Balotelli, venha!

Vitor Birner
Vitor Birner

Venha, Balotelli!
Venha, Balotelli! Getty Images

A regra

Todas as contratações do futebol têm algum risco. Pesquisas e avaliações das atuações aumentam e diminuem os mesmos.

Na Gávea
O Flamengo investiu em jogadores que atuavam na Europa. Há chances de sucesso para todos.

As de Rafinha é Filipe Luís são enormes.

Gerson e Mari foram pedidos de Jorge Jesus e precisam mostrar que o técnico acertou.

A maluquice

Há uma certeza: investir no Balotelli é loucura.
Pode ser negativa ou positiva.  

Em forma, se jogar com o devido empenho, tende a ser artilheiro, além de ídolo.
É um grande personagem do futebol. 

Carismático, gosta de brincadeiras e folclore, o que combina com parte da torcida, a do canto de Obina melhor que Eto'o, a do cheirinho de título.
Pouparei o tempo do leitor enumerando porquê Balotelli pode render pouco, oscilar muito, ou desdenhar dos resultados.

Não tentarei dizer como será o desempenho, se aceitar a proposta.
Opinaria, se fosse possível, mas avaliando o currículo, ambiente da cidade do Rio de Janeiro e potencial, a resposta para tal dúvida é imprevisível.

Ninguém a tem com plenitude.

Após meses com o jogador treinando e atuando, o Flamengo saberá se compensou investir uma fortuna.
A única certeza é que se trata de uma aposta cara, do investimento alto que, como tem sido rotina, dará ao clube destaque positivo  em diversos idiomas do futebol.

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Corinthians x Caixa: por que situação é favorável ao clube

Vitor Birner
Vitor Birner

Arena Corinthians
Arena Corinthians Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Pres


O Corinthians tem considerável poder de barganha para negociar a dívida da Arena de Itaquera. O extracampo joga a favor da equipe.

Pense como um dos credores que reclamam o pagamento.

Tomando como referência o que foi apurado, parte do terreno do Parque São Jorge é uma das garantias.

Caso a Caixa opte por executar essa cláusula, além de encarar demorado litígio, pode, mesmo com razão e boa chance de sucesso, ganhar impopularidade e perder clientes, pois muitos torcedores defenderão a equipe.

Ao contrário do Allianz Parque e do Morumbi, localizados em terrenos caríssimos, está na região que, por ser carente e populosa, precisa ser prioridade dos governos.

O custo da obra, exorbitante para atender às exigências da Fifa, encareceu os financiamentos, parcelas e juros. 

Se houvesse a inexistente hipótese de ser devolvida e vendida, o credor recusaria. Seria impossível lucrar ou reaver o gasto.

Oferta e procura determinam preços, cartolas e executivos têm plena noção de tudo.

Creio que haverá uma negociação com tendência de redução da dívida.

O resultado do imbróglio será o aumento da dificuldade para buscar empréstimos bancários, o que é padrão em nosso futebol.

Fonte: Vitor Birner

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Antony: a expectativa é grande, mas a paciência também precisa ser

Vitor Birner
Vitor Birner


         
    




O empate

 

Cuca precisou lidar com muitos desfalques do meio para frente no São Paulo

 Sem Raniel, suspenso por equívoco do árbitro na rodada anterior, Pablo, Pato, Rojas e Toró, citando apenas os atacantes indisponíveis, tinha que montar uma equipe para ganhar do Grêmio

Escalou Antony na direita, Tchê Tchê e Daniel Alves por dentro, Everton na esquerda, e Vitor Bueno adiantado. Todos se movimentando para confundir a marcação. Liziero, atrás do quarteto, poderia aproveitar o espaço para os chutes e lançamentos. 

Juanfran contribuiu, mas foi precavido. No setor do espanhol atuou Everton Cebolinha.

Sob cerca de 30°, lembro que estamos no inverno, a iniciativa foi do São Paulo. 

A primeira grande oportunidade foi de Antony, que finalizou para fora. 

Como D. Alves tende a frequentar aquele lado, por ali o time insistiu mais, o que exigiu constantes participações do atleta revelado em Cotia. 

Teve momentos positivos, mas os problemas no último toque e chutes em gol comprometeram a atuação. 

Para completar, após um toque de letra, permitiu o contra-ataque gremista, optou pela falta e, merecidamente, recebeu o segundo cartão amarelo. 

Ouviu vaias e foi consolado pelo treinador do Grêmio, que tem promovido e aprimorado iniciantes no semifinalista da Libertadores. 

Há algum tempo deve para si, colegas e torcida uma atuação de se aplaudir.

Antony
Antony Divulgação

A promessa

A primeira aparição no time principal foi na última temporada, durante o empate contra o Grêmio, na rodada 34. 

Era o reserva de Helinho. 

Após a atuação improdutiva, parecida com as seguintes  diante de Vasco e Sport, havia dúvidas sobre quão útil seria. 

Se tivesse o status atual, teria ido para as férias, mas jogou a Copa São Paulo, se destacou, foi referência e, preterido por Jardine, que também o lançou, na breve presença do clube durante essa Libertadores, conseguiu elogios no marasmo do estadual, onde mostrou potencial. 

Iniciou o brasileirão entre os titulares. Apesar de apenas um gol e duas assistências em 12 jogos, muito pouco para o atleta habilidoso, que atua perto da área, o treinador o mantém. 

Talvez beneficiado pelos desfalques, ou porque Cuca o enxerga como jogador especial, é agraciado com uma necessária e rara paciência. 

As oscilações eram previsíveis,  pois completou 19 anos em fevereiro. Dedicado nos treinos, tende a evoluir, desde que seja corretamente trabalhado. 

Os dirigentes recusaram polpuda oferta pelo jogador. 

Do atual grupo disponível para Cuca, deve ser o mais caro e almejado por clubes estrangeiros. 

Tem enorme chance de jogar o insignificante campeonato de futebol masculino olímpico. 

Mostra repertório no drible, algo impossível de ser ensinado, pois sai bem por ambos os lados, e no toque de bola. 

Tem que melhorar as decisões em campo para ser objetivo,  aprimorar a parte física, além das finalizações. 

O coletivo 

Se o departamento médico no CT da Barra Funda conseguir diminuir o grande número de ausências em cada jogo, caberá ao técnico decidir quando e como Antony deve jogar. 

É certo que, por enquanto, a titularidade absoluta pesa muito para o jogador e o time. 

Entender as medidas é primordial. 

Pode resolver as partidas entrando durante as mesmas, o que aumentará a sua confiança, e jogar outras do início ao fim.

No planejamento, considerar a parte da torcida que assiste aos jogos no limite da paciência, esgotada há algumas temporadas, é necessário. 

A equipe do São Paulo, como o jogador, está em formação. 

Toda a sabedoria é essencial para evitar que, mais uma vez, alguém saia do clube para comemorar resultados positivos com outra camisa.  

Fonte: Vitor Birner, blogueiro do ESPN.com.br

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O baile de Jorge 'Flecha' Jesus

Vitor Birner
Vitor Birner

Jorge 'Flecha' Jesus
Jorge 'Flecha' Jesus Arte ESPN

O ganhador 

O Flamengo podia golear.  Diminuiu o ritmo na metade do 2° tempo.

Priorizou a manutenção de bola,  diminuiu a intensidade, a objetividade, tirou os atletas com mais chances de se machucarem ou serem expulsos, pois tinha garantido o resultado positivo. 

O clima na arquibancada falava por si; empolgados, os torcedores cantavam o nome do time, gritavam olé com o Palmeiras na roda, e oleoleolê ao 'mister' Jorge Jesus. 

O perdedor 

Mesmo com os gols anulados, ambos corretamente, por centímetros, o atual campeão foi engolido.

Após Gabigol inaugurar o baile, o time foi incapaz de esboçar a  virada, como tem acontecido na era Scolari, na qual, é importante lembrar, conseguiu recordes de jogos sem derrotas e o título nacional mais importante. 

A competência 

Além de jogadores com muita capacidade e rodagem, o Flamengo é bem trabalhado. 

A equipe ainda está sendo montada por Jorge Jesus.

Há margem para melhorar, aumentar o entrosamento, o repertório, diminuir oscilações e equívocos no sistema de marcação. 

A necessidade 

É difícil pensar em profundas alterações na proposta do Palmeiras. Como acontece com o Flamengo, foi preparado á feição do técnico, que subaproveita as virtudes de alguns jogadores. 

A missão é executar com maestria as ideias do treinador, que monta sistemas de marcação, transições rápidas e jogadas aéreas elogiáveis. 

Creio que conseguirá, mas não sei quando, e o campeonato solicita recuperação para ontem. 

O flecha

Era possível avaliar que após contratar Jorge Jesus, no médio ou longo prazo o Flamengo jogaria melhor que o Palmeiras.

Comentário feito no Bom Dia de 22/07/19

Impressiona como, em tão pouco tempo, o estrangeiro que precisa conhecer os jogadores de todos os clubes, entender minúcias de nossa cultura, melhorou o futebol na Gávea. 

Lógico que é necessário esperar mais para avaliar com precisão. Enquanto isso, ouço a recomendação da sabedoria e continuo aplaudindo. 

Fonte: Vitor Birner

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O baile de Jorge 'Flecha' Jesus

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Com golaço de Arrascaeta, melhor time do Brasileirão consegue a liderança

Vitor Birner
Vitor Birner

Antes

Palmeiras e Flamengo, na respectiva ordem, eram os favoritos ao título no início do campeonato.

O ganhador da edição anterior, por manter o treinador e contratar outros jogadores, tinha mais possibilidades.

Quando me perguntaram o campeão, afirmei que havia uma janela de transferências, além de uma parada na Copa América para alterar o cenário, na época favorável ao ganhador da edição anterior.

Depois

O principal jogador que o Palmeiras trouxe foi Ricardo Goulart. Artilheiro e colecionador de títulos, não conseguiu recuperar a condição ideal e Alexandre Mattos o negociou.

Luiz Adriano sobrou como o único grande atleta trazido ao Allianz Parque.

Na Gávea, desde então, as mudança foram tão impactantes quanto positivas.

Além do técnico J. Jesus, que opta por proposta mais adaptável ao grupo de jogadores, vieram ótimos laterais, ambos com futebol para continuarem na Europa, Gérson, Mari e uma compreensível onda de otimismo.

Correm por fora o então líder dirigido por Sampaoli, o Corinthians com chance quase nula, cotado mais pelos feitos de temporadas passadas que pelo desempenho atual, além do São Paulo de Cuca, que após buscar D. Alves e Juanfran tem o dever de lutar pelo campeonato.

Inter e Grêmio podiam disputar, mas priorizaram as duas copas; o Cruzeiro podia ser candidato, mas por incompetência se ausentou.

O Atlético precisaria do milagre para ser campeão. Escolheu a Sul-Americana, o que avalio como elogiável sabedoria.

O melhor

O Palmeiras atua no tradicional e conservador modo Scolari. Apesar da piora no rendimento, tende a retomar o sistema de marcação consistente, os acertos nos lances de velocidade e pelo alto.

Descartar a hipótese de ser campeão seria equívoco de avaliação.

O São Paulo tem enorme potencial, mas precisa recuperar o monte de jogadores machucados, Cuca encontrar a proposta ideal, e entrosar o time rapidamente.

O Flamengo, apesar de também precisar oscilar menos, é um timaço.

Aplaudo o que Sampaoli preparou. Se conseguir o título, o presidente do clube deveria erguer suntuosa estátua ao Hermano, pois há equipes com jogadores melhores. O Corinthians continua em busca de regularidade e de futebol.

Arrascaeta marcou um golaço de bicicleta
Arrascaeta marcou um golaço de bicicleta Alexandre Vidal / Flamengo

Rodada flamenguista

O Peixe teve tudo para golear; acabou com o amargo empate.

O misto do Atlético finalizou mais que o Bahia e perdeu; Carille poupou e o marasmo prevaleceu na igualdade contra o lanterna.  O Palmeiras teve jogo adiado e pode se beneficiar pelos resultados.

Em São Januário, para alegria de sua torcida, Luxa foi melhor que Cuca; o sonho de o São Paulo ser líder foi adiado.

O Flamengo conseguiu. Encerrou a partida com o golaço de Arrascaeta, o mais bonito do campeonato.

Os aplausos

Santistas precisam de reafirmação.  Nas 3 rodadas sem ganhar tiveram desempenho mediano.

Palmeiras continua entre os principais favoritos do torneio.

Corinthians tem que provar que pertence a este grupo; Flamengo e São Paulo têm margem para evoluir. Os cariocas assinaram a candidatura, enquanto o time de Cuca solicitou a filiação e aguarda o aval do futebol.

É impossível afirmar qual será campeão.

A única constatação, por enquanto, é que assistimos ao melhor campeonato brasileiro dos últimos tempos.

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Com golaço de Arrascaeta, melhor time do Brasileirão consegue a liderança

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Após ida ao São Paulo, Maia recebe convite do Corinthians

Vitor Birner
Vitor Birner

[]

Conversei com Rodrigo Maia, por alguns minutos, antes de o presidente da Câmara participar do Roda Viva. 

Disse que tem a impressão - é diferente de convicção - que a rejeição dos deputados ao futebol-empresa diminuiu. 

Confirmou o apoio do São Paulo apoia o projeto, receberá um documento do clube sobre o tema, e, após a visita ao Centro de Treinamentos ser noticiada neste blog, Andrés Sanchez ligou, convidou-o a ir no Corinthians. 

Na próxima semana, caso tenha outro compromisso na cidade, atenderá ao convite. 

Perguntei se o Corinthians aprova mudanças na legislação do esporte: respondeu que não debateram sobre o assunto. Talvez, se for ao clube, saberá a opinião do cartola.

Afirmou que, por enquanto,  além do Botafogo, a única equipe que se mostrou favorável foi a de Leco e Raí. 

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Presidente da Câmara conversa com Leco e Raí no CT do São Paulo

Vitor Birner
Vitor Birner


O deputado Rodrigo Maia foi ao CT da Barra Funda, do São Paulo, após Marco Aurélio Cunha acertar a conversa sobre futebol-empresa com Leco e Raí.  Articular estratégias. 

O diretoria tricolor apoia a mudança da legislação do esporte. 

O São Paulo tem, pronto, o seu projeto de separação do futebol da parte social, mas o Conselho de Administração está demorando muito, mais de um ano, na preciosa avaliação. 

Leco, durante a entrevista de apresentação do Daniel Alves, demonstrou ser favorável. 

Por algum tempo, o presidente colocou a pauta em segundo plano, mas parece ter mudado, percebido o tamanho da relevância, pois se andar deve atrair enorme investimento para o futebol. 

Terá muito trabalho. Será difícil conseguir a aprovação dos conselheiros e sócios, necessária segundo o estatuto. 

As recentes declarações do líder da Câmara em prol da alteração, como a visita do mesmo na CBF, mostram a possibilidade de serem efetivadas. 

Os clubes que trabalham nisso tendem a sair na frente.

Nos bastidores, o atual diretor de futebol se movimenta neste sentido

Há o projeto tramitando na Câmara para regulamentar a sociedade anônima no futebol. 

Se referendado com o texto mantido, que facilita a migração, os clubes pagarão apenas 5% de impostos.

Rodrigo Maia durante visita ao CT do São Paulo, em 12 de agosto de 2019
Rodrigo Maia durante visita ao CT do São Paulo, em 12 de agosto de 2019 ESPN

A tributação das empresas, superior a das associações sem fins lucrativos, como são quase todos os nossos times, é o argumento de conselheiros para manutenção do tradicional modelo.

O mesmo prevê que dirigentes serão tratados como empresários, que podem sofrer alguma sanção por gestão temerária, e a falência dos clubes por incapacidade plena de se recuperarem na parte econômica. 

É o modelo de muitos times do futebol na Europa.

Fonte: Vitor Birner

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Presidente da Câmara conversa com Leco e Raí no CT do São Paulo

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São Paulo de Raí investiu; Cuca tem obrigação de montar time para lutar por título

Vitor Birner
Vitor Birner
Cuca e Pato
Cuca e Pato Getty

O treinador

Se fosse Cuca, diria muito obrigado para Leco, Raí e aos dirigentes.  Tanto nas dispensas quanto na chegada de jogadores foi atendido. 

 Se mantidos os principais, terá Juanfran, Dani Alves e Hernanes, veteranos competitivos que servirão de referência para os novatos hábeis, e operários capazes de completar a equipe.  É a fórmula ideal para ganhar títulos no futebol. 

Esperança 

Pato é rodado, mas não pode ser avaliado como referência. Tem muito potencial. Necessita intensidade para transformar isso em resultados positivos do time. De agora em diante, se pretende manter os manter holofotes, necessita jogar futebol, principalmente nas grandes partidas. D. Alves pode influenciar positivamente na postura do atacante em campo. 

O cartesiano 

Lembro que, mesmo depois da Copa América, o São Paulo conseguiu resultados positivos, mas continua devendo bola.  Pode ser elogiado pelo segundo tempo diante da Chape, a pífia atuação do time pequeno contribuiu, e no primeiro do clássico.

Necessita ser competente em muitos jogos inteiros no torneio. A classificação é melhor que o desempenho do time. Com Juanfran e D. Alves, além de semanas para treinar, é obrigação mostrar grande melhora de futebol. 

Cabe ao técnico a utilização sábia de todos no coletivo. Entre os que disputam apenas uma competição, é o técnico que tem elenco com mais potencial.

A plenitude 

O espanhol realmente é lateral. Se necessário, pode até atuar pela esquerda. Na eliminação da Liga dos Campeões, a dos gols de Cristiano, foi escalado naquele lado. 

Mas, é óbvio, ideal é jogar na direita. Usar D. Alves apenas na principal função de outros tempos será desperdício.  No PSG, seu último clube, poucas vezes foi colocado na linha dos zagueiros.  

Era escalado na ala, em frente ao Meunier. O treinador o improvisou como volante que apoia e, diante de Lille, Monaco, Rennes, Marseille e Guingamp, em outros setores.

Para reflexões 

É possível cogitar muitas formações e propostas. O treinador terá que escolher. Eis uma, entre as principais, que pode ser avaliada. Juanfran, Arboleda, Bruno e Reinado formam o quarteto recuado. O espanhol orientado a ser cauteloso no apoio para permitir que todos no meio avancem. 

O meio com Hernanes, Tchê Tchê e Daniel Alves, além de Everton e Anthony recompondo. A equipe, se entrosada, terá movimentação, rapidez, toque de bola, leitura de jogo, finalização de fora da área. 

Pablo de centroavante, que participa da marcação adiantada, completa a equipe com todos atuando para o coletivo. Escreverei mais sobre o tema. Pretendo me aprofundar no tema com textos e durante o BB Bom dia, terça-feira, na minha próxima participação na ESPN. 

O manual 

Toda a avaliação positiva exige atletas em condições favoráveis. Se a direção negociar alguns dos mais importantes ou machucarem, a mesma será alterada. 

É impossível afirmar como será a formação ideal do time. Lutar pelo título não significa ser campeão. Tema é melhorar em  campo para ter condição de ganhar. Jogadores de características que combinam podem não se encaixar. De vez em quando, teoria e prática divergem no futebol. 

As ofertas

 Além de recusar as ofertas da Juve e de clube turco, Dani A. tinha conversa para jogar com Iniesta no Vissel Kobe do Japão.  

Fonte: Vitor Birner

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São Paulo de Raí investiu; Cuca tem obrigação de montar time para lutar por título

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Flamengo não perdeu porque Jesus escalou Rafinha mais adiantado

Vitor Birner
Vitor Birner

A opção

Sem Arrascaeta, Everton e Vitinho, Jorge Jesus optou por Rafinha em frente de Rodinei.

 A ideia foi compatível ao que pedia o jogo.

 Como o tempo para ajustes coletivos era ínfimo, o treinador apostou na rodagem, na inteligência do atleta habituado  com o futebol mais tático.

 A outra alternativa era atuar com Berrio na ala e manter a posição de Rafinha. 

 Antes de criticar qualquer técnico, costumo me colocar no lugar do mesmo. O colombiano pouco rendeu em Itaquera, Jorge Jesus tem os jogos como principal fonte de avaliação, pois o assunto é futebol.

O zagueiro

 O primeiro gol foi iniciado na esquerda. Renê foi driblado e aconteceu a inversão de bola para a direita. 

 Guerrero, de primeira, tocou para o meio. Não havia tempo para Rodinei o marcar. O atleta do Emelec merece elogios.

 O equívoco na jogada foi de Léo Duarte, que necessitava entender o lance para impedir a finalização.  Com menos ênfase, o goleiro flamenguista talvez possa ser criticado. 

O coletivo

 O Flamengo foi melhor durante quase toda a partida, mesmo sem conseguir uma atuação para se aplaudir. 

A dinâmica

 A exclusão do Vera foi no lance de Rafinha. O lateral ganhou disputas pelo setor, apesar da atuação mediana. 

 Lincoln desperdiçou chances para para empatar. 

 Diego, que era o melhor no meio de campo, se machucou. 

 O outro gol foi todo pela esquerda. 

 Sei que Rodinei tem uma lista de equívocos pelo time, precisará elevar muito o padrão, há motivos para a torcida olhar torto para o lateral, mas nesse jogo tem que ser esquecido nas críticas e elogios. 

As alterações

 Tite convocou jogadores machucados para o último Mundial. Klopp contratou Karius e perdeu a Liga dos Campeões retrasada.  Guardiola disse que na sua primeira temporada na Premier League aprendeu e melhorou. Todos os técnicos podem ser criticados. 

 Tenho uma para o flamenguista no último jogo. 

 Lucas Silva na vaga de Gerson que, ressalto, mostrou pouco futebol. 

 Foi por cartão, como a de W. Arão por Cuellar, mas o jogo exigia alguém com capacidade de pensar em campo. 

A pergunta

 Por favor, se alguém puder, diga como a opção por Rafinha mais adiantado foi decisiva no resultado. 

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Vasco foi melhor; Fluminense pode reclamar do árbitro que Neymar adoraria

Vitor Birner
Vitor Birner

Fluminense prejudicado

No segundo cartão para Digão, o zagueiro recolheu o pé, evitou tocar no oponente, que caiu simulando dores na canela.

Na exclusão de Frazan, Yago P. corria para colocar a bola no gramado. Provavelmente conseguiria, mas teria pela frente algum marcador. O lance era para amarelo. 

Expulsões são revisadas pelo Var. Ambas foram supostamente interpretativas. Uma não ofereceu qualquer risco na dividida, enquanto na outra era preciso mais para afirmar que foi jogada direta de gol. 

Vasco melhor

Nada disso altera a elogiável atuação do Vasco, melhor em todo o clássico, antes e após os cartões, e a perfeita falta que Bruno C. acertou no ângulo.

Muro necessário

Se os méritos da equipe que foi muito melhor prevaleceriam, ou se precisou também dos equívocos da arbitragem para ganhar; ás vezes é possível opinar sobre como seria o resultado, mas nessa seria mero palpite afirmar. 

Ampliando a resenha

Árbitros que marcam tudo estragam as partidas.

A máxima é idêntica para os que mostram cartões em qualquer jogada. 

Os atletas iniciantes das principais equipes aprendem o esporte de forma equivocada. 

Quando vão para a Europa, ou em algumas partidas na Libertadores, precisam se adaptar ás dinâmicas usuais no futebol. 

Recomendo pensar no mais capaz nascido aqui, aquele que milhões de seus atuais críticos pediam que fosse protegido, que se fosse tocado simulava e conseguia resultados positivos, que apesar de melhorar ainda precisa aceitar a rudez do esporte, que é o craque Neymar.

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Palmeiras joga menos do que pode, mas precisa manter a proposta

Vitor Birner
Vitor Birner

O Palmeiras tem o melhor sistema de marcação do país. Não é infalível, mas continua superior aos das outras equipes. 

É muito difícil, por exemplo, tomar uma virada após conseguir o gol. 

Como possui jogadores que resolvem partidas, opta por proposta usual na monocultura tática de nosso futebol.

Prioriza o ferrolho. Se mantiver o oponente em branco, sabe que tem muita chance de conseguir o resultado positivo. 

A construção tem ideias que facilitam a recomposição ao perder a bola; trabalha com elogiável competência os lances de cruzamento, faltas e escanteios nos lados, é rápido no jogo vertical após ser atacado, e o restante cabe aos seus capazes atletas.

Na atual temporada, o treinador tenta agregar o aumento da movimentação para ter mais criação diante de times fechados, e permanência com a redonda, que ajuda no controle dos jogos quando tem vantagem no placar. 

Todos os conceitos são conservadores. Seriam perfeitos para alguns times. Não há a fórmula precisa, absoluta, indiscutível no futebol. 

A ideal é a que aproveita todo o potencial do elenco, pois torna maior a chance de conquistas. 

A do Alviverde é limitada. 

Às vezes, olhando a equipe em campo, imagino a forma que atuaria se Klopp fosse o técnico. 

Aumentaria a intensidade, a criação, os resultados positivos, o encanto de sua torcida  

Mas é apenas um devaneio meu diante do potencial do grupo de jogadores. 

Acho besteira o treinador alterar os rumos. Na última vez que tentou, foi goleado no Mundial. 

Jogadores do Palmeiras antes de jogo contra o Internacional, pela Copa do Brasil
Jogadores do Palmeiras antes de jogo contra o Internacional, pela Copa do Brasil Cesar Greco/Ag Palmeiras

 Necessita jogar como sabe.

 Se faltarem alternativas nas partidas eliminatórias, será do pacote. 

 No que se propõe, o Palmeiras é competente. Pode obter êxitos. 

 Continua entre os principais favoritos no Brasileirão e Libertadores. 

 Foi eliminado no campeonato menos relevante, entre os importantes da temporada. 

Fonte: Vitor Birner

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Palmeiras joga menos do que pode, mas precisa manter a proposta

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Árbitro de Athletico x Flamengo desprezou o VAR em lance decisivo

Vitor Birner
Vitor Birner
Anderson Daronco gesticula durante a partida entre Athletico-PR e Flamengo
Anderson Daronco gesticula durante a partida entre Athletico-PR e Flamengo Jason Silva/AGIF

O neo

O auxiliar avalia que tinha jogador impedido no lance, mas continua com o braço abaixado. 

O atleta em condição irregular tenta o cruzamento, o oponente cede o escanteio e, sem pestanejar, o auxiliar levanta a bandeira para marcar o impedimento.

Se fosse gol ou pênalti, a jogada seria do VAR.

Serventia

Encerrar os equívocos nas jogadas diretamente mais decisivas. Traduzindo, as de gol e cartões vermelhos. 

Para isso os cartolas puseram tecnologia no futebol. 

A bola é mais rápida que o ser humano. É impossível para o árbitro estar perto em todas as jogadas. 

Era indispensável

O Athletico foi muito prejudicado na jogada em que Diego Alves, fora da área, pega a bola com a mão para evitar o gol. 

Era obrigação do árbitro utilizar o VAR. 

Nenhum mortal tem a visão necessária para ter certeza, considerando onde estava o Daronco, sobre a jogada. 

No atual futebol

Tinha que marcar a falta e excluir o goleiro, antes de usar o VAR. Se a tecnologia mostrasse o contrário, as decisões seriam revogadas. 

O jogo

A exclusão no 1° tempo mudaria a partida. O promissor Flamengo de Jorge Jesus atuou para frente. Precisando entrosamento, teve dificuldades no sistema de marcação. 

O Athletico foi melhor.

Diante de tudo - dinâmica dos times, resultado e local da outra partida - o clube da Gávea pode comemorar a igualdade. 

Fonte: Vitor Birner

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Árbitro de Athletico x Flamengo desprezou o VAR em lance decisivo

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Notas comentadas para os jogadores e Tite no clássico

Vitor Birner
Vitor Birner
Messi sai decepcionado de campo
Messi sai decepcionado de campo Getty Images


Alison 7,9 - seguro na falta de Messi e noutros lances, bem na maioria dos cruzamentos, preciso com os pés. 

 

Daniel Alves 8,6 -  numa jogada que a maioria espera de Messi, abriu o sistema de marcação argentino no primeiro gol, foi bem nos desarmes e liderou a equipe. Poderia ser excluído por segundo amarelo.

 

Marquinhos 7,6 - bem na cobertura após Thiago Silva escorregar e nas jogadas por cima, onde ás vezes é  vulnerável. Foi consistente.

 

Thiago Silva 7,5 - com exceção ao momento que escorregou, manteve o padrão necessário.

 

Alex Sandro 6 - operário na marcação e saída de bola, cometeu algumas faltas sem utilidade ao redor da área. Conservador nos avanços por ordem do Tite.

 

Casemiro 6,5 - os volantes tiveram dificuldade. Foi o melhor deles na marcação. Bobeou na jogada que Aguero cabeceou na trave. 

 

Arthur 5,2 - oscilou na saída de bola, em alguns momentos se perdeu na marcação, pouco agregou na construção.

 

Phillippe Coutinho 6,4 - deu trabalho aos volantes hermanos. Contribuiu sem a bola. Perdeu uma grande chance diante do Armani. 

 

Everton 6,0 - mais útil na marcação que na construção, atuou apenas no primeiro tempo. Cumpriu as instruções de Tite. 

 

William 6,3 - entrou no lugar do Cebolinha para fechar o lado, além de contribuir na manutenção da bola. 

 

Firmino 7,0 - contribuiu se movimentando no primeiro gol e fez o outro com facilidade. Ajudou o sistema de marcação. 

 

Gabriel Jesus 8,7 - comemorou o gol, em lance pessoal deu uma assistência, noutra linda jogada pôs Philippe Coutinho diante do goleiro, além de ajudar o sistema de marcação.

 

Alan e Miranda pouco jogaram para serem avaliados. 

 

Tite 6,8 - lembrou o técnico do Corinthians, metódico e conservador, sem ambição estética de futebol.

 

Sobre a Argentina 

 

A dupla de zaga continua sendo problema do time. 

 

A equipe se empenhou muito.

 

Ao volante Paredes faltou pensar mais para entender alguns lances. 

 

Messi merece elogios. Discordo da escolha de Scaloni, que o colocou recuado para articular as jogadas desde a linha do meio de campo.

 

Lautaro foi outro para ser aplaudido. Acreditou em todas as jogadas, finalizou quando pode, se movimentou e recuou para contribuir com o sistema de marcação.   

 

Se fosse hincha, ficaria incomodado com Aguero. Lo Celso poderia jogar onde Messi atuou, e o atleta do Barcelona ficar mais adiantado. 

Fonte: Vitor Birner

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Notas comentadas para os jogadores e Tite no clássico

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Scaloni precisa encontrar; Tite necessita aprimorar

Vitor Birner
Vitor Birner
Messi vai brilhar ou sumir contra o Brasil?
Messi vai brilhar ou sumir contra o Brasil? Getty
Os hermanos aguardam por Messi do Barcelona. Depositam no genial atleta parte da esperança para a classificação. 

É impossível descartar uma atuação decisiva na partida. 

Se conseguir, será a primeira vez que merecerá elogios nesta Copa América.

Se achicando.

Seja com Messi da Catalunha ou da seleção, ajustes são recomendáveis. 

A ideia de manter Lautaro e Aguero na frente, com o jogador do Barcelona entre a dupla e os volantes, aumenta a chance de eliminação. 

É necessário alterar a proposta, aumentar a força do sistema de marcação, em especial pelos lados. Scaloni tem que abrir mão do trio e povoar o meio de campo. 

Pode optar pelo Saravia, como ala, diante do zagueiro Foyth, que tem jogado na lateral, ou o mais coerente, que seria colocar Lo Celso, no Central atuava como volante ou meia, para cuidar da saída de bola, permitindo ao Messi jogar avançado, com Acuña na proteção daquele setor. 

Resumindo, atuar fechado e investir nos lances verticais e rápidos, pois a equipe de Tite mostra dificuldade para furar retrancas, a Argentina não tem proposta de futebol, em qualquer uma tem chance de se equivocar, para o gênio é melhor receber a bola perto da área de Alisson, com mais espaço para driblar e finalizar. 

Citei apenas uma, a de maior urgência, das adaptações precisas no clássico.

Os estágios

Ao contrário do oponente, a seleção brasileira tem proposta com padrão definido.

Necessita melhorar a construção, mas há entrosamento. Quase todos entendem a dinâmica, enquanto, reitero, os hermanos ainda precisam definir uma para sua equipe. 

É impossível apontar favorito, apesar da equipe de Tite mais bem preparada. 

Fonte: Vitor Birner

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Scaloni precisa encontrar; Tite necessita aprimorar

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Prefiro aplaudir os técnicos hermanos

Vitor Birner
Vitor Birner

Reserva de mercado, bairrismo, dificuldade para competir com os estrangeiros. 

É difícil encontrar, no esporte, motivos para os treinadores daqui reclamarem dos hermanos.  

Avaliando com frieza, o número de argentinos deveria ser maior.  

Real x Pesos 

No Brasil, moeda, indústria e economia são mais fortes que na Argentina. 

 Da mesma forma, as grandes equipes daqui obtêm mais recursos. Ao invés de montarem times muito melhores, pagam bastante por desempenhos razoáveis, com padrão similar ao dos hermanos, pois inflacionam o futebol. 

 Se alguém não entendeu, qualquer grupo de atletas nota 5,5 custa menos do outro lado da fronteira. 

 O mesmo vale para contratar técnicos de futebol.

 Excluindo River e Boca, que têm caixa para competir, os demais não conseguem pagar salários iguais aos bancados por nossos clubes da primeira divisão. 

 Apenas com grife

 O ideal seria os cartolas terem pleno conhecimento do mercado. Sampaoli é muito bem remunerado na Vila. 

 Trabalhou no Sevilla, na seleção, recebeu outras ofertas, era valorizado, podia escolher, tudo que aumentou o custo para ter o hermano. 

 Quando a LaU, onde montou a equipe taticamente mais elogiável do continente, citando apenas as campeãs no século, o levou ao Chile, era muito mais barato. 

 Os dirigentes brasileiros, amadores que administram centenas de milhões de reais, nunca se antecipam quando contratam técnicos de futebol. 

A goleada 

 Ao invés de criticar, seria positivo elogiar e aplaudir os profissionais hermanos.  

Têm competência provada atuando nos times da Europa. 

O Tottenham, sem tradição no principal torneio do continente, em uma temporada que nada investiu para melhorar o elenco, mesmo depois do seu principal jogador se machucar, sob o comando de Pochettino jogou a final da Liga dos Campeões.

 Na Espanha, que exporta mais do que importa técnicos, quase todos os times da primeira divisão são dirigidos por profissionais nascidos no país ibérico. 

 As exceções são D. Simeone no Atlético de Madrid, e Pellegrino no Leganés. Em 2018, vale lembrar, cinco times da elite optaram por treinadores argentinos. 

 Há outros espalhados por quase todas as partes do planeta. Nos EUA, México, Oriente médio, nações da América do Sul, segundona inglesa, apenas para lembrar alguns, entre tantos locais. 

Nem com Camões ajudando 

O idioma poderia facilitar para os brasileiros em Portugal, mas nenhum dirige equipe da primeira divisão.  

O minúsculo Tondela, único que optou por técnico estrangeiro - os que nasceram nas antigas colônias tem dupla nacionalidade - é liderado pelo espanhol Natxo Gonzaléz. 

 A formação 

 Mais que reclamar ou citar a falta de reconhecimento da UEFA ao curso da CBF, os principais técnicos brasileiros podem refletir ou fazer o curso europeu.

 Está surgindo uma geração que talvez consiga ampliar mercado.

 Parte dos rodados, não todos, parecem acomodados. 

 Se topassem aprimorar sistemas, atualizar ideias e métodos, eventualmente receberiam ofertas dos grandes da Europa.

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Clássico desigual para Tite, Messi e ambas as seleções

Vitor Birner
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Tite tem retrospecto ótimo contra sul-americanos
Tite tem retrospecto ótimo contra sul-americanos Getty

Números elogiáveis  

A seleção, sob o comando de Tite, é hegemônica na América do Sul. 

Apenas no amistoso em Melbourne, contra os Hermanos, foi derrotada por uma equipe do continente. 

Nos jogos por Copa América e eliminatórias, os únicos com algum valor, o retrospecto atuando no Brasil merece elogios. 

Tropeçou ao empatar contra Venezuela e Paraguai. 

Continua sem perder, ganhou 8 partidas, entre as quais o 3x0 frente a Messi e cia. Marcou 26 vezes. O saldo é radicalmente favorável. 

O único gol tomado foi contra, de Marquinhos, frente a Colômbia, no primeiro jogo do técnico em território nacional. 

O clássico 

Messi contra o Brasil em 2017
Messi contra o Brasil em 2017 Getty

Tudo será ressaltado ás vésperas da semifinal. No atual momento, a manutenção do retrospecto pode ser interpretada como oportunidade ou peso, de acordo com o time.  

Para a Argentina, que, como os anfitriões, não está jogando nada, é a chance de recuperação. 

Se ganhar atuando no Brasil, encerrará as críticas dos hinchas. Subirá ao céu do futebol em poucos minutos.

E, se for campeã, estará redimida. 

O raciocínio é idêntico para Messi. Uma grande apresentação, igual as rotineiras em Barcelona, com dribles e lances geniais, apagará todas as sem tempero que teve no campeonato.

Do outro lado, por jogar no seu país, onde consegue números extremamente positivos, mesmo frente a uma gigante do esporte e classificação será o misto de alívio e obrigação cumprida para Tite. 

A eliminação potencializará a ênfase na dificuldade para furar retrancas, a lembrança das fracas atuações diante da limitadíssima Bolívia, do Paraguai e da Venezuela, que os peruanos foram goleados por equívoco na sua escolha tática e incompetência de execução, e que essas equipes são do quarto e terceiro escalões do futebol.

Aos leitores, ótimo dia, muita sorte, sabedoria e paz.

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