraçado e seria bom para a MotoGP ver o que acontece atrás dos boxes e bom para quem não conhece a MotoGP compreender a maneira como ela se desenvolve".

Aleix: "Acho que seria muito bom ver o que fazemos fora da pista, vi o documentário de Joan e Suzuki no inverno e seria bom termos isso também".

Miller: "Sim, seria bom temos alguns caras aqui que gostariam de ser estrelas de cinema e isso os ajudaria muito, hehe".

Rossi, sobre quais lembranças ele tem de Fausto Gresini:  "Conheci Fausto quando ele era  piloto, lembro de Phillip Island quando Loris ganhou o campeonato e a luta foi forte. Ele foi um grande rival na minha carreira, tanto nas corridas das 250 contra Capirossi e na MotoGP`como equipe do Gibernau. Foi uma história muito ruim para o paddock, estamos todos com medo, mostra como a covid é real e porque ele estava em boa forma".

Pol, sobre as sensações com a Honda, se pode lutar pelo Campeonato com ela: "Sim, baixei de 1'54'' e não consegui isso em 4 anos com a KTM. A sensação foi ótima, estive confortável com  a moto, mas não rápido como outros pilotos. Não estou aqui para terminar em 8º, quero ser campeão um dia. Não sei se vou ser capaz de, em um, dois ou 3 anos lutar pelo Campeonato, mas vou tentar fazer isso desde o começo, é meu sonho desde de que comecei a correr e vou lutar por ele".

Para Rossi sobre enfrentar Franco na garagem: "Sim, no lado pessoal estou feliz por tê-lo companheiro, mas na pista nem tanto, porque ele é muito forte e na segunda metade da temporada para mim ele foi a surpresa da temporada. Vai ser difícil, vais duro, mas seu companheiro é o seu primeiro oponente, então espero que tenhamos boas batalhas e boas posições".

Para Rossi sobre o futuro e seus tênis: " Não sei uma porcentagem, vai depender dos resultados, e os sapatos eu comprei da Nike, hehe".

Para Miller, sobre as diferenças em relação a MotoGP e ser o sucessor de Stoner; "Nós nos falamos de vez em quando, mas me comparar com Casey é totalmente errado, o que ele fez em 2007 não sou capaz de repetir. Agora estou mais experiente e preparado, mas todos no grid são também, fora os novatos. Vamos ver, como no ano passado a temporada é longa e vamos tentar não cair, ser consistentes, marcar o máximo de pontos possíveis e aguentar a pressão".

Quartararo sobre o chassi 2019 que ele disse preferir: "Sim, vamos correr com o chassi novo na 1ª corrida, é uma variação do 2019, que era a meta. O chassi 2019 está nos planos, porém não achamos necessário utilizá-lo agora".

A pergunta das redes sociais pede que os pilotos escrevam em seus quadros os favoritos das 3 classes.

Rossi, o primeiro a terminar: "Vou pelos meus pilotos, Moto3 Migno, Moto2 Bezzecchi e MotoGP Morbidelli

Pol: Joan na GP, Lowes na 2 e Rodrigo na 3.

Aleix: Mir, Lowes e Masia

Quartararo: Mir, Jake Dixon, Masia

Mir: Mir, eu mesmo, hehe, Lowes na 2 e Rodrigo na 3.

Miller: "Me deram um microfone ruim e uma caneta ruim, hehe. Eu coloquei eu mesmo, Gardner na 2 e o novato Pedro Acosta na Moto3".

E acabou. Fotinho final e lá vão eles de volta para suas garagens, depois ônibus, hotel janta e, para quem conseguir, uma boa noite de sono.

Não vai ser fácil dormir, mas poderia ser bem pior se um certo Marc Márquez estivesse por lá, haha.

Os treinos oficiais começam às 7:50 com a Moto3, e teremos um resumo completo aqui no 'Volta Rápida'. O Mundial da MotoGP começa neste domingo (28/3), e o fã de esporte acompanha tudo sobre o Grande Prêmio do Catar, a partir de 13h30, com transmissão exclusiva no Fox Sports.

Aquele abraço, se cuidem! Braaaaap! 

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