River ainda deve futebol de outros tempos, mas avança merecidamente na Libertadores

Vitor Birner
Vitor Birner

         
    

O Athletico se esforçou para ter a iniciativa. Conseguiu no início da partida. Foi melhor durante alguns minutos.
 
Erick teve a chance de de gol. Após isso a equipe favorita encontrou os caminhos para ultrapassar a marcação avançada que Paulo Autuori preparou. Seria estranho o contrário. O Furacão atuou com trio de zagueiros. No campo de frente posicionado no 3-4-1-2, e no de trás em 5-4-1.

O mais avançado, em ambos os desenhos, foi Walter que de forma nenhuma teria condição física para manter a intensidade sem a bola. Além disso, o favorito tem no toque e movimentação virtudes elogiáveis.

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Mesmo com desempenho abaixo daquele que o levou às últimas finais do torneio, pois seu principal construtor no meio, o competente Ignacio González, mais se equivocou que produziu, no restante do jogo o clube de Gallardo buscou espaços para finalizar, desperdiçou gols, ou parou na exuberante atuação de Bento.
 
Foi o goleiro que manteve, até o último minuto, a possibilidade de classificação. Nada a reclamar do árbitro e dos auxiliares.
 
Acertaram nos principais lances, como no pênalti. Continua na Libertadores o time que foi melhor em ambos os jogos, mesmo devendo o seu futebol elogiável das últimas temporadas.

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Corinthians foi muito melhor que o São Paulo. E é possível avaliar os motivos

Vitor Birner
Vitor Birner

O Corinthians impôs a sua proposta com razoável facilidade. Se fosse mais eficaz nos toques e chutes, teria feito outros gols. Tem que ser aplaudido pelo empenho e preparação. 

Ficou 10 dias treinando - o São Paulo disputou três partidas no período - e formou um sistema de marcação tão preciso quanto inteligente, capaz de manter o líder distante de Cássio em quase todo o Majestoso.  

Tornou o jogo muito físico. Até os atletas que costumam se dedicar menos nos desarmes correram demais. No 4-4-2, alternando pressão na frente e no meio, fez me lembrar das equipes de Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid há anos.  

O time de Fernando Diniz está sentindo a maratona. Sucumbiu na parte física, se movimentou pouco, em especial Brenner e Pablo, que entrou na vaga de Luciano, após o artilheiro se machucar. A ausência pode ser grande, pois finaliza com eficácia e participa da construção. Em suma, confunde os oponentes, acha os espaços, é essencial para otimizar o futebol de Brenner, que sumiu no clássico. 

Muita gente vai criticar Gabriel Sara, Igor Gomes e Daniel Alves, pois erraram muito nos passes. Respeito as opiniões, mas vejo de outra forma o jogo. Faltaram opções de jogadores que pudessem receber bolas. 

Tiago Volpi passou por isso no lance que Camacho perdeu o gol.  Está enganado quem crê na queda de rendimento de todos como coincidência, falta de vontade ou algo similar. No texto citei os motivos. 

Otero comemora gol contra o São Paulo
Otero comemora gol contra o São Paulo Getty Images

Fernando Diniz deve estar sem voz após pedir exaustivamente, e sem êxito, movimentação, pois isso oferece opções aos que estão com a bola. 

Se for para reclamar individualmente de alguém do lado perdedor, citemos Arboleda, que teve  oportunidade de matar a jogada encerrada com maestria por Otero, além de Pablo e Brenner. 

Resta saber se o Corinthians manterá o padrão, havia conseguido diante do Grêmio, e se o São Paulo retomará o futebol elogiável. No banco há poucas opções. 

Fernando Diniz terá que fazer mais mágicas, se perder Luciano, além da que pôs o clube dono de boa equipe, mas com pequeno elenco, entre os favoritos ao título do Brasileiro.

Fonte: Vitor Birner

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São Paulo jogou o bastante para até ter goleado o Sport

Vitor Birner
Vitor Birner

         
     

O Vasco, faz pouco tempo, usou o 5-4-1 contra o São Paulo, e o jogo foi difícil para o time paulista, favorito. Terminou empatado e sem muitas chances de gol. O Sport repetiu a receita. 

Está habituado com o sistema. Além do trio de zagueiros, usou o mesmo número de volantes para impedir os chutes do oponente. A estratégia foi ineficaz. 

No primeiro tempo, o time de Fernando Diniz comemorou após Luciano, em lance ensaiado no escanteio, finalizar a bela assistência de Daniel Alves. O centroavante Dalberto bobeou. Tinha que acompanhar o artilheiro. Antes disso, Igor Gomes tinha obrigado o goleiro a fazer grande defesa, após entrar na área tabelando, e Sara errou o domínio de bola em frente a Luan Polli. 

Luciano garantiu a vitória do São Paulo
Luciano garantiu a vitória do São Paulo Divulgação / São Paulo

Juanfran participou bastante da criação. O São Paulo, que tende a atacar mais pela esquerda, utilizou a direita porque Lucas Mugni facilitou.  Como necessitava alterar o resultado, Jair Ventura arriscou. Mudou a equipe para a segunda parte do jogo. Tirou Iago Maidana e Ricardinho, zagueiro e atleta que marcava auxiliando Patrick. Jonatan Gomes e Thiago Neves entraram do lado em que Reinaldo atua, em regra o mais vulnerável. 

Isso fez a missão do São Paulo mais simples. Com o sistema de marcação avançado, era possível fazer a transição e achar enormes espaços, mas no início a equipe ficou devendo intensidade, o que permitiu ao Sport ter a bola. Esse foi o principal desconforto em toda a partida. 

Aumentou a velocidade após broncas de Diniz e retomou as rédeas da partida. Os equívocos individuais ao finalizar impediram a goleada. É possível fazer a lista de jogadores que perderam ótimas chances. Pouparei o torcedor que deve ter assistido às mesmas. 

Se algo mereceu críticas na apresentação do São Paulo, foi isso. Tem que ser eficaz. As mudanças feitas por Diniz melhoraram a dinâmica. Permitiram a retomada da marcação avançada. O mais sumido na partida  foi Brenner. Foi bem no coletivo, porém improdutivo com a bola. 

Há algo que mostra como o São Paulo foi melhor. O próprio time exigiu mais de Tiago Volpi que o rival Sport. Usou os pés para iniciar as jogadas, tem que ser elogiado pelos acertos nos passes, e com as mãos participou em alguns cruzamentos. 

O time de Fernando Diniz impediu o adversário de finalizar. E continua em paz na liderança.


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Aplausos para Diniz e Luciano decisivo no São Paulo, novo vice-líder do Brasileirão

Vitor Birner
Vitor Birner

O primeiro tempo de Bahia 1 x 3 São Paulo teve raras chances de gol. A única que merece destaque foi com Brenner. Após linda tabela com Luciano, ficou em frente ao goleiro Douglas e chutou por cima. 

O Bahia começou apenas marcando. Isso permitiu ao São Paulo frequentar o campo de ataque, mas sem conseguir abrir espaços no sistema de marcação. 

O time precisava se movimentar mais, aumentar a velocidade, mas às vezes parece cansado pela sequência de jogos. Fernando Diniz poderia poupar jogadores, porém o elenco é curto, e ele deve temer perder rendimento. O desgaste pode ter gerado a piora, ou as oscilações, na dinâmica da equipe. 

O Bahia aproveitou e melhorou. Além das brechas para fazer a transição rápida, passou a ser, no restante da primeira etapa, presente no setor ofensivo, porém sem repertório. Levantou bolas na área, finalizou de fora e parou em Tiago Volpi, que foi muito seguro. 

Tentando mudar a dinâmica, Fernando Diniz mexeu na volta para o segundo tempo. Deslocou Igor Gomes à direita, além de recuar Gabriel Sara para ajudar na saída de bola, no papel do volante. Pôs Luan na zaga, substituiu Léo por Vitor Bueno e botou Tchê Tchê na vaga de Juanfran. 

Luciano e Arboleda comemoram vitória do São Paulo contra o Bahia
Luciano e Arboleda comemoram vitória do São Paulo contra o Bahia Miguel Schincariol / saopaulofc.net

Após Reinaldo cobrar o lateral na área, e da falha da zaga, aconteceu o gol de Luciano. O atacante teve mérito, pois mesmo de costas arrumou a forma de concluir o lance. O jogo ficou mais aberto, favorável á proposta do técnico que crê em futebol ousado, pois o Bahia foi em busca do empate. Encontrou dificuldade nos toques, por isso quase nada construiu, e seu sistema de marcação, em especial pelo alto, ofereceu mais espaços. 

Igor Gomes poderia ter ampliado de cabeça, pois pulou sozinho. Arboleda foi preciso na segunda oportunidade que teve. O terceiro foi de Luciano, com muita categoria na entrada da área. Mesmo com amplo controle, o São Paulo tomou o gol de Clayson no setor de Reinaldo, que contribuiu por ser autor das três assistências nos gols. 

O treinador do São Paulo deve ser aplaudido. As suas escolhas, e a ideia de futebol, ajudaram no resultado positivo. O principal foi Luciano, pois ambos os gols dele exigiram soluções rápidas, e as tomou com elogiável precisão.


         
     
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São Paulo até foi melhor que Ceará, mas sem merecer aplausos. VAR confunde árbitro, que erra e abre hipótese do jogo ser anulado

Vitor Birner
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Juanfran durante jogo entre São Paulo e Ceará, pelo Brasileirão
Juanfran durante jogo entre São Paulo e Ceará, pelo Brasileirão Miguel Schincariol/saopaulofc.net

Longe de ter jogado futebol para ser elogiado, mas o bastante para ganhar. Esse foi o São Paulo no empate contra o Ceará, pois teve mais e melhores chances de gol, além de controlar em períodos maiores a partida.  

Mas o quase no futebol pode ser igual a nada. 

Pablo foi praticamente nulo, Vitor Bueno entrou e perdeu gol, Luan já havia desperdiçado outro, o time foi cansando durante o segundo tempo,  o Vovô esperava  no campo de trás e apostava tudo na transição em velocidade para virar o resultado, e Diniz teve que apelar para Galeano na vaga do esgotado Sara, pois olha para o banco e nenhum jogador pronto, com característica de atacante pelo lado ou de articulação, tem à disposição. 

Tanto é que o gol fora marcado por Diego Costa, que subiu sozinho após Reinaldo cobrar escanteio, lance retribuído com a falha no de Léo Chu. 

Raí diz que São Paulo vai 'fazer de tudo' para obter respostas sobre polêmica com VAR


O VAR completou o pacote embrulhado sem capricho. 

Pablo fez o gol, mas como em diversos  lances impedido no início da jogada. Havia a irregularidade, mas foi validado. A arbitragem recomeçou o jogo. 

Em seguida, o VAR mudou a decisão para a correta. Após o reinício é proibido alterar. 

Erro interpretativo é permitido. Inventar regra é proibido. O jogo pode ser anulado.

Fonte: Vitor Birner

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São Paulo até foi melhor que Ceará, mas sem merecer aplausos. VAR confunde árbitro, que erra e abre hipótese do jogo ser anulado

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Mesmo devendo, River Plate foi muito melhor. Mas Athletico-PR pode lamentar o empate

Vitor Birner
Vitor Birner

O jogo foi daqueles que podem dar nó nas avaliações. Na parte técnica foi muito aquém do possível. 

Direciono essa crítica toda para o River Plate. O trio mais avançado com Ignacio Fernández, em tese o principal criador, além de Suárez e Borré, teve dificuldade nos últimos passe e finalização. 

O competente De La Cruz, outro que desequilibra, acompanhou o padrão dos colegas. 

Mesmo assim, o River Plate se impôs na parte coletiva, foi um ataque contra defesa pouco produtivo.

Libertadores: Athletico-PR toma empate do River Plate no fim na ida das oitavas de final; assista aos melhores momentos


 Seria injustiça exigir mais do Athletico-PR, que inteiro tem menos potencial, e desfalcado, com o goleiro estreando, sabe que fica ainda mais difícil. 

Em raros momentos conseguiu ir à frente, mas quase ganhou, pois num desses lances, Bissoli, que foi colocado por Autuori no início do segundo tempo, aproveitou a falha do sistema de marcação do River Plate para, na entrada da área, finalizar com precisão. 

A expulsão de Reinaldo, aos 23, e o gol aumentaram o domínio sem inspiração do River Plate. 

Thiago Heleno lamenta após Athletico-PR levar gol do River Plate, pela Libertadores
Thiago Heleno lamenta após Athletico-PR levar gol do River Plate, pela Libertadores EFE/Rodolfo Buhrer

Gallardo mexeu na equipe, tirou Borré e De La Cruz, pôs Lucas Pratto na vaga de Casco, que é lateral, mas nada mudou como precisava.

 O time era perigoso nos cruzamentos. Dessa forma empatou quando faltava pouco para terminar. 

Sabe que conseguiu o resultado positivo e que precisa melhorar para ser campeão. 

Ao Athletico, que diminuiu as chances de se classificar,  nenhuma crítica farei, pois os contextos dos dois times entram na avaliação.

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Vasco parou o São Paulo e o ousado sistema de criação de Diniz

Vitor Birner
Vitor Birner

O Vasco mostrou competente sistema de marcação. Por isso somou o ponto. 

Conseguiu neutralizar o São Paulo no primeiro tempo, e teve muito espaço ao retomar a bola. 

O treinador vascaíno foi sábio na parte tática. Abriu mão de sair tocando a bola, pois o semifinalista da Copa do Brasil gosta de pressionar na frente. Investiu nos lançamentos pelo alto, mantendo seus jogadores atrás da linha da bola, evitando que atrás houvesse brecha caso perdesse a disputa por cima. Pôs 3 zagueiros, o que garantia vantagem numérica contra a dupla de atacantes do oponente. 

Além disso tudo, a proposta foi cumprida de maneira intensa. Cano fez o gol tirando proveito de uma entre tantas brechas para a transição em velocidade, e da falha de Bruno Alves para deixar o centroavante impedido, mas tomou o empate quando anulava a criação do time de Diniz. 

Sara teve tempo para impedir o chutão de Jadson, conseguiu a dividida, e a finalização de Luciano foi irretocável. 

Defesa vacila, mas jovem goleiro do Vasco brilha e faz defesaça para impedir gol do São Paulo


É provável que o técnico do São Paulo tenha reclamado com seus atletas durante o intervalo. Deve ter cobrado movimentação que gera opção de passe, além de ritmo mais intenso. Tirou Luan e Juanfran, pôs Tchê Tchê na lateral e Vitor Bueno, e logo de cara Brenner desperdiçou o gol da virada. Lucão foi preciso ao fechar o ângulo. 

Meus aplausos pela segura atuação do goleiro. 

Dali em diante o Vasco foi pressionado até o minuto final. O zagueiro Leo saiu para Hernanes atuar, mas o veterano em nada contribuiu. Pablo no lugar de Igor e Trellez no de Brenner, dessa vez apagado, foram as últimas tentativas do técnico do São Paulo. 

Fernando Diniz lamenta lance de São Paulo x Vasco
Fernando Diniz lamenta lance de São Paulo x Vasco Mauro Horita / Gazeta Press

Mais uma vez os limites do elenco ficaram nítidos. O time principal é competitivo, porém há 3 ou 4  suplentes, os de sempre, que resolvem ou  ajudam a mudar jogos. 

Do outro lado, o treinador português só mexeu por cansaço de jogadores. A ideia de evitar gols funcionou. 

O Vasco terminou satisfeito, enquanto o clube do Morumbi lamentou ter empatado.

Fonte: Vitor Birner

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Grêmio joga bem, segue na Copa do Brasil e deixa no ar: promessa de Renato vai se cumprir?

Vitor Birner
Vitor Birner

Primeiro classificado às semifinais da Copa do Brasil, o Grêmio fez do confronto com o Cuiabá, nesta quarta-feira, um jogo fácil, em especial no primeiro tempo. 

Marcando no campo adversário, a equipe tricolor impediu a transição do Cuiabá. Alternou a criação por ambos os lados, onde Pepê e Everton atuaram, e fez a bola chegar em condição favorável para Diego Souza, artilheiro da partida. 

Após o gol que inaugurou o resultado, do camisa 29, a estratégia foi recuar, oferecer ao clube emergente a chance de avançar e aproveitar o espaço no campo ofensivo. Dessa forma, sem sofrer sustos, o Grêmio ainda aumentou a vantagem, de novo com Diego Souza, e poderia, se fosse certeiro nos chutes, terminar com vantagem mais ampla. 

Assista, abaixo, aos gols de Grêmio 2 x 0 Cuiabá


Após o intervalo, o rendimento não foi igual. Permitiu mais a presença do Cuiabá no ataque, mas sem permitir que entrasse na área ou que finalizasse com facilidade contra o gol de Vanderlei. 

A queda de rendimento foi na saída em velocidade ao retomar a bola. Por isso, o treinador mexeu no meio-campo e no ataque. O time melhorou, porém nada de tão especial. A marcação avançada voltou a ser bem executada, o que se traduziu em mais controle sobre o jogo.

A apresentação foi positiva, como a anterior, diante do Ceará, no Campeonato Brasileiro. A pergunta que o torcedor faz é se o Grêmio continuará evoluindo, como foi prometido por Renato desde o início da temporada. 

Gremistas comemoram gol na vitória sobre o Cuiabá pela Copa do Brasil
Gremistas comemoram gol na vitória sobre o Cuiabá pela Copa do Brasil Lucas Uebel / Grêmio


É preciso esperar para saber a resposta. 

Mesmo sem tê-la, é impossível descartar a hipótese de o Grêmio, supertradicional com seus cinco troféus de Copa do Brasil, conquistar o torneio novamente.

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São Paulo sente a falta de Daniel Alves, tem queda de rendimento, mas ganha do lanterna Goiás com lance polêmico do VAR

Vitor Birner
Vitor Birner

A ausência de Daniel Alves diminuiu a inteligência do São Paulo. Por isto, o repertório diminuiu, o que aumentou o número de cruzamentos. As inversões de bola foram a principal opção. Era necessário furar o ferrolho montado pelo Goiás.

O jogo mostrou como Diniz, por falta de elenco, tem poucas alternativas para manter o melhor futebol.

Igor Gomes, Gabriel Sara e Brenner, sem atuações para muitos elogios, foram os destaques. 

Brenner faz de novo, e São Pulo bate o Goiás; assista aos gols

As mudanças

Foi necessário adaptar e mexer nas funções de alguns jogadores. Se Tchê Tchê estivesse disponível, Fernando Diniz escalaria o volante pelo meio, colocaria Juanfran na lateral direita, como optou, e manteria o restante do time. 

Sem o volante, que testou positivo para COVID-19, o treinador recuou Sara para começar as jogadas, deslocou Igor Gomes para a direita e pôs Vitor Bueno do outro lado. 

Sara foi bem e Gomes, razoável; Vitor Bueno, porque tende a fechar pelo meio, deixou Reinaldo mais isolado nos avanços. Tanto é que o espanhol, pelo outro lado, foi melhor na construção. 

Nova falta de atenção de Bruno Alves e VAR

O gol de Fernandão no primeiro chute dos visitantes, após outra falta de atenção do zagueiro Bruno Alves, o que tem sido comum, reforçou a dinâmica da partida. 

Após o empate de Brenner em lance polêmico que o VAR confirmou, foram duas chances para virar, mas o gol não saiu. E o Goiás saiu mais. Descobriu que, cruzando na área, podia fazer gols. 

A tentativa

Diniz mexeu para tentar otimizar a construção. Tirou o zagueiro Diego Costa e o meia-atacante Vitor Bueno para colocar Hernanes - para tentar facilitar o apoio a Sara e dar a Reinaldo alguém que o pudesse ajudar - e Pablo, este para ter mais gente entrando na área. 

Igor Gomes fez o gol em uma bobeira do oponente, mas é impossível dizer que as trocas geraram melhorias. Ao contrário, tornaram a equipe mais vulnerável na marcação por cima.

Por isto, após ter vantagem no resultado, Diniz tirou Gabriel Sara e Brenner para colocar Arboleda e Rodrigo Nestor.

E o time segurou a vantagem sem jogar um grande futebol.

Fernando Diniz durante partida do São Paulo
Fernando Diniz durante partida do São Paulo Miguel Schincariol / saopaulofc.net

Fonte: Vitor Birner

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São Paulo ganha do Lanús, mas perde para si mesmo

Vitor Birner
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Se fosse outra equipe, seria elogiada pelo que mostrou. Como é o São Paulo, com seu jejum de títulos e eliminações seguidas, o discurso médio deve ser alterado pela maioria. Fato é que o time de Fernando Diniz merecia seguir na Copa Sul-Americana

Os gols perdidos, foram muitos, e os tradicionais erros, parte deles individuais, além do gol mal anulado na Argentina, impediram a classificação, que teria uma remontada épica no segundo tempo da partida disputada no Morumbi. 

Daniel Alves teve grande atuação. Sara foi outro que jogou de forma elogiável.

O Lanús tem bons jogadores, é competente para marcar avançado ou recuado, cria por ambos os lados, mesmo sendo mais forte na esquerda, por onde atua o promissor De La Vega, mas precisou ser cirúrgico, além de fazer golaço, para ir adiante no torneio. 

Mais uma vez o futebol desdenha do tricampeão da América e, desta vez, com requintes de crueldade. 

De nada adiantou ser melhor em ambos os jogos.

Brenner em jogo do São Paulo
Brenner em jogo do São Paulo Getty Images

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São Paulo na Libertadores: Vitor Birner analisa estilo de Diniz para o torneio de mata-mata

Vitor Birner
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Fonte: Vitor Birner

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Manutenção da zaga e Diniz ‘quebrando a cabeça’: as mudanças e projeção para os próximos jogos do São Paulo

Vitor Birner
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Fonte: Vitor Birner

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Time que perde de propósito se apequena

Vitor Birner
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Em qualquer competição, o time que a disputa tem sua própria motivação, seja a classificação para outro torneio, evitar o descenso ou ser campeão.

Para isso é necessário competir.

Se for preciso perder, ou o regulamento tem problemas, ou não falamos de futebol, pois em outras atividades é preferível manter a ética do que ganhar.

Pense na política, onde a mentira pode ser útil para vencer, ou nos negócios em que a propina ajuda no lucro. Os honestos se recusam a entrar nisso, optam por faturar menos e às vezes mudam de área, mantendo o que pensam ser útil para a harmonia coletiva.

Se uma equipe de futebol perde de propósito, deve ser adjetivada como suja, avaliada pela covardia, pois muito mais que simples derrota esportiva, joga na latrina o respeito pela sua camisa.

Tanto faz se alguma vez foi prejudicada dessa maneira, seja por atletas que abriram mão de disputar lance em protesto por decisão de árbitro, dirigente detonando entidade que luta por todos para beneficiar seu clube, montando conchavo com governos ou federação em troca de ajudas.

Essas escolhas diminuem qualquer equipe. As que apelam para isso afundam em raso patamar.  A única hipótese que lhes resta é recomeçar depois de apertar o botão da descarga.

Aos rancorosos, cito a sabedoria de Gandhi: olho por olho e todos ficarão cegos.

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Busca pelo sucessor de Jesus testa diretoria do Flamengo

Vitor Birner
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Se o Flamengo tentar contatar alguém de fora, terá que convencer o mesmo a lidar com aquilo que, supostamente, contribuiu para Jorge Jesus ir embora.

O português foi.

A COVID-19, as restrições para viajar, a falta de perspectiva de melhora de casos, os problemas de gestão do futebol, tudo continua.

Tenho dúvidas se foi isso que convenceu o ídolo a trocar de ares. Topou renovar o contrato sabendo dos problemas, usou frases fortes, disse que pretendia ganhar o mundial, fez pacto com os jogadores, e que poucos clubes seriam capazes de convencê-lo a sair da Gávea.

Mas abriu mão de tudo pelo Benfica. Se for remunerado com valores que estão sendo divulgados, receberá enorme acréscimo nos ganhos.

O presidente prometeu elenco capaz de lutar pela Champions League, algo improvável diante da realidade financeira do clube.  Como disse e repito, se a ideia era ter equipe capaz de ganhar títulos nacionais e continentais, algo que o treinador sempre disse ser fator motivador, teria continuado o trabalho.

O treinador conhece os meandros do futebol português. Por isso, nem ele acreditaria que receberia oferta tão robusta.

Por isso descartava, em seu discurso na maior parte do tempo, retornar ao seu país.

Jorge Jesus durante Flamengo x Fluminense, pela final do Carioca
Jorge Jesus durante Flamengo x Fluminense, pela final do Carioca Gazeta Press

De qualquer forma, após a oferta que supera em muito o pago na antecessor, usou o direito de qualquer trabalhador e optou por ganhar mais.

A saída foi contraditória apenas sob a ótica esportiva, mas totalmente compreensível. A sua obra permanece intacta.

Conseguiu, em campo, o status de lenda flamenguista. Mexeu com todo o futebol em nosso país. Tem mais troféus que derrotas.

O adeus em nada interfere nos méritos elogiáveis.

A bomba agora está nas mãos da diretoria. Terá que provar capacidade. Caso se equivoque, a gente verá que Jorge Jesus foi grande e casual acerto, ou que a demissão do Pelaipe foi bobagem.

Terá que achar alguém com ideias de jogo parecidas, que seja capaz de utilizar pleno potencial dos atletas e desenvolver o time, pois foram trazidos mais jogadores acima da média em nosso padrão.

Precisará do técnico que lide com o nosso idioma, o que restringe opções, conquiste a confiança do elenco, e que aceite moradia onde a pandemia está sem controle.

Receberá em troca o melhor grupo de atletas do continente, além da torcida de cerca de 40 milhões, a mesma que espera resultados iguais ou superiores aos da última temporada.

Fonte: Vitor Birner

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Reunião acaba sem consenso, e voto vai decidir rival de Casares em eleição presidencial do São Paulo

Vitor Birner
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Marco Aurelio Cunha
Marco Aurelio Cunha MARCELO FERRELLI/Gazeta Press

O São Paulo terá eleições em dezembro, e o candidato que enfrentará Julio Casares, que se anuncia como de coalizão, só será definido em agosto, mais precisamente no dia 8. É o que garantem integrantes da oposição. 

Isto porque uma reunião nessa quinta-feira (9) envolvendo os três postulantes, Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel e Sylvio de Barros, acabou sem consenso.

Combinou-se, então, de o escolhido sair de um pleito a ser realizado em dois turnos no mesmo dia, um na sequência do outro, entre participantes que se declaram como de oposição em pouco mais de um mês.

Nele, votarão 64 conselheiros vitalícios e outros 30 que são eleitos, todos já pró-candidatura, não importando quem do trio seja o vencedor. O grupo acredita que este total, hoje em 94, possa chegar a 112.

Marco Aurélio Cunha e Roberto Natel são dados como favoritos, cenário que faz os votos de Sylvio de Barros ganharem bastante importância. 

Quem não quiser votar pessoalmente, principalmente por conta do distanciamento social em decorrência da pandemia do novo coronavírus, poderá ser representado por alguém com procuração.

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Os aplausos ao desprezo pela secular cultura do futebol

Vitor Birner
Vitor Birner

A regra não diz, mas a cultura do jogo, a mesma que os atletas foram habituados por mais de século, reza que falta fora da área nem sempre era marcada quando acontecia dentro da mesma. 

Falo do jogo de campo ou de várzea. Na ficção do "society" ou do condomínio, pois os critérios são outros e costumam ser soprados.

Após ver os pênaltis marcados em Barcelona x Atlético de Madrid, alguns do Carioca, além de outros tantos, é possível dizer que assistimos à inversão do padrão . 

As partidas foram corridas em lances no meio de campo, o que é positivo, mas qualquer toque leve próximo ao gol terminou com bola no cal. 

O Atlético empatou o clássico depois que Carrasco tropeçou no joelho do marcador. Pense comigo. Os que viram a infração falaram que o defensor mudou de direção. 

Ainda bem, pois era necessário. Foi muito natural. Lance corriqueiro. 

O belga tocou Semedo ao invés do contrário. É muito diferente do carrinho ou do goleiro que, sem intenção, acertam o oponente.  

Foi o que aconteceu no pênalti anterior, favorável ao Barcelona, da épica marca de 700 gols de Messi. 

A intenção de Felipe era a bola, se atrasou, e tocou Semedo, que foi ao gramado. 

Como afirmaram todos, o leve toque. 

É necessário entender a subjetividade do esporte. Jogadores musculosos e grandes são derrubados com dificuldade, enquanto com os mais leves acontece o contrário. 

Se basta derrubar para marcarem, recomendo aos clubes buscarem atletas mirrados, baixos e rápidos,  pois se encostar nos mesmos será pênalti. 

Essa parte sempre foi considerada. Hoje, parece desprezada. 

É isso que o VAR tem promovido. 

Sou a favor da tecnologia, mas nunca em lances interpretativos. 

O conhecido jogo de contato está sendo alterado. 

Semedo, do Barcelona, e Carrasco, do Atlético de Madrid
Semedo, do Barcelona, e Carrasco, do Atlético de Madrid Getty Images

Se continuar assim, em algum tempo será apitado como os festivos, os  promovidos nas firmas. 

Tudo isso, reitero, sob aplausos da maioria. 

Por favor, ao raciocinar sobre o post, lembre que futebol é disputa, que os marcadores têm direitos iguais aos dos atletas que pretendem fazer gols ou dar assistências. 

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Os aplausos ao desprezo pela secular cultura do futebol

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Especialista diz que Medida Provisória que permite ao mandante negociar transmissão dos jogos é inconstitucional

Vitor Birner
Vitor Birner

         
     

Mauro Cezar analisa: MP que muda direitos de transmissão é chance de virada no futebol brasileiro

A MP que permite ao clube mandante vender a transmissão do jogo, sem a anuência do visitante, pode se transformar em problema do clube que a utilizar.

“É inconstitucional”, afirma o advogado José Francisco Manssur, especialista em direito esportivo.

“Fere o direito da inviolabilidade do direito de imagem previsto no artigo 5, inciso X (10°) da constituição. Da forma como a Lei Pelé estabeleceu desde 1998, os dois clubes que participam do jogo de futebol têm que ceder o direito de imagem. Cada um tem a seu, então no jogo há dois direitos envolvidos”.

“A partir do momento que uma lei infraconstitucional, que está abaixo da constituição, determina que passa a ser do mandante, o direito de imagem do clube visitante fica totalmente violado. Isso é inconstitucional, na minha opinião”.

Perguntei sobre a pandemia, pois foi citada como razão para o presidente fazer a medida Provisória:  “Não consigo ver a relação. É problema de saúde pública e deveria ser tratada assim, tecnicamente, pelas autoridades da saúde pública, não com medidas de viés político, ideológico. Não consigo entender a correlação entre pandemia e direito de transmissão de jogos para justificar a urgência. Se a gente conseguir achar, em qualquer lugar do mundo, o governo que tenha legislado sobre medida para transmitir jogo de futebol para tratar da pandemia, aí eu posso até mudar de ideia.  Por enquanto não consigo ver relação entre uma coisa e a outra”.

Boa parte dos clubes têm sido muito subservientes ao governo federal. Se algum vender o mando, talvez o que perde evite recorrer. Só eles podem?

“Estou falando de controle de constitucionalidade. Uma série de entidades, associações constituídas faz mais de um ano e partidos políticos podem alegar que fere a constituição recorrer, não apenas os clubes”.

Futebol e os direitos de transmissão
Futebol e os direitos de transmissão Getty Images

Ele ressalta ao trâmites: “O Flamengo pode negociar a partir de sexta-feira, quando a MP entra em vigor. A inconstitucionalidade precisa ser declarada por um tribunal, ou o Congresso não derrubar a MP, pois seguirá valendo, ou caducar após 60 dias.”

De acordo com José Francisco Manssur, como há contratos em andamento, assinados antes da MP pelos outros times, fica caracterizada a inconstitucionalidade: “ O direito é meu (do clube), eu vendi para a Globo e tenho que aceitar a transmissão noutra tv porque tem a MP. Essa é a grande inconstitucionalidade”.

Fonte: Vitor Birner

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A importante reunião para definir candidato de oposição no São Paulo

Vitor Birner
Vitor Birner
MAC é o principal candidato
MAC é o principal candidato Getty Images

Nesta quinta, Jayme Franco, Sylvio Alves de Barros, Roberto Natel e Marco Aurélio Cunha se reunirão virtualmente.

Buscarão consenso sobre quem disputará a próxima eleição.

Se nada for resolvido, outras reuniões deverão acontecer.  

Caso a disputa seja mantida, lembro que três precisarão abrir mão para ser encerrada, haverá a convenção para a escolha.

De fato são candidatos muito diferentes. Sem dúvida, Mac é mais popular com parte da torcida. Por outro lado, tanto no Conselho quanto com os associados Natel tem maior apoio.

Os outros têm perfil de antigos dirigentes do São Paulo, são preferidos dos que enxergam o clube como de elite, uma espécie de Paulistano, e agradam alas tradicionais.

Ao longo da campanha abordarei mais o tema. São precisas grandes mudanças no sistema de gestão. Olhar para frente em busca do horizonte pioneiro ao invés de tentar encontrar apenas no passado as soluções para tornarem o time constantemente campeão.

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Favorito na eleição do São Paulo quer contratar Muricy, manter Fernando Diniz, e avaliará se Raí permanece

Vitor Birner
Vitor Birner

Julio Casares é um dos candidatos à presidência do São Paulo
Julio Casares é um dos candidatos à presidência do São Paulo Rubens Chiri/São Paulo FC

As eleições do São Paulo serão em dezembro. Se fossem agora, Julio Casares ganharia com sobra.

Tem a maioria no Conselho.

A oposição se articula, pretende fazer uma convenção para escolher seu candidato, e os que têm sido mais citados são Sylvio Alves de Barros, Roberto Natal, Jayme Franco e Marco Aurélio Cunha.

Mac, por exemplo, teria dificuldade após o adiamento dos Jogos Olímpicos.

Em outro momento escreverei mais sobre a política no clube. Hoje, trago alguns detalhes da minha conversa com o favorito ao cargo.

Ele garantiu a permanência de Fernando Diniz, havia feito post no Instagram, e reiterou: “Não há hipótese nenhuma de mexer".

Sobre o retorno de Rogério Ceni, que alguns citam nos bastidores, afirmou: “Acho competente, pode voltar um dia".


         
    

Em live do São Paulo, Luis Fabiano revela: 'Se Deus quiser, em breve, vão me ver com essa camisa de novo'

Em suma, o atual técnico será mantido. Se for embora ao longo do seu mandato, o ídolo terá grande chance de receber oferta.

Outra ideia de J. Casares é ter Muricy como coordenador técnico: “É uma questão de tentar conversar, nós somos amigos, eu gosto do profissionalismo dele, acho que pode ser importante para nós”.

A principal alteração talvez aconteça na diretoria do futebol.  De acordo com o que falou, Raí “será avaliado".

Como a gente tem noção sobre a dinâmica do esporte, isso dependerá dos resultados. Se o time estiver em crise tende a sair, se for campeão pode ser mantido.

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É só uma hipótese, mas pandemia pode fazer clubes brasileiros serem excluídos da Libertadores

Vitor Birner
Vitor Birner
Coronavírus está alterando a realidade do futebol
Coronavírus está alterando a realidade do futebol Getty Images

A curva de crescimento da pandemia em nosso país pode interferir na participação dos clubes brasileiros na Libertadores. É fácil o raciocínio.

De acordo com uma reportagem da BBC, temos a maior taxa de mortalidade e a segunda em contaminação da América do Sul, só atrás do Peru, que, por testar muito, possui uma das menores de letalidade e, ao contrário daqui, tem minúscula de subnotificação. 

Se nada for alterado, os outros países terão, antes de nós, condições de promover o futebol. 

Na atual temporada, é preciso minimizar prejuízos. A ideia de lucrar será adiada. A Conmebol, sabedora disso, pode recomeçar o campeonato apenas com times das outras nações. 

A conjuntura atípica talvez exija medidas fora do padrão. Lembro que a entidade, por conta da influenza, em outro momento, eliminou times do México.


         
    

Sei que não tinham força na entidade por serem da Concacaf, que os brasileiros geram enorme receita, mas se todos os demais estiverem prontos, enquanto aqui se debate sobre a importância do isolamento, será possível a exclusão. 

E para não haver dúvida: este texto é uma reflexão. Só tem informação de números de COVID-19 citados pela BBC. No mais, é uma hipótese que considera economia e cronologia.

Fonte: Vitor Birner

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Permissão de cinco alterações foi outra medida elitista da Fifa

Vitor Birner
Vitor Birner
5 substituições irá beneficiar os clubes da elite
5 substituições irá beneficiar os clubes da elite Getty Images

A Fifa parece trabalhar para os clubes mais ricos.

É uma pena.

Os que podem gastar fortunas em atletas terão, graças à aprovação das cinco substituições, mais chances de ganhar seus jogos.

Os treinadores das maiores potências, são a minoria, terão como melhorar as atuações tática e técnica usando reservas  de alto nível durante as partidas, enquanto os da enorme maioria, quase todos, vão se desdobrar para conseguir o resultado positivo.

Real Madrid, Bayern, Manchester City, Manchester United, Juventus, Liverpool, Barcelona e outros poucos agradecem.

Já o futebol, que tanto aprecia a competição, a hipótese das zebras derrotarem os favoritos, olha os cartolas e balança a cabeça discordando.

Enrolando?

A opção da cartolagem foi explicada pelo excesso de jogos, após o retorno do esporte, gerado pela pandemia.

Tenho o palpite que, encerrado o problema de saúde mundial, será mantida.

Há oito anos permitiam sete no banco, aumentaram para doze. Tendência não é diminuir. Chuto que avaliarão como útil para o futebol.


         
    
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