Árbitro de Athletico x Flamengo desprezou o VAR em lance decisivo

Vitor Birner
Vitor Birner
Anderson Daronco gesticula durante a partida entre Athletico-PR e Flamengo
Anderson Daronco gesticula durante a partida entre Athletico-PR e Flamengo Jason Silva/AGIF

O neo

O auxiliar avalia que tinha jogador impedido no lance, mas continua com o braço abaixado. 

O atleta em condição irregular tenta o cruzamento, o oponente cede o escanteio e, sem pestanejar, o auxiliar levanta a bandeira para marcar o impedimento.

Se fosse gol ou pênalti, a jogada seria do VAR.

Serventia

Encerrar os equívocos nas jogadas diretamente mais decisivas. Traduzindo, as de gol e cartões vermelhos. 

Para isso os cartolas puseram tecnologia no futebol. 

A bola é mais rápida que o ser humano. É impossível para o árbitro estar perto em todas as jogadas. 

Era indispensável

O Athletico foi muito prejudicado na jogada em que Diego Alves, fora da área, pega a bola com a mão para evitar o gol. 

Era obrigação do árbitro utilizar o VAR. 

Nenhum mortal tem a visão necessária para ter certeza, considerando onde estava o Daronco, sobre a jogada. 

No atual futebol

Tinha que marcar a falta e excluir o goleiro, antes de usar o VAR. Se a tecnologia mostrasse o contrário, as decisões seriam revogadas. 

O jogo

A exclusão no 1° tempo mudaria a partida. O promissor Flamengo de Jorge Jesus atuou para frente. Precisando entrosamento, teve dificuldades no sistema de marcação. 

O Athletico foi melhor.

Diante de tudo - dinâmica dos times, resultado e local da outra partida - o clube da Gávea pode comemorar a igualdade. 

Fonte: Vitor Birner

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Notas comentadas para os jogadores e Tite no clássico

Vitor Birner
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Messi sai decepcionado de campo
Messi sai decepcionado de campo Getty Images


Alison 7,9 - seguro na falta de Messi e noutros lances, bem na maioria dos cruzamentos, preciso com os pés. 

 

Daniel Alves 8,6 -  numa jogada que a maioria espera de Messi, abriu o sistema de marcação argentino no primeiro gol, foi bem nos desarmes e liderou a equipe. Poderia ser excluído por segundo amarelo.

 

Marquinhos 7,6 - bem na cobertura após Thiago Silva escorregar e nas jogadas por cima, onde ás vezes é  vulnerável. Foi consistente.

 

Thiago Silva 7,5 - com exceção ao momento que escorregou, manteve o padrão necessário.

 

Alex Sandro 6 - operário na marcação e saída de bola, cometeu algumas faltas sem utilidade ao redor da área. Conservador nos avanços por ordem do Tite.

 

Casemiro 6,5 - os volantes tiveram dificuldade. Foi o melhor deles na marcação. Bobeou na jogada que Aguero cabeceou na trave. 

 

Arthur 5,2 - oscilou na saída de bola, em alguns momentos se perdeu na marcação, pouco agregou na construção.

 

Phillippe Coutinho 6,4 - deu trabalho aos volantes hermanos. Contribuiu sem a bola. Perdeu uma grande chance diante do Armani. 

 

Everton 6,0 - mais útil na marcação que na construção, atuou apenas no primeiro tempo. Cumpriu as instruções de Tite. 

 

William 6,3 - entrou no lugar do Cebolinha para fechar o lado, além de contribuir na manutenção da bola. 

 

Firmino 7,0 - contribuiu se movimentando no primeiro gol e fez o outro com facilidade. Ajudou o sistema de marcação. 

 

Gabriel Jesus 8,7 - comemorou o gol, em lance pessoal deu uma assistência, noutra linda jogada pôs Philippe Coutinho diante do goleiro, além de ajudar o sistema de marcação.

 

Alan e Miranda pouco jogaram para serem avaliados. 

 

Tite 6,8 - lembrou o técnico do Corinthians, metódico e conservador, sem ambição estética de futebol.

 

Sobre a Argentina 

 

A dupla de zaga continua sendo problema do time. 

 

A equipe se empenhou muito.

 

Ao volante Paredes faltou pensar mais para entender alguns lances. 

 

Messi merece elogios. Discordo da escolha de Scaloni, que o colocou recuado para articular as jogadas desde a linha do meio de campo.

 

Lautaro foi outro para ser aplaudido. Acreditou em todas as jogadas, finalizou quando pode, se movimentou e recuou para contribuir com o sistema de marcação.   

 

Se fosse hincha, ficaria incomodado com Aguero. Lo Celso poderia jogar onde Messi atuou, e o atleta do Barcelona ficar mais adiantado. 

Fonte: Vitor Birner

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Scaloni precisa encontrar; Tite necessita aprimorar

Vitor Birner
Vitor Birner
Messi vai brilhar ou sumir contra o Brasil?
Messi vai brilhar ou sumir contra o Brasil? Getty
Os hermanos aguardam por Messi do Barcelona. Depositam no genial atleta parte da esperança para a classificação. 

É impossível descartar uma atuação decisiva na partida. 

Se conseguir, será a primeira vez que merecerá elogios nesta Copa América.

Se achicando.

Seja com Messi da Catalunha ou da seleção, ajustes são recomendáveis. 

A ideia de manter Lautaro e Aguero na frente, com o jogador do Barcelona entre a dupla e os volantes, aumenta a chance de eliminação. 

É necessário alterar a proposta, aumentar a força do sistema de marcação, em especial pelos lados. Scaloni tem que abrir mão do trio e povoar o meio de campo. 

Pode optar pelo Saravia, como ala, diante do zagueiro Foyth, que tem jogado na lateral, ou o mais coerente, que seria colocar Lo Celso, no Central atuava como volante ou meia, para cuidar da saída de bola, permitindo ao Messi jogar avançado, com Acuña na proteção daquele setor. 

Resumindo, atuar fechado e investir nos lances verticais e rápidos, pois a equipe de Tite mostra dificuldade para furar retrancas, a Argentina não tem proposta de futebol, em qualquer uma tem chance de se equivocar, para o gênio é melhor receber a bola perto da área de Alisson, com mais espaço para driblar e finalizar. 

Citei apenas uma, a de maior urgência, das adaptações precisas no clássico.

Os estágios

Ao contrário do oponente, a seleção brasileira tem proposta com padrão definido.

Necessita melhorar a construção, mas há entrosamento. Quase todos entendem a dinâmica, enquanto, reitero, os hermanos ainda precisam definir uma para sua equipe. 

É impossível apontar favorito, apesar da equipe de Tite mais bem preparada. 

Fonte: Vitor Birner

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Scaloni precisa encontrar; Tite necessita aprimorar

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Prefiro aplaudir os técnicos hermanos

Vitor Birner
Vitor Birner

Reserva de mercado, bairrismo, dificuldade para competir com os estrangeiros. 

É difícil encontrar, no esporte, motivos para os treinadores daqui reclamarem dos hermanos.  

Avaliando com frieza, o número de argentinos deveria ser maior.  

Real x Pesos 

No Brasil, moeda, indústria e economia são mais fortes que na Argentina. 

 Da mesma forma, as grandes equipes daqui obtêm mais recursos. Ao invés de montarem times muito melhores, pagam bastante por desempenhos razoáveis, com padrão similar ao dos hermanos, pois inflacionam o futebol. 

 Se alguém não entendeu, qualquer grupo de atletas nota 5,5 custa menos do outro lado da fronteira. 

 O mesmo vale para contratar técnicos de futebol.

 Excluindo River e Boca, que têm caixa para competir, os demais não conseguem pagar salários iguais aos bancados por nossos clubes da primeira divisão. 

 Apenas com grife

 O ideal seria os cartolas terem pleno conhecimento do mercado. Sampaoli é muito bem remunerado na Vila. 

 Trabalhou no Sevilla, na seleção, recebeu outras ofertas, era valorizado, podia escolher, tudo que aumentou o custo para ter o hermano. 

 Quando a LaU, onde montou a equipe taticamente mais elogiável do continente, citando apenas as campeãs no século, o levou ao Chile, era muito mais barato. 

 Os dirigentes brasileiros, amadores que administram centenas de milhões de reais, nunca se antecipam quando contratam técnicos de futebol. 

A goleada 

 Ao invés de criticar, seria positivo elogiar e aplaudir os profissionais hermanos.  

Têm competência provada atuando nos times da Europa. 

O Tottenham, sem tradição no principal torneio do continente, em uma temporada que nada investiu para melhorar o elenco, mesmo depois do seu principal jogador se machucar, sob o comando de Pochettino jogou a final da Liga dos Campeões.

 Na Espanha, que exporta mais do que importa técnicos, quase todos os times da primeira divisão são dirigidos por profissionais nascidos no país ibérico. 

 As exceções são D. Simeone no Atlético de Madrid, e Pellegrino no Leganés. Em 2018, vale lembrar, cinco times da elite optaram por treinadores argentinos. 

 Há outros espalhados por quase todas as partes do planeta. Nos EUA, México, Oriente médio, nações da América do Sul, segundona inglesa, apenas para lembrar alguns, entre tantos locais. 

Nem com Camões ajudando 

O idioma poderia facilitar para os brasileiros em Portugal, mas nenhum dirige equipe da primeira divisão.  

O minúsculo Tondela, único que optou por técnico estrangeiro - os que nasceram nas antigas colônias tem dupla nacionalidade - é liderado pelo espanhol Natxo Gonzaléz. 

 A formação 

 Mais que reclamar ou citar a falta de reconhecimento da UEFA ao curso da CBF, os principais técnicos brasileiros podem refletir ou fazer o curso europeu.

 Está surgindo uma geração que talvez consiga ampliar mercado.

 Parte dos rodados, não todos, parecem acomodados. 

 Se topassem aprimorar sistemas, atualizar ideias e métodos, eventualmente receberiam ofertas dos grandes da Europa.

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Clássico desigual para Tite, Messi e ambas as seleções

Vitor Birner
Vitor Birner
Tite tem retrospecto ótimo contra sul-americanos
Tite tem retrospecto ótimo contra sul-americanos Getty

Números elogiáveis  

A seleção, sob o comando de Tite, é hegemônica na América do Sul. 

Apenas no amistoso em Melbourne, contra os Hermanos, foi derrotada por uma equipe do continente. 

Nos jogos por Copa América e eliminatórias, os únicos com algum valor, o retrospecto atuando no Brasil merece elogios. 

Tropeçou ao empatar contra Venezuela e Paraguai. 

Continua sem perder, ganhou 8 partidas, entre as quais o 3x0 frente a Messi e cia. Marcou 26 vezes. O saldo é radicalmente favorável. 

O único gol tomado foi contra, de Marquinhos, frente a Colômbia, no primeiro jogo do técnico em território nacional. 

O clássico 

Messi contra o Brasil em 2017
Messi contra o Brasil em 2017 Getty

Tudo será ressaltado ás vésperas da semifinal. No atual momento, a manutenção do retrospecto pode ser interpretada como oportunidade ou peso, de acordo com o time.  

Para a Argentina, que, como os anfitriões, não está jogando nada, é a chance de recuperação. 

Se ganhar atuando no Brasil, encerrará as críticas dos hinchas. Subirá ao céu do futebol em poucos minutos.

E, se for campeã, estará redimida. 

O raciocínio é idêntico para Messi. Uma grande apresentação, igual as rotineiras em Barcelona, com dribles e lances geniais, apagará todas as sem tempero que teve no campeonato.

Do outro lado, por jogar no seu país, onde consegue números extremamente positivos, mesmo frente a uma gigante do esporte e classificação será o misto de alívio e obrigação cumprida para Tite. 

A eliminação potencializará a ênfase na dificuldade para furar retrancas, a lembrança das fracas atuações diante da limitadíssima Bolívia, do Paraguai e da Venezuela, que os peruanos foram goleados por equívoco na sua escolha tática e incompetência de execução, e que essas equipes são do quarto e terceiro escalões do futebol.

Aos leitores, ótimo dia, muita sorte, sabedoria e paz.

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