O caso Eriksen e as melhores e piores contratações da temporada europeia | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Já está no ar a edição desta semana do Podcast Futebol No Mundo. O tema principal, claro, foi o caso Eriksen e como a Uefa conduziu o caso, quase forçando os jogadores de Dinamarca e Finlândia a seguirem a partida no mesmo dia. Ainda fizemos um balanço rápido de melhores e piores contratações da temporada nas cinco principais ligas na Europa.

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O caso Eriksen e as melhores e piores contratações da temporada europeia | Podcast Futebol No Mundo

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Como está a briga pelos playoffs a duas semanas do final da temporada regular | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

A Major League Baseball está na reta final da temporada regular. Faltam apenas 17 dias para que todos os times tenham seu destino conhecido, seja as férias, seja a briga pelo título nos playoffs. E a disputa por um lugar no mata-mata está muito quente.

Cubano Yulieski Gurriel em ação pelos Astros
Cubano Yulieski Gurriel em ação pelos Astros Getty

De fato, apenas duas das seis divisões da MLB têm uma luta aberta. Na Liga Nacional Leste, o Atlanta Braves está com 5,5 jogos de vantagem sobre o New York Mets, com o Philadelphia Phillies no meio. Na Liga Nacional Oeste, o San Francisco Giants tem apenas uma partida de frente sobre o Los Angeles Dodgers, ainda que as duas equipes já estejam classificadas para a pós-temporada (quer perder o título da divisão ficará com o primeiro wildcard da LN). Nos demais grupos, Tampa Bay Rays, Chicago White Sox, Houston Astros e Milwaukee Brewers já têm os títulos encaminhados.

O cenário na luta pelos wildcards é bem diferente. Na Liga Americana, Boston Red Sox e Toronto Blue Jays estão empatados, e estariam com as duas vagas neste momento. No entanto, o New York Yankees está meio jogo atrás, enquanto Oakland Athletics e Seattle Mariners acompanham a briga com 4 e 5 jogos, pela ordem, de desvantagem.

Na Liga Nacional, o St. Louis Cardinals vem em grande fase e atropelou Cincinnati Reds e San Diego Padres na última semana, assumindo a segunda posição (lembrando que a primeira já é de Dodgers ou Giants). Ainda assim, os Cardeais não têm margem para erro: os Padres estão meio jogo atrás, Reds a um, Phillies a 2,5 e Mets a 5.

San Diego Padres
San Diego Padres Getty Images

No momento, os times que estão com mais embalo dessas brigas são Blue Jays e Cardinals. O Toronto pelo ataque, que se mostra capaz de destruir qualquer arremessador que subir ao montinho. O St. Louis, por ter um equilíbrio geral maior que os de Reds, Padres, Phillies e Mets, que dão sinais de perda de fôlego nas últimas semanas.

Ainda assim, sobra uma vaga na Liga Americana. Yankees e Red Sox não passam segurança pelo nível de oscilação em todos os fundamentos e terão um confronto direto na próxima semana para eventualmente resolver a disputa (A’s e M’s também parecem sem energia para uma arrancada final). Mas ambos terão de melhorar o nível de jogo se pretendem ter vida longa no mata-mata.

NOVIDADE!

O Star+ começará a transmitir com exclusividade o Athletes Unlimited de softbol feminino, competição que reúne as principais jogadoras profissionais que atuam na América do Norte. Os times são redesenhados a cada semana, e a pontuação vai para as jogadoras que tiverem melhor desempenho ao final da competição.

PERSONAGEM DA SEMANA

O Mês Nacional da Herança Hispânica é celebrado nos Estados Unidos entre 15 de setembro e 15 de outubro. O motivo é que ela começa em semanas de celebrações nacionais em diversos países, que declararam sua independência nessa época do ano (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua no dia 15, México no 16, Chile no 18 e Belize no 21). Também por isso, 15 de setembro foi a data escolhida pela MLB para celebrar o Dia de Roberto Clemente.

O porto-riquenho é o maior jogador latino-americano da história da MLB. Não apenas por ser um grande jogador (um título de World Series, um vez MVP, quatro vezes campeão de aproveitamento no bastão, 14 participações em All-Star Games e 12 vezes Luva de Ouro), mas por ser a primeira superestrela de alcance nacional de origem latino-americana. Clemente dominava todos os fundamentos e se tornou ídolo não apenas da torcida de seu Pittsburgh Pirates. Fora dos campos, o defensor externo sempre foi claro em falar sobre o racismo e xenofobia que negros e latinos sofriam nos Estados Unidos. 

Clemente morreu em 31 de dezembro de 1972, justamente quando tentava ajudar quem mais precisava. Ele organizou uma missão para levar mantimentos a desabrigados por um terremoto na Nicarágua. O avião acabou caindo no mar logo após decolar do aeroporto de San Juan, Porto Rico. Ninguém sobreviveu.

A MLB criou o Prêmio Roberto Clemente para o jogador que realizar o melhor trabalho social a cada temporada. Em 15 de setembro, Dia de Roberto Clemente, qualquer jogador pode utilizar seu número (21) em campo (o Pittsburgh Pirates sempre atua com todos os atletas usando o 21). E há uma forte campanha para que o Dia de Roberto Clemente tenha o mesmo tratamento do Dia de Jackie Robinson, com todos os jogadores da liga usando seu número. Uma homenagem à importância de os atletas se envolverem em projetos sociais e à influência dos latino-americanos no desenvolvimento do beisebol, o mais latino dos esportes americanos.

Ano que vem são 50 anos da morte de Clemente. Boa oportunidade para fazer essa mudança.

VÍDEO DA SEMANA

O fã de esporte pôde acompanhar toda a temporada da Liga Mexicana de Béisbol pelo ESPN App e a reta final no Star+. O campeonato terminou de maneira espetacular nesta quarta, com os Toros de Tijuana conquistando o segundo título de sua história, virando a série contra os Leones de Yucatán de 0 a 3 para 4 a 3. O troféu veio com um 3 a 0, com a eliminação final feita por uma figura bastante conhecida para o fã de MLB: o eterno Fernando Rodney.


O QUE VEM POR AÍ

Os Brewers estão virtualmente classificados para os playoffs como campeão da Liga Nacional Central. Por isso, podem já pensar em preparar sua equipe para confrontos com intensidade da pós-temporada e uma série de quatro jogos contra os Cardinals vem sob medida. Do outro lado, o St. Louis precisa demais de bons resultados nesses confrontos para não perder terreno na disputa pelo segundo wildcard da Liga Nacional. Confronto de alto nível entre segunda e quinta (dias 20 a 23), que deve ser concluído com um espetacular duelo de arremessadores entre Corbin Burnes e Adam Wainwright.

Adam Wainrwright, arremessador do St. Louis Cardinals
Adam Wainrwright, arremessador do St. Louis Cardinals Getty Images

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

Mets e Phillies não decolaram em nenhum momento da temporada, mas continuam com chances de playoff, seja na Liga Nacional Leste, seja no segundo wildcard. Mas, com a tabela chegando na contagem regressiva, não há mais margem para enrolar: tem de ganhar. Os confrontos diretos deste fim de semana em Nova York podem ser vistos como o último momento para uma eventual arrancada. No jogo de domingo, os arremessadores previstos são Rich Hill e Kyle Gibson.

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY*

Sexta, 17/set
20h - Los Angeles Dodgers x Cincinnati Reds (ESPN)

Domingo, 19/set
20h - Philadelphia Phillies x New York Mets (ESPN 2)

Segunda, 20/set
20h30 - St. Louis Cardinals x Milwaukee Brewers (Fox Sports)

Terça, 21/set
20h - Toronto Blue Jays x Tampa Bay Rays (ESPN)

Quarta, 22/set
23h - San Francisco Giants x San Diego Padres (ESPN)

Sexta, 24/set
15h - St. Louis Cardinals x Chicago Cubs (Star+)
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN 2)
23h - Jogo a confirmar (ESPN 2)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+

MAIS BEISEBOL NO STAR+

Domingo, 19/set
13h - Athletes Unlimited (softbol): Time Ocasio x Time Jaquish
17h - Athletes Unlimited (softbol): Time Osterman x Time Chidester

Segunda, 20/set
20h - Athletes Unlimited (softbol): Time Ocasio x Time Osterman
23h - Athletes Unlimited (softbol): Time Jaquish x Time Chidester

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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Como está a briga pelos playoffs a duas semanas do final da temporada regular | Semana MLB

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Quando (quase) todos os EUA torceram pelos Yankees | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

Era um time que tinha tudo para ser odiado. Primeiro, porque era o New York Yankees, e os Yankees são odiados já de antemão por todos os outros torcedores. Segundo, porque aqueles Yankees em particular vinham de uma série de três títulos seguidos da World Series, algo que havia sido alcançado apenas outras três vezes na história da MLB. Mas, em 18 de setembro de 2001, quando os nova-iorquinos entraram no campo do novo Comiskey Park (atual Guaranteed Rate Field) para enfrentar os White Sox puderam ver a faixa “Chicago loves New York”.

Aquele final de temporada da MLB foi diferente do convencional. Qualquer partida envolvendo times de Nova York ganharam uma carga emocional extra. O primeiro evento esportivo na cidade após os atentados de 11 de setembro ocorreu no dia 21, um New York Mets x Atlanta Braves no estádio Shea. A partida foi considerada simbólica para os nova-iorquinos, um marco de que a vida começava a voltar ao normal. Os Mets venceram por 3 a 2 com um home run de duas corridas de Mike Piazza na nona entrada.

Os Mets do técnico Bobby Valentine haviam sido vice-campeões em 2000 e brigavam com Braves e Philadelphia Phillies pelo título da Divisão Leste da Liga Nacional. Acabaram ficando na terceira posição, fora dos playoffs. No Bronx, os Yankees faziam uma campanha sólida e, com uma queda enorme do Boston Red Sox nas semanas finais, ficaram com a Divisão Leste da Liga Americana sem dificuldades, com 95 vitórias.

Mesmo tricampeões, os Yankees não eram o grande time do momento. O Oakland Athletics surpreendia com um ritmo que o levou a 102 vitórias (o que incentivou Michael Lewis a acompanhar o time no ano seguinte e escrever o livro “Moneyball”). Mas mais surpreendente ainda era a campanha do Seattle Mariners. Com Brett Boone, Mike Cameron, Fredy García, Jamie Moyer e a sensação (foi estreante do ano e MVP naquela temporada) Ichiro Suzuki, os M’s chegaram a 116 vitórias, empatando recorde do Chicago Cubs de 1906.

No entanto, o ritmo intenso do Seattle durante os seis meses cobraram seu preço. Na final da Liga Americana, o time não resistiu à experiência dos Yankees, que contavam com Roger Clemens, Derek Jeter, Mariano Rivera, Andy Pettitte, Mike Mussina, Ted Lilly, Alfonso Soriano, Orlando “El Duque” Hernández, Jorge Posada, Bernie Williams e Paul O’Neill.

Derek Jeter celebra vitória dos Yankees
Derek Jeter celebra vitória dos Yankees Getty

Era a mesma base da campanha sensacional de 1998 (115 vitórias) e das não tão sensacionais – mas igualmente vitoriosas – de 1999 e 2000. Não surpreendeu quando chegou a sua quarta World Series seguida. O público em geral rejeita esse tipo de domínio de uma equipe, mas os próprios jogadores do New York admitem que, naquelas partidas, a animosidade dos torcedores rivais era menor que o normal. 

Na decisão contra o Arizona Diamondbacks, muita gente que era neutra na disputa – ou seja, exceto seguidores de Dbacks, Red Sox e Mets – preferiam que os Yankees vencessem. Seria uma homenagem à cidade mais atingida nos atentados de 11 de setembro.

O Arizona venceu os dois primeiros jogos, em casa. Os nova-iorquinos venceram os três jogos no Bronx, sempre por uma corrida de vantagem. No jogo 6, nova vitória dos Diamondbacks, e a decisão foi para a sétima partida.

As Cascavéis venciam por 1 a 0 até a sexta entrada. Uma corrida na sétima e outra na oitava deixaram os Yankees em vantagem. Mas, na nona, Mariano Rivera entregou seu único jogo de World Series. Tony Womack impulsionou Midre Cummings para empatar o placar. E, com as bases lotadas, Craig Counsell conseguiu a rebatida simples que permitiu a Luis González chegar à home plate e dar o título ao Arizona.

Terminava a dinastia dos Yankees de Joe Torre. Muita gente gostou, mas poucos tiraram onda com o resultado. Não naquele ano.

NOVIDADE!

O Star+ começará a transmitir com exclusividade o Athletes Unlimited de softbol feminino, competição que reúne as principais jogadoras profissionais que atuam na América do Norte. Os times são redesenhados a cada semana, e a pontuação vai para as jogadoras que tiverem melhor desempenho ao final da competição.

PERSONAGEM DA SEMANA

O presidente dos Estados Unidos na época dos atentados era George W. Bush. Ele acabou se tornando um personagem forte na relação entre o beisebol e o 11 de Setembro. Antes do jogo 3 da World Series, Bush fez o arremesso cerimonial. A tensão era enorme, pois havia um temor que ele fosse alvo de algum atentado naquele momento, em um campo aberto diante de quase 50 mil pessoas. Mais tarde, ele também ordenaria a invasão do Afeganistão no que ficou conhecida como Guerra ao Terror, uma operação que também foi lembrada no noticiário recentemente, com a evacuação das tropas norte-americanas de Cabul em agosto.

VÍDEO DA SEMANA

Home run de Mike Piazza dando a vitória aos Mets sobre o Braves em 18 de setembro de 2001. Primeiro evento esportivo em Nova York após o atentado. E, para muitos nova-iorquinos, primeiro momento em que foi possível esquecer -- nem que por alguns segundos -- tudo o que aconteceu na cidade uma semana antes.


O QUE VEM POR AÍ

Trata-se de uma semana decisiva ao San Diego Padres. A equipe ainda ocupa uma vaga nos playoffs (segundo wildcard), mas tem uma margem muito estreita sobre Cincinnati Reds, St. Louis Cardinals e Philadelphia Phillies. Nesta semana, os Padres terão três confrontos contra o Los Angeles Dodgers e quatro contra o San Francisco Giants, os times de melhores campanhas da MLB. Pior, todas as sete partidas como visitante. Enquanto isso, os Phillies terão séries teoricamente fáceis contra Colorado Rockies e Chicago Cubs (ambas na Filadélfia) e os Reds pegarão o fraquíssimo Pittsburgh Pirates na próxima semana. O San Diego terá de terminar a semana com mais vitórias do que derrotas para estarem ao menos na briga, e mostrarem que reencontraram o beisebol de alto nível que fez tantos analistas colocarem a equipe como uma das candidatas ao título.

FINAIS!

O Star+ transmite a Liga Mexicana de Beisebol, que chega à Série del Rey, a decisão do título. Confira a programação completa toda sexta no Semana MLB.

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

A MLB escolheu a dedo. No fim de semana do 20º aniversário do 11 de Setembro, Mets e Yankees se encontrarão na Subway Series, o dérbi nova-iorquino. Várias homenagens farão parte da programação das três partidas, inclusive com as equipes abandonando seus bonés tradicionais para usarem o da Polícia e do Corpo de Bombeiros no encontro de sábado. O Sunday Night Baseball apresentará o encerramento dessa série, que vale muito também em campo. Com as duas equipes sofrendo na luta pelos playoffs, sofrer uma varrida para o rival local pode ser fatal na disputa pela pós-temporada. Isso torna essa Subway Series a segunda mais importante da história, abaixo apenas dos confrontos pela World Series de 2000.

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY*

Sexta, 10/set
20h - New York Yankees x New York Mets (Fox Sports)

Domingo, 12/set
21h - New York Yankees x New York Mets (Fox Sports)

Segunda, 13/set
22h30 - San Diego Padres x San Francisco Giants (Fox Sports)

Terça, 14/set
22h30 - San Diego Padres x San Francisco Giants (ESPN)

Quarta, 15/set
23h - Arizona Diamondbacks x Los Angeles Dodgers (Fox Sports)

Sexta, 17/set
20h - Los Angeles Dodgers x Cincinnati Reds (ESPN)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+

MAIS BEISEBOL NO STAR+

Sexta, 10/set
21h - LMB (finais): Leones de Yucatán x Toros de Tijuana

Sábado, 11/set
14h - Athletes Unlimited (softbol): Time Jaquish x Time McCleney
17h - Athletes Unlimited (softbol): Time Osterman x Time Ocasio
21h - LMB (finais): Leones de Yucatán x Toros de Tijuana

Domingo, 12/set
17h - Athletes Unlimited (softbol): Time Ocasio x Time McCleney
20h - Athletes Unlimited (softbol): Time Jaquish x Time Osterman

Segunda, 13/set
20h - Athletes Unlimited (softbol): Time Ocasio x Time Jaquish
21h - LMB (finais): Toros de Tijuana x Leones de Yucatán
23h - Athletes Unlimited (softbol): Time McCleney x Time Osterman

Terça, 14/set
21h - LMB (finais): Toros de Tijuana x Leones de Yucatán

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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Quando (quase) todos os EUA torceram pelos Yankees | Semana MLB

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Os Mets precisam fazer uma limpa na diretoria | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

“Tem coisas que só acontecem com os Mets.” Bem, o ditado que se popularizou no Brasil com o Botafogo não existe para o New York Mets, mas bem que poderia. O clube tem uma fama de amaldiçoado, de cenário dos acontecimentos mais bizarros ou azarados possíveis. Em geral, isso é tratado como algo folclórico até pelos próprios torcedores, mas o atual momento da franquia é de mudar essa chave. Nem que, para isso, tenha de realizar uma grande reformulação em posições de comando.

Nesta temporada, os Mets tiveram um diretor esportivo -- Jared Porter -- afastado por assédio sexual dentro dos escritórios do clube. Na última quarta, outro diretor -- Zack Scott, que entrou no lugar de Porter -- foi preso por dirigir embriagado após participar de um evento beneficente do clube. Ele foi encontrado dormindo dentro de seu carro, parado no meio da rua, e se negou a fazer teste do bafômetro.

Citi Field, estádio do New York Mets
Citi Field, estádio do New York Mets Getty

A franquia até poderia encarar os dois casos como casos pessoais, demitindo os responsáveis e seguindo a vida. Mas o problema na gestão dos Mets vai além dos escândalos de Porter e Scott. A direção é toda disfuncional. No escritório, draftou um jogador com reconhecidos problemas físicos e acabou não fazendo proposta de contrato porque… ele tinha problemas físicos. No departamento médico, continua com a crônica dificuldade de manter seus atletas livres de contusão. Nos vestiários, teve três jogadores -- Francisco Lindor, Javier Báez e Kevin Pillar -- entrando em conflito com a própria torcida por não aceitarem vaias (merecidas pelo nível de beisebol apresentado pelo time em agosto). Enquanto isso, os torcedores -- e talvez os próprios funcionários do clube -- confiam mais no perfil do Twitter de Steve Cohen, o novo dono da equipe, do que nos meios de comunicação oficiais.

É evidente a falta de comando nos Mets. Desde dirigentes que tomam decisões técnicas sem estudar direito o caso até uso de termos sexuais para tratar funcionárias mulheres, passando por beber em excesso em evento beneficente do clube e entrar em conflito com o torcedor por conta própria, cada um parece fazer o que bem entende. Não há uma liderança que se imponha, estabeleça uma dinâmica de trabalho no escritório e nos vestiários.

LEIA MAIS: Como o caos das ações de uma loja de games atingiu uma franquia da MLB

A equipe ainda é boa no papel e consegue se manter -- ainda que marginalmente -- na briga por uma vaga nos playoffs. De qualquer maneira, está muito aquém do que poderia, e do investimento feito pelo dono bilionário da franquia. É preciso mudar as coisas, e o menor dos problemas é o elenco. É preciso mudar muita coisa na direção, para revirar todo o sistema de trabalho dentro da franquia.

Sandy Alderson é o atual presidente dos Mets. Trata-se de um dos grandes dirigentes da história do beisebol, o responsável pela implementação do Moneyball no Oakland Athletics (Billy Beane levou a fama, mas era seu discípulo). Ele foi mantido no cargo quando Cohen comprou o clube justamente por ter bom trânsito na liga e fazer a ponte entre o novo dono e as demais equipe. Mas é evidente que sua gestão nos Mets está, no mínimo, estagnada.

A saída de Alderson soa dura, mas faria sentido até como simbolismo de que os Mets estariam entrando em uma nova era. A partir daí, talvez o segundo time de Nova York comece a ter resultados mais condizentes com seu potencial.

O melhor da MLB e do beisebol tem transmissão AO VIVO pela ESPN no Star+. Clique aqui e saiba como assinar.

FINAIS!

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PERSONAGEM DA SEMANA

Wander Franco era tido como a maior promessa que estrearia em 2021 na MLB. Sua promoção para o time principal do Tampa Bay Rays foi noticiada com muita expectativa, mas o dominicano teve um início fraco, com apenas 20% de aproveitamento no bastão em seus 20 primeiros jogos. Desde então, está com 31,7% de aproveitamento e uma sequência de 33 partidas seguidas chegando em base, a segunda maior da história para um jogador com menos de 21 anos. O primeiro da lista é Mickey Mantle, um dos maiores da história da liga, com 36.

VÍDEO DA SEMANA

Shohei Ohtani teve uma série pouco inspirada contra o New York Yankees. Foi apenas uma rebatida (um home run) e dois walks em 13 aparições no home plate. Ainda assim, deu para realizar um feito raro: roubar o home plate.


O QUE VEM POR AÍ

A disputa pela Liga Nacional Leste pode se resumir a como os Mets desperdiçaram meses de liderança para ver o Atlanta Braves arrancar e assumir a primeira posição. No entanto, o Philadelphia Phillies tem discretamente entrado na briga, com bom trabalho de alguns arremessadores e Bryce Harper fazendo uma temporada que o coloca na disputa pelo título de MVP da liga. Os Phillies estão apenas dois jogos atrás dos Braves, mas precisam lidar com uma pedreira entre segunda e quarta: o Milwaukee Brewers. Os Cervejeiros lideram a LN Central e vem mostrando um beisebol muito competitivo, com ótimos arremessadores e um ataque que está despertando. Quase varreram o San Francisco Giants -- então melhor campanha da MLB -- na Califórnia nesta semana e já são vistos como “o time que ninguém quer pegar nos playoffs”. Para melhorar, estão programados dois espetaculares duelos de arremessadores: Zack Wheeler x Brandon Woodruff na segunda e Kyle Gibson x Freddy Peralta na quarta. As partidas serão em Milwaukee.

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

Muita gente considera que a rivalidade entre Los Angeles Dodgers e San Francisco Giants é a maior da MLB, maior até que a entre New York Yankees e Boston Red Sox. Agora, imagina o clássico da Califórnia abrindo o último mês de temporada regular com os dois times tendo as melhores campanhas das grandes ligas e separados por meio jogo na disputa pela divisão. Pois é isso que o torcedor poderá conferir de sexta a domingo no Oracle Park, em São Francisco. A série pode ser decisiva para decidir quem vai aos playoffs com a melhor campanha da liga e quem terá de lidar com um sempre imprevisível jogo único de wildcard. No Sunday Night Baseball, o duelo terá Walker Buehler, talvez o melhor arremessador da Liga Nacional no momento, contra (provavelmente) um jogo de bullpen dos Giants.

Brandon Crawford, dos Giants
Brandon Crawford, dos Giants Getty Images

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY*

Sexta, 03/set
20h - Cleveland Indians x Boston Red Sox (ESPN 2)

Domingo, 05/set
20h - Los Angeles Dodgers x San Francisco Giants (ESPN 2)

Segunda, 06/set
14h - Tampa Bay Rays x Boston Red Sox (Fox Sports)
17h - San Francisco Giants x Colorado Rockies (Fox Sports)

Terça, 07/set
20h - Tampa Bay Rays x Boston Red Sox (Fox Sports)

Quarta, 08/set
20h - Toronto Blue Jays x New York Yankees (Fox Sports)

Sexta, 10/set
20h - New York Yankees x New York Mets (Fox Sports)

*Os jogos também estarão disponíveis ao vivo no Star+

MAIS BEISEBOL NO STAR+

Segunda, 06/set
21h - LMB (finais): Jogo a definir

Terça, 07/set
21h - LMB (finais): Jogo a definir

Quarta, 08/set
21h - LMB (finais): Jogo a definir

Sexta, 10/set
21h - LMB (finais): Jogo a definir

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Os Mets precisam fazer uma limpa na diretoria | Semana MLB

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Estreia de Messi e impacto da ida de Cristiano Ronaldo para o Manchester United | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
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Não foi do jeito que muita gente gostaria, mas Lionel Messi estreou pelo Paris Saint-Germain. O argentino entrou no meio do segundo tempo, mas substituiu Neymar, o que adiou em alguns dias a chance de ver o trio com Mbappé em campo. Esse foi um dos assuntos do podcast Futebol No Mundo desta segunda, que também falou da ida de Cristiano Ronaldo da Juventus para o Manchester United, e de que forma essa transferência impacta não apenas os clubes envolvidos, mas as ligas de Itália e Inglaterra.

No Mundo Hofman, a geopolítica da Conference League foi a estrela, principalmente as histórias de Qarabag, do Azerbaijão, e Alashkert, da Armênia.

Para ouvir o podcast Futebol No Mundo, vá a seu agregador de podcasts preferido ou clique aqui. A versão em vídeo segue abaixo.


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O que está acontecendo com o Boston Red Sox | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

A primeira metade da temporada parecia perfeita para o torcedor do Boston Red Sox. Um time desacreditado pela maioria dos analistas (eu incluído), mas que pegou embalo desde a primeira semana de campeonato. Séries de vitórias consistentes colocaram a equipe na liderança da Liga Americana Leste, enquanto que o rival e favorito New York Yankees cambaleava e ameaçava até ficar fora dos playoffs.

Pouco mais de um mês depois, o cenário é outro. Os Yankees arrancaram e agora já parecem garantidos com uma vaga no mata-mata, até com possibilidade de buscar o título da divisão. Enquanto isso, os Red Sox não conseguem uma sequência segura de vitórias e a classificação para a pós-temporada já está em dúvida (ainda que a equipe ainda seja favorita a uma das vagas).

Chris Sale, arremessador do Boston Red Sox
Chris Sale, arremessador do Boston Red Sox Getty

Os motivos da queda não são surpreendentes: os arremessadores. Antes de a temporada começar, já se via na rotação e no bullpen as principais fragilidades do elenco bostoniano. O ataque não chega a ser maravilhoso, mas tem alguns jogadores realmente bons que poderiam segurar a onda na temporada. Não dava para ter a mesma convicção no montinho.

Durante a boa fase do time, que durou até a parada do All-Star Game, a rotação vinha fazendo um trabalho de mediano para fraco, considerando uma equipe que está brigando por playoff e está atuando em um nível de exigência mais alto. Nathan Eovaldi era o único arremessador da rotação com ERA abaixo de 4, e ainda assim ele tinha perto de 4, em uma temporada que se notabilizava por ERAs baixos. Martín Pérez, Garrett Richards, Eduardo Rodríguez e Nick Pivetta faziam trabalhos entre medianos e fracos.

Era suficiente, porém. Isso porque o bullpen vinha muito bem, com Matt Barnes tendo a melhor sequência de sua carreira na função de fechador, ajudando a dar segurança a um grupo que tinha Adam Ottavino, Josh Taylor e Garrett Whitlock cedendo muito pouco. Como o ataque dos Meias Vermelhas é realmente bom, compensava os sustos dos abridores e, nas entradas finais, garantia a vitória enquanto o bullpen segurava o adversário.

Quando o bullpen cai, não dá mais para contar com o ataque sempre. Desde o All-Star Game, Barnes tem ERA de 7,94. Se pegarmos apenas em agosto, sobe para absurdos 14,21. Ottavino viu sua efetividade ficar em 6,57 pós-Jogo das Estrelas. 

O ataque também oscilou, sobretudo Rafael Devers (23,3% de aproveitamento em agosto), Alex Verdugo (19,4% entre 11 de julho e 3 de agosto, mas já melhorou bastante desde então, com 40,3%), Xander Bogaerts (25% desde o All-Star Game) e JD Martínez (23,4% também desde o ASG). Ainda assim, o Boston ainda produz muitas corridas. Kyle Schwarber foi um bom reforço ofensivo e jogadores menos cotados, como Kiké Hernández e Bobby Dalbec cresceram. Então não dá para colocar a má fase na conta do ataque.

Para piorar, a direção dos Red Sox não se preparou adequadamente para isso. No fechamento do mercado, não investiu pesado em melhorar seus arremessadores. Trouxe Hansel Robles como opção para fechador e só. A rotação poderia melhorar naturalmente com o retorno de Chris Sale de contusão e o resto era torcer para quem já estava lá reencontrar a boa fase. Ficou uma sensação de que a diretoria não quis que a boa campanha de 2021 mudasse o plano de longo prazo de reformular o elenco.

Neste momento, os Red Sox só têm três arremessadores plenamente confiáveis: Sale, que realmente voltou de lesão muito bem, Whitlock e Taylor. Talvez seja suficiente para se classificar aos playoffs, mas é muito pouco para imaginar uma campanha muito longa no mata-mata.

PLAYOFFS!

O ESPN App está transmitindo a Liga Mexicana de Beisebol, que chega a seus playoffs. Os brasileiros Paulo Orlando (Águila de Veracruz) e Leonardo Reginatto (Rieleros de Aguascalientes) ainda estão na disputa. Confira a programação completa toda sexta no Semana MLB.

PERSONAGEM DA SEMANA

Yadier Molina é um dos melhores catchers da história do ponto de vista defensivo. Sua capacidade de comandar um grupo de arremessadores, orientar braços mais jovens, defender arremessos perdidos e eliminar ladrões de base virou referência para duas gerações de jogadores da MLB. Não à toa, ganhou nove Luvas de Ouro. No bastão, ele melhorou bastante na segunda metade de sua carreira, e é um candidato forte a entrar no Hall da Fama quando se tornar elegível.

Na última terça (24), o porto-riquenho de 39 anos anunciou a renovação de seu contrato com o St. Louis Cardinals. O catcher seguirá na equipe por mais uma temporada, a última de sua carreira. Toda ela com a camisa dos Cardeais.

VÍDEO DA SEMANA

Miguel Sanó (Minnesota Twins) e seu home run absurdo contra os Red Sox. Home run mais longo do ano até agora.


O QUE VEM POR AÍ

O Tampa Bay Rays é um dos piores times para os Red Sox terem pela frente. Não apenas por ser um time bom, mas porque tem um estilo de jogo que costuma criar muitos problemas para um adversário com as vulnerabilidades que o Boston tem (veja o texto principal). Por isso, uma série contra a equipe da Flórida é um ótimo teste de força para os Meias Vermelhas, que poderão ver sua capacidade de competir em ritmo de playoff de terça a quinta. Para a torcida bostoniana, um alento: seus dois melhores abridores, Sale e Eovaldi, estão escalados.

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

A edição desta semana do Semana MLB acabou muito focado nos Red Sox, e até o tópico que não tem ligação com o Boston acaba sendo de interesse do time. Porque o Sunday Night Baseball reunirá New York Yankees e Oakland Athletics, os dois concorrentes diretos dos Meias Vermelhas pelas vagas de wildcard da Liga Americana. Ou seja, confronto direto para as duas equipes, com interesse para todas as demais (inclui na lista Seattle Mariners e Toronto Blue Jays) que ainda se consideram na luta pela pós-temporada. Os arremessadores previstos são Jordan Montgomery e Paul Blackburn

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY

Sexta, 27/ago
20h - Boston Red Sox x Cleveland Indians (ESPN 2)

Domingo, 29/ago
20h -New York Yankees x Oakland Athletics (Fox Sports)

Segunda, 30/ago
20h - Boston Red Sox x Tampa Bay Rays (ESPN 2)
23h - Atlanta Braves x Los Angeles Dodgers (ESPN 2)

Terça, 31/ago
20h - Boston Red Sox x Tampa Bay Rays (Fox Sports)

Quarta, 1º/set
17h - Houston Astros x Seattle Mariners (ESPN 2)

Sexta, 3/set
20h - Cleveland Indians x Boston Red Sox (ESPN 2)

Os jogos a partir de 31 de agosto também estarão disponíveis ao vivo no Star+

MAIS BEISEBOL NO ESPN APP E NO STAR+

Sexta, 27/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Sábado, 28/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Segunda, 30/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Terça, 31/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Quarta, 1º/set
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Sexta, 3/set
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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O que está acontecendo com o Boston Red Sox | Semana MLB

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Gabriel Jesus e Vinícius Jr brilham na rodada, e o Atlético monta um time com oito meio-campistas | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

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Vinicius Junior e Gabriel Jesus começaram a temporada tendo de brigar ainda mais por espaço, pois a concorrência aumentou após suas equipes receberam reforços do meio para frente. E ambos mostraram muito serviço no fim de semana. Vinicius fez dois gols e ainda forçou a expulsão do goleiro adversário no empate do Real Madrid por 3 a 3 contra o Levante. Mais cedo, Gabriel Jesus tinha dado duas assistências (e participado de mais um gol, e de um outro que acabou anulado) nos 5 a 0 do Manchester City sobre o Norwich.

A dupla foi um dos temas do podcast Futebol No Mundo desta segunda. Além disso, falamos de como o Atlético de Madrid lançou mão de toda a versatilidade de seu elenco para jogar em um 4-4-2 tendo sete meio-campistas de origem na escalação e um panorama do Campeonato Sul-Africano.

Para ouvir o podcast Futebol No Mundo, vá a seu agregador de podcasts preferido ou clique aqui. A versão em vídeo segue abaixo.


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Gabriel Jesus e Vinícius Jr brilham na rodada, e o Atlético monta um time com oito meio-campistas | Podcast Futebol No Mundo

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Mais que um teto salarial, a MLB precisa de um piso | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

Los Angeles Dodgers e New York Yankees entraram na temporada 2021 como os principais favoritos na Liga Nacional e na Liga Americana. São equipes cheias de estrelas, o que se percebe pela folha salarial de, pela ordem, US$ 267 e 203 milhões no início do ano. 

Enquanto isso, Pittsburgh Pirates e Baltimore Orioles sabidamente andariam pelo fundo da tabela, com elencos com vários desconhecidos e folha salarial de US$ 54 e 53 milhões.

Olhando os números, fica evidente a discrepância econômica entre os times. E como uma franquia com muito dinheiro pode se impor economicamente sobre as demais. E aí surge sempre a pergunta: “Por que não fazem um teto salarial como na NFL e na NBA para equilibrar as coisas?”

Questionamento natural, mas não é disso que a MLB precisa.

Os Yankees vão pagar US$ 29 milhões para Giancarlo Stanton apenas em 2021'
Os Yankees vão pagar US$ 29 milhões para Giancarlo Stanton apenas em 2021' Alex Trautwig/MLB Photos via Getty Image

No futebol americano e no basquete, é praticamente impossível se montar um time com chance de título sem ter alguns grandes jogadores. Por mais que uma equipe trabalhe o jogo coletivo e tenha boas sacadas de mercado, inevitavelmente precisará de alguns jogadores muito acima da média para avançar nos playoffs. E, por mais que alguns recém-draftados podem ser bons e baratos, o time como um todo não poderá depender apenas disso.

No beisebol, nem sempre é assim. Da mesma forma como as diferenças de Dodgers / Yankees para Orioles / Pirates dão a sensação de conexão direta entre desempenho e folha salarial, o Tampa Bay Rays tem a terceira melhor campanha de toda a MLB (melhor que a dos Yankees, inclusive) com a 26ª folha salarial, quase um quarto do que os Dodgers gastam em salários. Em 2017, o Houston Astros bateu os Dodgers na World Series com uma folha salarial de quase metade (sim, eu sei que houve trapaça, mas é inegável que os times eram igualmente competitivos).

Esse fenômeno cria um problema para os jogadores. Franquias notoriamente ricas e que atuam em mercados de muita cobrança de torcida e imprensa são pressionadas a gastar muito em salários, e fazem isso. No entanto, equipes em mercados menores não têm incentivo para investir tanto em estrelas. Afinal, dá para ser competitivo gastando pouco, desde que se invista bem em análise de desempenho. Nem todo time tem “vaga” para um atleta de salário altíssimo.

Isso não significa que as franquias de mercados menores não têm dinheiro. Ainda que a MLB tenha muito mais desigualdade econômica que a NFL e a NBA, a divisão de receita é igualitária em diversas áreas, o que garante a qualquer franquia um faturamento mínimo seguro. O que a liga precisa fazer, então, é que esses times invistam esse dinheiro para melhorar seus elencos.

O Tampa Bay Rays tem sido competitivo nos últimos 13 anos com as folhas salariais das mais baixas da MLB
O Tampa Bay Rays tem sido competitivo nos últimos 13 anos com as folhas salariais das mais baixas da MLB Getty

O enorme sucesso da gestão do Tampa Bay acaba tendo esse efeito negativo. Ela prova que é possível ser competitivo gastando pouco, mas nem todo mundo tem a mesma competência dos Rays. Além disso, várias franquias podem se iludir em projetos de reconstrução quando, no fundo, não estão se preocupando muito com isso. Pirates e Marlins são exemplos de equipes que não têm pudor em ficar mais de década sem dar sinal de competitividade, negociando os bons jogadores assim que se destacam.

Por isso, mais que um teto salarial que limite o gasto de Yankees, Dodgers, Boston Red Sox ou New York Mets, a MLB precisa de um piso, estabelecer um mínimo obrigatório que as franquias terão de gastar. Porque, por mais que alguma monte um time barato e bom (como os Rays), contratar dois ou três jogadores de nome -- de salários mais altos -- ajuda a mobilizar o público e melhorar a audiência. Além disso, serve de garantia para que as equipes baratas e ruins não sejam tão ruins assim.

Claro, os donos de franquias menores não vão gostar da ideia de terem de gastar mais dinheiro, o que acaba diminuindo sua própria margem de lucro. Por isso, a MLB lançou uma proposta interessante nesta semana: a “luxury tax” (taxa de luxo, espécie de multa que os clubes mais ricos pagam quando sua folha salarial passar de determinado patamar) seria repassada para as menores complementarem suas folhas salariais. No caso, quem passar de US$ 180 milhões pagaria uma multa para ajudar a folha salarial de quem ficasse abaixo de US$ 100 milhões. 

Considerando as folhas salariais do início da temporada 2021, Dodgers, Yankees, Mets, Astros, Philadelphia Phillies, Red Sox e Los Angeles Angels passaram de US$ 180 milhões. E Milwaukee Brewers, Texas Rangers, Arizona Diamondbacks, Oakland Athletics, Detroit Tigers, Kansas City Royals, Seattle Mariners, Rays, Marlins, Pirates, Orioles e Cleveland Indians ficaram abaixo de US$ 100 milhões.

A ideia é engenhosa, porque incentiva a competitividade dos pequenos a partir de um mecanismo que já existe. Trata-se ainda de uma proposta, e ainda não há informações como isso seria implementado. Por isso, não dá para cravar se vai ser aceito, nem se a proposta é realmente boa em seus detalhes.

Mas a MLB ao menos vai no ponto principal. A questão não é o teto salarial, é o piso.

PLAYOFFS!

O ESPN App está transmitindo a Liga Mexicana de Beisebol, que chega a seus playoffs. Os brasileiros Paulo Orlando (Águila de Veracruz) e Leonardo Reginatto (Rieleros de Aguascalientes) ainda estão na disputa. Confira a programação completa toda sexta no Semana MLB.

PERSONAGEM DA SEMANA

Tyler Gilbert era um reliever encostado nas ligas menores de Phillies e Dodgers. Com o cancelamento dessas ligas menores pela pandemia em 2020, ele até trabalhou como eletricista ao lado do pai para pagar as contas. Um treino para uma nova carreira, já que não havia muitos sinais de que ele acabaria tendo uma oportunidade no beisebol. 

Pois os Diamondbacks viram potencial para Gilbert se ele fizesse uma transição para a rotação. Acabou chamado para o elenco principal no início do mês e fez três jogos saindo do bullpen. 

Para o jogo da última sexta (13), o Arizona estaria sem abridor por causa de uma lesão e um caso de covid. Gilbert foi avisado que seria o titular contra o poderoso ataque do San Diego Padres. O arremessador ainda conseguiu chamou seu pai, com quem trabalhava de eletricista há um ano, para ver de perto sua estreia como abridor.

Gilbert arremessou um no-hitter, o quarto na história de um arremessador em sua estreia como titular. O primeiro desde 1953. 

VÍDEO DA SEMANA

Chris Bassitt, dos A’s, leva uma bolada na cabeça após rebatida de Brian Goodwin, do Chicago White Sox. A cena assusta, mas o arremessador sofreu “apenas” uma fratura no rosto (“apenas” porque há sempre o temor de um traumatismo craniano ou lesão nos olhos em casos como esse).


O QUE VEM POR AÍ

Dodgers e Padres começaram o ano com ares de favoritos para a Liga Nacional Oeste, com pinta de que decidiriam quem seria o campeão da divisão e quem iria para o wildcard. Pois os dois chegam às semanas finais da temporada regular precisando muito de vitórias. Os Dodgers, para ultrapassarem o surpreendente rival San Francisco Giants na liderança da divisão. Os Padres, para conseguirem uma vaga no sufoco para o wildcard, já que o Cincinnati Reds está ameaçando roubar essa posição. O Fox Sports transmite os confrontos de terça e quarta.

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

Angels e Indians não lutam por muita coisa na temporada. Isso poderia indicar um Sunday Night Baseball esvaziado, mas o jogo será disputado em Williamsport (Pensilvânia) como o duelo festivo da Little League World Series. Com Shohei Ohtani caminhando forte para a que talvez seja a melhor temporada de um jogador na história da MLB, uma eventual grande atuação do astro japonês ganha o bônus da reação da criançada do Mundial escolar sub-12.

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY

Sexta, 20/ago
20h - Chicago White Sox x Tampa Bay Rays (ESPN App)

Domingo, 22/ago
20h - Los Angeles Angels x Cleveland Indians (ESPN)

Segunda, 23/ago
22h30 - Seattle Mariners x Oakland Athletics (Fox Sports)

Terça, 24/ago
23h - Los Angeles Dodgers x San Diego Padres (Fox Sports)

Quarta, 25/ago
23h - Los Angeles Dodgers x San Diego Padres (Fox Sports)

Sexta, 27/ago
20h - Boston Red Sox x Cleveland Indians (ESPN 2)

MAIS BEISEBOL NO ESPN APP

Sexta, 20/ago
21h30 - LMB (playoffs): Toros de Tijuana x Acereros de Monclova

Sábado, 21/ago
21h30 - LMB (playoffs): Toros de Tijuana x Acereros de Monclova

Domingo, 22/ago
21h - LMB (playoffs): Toros de Tijuana x Acereros de Monclova

Terça, 24/ago
23h - LMB (playoffs): Acereros de Monclova x Toros de Tijuana

Quarta, 25/ago
21h - LMB (playoffs): Acereros de Monclova x Toros de Tijuana

Sexta, 27/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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Mais que um teto salarial, a MLB precisa de um piso | Semana MLB

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Juventus volta a ser favorita na Itália, e o futuro de Lewandowski | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
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O Campeonato Italiano vai começar, e trazendo uma sensação familiar: a Juventus é a principal favorita ao título. Apesar de a Internazionale ser a atual campeã, o time milanês perdeu dois de seus melhores jogadores e o técnico. Enquanto isso, os alvinegros de Turim trouxeram de volta o técnico que comandou a equipe na maior parte da hegemonia na década passada. 

Na Alemanha, Lewandowski manifestou desejo de experimentar outros ares ao final da temporada. Por mais que não pretenda forçar a saída do Bayern de Munique, já é um nome forte que pode entrar no mercado daqui um ano. 

Esses foram os principais temas do podcast Futebol No Mundo desta quinta. Para ouvi-lo, vá a seu agregador de podcasts preferido ou clique aqui. A versão em vídeo desta edição segue abaixo.

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A dívida do Barcelona, Gerd Müller e início das ligas em Espanha, Inglaterra e França | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
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Tela Futebol No Mundo
Tela Futebol No Mundo []

A saída de Messi expôs a crise financeira do Barcelona, mas o presidente Joan Laporta revelou que passa de 1,3 bilhão de euros. O número assusta, e explica o porquê de o clube catalão estar agindo de maneira tão contida no mercado, inclusive deixando sair o melhor jogador de sua história.

Isso tudo acontece enquanto a temporada começa para valer em boa parte da Europa. O próprio Barcelona estreou -- e bem -- no Campeonato Espanhol. A ação começou também em Inglaterra e França. 

Esses foram os principais temas do podcast Futebol No Mundo desta quinta. Para ouvi-lo, vá a seu agregador de podcasts preferido ou clique aqui. A versão em vídeo desta edição segue abaixo.


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O jogo do “Campo dos Sonhos” foi um sucesso, o que traz novos desafios à MLB | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

Tudo foi perfeito, mais perfeito que um jogo eliminando todos os rebatedores enfrentados*. O estádio no meio da fazenda, Kevin Costner vagando pelo campo e admirando aquilo como se fosse um espectador a mais, os jogadores de Chicago White Sox e New York Yankees saindo do meio do milharal e o final apoteótico com duas viradas na última entrada. O jogo em que a MLB celebrou o filme “Campo dos Sonhos” (1989) entregou até mais do que se poderia imaginar.

O resultado dessa aposta foi espetacular. A repercussão nos Estados Unidos foi muito boa, reforçando o apelo cultural e emocional do beisebol diante do americano comum (sobretudo na relação pai-filho) e gerando enorme retorno na TV: 5,9 milhões de pessoas, maior audiência de um jogo de temporada regular desde 2005. 

Ficou evidente que criar eventos especiais no meio da longa temporada regular da MLB pode criar impulsos pontuais de audiência e fazer com que muita gente veja o beisebol com outros olhos. Não à toa, antes mesmo do arremesso inicial a MLB já havia confirmado que o evento no Campo dos Sonhos será repetido em 2022. Ótimo, não havia como ser diferente.

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No entanto, isso cria um desafio à liga: eventos são imperdíveis enquanto forem únicos. Quando se tornam lugar-comum, perdem a aura e, por mais que até mantenham alguns atrativos, não terão o mesmo impacto. Por isso, a MLB precisa pensar em como aproveitar ao máximo esses jogos especiais, sem que isso se torne comum, descartável.

Primeiro, é importante considerar que nem todo jogo terá um encaixe tão perfeito quanto o do “Campo dos Sonhos”. Alguns terão apelo maior para a TV, outros para os torcedores locais. Todos são válidos, desde que não se crie falsas expectativas sobre cada um deles. Além disso, é possível ter uma relação de diversos eventos, variando de uma temporada para outra e sempre evitando a banalização.

Por isso, aqui vão algumas ideias de eventos que a MLB poderia trabalhar para criar momentos especiais ao longo das temporadas. Alguns já foram realizados, mas poderiam se tornar periódicos.

Omaha (Nebraska): Cidade onde é disputado todo ano a College World Series, os playoffs nacionais do beisebol universitário. O TD Ameritrade é um estádio pronto para um jogo da MLB, que poderia abrigar um jogo anual das grandes ligas para marcar o início da CWS.

Campo dos Sonhos, Dyersville (Iowa): Recebeu um jogo extremamente bem sucedido neste ano e já está confirmado que receberá outro em 2022. Talvez se torne um evento anual, mas isso o tornaria banal. Entrar no calendário com alguma periodicidade, uma vez a cada dois ou quatro anos seria melhor.

Pequenos estádios históricos: Dá para tornar isso em evento periódico, revezando com o Campo dos Sonhos. Realizar partidas únicas em estádios que marcaram a história do esporte. Exemplos: Labatt Memorial Park, em London (Canadá), estádio de beisebol mais antigo do mundo, Rockwood Field, em Birmingham (Alabama), estádio de beisebol mais antigo dos EUA, Jackie Robinson Ballpark, em Daytona (Flórida), estádio que recebeu a primeira partida -- no caso, de pré-temporada -- da MLB com jogador negro.

Williamsport (Pensilvânia): A cidade recebe a Little League World Series (Mundial infantil de beisebol) e foi palco de partidas da MLB nos últimos anos, sempre na semana da LLWS. A liga parou com o evento por causa da pandemia, mas deveria retomar assim que possível.

Jogo da Little League World Series entre Venezuela e República Dominicana
Jogo da Little League World Series entre Venezuela e República Dominicana ESPN

Cooperstown (Nova York): A pequena cidade no interior de Nova York é sede do Hall da Fama do beisebol. O estádio local recebeu partidas da MLB entre 1940 e 2008, sempre na semana de introdução de uma nova classe de imortais. No entanto, eram jogos amistosos, de pouco apelo. O Hall of Fame Game deveria voltar, com um evento anual e valendo pela temporada regular. Uma celebração das figuras que construíram a grandeza do beisebol.

Montreal e Providence: Desde que a MLB foi criada, apenas uma cidade já teve franquia e hoje está fora da liga: Montreal. A maior cidade da província de Quebec tem recebido partidas de pré-temporada do Toronto Blue Jays, mas um jogo oficial teria um papel simbólico de as grandes ligas mostrarem que continuam com um pé na cidade. Providence poderia entrar no pacote pelo Providence Grays, equipe fundadora da Liga Nacional (quando não existia a Liga Americana e a MLB) que teve sucesso nos primórdios do beisebol profissional, conquistando dois títulos na década de 1880.

Louisville (Kentucky): Louisville não tem equipe na MLB, mas é a cidade com mais tradição na produção de bastões de beisebol. Partidas na cidade poderiam ser eventos em celebração ao equipamento mais importante de uma partida de beisebol. Mas só faria sentido se não fosse tão constante. Uma vez a cada quatro anos, por exemplo.

Base militar: A MLB realizou um jogo no Fort Bragg, principal instalação militar dos Estados Unidos, em 2016. A repercussão foi muito boa, mas o evento não se repetiu. A liga poderia reavivar esse jogo, eventualmente até mudando de complexos.

Mercados internacionais: A MLB já realizou partidas de temporada regular em Japão, Inglaterra, México, Porto Rico e Austrália. Os planos são de manter esses eventos, mas não custa colocar aqui na lista para reforçar a importância deles. E é possível explorar novos países, como Coreia do Sul, Taiwan, China, República Dominicana, Países Baixos e Itália.

Estádio do West Ham recebeu Boston Red Sox New York Yankees em 2019
Estádio do West Ham recebeu Boston Red Sox New York Yankees em 2019 Getty Images

Paris: O beisebol saiu dos Jogos Olímpicos para Paris-2024. A MLB poderia, dentro da agenda de jogos internacionais (item acima), estudar a viabilidade de fazer uma partida na capital francesa. Em 2024 talvez fosse difícil devido à reta final dos preparativos para os Jogos, mas eventualmente para 2023. Seria uma forma de se manter vivo no universo olímpico, pensando já no retorno para Los Angeles-2028 ou Brisbane-2032.

Grandes cidades fora da liga: Las Vegas, Charlotte, Nova Orleans, Vancouver, Salt Lake City, Nashville, Portland, Oklahoma City, Indianápolis, Buffalo… Todas essas cidades têm capacidade de sustentar uma equipe da MLB, mas não têm uma franquia. Realizar partidas em cidades como essas (poderia ser uma por ano, ou com alguma periodicidade) atrairia a atenção de mercados que certamente se consideram candidatos a receber um time no futuro. Além de ótimo retorno do público local, também ajudaria a liga a testar esses públicos.

Ligas Menores: As cidades do item acima têm equipes de ligas menores, mas a ideia aqui é diferente. Não é pegar uma grande cidade que poderia estar na MLB, mas celebrar a importância das ligas menores para a manutenção do beisebol profissional em pequenas cidades por todo o interior dos Estados Unidos. Em 2021, a MLB mudou as regras para as ligas menores, levando ao fechamento ou desfiliação de 40 equipes profissionais. Uma forma de retornar isso seria celebrar as ligas menores, organizando partidas que reforcem o vínculo das comunidades locais com seus times.

* Para ser 100% preciso, nem tudo foi perfeito. Entre as opções gastronômicas disponibilizadas aos torcedores que foram ao estádio, criaram (e serviram ao público) um cachorro quente na torta de maçã. Sim, uma torta de maçã com salsicha e mostarda. Que ideia horrível

PLAYOFFS!

O ESPN App está transmitindo a Liga Mexicana de Beisebol, que chega a seus playoffs. Os brasileiros Paulo Orlando (Águila de Veracruz) e Leonardo Reginatto (Rieleros de Aguascalientes) estão vivos na disputa. Confira a programação completa toda sexta no Semana MLB.

PERSONAGEM DA SEMANA

Nesta quarta, Miguel Cabrera rebateu um home run para o campo oposto na vitória do Detroit Tigers sobre o Baltimore Orioles por 5 a 2. Foi o 499º home run do venezuelano, e seu aproveitamento no bastão de 31,1% na carreira dificilmente cairá para menos de 30% no pouco que resta de sua carreira. Com essas marcas, ele se tornaria o sétimo jogador da história a ter uma carreira com ao menos 500 home runs e 30% de aproveitamento no bastão. Apenas Hank Aaron, Alex Rodríguez, Albert Pujols, Willie Mays, Rafael Palmeiro e Eddie Murray também têm essas marcas. Murray Mays e Aaron estão no Hall da Fama, Palmeiro não está apenas pelo fato de ter se envolvido com doping, Rodríguez ainda não é elegível ao Hall e Pujols está em atividade.

VÍDEO DA SEMANA

A abertura da partida do “Campo dos Sonhos”, claro.


O QUE VEM POR AÍ

Os encontros entre New York Yankees e Boston Red Sox sempre são quentes, mas a série com rodada dupla na terça e um jogo quarta (dias 17 e 18) tem potencial para ser especialmente decisiva. Os Red Sox estão despencando na temporada, enquanto que os Yankees apresentam uma recuperação constante. O confronto direto em Nova York representa uma chance para os Red Sox retomarem o controle de seu destino, da mesma maneira que os Yankees podem ultrapassar ou consolidar a ultrapassagem sobre o rival.

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

Los Angeles Dodgers e New York Mets chegam à reta final da temporada regular dependendo de cada vitória para diminuir a distância que os separam de San Francisco Giants e Philadelphia Phillies na luta por suas divisões. Ainda mais considerando o dinheiro que gastaram em reforços para esta temporada. Pelo duelo no montinho, a vantagem é dos Dodgers: Max Scherzer contra Carlos Carrasco, que faz apenas seu quarto jogo desde que voltou de grave lesão.

Justin Turner, do Los Angeles Dodgers
Justin Turner, do Los Angeles Dodgers Getty

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY

Sexta, 13/ago
20h - Los Angeles Dodgers x New York Mets (ESPN 2)

Domingo, 15/ago
20h - Los Angeles Dodgers x New York Mets (ESPN)

Segunda, 16/ago
21h - Oakland Athletics x Chicago White Sox (Fox Sports)

Terça, 17/ago
22h30 - New York Mets x San Francisco Giants (ESPN App)

Quarta, 18/ago
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN 2)

Sexta, 20/ago
20h - Chicago White Sox x Tampa Bay Rays (ESPN App)

MAIS BEISEBOL NO ESPN APP

Sábado, 14/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Domingo, 15/ago
19h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Terça, 17/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Quarta, 18/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo a definir

Sexta, 20/ago
21 - LMB (playoffs): Jogo a definir

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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O jogo do “Campo dos Sonhos” foi um sucesso, o que traz novos desafios à MLB | Semana MLB

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Beisebol olímpico: foi ruim, mas foi bom também. Como assim? | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

O beisebol fez uma reaparição rápida nos Jogos Olímpicos. Depois de fazer parte de sete edições seguidas entre 1984 e 2008 (as duas primeiras como esporte de demonstração), ficou de fora de Londres-2012 e Rio-2016. A modalidade retornou para Tóquio-2020, mas sua saída para 2024 já está confirmada. A aparição fugaz teve o Japão como campeão (EUA prata e República Dominicana bronze) e deixou um sabor estranho na boca do amante do esporte. Porque podia ser bem melhor, mas teve coisas interessantes.

Uma questão importante para essa percepção é a expectativa inicial. Era era péssima. Os atletas da MLB não foram liberados, e nunca se imaginou que fosse diferente. Além disso, a falta de equipes e o regulamento esquisito também poderiam tirar o interesse da competição.

Tudo isso se confirmou. O torneio foi esvaziado, com alguns confrontos repetitivos e dificuldade para o público entender qual a situação de cada time na briga pelas medalhas. No entanto, houve um lado positivo. O nível técnico e os jogos em si foram mais interessantes que o esperado.

Japão e Coreia do Sul tinham equipes quase completas, porque paralisaram suas ligas profissionais para os Jogos e não dependem tanto de atletas da MLB. Esse problema era muito mais sério com Estados Unidos, República Dominicana e México. Essas seleções montaram grupos que misturavam algumas promessas com profissionais sem espaço na MLB. 

No final, o torneio olímpico acabou contando com jogadores familiares ao público da MLB, como Todd Frazier, Tyler Austin, Edwin Jackson, Scott Kazmir, David Robertson, Masahiro Tanaka, José Bautista, Melky Cabrera, Emilio Bonifacio, Adrián González, Fernando Salas, Ramiro Peña, Ryan Goins e Ian Kinsler. EUA e República Dominicana se mostraram conjuntos competitivos, e até Israel teve capacidade de endurecer algumas de suas partidas.

José Bautista comemora home run nos playoffs de 2015, pelo Toronto Blue Jays
José Bautista comemora home run nos playoffs de 2015, pelo Toronto Blue Jays Tom Szczerbowski/Getty Images Sport

No final, dos 16 jogos, oito foram decididos por duas corridas ou menos de diferença e cinco foram definidos em entradas extras ou por corrida na nona entrada. Algumas viradas foram marcantes, como as de Japão e Coreia do Sul sobre a República Dominicana, a do Japão sobre os EUA e a dos dominicanos sobre Israel em um jogo de vida ou morte para ambos. Toda essa emoção seria ainda maior se houvesse condições para o torcedor ir ao estádio, criando ambientes fantásticos com o fanatismo da torcida japonesa.

Por isso, o beisebol sai dos Jogos Olímpicos com um torneio que não honrou o tamanho global da modalidade. Mas também mostrou que o beisebol tem capacidade de realizar uma competição de bom nível e muita emoção mesmo nessas condições. Que isso fique de lição para o caso de o esporte voltar ao programa olímpico. Mas que corrijam os erros que já se sabia que viriam.

PLAYOFFS!

O ESPN App está transmitindo a Liga Mexicana de Beisebol, que chega a seus playoffs. Os brasileiros Paulo Orlando (Águila de Veracruz) e Leonardo Reginatto (Rieleros de Aguascalientes) estão vivos na disputa. Confira a programação completa toda sexta no Semana MLB.

PERSONAGEM DA SEMANA

Eddy Álvarez fez história no beisebol olímpico. O defensor interno teve uma carreira discreta na MLB, entrando em apenas 12 jogos em 2020, com um aproveitamento no bastão de 18,9% e nenhum home run. Mas, no time olímpico americano, ele teve um lugar. Acabou selecionado como um dos porta-bandeiras da delegação dos EUA na cerimônia de abertura dos Jogos e conquistou uma medalha de prata. A história já seria boa, mas Álvarez teve outra carreira antes do beisebol: foi patinador de velocidade, e conquistou uma medalha de prata no revezamento de 5 mil metros. Assim, tornou-se o sexto atleta da história a conquistar medalha nos Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno.

VÍDEO DA SEMANA

Enquanto quase todos os olhos estavam em Tóquio, Ronaldinho Gaúcho protagonizou mais um rolê aleatório. No caso, fazer o arremesso cerimonial da partida entre Chicago White Sox e Cleveland Indians. E ele inovou, substituindo a mão pelo pé. Foi o segundo arremesso cerimonial de Ronaldinho na MLB. Em 2010, ele abriu o jogo entre Chicago Cubs e St. Louis Cardinals. Na época, usou as mãos mesmo.

O QUE VEM POR AÍ

“Campo dos Sonhos” é um dos principais clássicos entre filmes de esportes. A produção fala do amor ao esporte, da relação entre pai e filho e de como tantas pessoas comuns em algum momento tiveram sonhos de serem atletas de sucesso. O local em que foi gravado o filme, na pequenina Dyersville, Iowa (4 mil habitantes), se transformou em ponto turístico e a frase “se você construir, ele virá” ficou marcada como lema sobre como investir no esporte pode atrair o púbico. Pois, na próxima quinta (dia 12), Chicago White Sox e New York Yankees se enfrentarão em um estádio construído ao lado do campo que serviu de cenário à produção. O jogo será transmitido na ESPN 2. Imperdível.

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT

Nos últimos anos, o Chicago Cubs foi o grande protagonista do beisebol em Chicago. A franquia montou uma base competitiva, que chegou a quase todas as edições dos playoffs entre 2015 e 2020, e ainda conquistou um título em 2016. Enquanto isso, o Chicago White Sox ficava à margem, com equipes frágeis que passava por processo de reconstrução. Pois a chave virou. Os White Sox rumam firme aos playoffs, com um grupo que é capaz de brigar pelo título, enquanto que os Cubs desfizeram praticamente todo o elenco campeão de cinco anos atrás. O clássico de Chicago marca quase como uma passagem de bastão, e será a atração do Sunday Night Baseball.

Carlos Rodón, arremessador do Chicago White Sox
Carlos Rodón, arremessador do Chicago White Sox Getty Images

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY

Sexta, 6/ago
20h - New York Mets x Philadelphia Phillies (Fox Sports)

Domingo, 8/ago
20h - Chicago White Sox x Chicago Cubs (ESPN)

Segunda, 9/ago
21h - Chicago White Sox x Minnesota Twins (Fox Sports)

Terça, 10/ago
20h - Oakland Athletics x Cleveland Indians (ESPN 2)

Quarta, 11/ago
20h - Los Angeles Dodgers x Philadelphia Phillies (ESPN 2)

Quinta, 12/ago
20h - New York Yankees x Chicago White Sox (ESPN 2)

Sexta, 13/ago
20h - Los Angeles Dodgers x New York Mets  (ESPN 2)

MAIS BEISEBOL NO ESPN APP

Sábado, 7/ago
18h - LMB (playoffs): Tigres de Quintana Roo x Diablos Rojos de México

Domingo, 8/ago
15h - LMB (playoffs): Tigres de Quintana Roo x Diablos Rojos de México

Terça, 10/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo não definido

Quarta, 11/ago
21h - LMB (playoffs): Jogo não definido

Quinta, 12/ago
21 - LMB (playoffs): Jogo não definido

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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Beisebol olímpico: foi ruim, mas foi bom também. Como assim? | Semana MLB

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Brasileiro de time novo, o fim de dois campeões e toda a loucura do fechamento do mercado da MLB | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

A virada de julho para agosto sempre marca o fechamento da janela de transferências da Major League Baseball. Então, não é novidade que, nesta época do ano, o noticiário do beisebol fique mais agitado. No entanto, o que ocorreu nesta última semana é quase sem precedentes. O mercado esteve insano, com vários nomes importantes trocando de camisa e o desmanche definitivo de dois projetos campeões em temporadas recentes. 

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

Draft NBA: Cade Cunningham é selecionado na primeira escolha pelo Detroit Pistons; assista

Chicago Cubs e Washington Nationals deram adeus à base de suas equipes que conquistaram a World Series em, pela ordem, 2016 e 19. As duas franquias ainda mantinham boa parte da base das equipes campeãs, mas agitaram a bandeira branca nesta semana. Os Cubs cederam Anthony Rizzo, Kris Bryant e Javier Báez, três das principais estrelas de 2016, além de Craig Kimbrel. Os Nationals cederam Max Scherzer, Trea Turner, Kyle Schwarber e o brasileiro Yan Gomes.

Se é o início de reconstrução para essas duas equipes, a janela também marcou o investimento pesado de vários times na luta pelo título: Los Angeles Dodgers, Chicago White Sox, Oakland Athletics, San Francisco Giants, New York Yankees, New York Mets, Boston Red Sox, San Diego Padres e até os menos cotados Toronto Blue Jays e Atlanta Braves conseguiram reforços importantes.

Isso sinaliza um final de temporada empolgante, com muitas franquias apostando forte no título. Veja abaixo um resumo de tudo o que aconteceu. Estão listadas apenas as transferências de jogadores da MLB, as promessas envolvidas em muitas dessas trocas não foram listadas. As posições dos jogadores estão pela sigla em inglês (veja legenda ao final da lista). Os clubes que não aparecem na lista abaixo não receberam nenhum jogador relevante.

Kris Bryant, MVP da Liga Nacional na temporada do título do Chicago Cubs
Kris Bryant, MVP da Liga Nacional na temporada do título do Chicago Cubs Getty Images

ATLANTA BRAVES: Eddie Rosario (OF, Indians), Adam Duvall (OF, Marlins), Jorge Soler (OF, Royals), Stephen Vogt (C, Diamondbacks), Joc Pederson (OF, Cubs), Richard Rodríguez (RP, Pirates)

BOSTON RED SOX: Kyle Schwarber (OF, Nationals), Hansel Robles (RP, Twins), Austin Davis (RP, Pirates)

CHICAGO CUBS: Nick Madrigal (2B, White Sox), Codi Heuer (RP, White Sox) 

CHICAGO WHITE SOX: Craig Kimbrel (RP, Cubs), Ryan Tepera (RP, Cubs), César Hernández (2B, Indians)

CINCINNATI REDS: Mychal Givens (RP, Rockies), Luis Cessa (RP, Yankees), Justin Wilson (RP, Yankees)

CLEVELAND INDIANS: Pablo Sandoval (1B, Braves) Houston Astros: Yimi García (RP, Marlins), Kendall Graveman (RP, Mariners)

LOS ANGELES ANGELS: Adam Eaton (OF, White Sox)

LOS ANGELES DODGERS: Max Scherzer (SP, Nationals), Trea Turner (SS, Nationals), Danny Duffy (RP, Royals), Billy McKinney (OF, Mets)

MIAMI MARLINS: Austin Pruitt (RP, Astros), Jesús Luzardo (SP, Athletics)

MILWAUKEE BREWERS: Daniel Norris (RP, Tigers), Eduardo Escobar (3B, Diamondbacks), John Curtiss (RP, Marlins)

MINNESOTA TWINS: John Gant (RP, Cardinals)

NEW YORK METS: Javier Báez (SS, Cubs), Trevor Williams (SP, Cubs), Rish Hill (SP, Rays)

NEW YORK YANKEES: Anthony Rizzo (1B, Cubs), Joey Gallo (OF, Rangers), Clay Holmes (RP, Pirates), Andrew Heaney (SP, Angels)

OAKLAND ATHLETICS: Yan Gomes (C, Nationals), Josh Harrison (2B, Nationals), Starlin Marté (OF, Marlins), Andrew Chafin (RP, Cubs)

O brasileiro Yan Gomes, reforço do Oakland Athletics
O brasileiro Yan Gomes, reforço do Oakland Athletics Getty

PITTSBURGH PIRATES: Bryse Wilson (SP, Braves)

PHILADELPHIA PHILLIES: Kyle Gibson (SP, Rangers), Ian Kennedy (RP, Rangers), Freddy Galvis (SS, Orioles)

SAN DIEGO PADRES: Adam Frazier (2B, Pirates), Jake Marisnick (OF, Cubs), Daniel Hudson (RP, Nationals)

SAN FRANCISCO GIANTS: Kriss Bryant (3B, Cubs), Tony Watson (RP, Angels)

SEATTLE MARINERS: Diego Castillo (RP, Rays), Abraham Toro (2B, Astros), Joe Smith (RP, Astros), Tyler Anderson (SP, Pirates)

St. LOUIS CARDINALS: Jon Lester (SP, Nationals), JA Happ (SP, Twins)

TAMPA BAY RAYS: Nelson Cruz (DH, Twins), Jordan Luplow (OF, Indians), DJ Johnson (RP, Indians), JT Chargois (RP, Mariners)

TORONTO BLUE JAYS: José Berríos (SP, Twins), Brad Hand (RP, Nationals), Joakim Soria (RP, Diamondbacks)

WASHINGTON NATIONALS: Lane Thomas (OF, Cardinals)

Legenda das posições: SP = arremessador de rotação, RP = reliever, C = catcher, 1B = primeira base, 2B = segunda base, 3B = terceira base, SS = shortstop, OF = defensor externo (outfielder)

RELEMBRANDO

O ESPN App está transmitindo a Liga Mexicana de Beisebol, onde atuam os brasileiros André Rienzo (Tecolotes de los Dos Laredos), Paulo Orlando (Águila de Veracruz), Tiago da Silva (Generales de Durango) e Leonardo Reginatto (contratado nesta semana pelos Rieleros de Aguascalientes). Confira a programação completa toda sexta no Semana MLB.

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY

Sexta, 30/jul
20h - Boston Red Sox x Tampa Bay Rays (ESPN 2)

Domingo, 1º/ago
20h - Boston Red Sox x Tampa Bay Rays (ESPN)

Segunda, 2/ago
20h - Philadelphia Phillies x Washington Nationals (Fox Sports)

Terça, 3/ago
22h30 - San Diego Padres x Oakland Athletics (Fox Sports)

Quarta, 4/ago
21h - Atlanta Braves x St. Louis Cardinals (Fox Sports)

Quinta, 5/ago
21h - Atlanta Braves x St. Louis Cardinals (Fox Sports)

Sexta, 6/ago
20h - New York Mets x Philadelphia Phillies (Fox Sports)

MAIS BEISEBOL NO ESPN APP

Sexta, 30/jul
21h30 - LMB: Piratas de Campeche x Leones de Yucatán
21h30 - LMB: Sultanes de Monterrey x Generales de Durango

Sábado, 31/jul
18h - LMB: Tigres de Quintana Roo x Diablos Rojos de México
20h - LMB: Algodoneros de Unión Laguna x Saraperos de Saltillo

Domingo, 1º/ago
19h - LMB: Bravos de León x Guerreros de Oaxaca
20h - LMB: Olmecas de Tabasco x Águila de Veracruz

Terça, 3/ago
21h - LMB: Guerreros de Oaxaca x Pericos de Puebla
21h30 - LMB: Generales de Durango x Algodoneros de Unión Laguna
21h30 - LMB: Acereros de Monclova x Sultanes de Monterrey

Quarta, 4/ago
22h - LMB: Águila de Veracruz x Tigres de Quintana Roo
22h - LMB: Diablos Rojos de México x Piratas de Campeche

Quinta, 5/ago
21h30 - LMB: Acereros de Monclova x Sultanes de Monterrey
22h - LMB: Diablos Rojos de México x Piratas de Campeche
23h - LMB: Mariachis de Guadalajara x Toros de Tijuana

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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Brasileiro de time novo, o fim de dois campeões e toda a loucura do fechamento do mercado da MLB | Semana MLB

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Semana de confrontos diretos na luta pelos playoffs nos canais Disney | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Cubs Nationals MLB 07/10/2017
Cubs Nationals MLB 07/10/2017 Getty

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição. Como o blogueiro está de férias, esta edição conta apenas a programação de TV. Na próxima sexta (dia 30), o Semana MLB volta ao normal

MLB NOS CANAIS DISNEY

Sexta, 23/jul
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN)

Domingo, 25/jul
20h - Chicago White Sox x Milwaukee Brewers (ESPN)

Segunda, 26/jul
20h - Atlanta Braves x New York Mets (ESPN)

Terça, 27/jul
22h30 - Los Angeles Dodgers x San Francisco Giants (ESPN)

Quarta, 28/jul
20h - New York Yankees x Tampa Bay Rays (ESPN 2)

Sexta, 30/jul
20h - Boston Red Sox x Tampa Bay Rays (ESPN 2)

MAIS BEISEBOL NO ESPN APP

Sexta, 23/jul
21h - Acereros de Monclova x Tecolotes de los Dos Laredos
22h - Leones de Yucatán x Tigres de Quintana Roo

Sábado, 24/jul
18h - Pericos de Pueblas x Diablos Rojos de México
19h - Bravos de León x Mariachis de Guadalajara

Domingo, 25/jul
17h - Generales de Durango x Rieleros de Aguascalientes
19h - Leones de Yucatán x Tigres de Quintana Roo
20h - Saraperos de Saltillo x Algodoneros de Unión Laguna

Terça, 27/jul
21h10 - Diablos Rojos de México x Bravis de Léon
21h30 - Algodoneros de Unión Laguna x Generales de Durango

Quarta, 28/jul
21h - Mariachis de Guadalajara x Pericos de Puebla
21h30 - Tigres de Quintana Roo x Leones de Yucatán
21h30 - Rieleros de Aguascalientes x Saraperos de Saltillo

Quinta, 29/jul
21h - Águila de Veracruz x Guerreros de Oaxaca
21h30 - Toros de Tijuana x Sultanes de Monterrey

Sexta, 30/jul
21h30 - Piratas de Campeche x Leones de Yucatán
21h30 - Sultanes de Monterrey x Generales de Durango

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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Semana de confrontos diretos na luta pelos playoffs nos canais Disney | Semana MLB

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As ligas americanas têm um superatleta japonês, sim | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Pense em um superatleta. Duas vezes. Na primeira, concentre-se na imagem de um superatleta hipotético, como você imagina que deva ser um superatleta. Não importa a modalidade, apenas em uma visão quase idealizada. Na segunda, pense em um superatleta real, algum esportista que você veja como superatleta.

Sinto-me seguro em dizer que pouquíssimos dos leitores, se é que houve algum, visualizou um esportista oriental.

Entre os diversos estereótipos que são vinculados a japoneses, chineses e coreanos, entre outras nacionalidades, está a de menor capacidade atlética e de adaptação às circunstâncias. Tanto que, quando se vai elogiar um atleta oriental*, quase sempre isso está vinculado a “disciplina”, “dedicação” e “técnica” (normalmente misturando as três coisas em um conceito só, como “técnica afinada por disciplina e dedicação quase religiosa ao treinamento”). É raro ligar um esportista do leste da Ásia a “força”, “raça”, “vigor físico”, “talento natural”, "visão estratégica", “malandragem”, “capacidade de improviso”, “criatividade”, “liderança” ou “carisma”.

* Eu sei que o termo “oriental” é controverso dentro da comunidade (da qual faço parte, como neto de okinawanos), mas vou utilizá-lo por facilitar a compreensão e ser menos amplo que “asiático”, que pode incluir desde um libanês ou israelense até um filipino

Shohei Ohtani tem destruído esse estereótipo na atual temporada da Major League Baseball. O japonês é líder de home runs de toda a liga, além de ser o melhor arremessador da rotação e o líder em roubo de bases de sua equipe. O que ele faz exige força, explosão física, técnica, criatividade, disciplina e personalidade. 

O público e a mídia reconhecem isso, tanto que seu desempenho é o grande assunto do beisebol -- e um dos grandes dos esportes nos Estados Unidos -- neste ano, com feitos inéditos nos mais de cem anos da liga. Sua participação no Home Run Derby na última segunda foi vista por 8,7 milhões de pessoas na TV americana, número quase igual ao jogo 3 das finais da NBA na noite anterior (9 milhões). Mas ainda se vê hesitação em chamá-lo de superatleta.

Shohei Ohtani
Shohei Ohtani Getty Images

LEIA MAIS: Na semana de Alisson e Enzo Pérez, precisamos apreciar o que faz Shohei Ohtani

Uma reportagem de Alex Sabino na Folha de São Paulo mostrou como, a oito dias do início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o noticiário esportivo japonês só tem olhos para o que Ohtani faz do outro lado do Oceano Pacífico. Claro, atletas japoneses já tiveram sucesso em diversos esportes ao longo das últimas décadas. Mas nenhum da forma como Ohtani, e vê-lo (perdoe-me pelo clichê) “conquistar a América” tem um significado diferente para um asiático.

Isso se mostra especialmente relevante em um momento em que orientais são vítimas de xenofobia e racismo em diversos países do ocidente devido à pandemia de covid-19. Uma onda que atinge desde imigrantes até sino-britânicos ou nipo-americanos de terceira ou quarta geração que nem conhecem o idioma da terra de seus avós, bisavós ou tetravós. Ataques que vão desde xingamentos na rua até assassinatos, como o de cinco garotas coreanas em março em Atlanta.

Por isso, a temporada brilhante de Ohtani derruba estereótipos, mostra ao mundo que orientais podem ser admirados plenamente por sua capacidade atlética e celebrados como ídolos no ocidente. Não precisamos ter receio em falar isso. E em reconhecer que seus feitos são, de fato, coisa de um superatleta. Um superatleta oriental.

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição, mas o blogueiro sairá de férias por uma semana, então o próximo Semana MLB terá apenas a programação de TV dos dias seguintes

RELEMBRANDO

O ESPN App está transmitindo a Liga Mexicana de Beisebol, onde atuam os brasileiros André Rienzo (Tecolotes de los Dos Laredos), Paulo Orlando (Águila de Veracruz), Tiago da Silva (Generales de Durango) e Leonardo Reginatto (contratado nesta semana pelos Rieleros de Aguascalientes). Confira a programação completa toda sexta no Semana MLB.

PERSONAGEM DA SEMANA

Trey Mancini estava se preparando para a temporada 2020 da MLB quando descobriu que tinha câncer no cólon. Iniciou tratamento, fez quimioterapia até setembro. Claro, perdeu toda a temporada da MLB. Mas, em um exemplo inspirador de recuperação, em fevereiro já estava na preparação para a temporada 2021. Nesta semana, menos de um ano após sair da quimio, ele foi vice-campeão do Home Run Derby.

VÍDEO DA SEMANA

Pete Alonso foi o grande campeão do Home Run Derby. Seu desempenho foi tão admirável quanto o de Dave Jauss, treinador de banco do New York Mets e responsável pelos arremessos para Alonso no evento. Jauss teve uma incrível capacidade de colocar as bolas no ponto certo para swings perfeitos. O Twitter do Pitching Ninja fez uma sobreposição de quatro arremessos seguidos de Jauss no Home Run Derby. Impressionante a consistência.


O QUE VEM POR AÍ

A briga pela Liga Nacional Oeste promete ser a mais espetacular da segunda metade da temporada. O Los Angeles Dodgers, atual campeão, persegue o surpreendente San Francisco Giants, seu maior rival. Até agora, foram nove confrontos entre as equipes na temporada, com vantagem dos angelenos por 6 a 3. Nas próximas duas semanas, serão mais sete confrontos, quatro deles em LA. Essa sequência pode mudar o panorama dessa disputa para qualquer um dos lados. Ou mesmo para um terceiro: o San Diego Padres, que corre por fora neste momento e pode se aproximar dos adversários californianos.

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E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT...

A briga na Califórnia é espetacular, mas a Liga Americana Leste também merece atenção. O Boston Red Sox é o Giants da Costa Leste, um time com experiência de campeão, enorme tradição e lidera seu grupo, mas que não era cotado para uma grande temporada. O New York Yankees é a decepção da vez, com um beisebol inconsistente no ataque e no bullpen. No entanto, vencer uma série fora de casa contra o Houston Astros e a pausa do All-Star Game podem ajudar a dar novo impulso aos nova-iorquinos para a retomada da temporada, justamente em uma série de quatro jogos encerrada no Sunday Night Baseball. É uma ótima oportunidade de reabrir a disputa, ou consolidar de vez os Meias Vermelhas diante de seu maior rival.

Atenção que essa série será afetada pelos casos de covid-19 dos Yankees, que já provocaram o adiamento da partida que abria a série, nesta quinta.

PROGRAMAÇÃO: MLB NOS CANAIS DISNEY

Sexta, 16/jul
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN)

Domingo, 18/jul
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN)

Segunda, 19/jul
21h - Chicago Cubs x St. Louis Cardinals (ESPN)

Terça, 20/jul
21h - Chicago Cubs x St. Louis Cardinals (ESPN 2)

Quarta, 21/jul
21h - Chicago Cubs x St. Louis Cardinals (ESPN)

Sexta, 23/jul
20h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN)

MAIS BEISEBOL NO ESPN APP

Sexta, 16/jul
21h - LMB: Acereros de Monclova x Mariachis de Guadalajara
21h30 - LMB: Tecolotes de los Dos Laredos x Algodoneros de Unión Laguna

Sábado, 17/jul
19h - Saraperos de Saltillo x Sultanes de Monterrey
21h - Olmecas de Tabasco x Tigres de Quintana Roo

Domingo, 18/jul
15h - Acereros de Monclova x Diablos Rojos de México
20h - Piratas de Campeche x Leones de Yucatán

Terça, 20/jul
21h30 - Generales de Durango x Saraperos de Saltillo
22h - Tigres de Quintana Roo x Piratas de Campeche
23h - Diablos Rojos de México x Toros de Tijuana

Quarta, 21/jul
21h - Bravos de León x Guerreros de Oaxaca
21h30 - Pericos de Puebla x Águila de Veracruz

Quinta, 22/jul
22h - Leones de Yucatán x Olmecas de Tabasco
23h - Diablos Rojos de México x Toros de Tijuana

Sexta, 23/jul
21h - Acereros de Monclova x Tecolotes de los Dos Laredos
22h - Leones de Yucatán x Tigres de Quintana Roo

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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As ligas americanas têm um superatleta japonês, sim | Semana MLB

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Itália e Argentina campeãs continentais | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

A Argentina celebra seu primeiro título com seu grande craque do século 21, justamente vencendo o principal rival na casa do adversário. Menos de 24 horas depois, a Itália também cala um estádio, superando a Inglaterra em Wembley na disputa de pênaltis e conquistando a Eurocopa. Duas grandes histórias para fechar a temporada de torneios de seleções nos dois principais continentes do futebol mundial.

A edição desta semana do podcast Futebol No Mundo falou dessas duas decisões e o que esperar das equipes campeãs (e das vices, Brasil e Inglaterra) para o futuro próximo. OUça no seu agregador favorito ou neste link. A versão em vídeo está no YouTube, neste link.

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Itália e Argentina campeãs continentais | Podcast Futebol No Mundo

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Entenda o Draft da MLB | Semana MLB

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Draft da MLB em 2020
Draft da MLB em 2020 Alex Trautwig/MLB Photos/Getty Images

O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta uma nova edição

“Tem draft na MLB?”

É muito comum o fã de esportes fazer essa pergunta durante as transmissões da MLB. E a dúvida é até compreensível: enquanto que o recrutamento de jovens da NFL e da NBA é sempre cercado de muita expectativa, muita mídia, muito fuzuê e muito debate por parte dos torcedores, o da MLB às vezes nem parece ter acontecido. A repercussão é pequena na mídia, e o torcedor nem sente uma melhora significativa de sua equipe a partir de um novato recém-saído da universidade. 

Mas isso está mudando. Tanto que a Fox Sports transmitirá, pela primeira vez para o Brasil, o Draft da MLB deste ano, às 20h deste domingo. Pois agora você sabe que o draft existe no beisebol, mas agora precisa entender como ele funciona. Então, vamos a um resumo do que mais importa.

Como funciona o draft da MLB?

A estrutura básica é igual ao da NFL: os times são listados na ordem inversa à classificação final da temporada passada e selecionam os jogadores. A diferença é que não é permitido negociar essas escolhas, como é bastante comum no basquete e no futebol americano. Outra diferença é que, ao final da primeira e da segunda rodada, alguns times ainda têm escolhas extras, como bônus. Eles são concedidos para compensar equipes de mercados menores ou que perderam algum bom jogador que virou agente livre.

Quem pode ser draftado?

Essa é outra diferença importante. Na NBA e na NFL, os jogadores se inscrevem para o draft, sinalizando claramente o interesse em ingressar na liga. Na MLB não há esse processo. Desse modo, as franquias podem draftar qualquer jovem que esteja saindo do ensino médio ou que esteja nos últimos dois anos da faculdade. Ele não precisa se inscrever, por isso, é comum um garoto não aceitar o recrutamento.

Por que ele não aceitaria?

Pelos mais diversos motivos, mas os mais comuns são: ele também é promessa em outra modalidade (normalmente futebol americano) e prefere tentar a sorte nesse outro esporte, ele prefere terminar a faculdade antes ou ele foi selecionado em uma rodada ruim e acha que, se ficar mais um ou dois anos no beisebol universitário, terá mais chances de ser chamado em uma das primeiras rodadas (e, claro, receber um bônus maior pelo contrato). Um caso diferente foi o de Carter Stewart, que rejeitou a seleção do Atlanta Braves em 2018 para assinar um contrato com o beisebol japonês, onde teria perspectiva de chegar mais rápido ao time principal.

Carter Stewart, draftado pelo Atlanta Braves em 2018
Carter Stewart, draftado pelo Atlanta Braves em 2018 Getty Images

E isso vale para os estrangeiros?

São recrutáveis apenas os jovens que estejam no sistema escolar ou universitário de Estados Unidos, Canadá e Porto Rico. Estrangeiros que estejam estudando em alguma instituição desses países são draftáveis (caso do brasileiro Yan Gomes, que jogava no time da Universidade do Tennessee). Atletas de outros países que não estejam estudando são contratados como free agents (ou, no caso de japoneses, de acordo com as regras estabelecidas em  um acordo entre a MLB e a NPB). Jogadores de qualquer nacionalidade que já passaram da elegibilidade no draft e atuam em ligas independentes também são contratados como free agents.

Quantas rodadas são?

Uma cacetada. Quem está acostumado com as duas rodadas do draft da NBA ou com as sete do draft da NFL, vai ficar tonto pensando que o da MLB tem 20 rodadas. E deveria ser mais. As 20 rodadas estão em uso apenas em 2020 e 21 por causa da pandemia, que acabou atrapalhando as temporadas do beisebol escolar e universitário, e pela redução do sistema de ligas menores. O regulamento prevê 40 rodadas, o que daria 1.200 escolhas. Esse formato foi adotado em 2017, até então não havia limite. Os times iam escolhendo enquanto tivessem nomes em sua lista de interesses. E há muito jogador de sucesso na MLB que foi selecionado muito além da 20ª rodada.

Albert Pujols, um dos maiores jogadores da história, foi recrutado apenas na 13ª rodada do draft de 1999
Albert Pujols, um dos maiores jogadores da história, foi recrutado apenas na 13ª rodada do draft de 1999 Getty Image

Por que se fala pouco do draft da MLB em comparação com o da NFL e o da NBA?

No beisebol, o jogador demora mais para desenvolver seu talento. É raro um jovem sair do ensino médio ou da universidade capaz de ser produtivo na MLB. Por isso, eles passam alguns anos atuando em ligas menores (categoria de desenvolvimento) até provarem que conseguiram atingir o nível das grandes ligas. Desse modo, o jogador que sai do draft levará algumas temporadas para realmente reforçar a equipe que o escolheu, e muitas vezes isso nem acontece (ou porque ele não se desenvolve o suficiente, ou porque ele acaba negociado com outro time durante sua passagem pelas ligas menores).

Então por que estão falando tanto disso agora?

Bem, nos últimos anos o draft da MLB começou a ser visto de nova forma. Com a melhoria da capacidade de avaliação das franquias da MLB e o crescimento do beisebol universitário, cada vez mais os jogadores draftados chegam “quase prontos” ao beisebol profissional. O desenvolvimento que antes levava quatro ou cinco temporadas agora leva duas ou três em alguns casos, o que faz o torcedor perceber melhor o quanto um recrutamento bem feito realmente melhora seu time em médio prazo. Ainda mais porque várias franquias utilizaram o draft e o trabalho em ligas menores como forma de construir equipes campeãs (Kansas City Royals em 2015, Chicago Cubs em 2016, Houston Astros em 2017) ou que são candidatas ao título agora (San Diego Padres, Chicago White Sox, Tampa Bay Rays). 

Beleza, mas qual a ordem de escolhas do draft?

Vamos lá: 

1) Pittsburgh Pirates
2) Texas Rangers
3) Detroit Tigers
4) Boston Red Sox
5) Baltimore Orioles
6) Arizona Diamondbacks
7) Kansas City Royals
8) Colorado Rockies
9) Los Angeles Angels
10) New York Mets
11) Washington Nationals
12) Seattle Mariners
13) Philadelphia Phillies
14) San Francisco Giants
15) Milwaukee Brewers
16) Miami Marlins
17) Cincinnati Reds
18) St. Louis Cardinals
19) Toronto Blue Jays
20) New York Yankees
21) Chicago Cubs
22) Chicago White Sox
23) Cleveland Indians
24) Atlanta Braves
25) Oakland Athletics
26) Minnesota Twins
27) San Diego Padres
28) Tampa Bay Rays}
29) Los Angeles Dodgers

Escolhas compensatórias da primeira rodada:

30) Cincinnati Reds
31) Miami Marlins
32) Detroit Tigers
33) Milwaukee Brewers
34) Tampa Bay Rays
35) Cincinnati Reds
36) Minnesota Twins

Ei, cadê o Houston Astros??????

Os Astros foram punidos com a perda das escolhas de primeira e segunda rodada nos drafts de 2021 e 2022. Então, o time texanos poderá escolher jogadores apenas a partir da terceira rodada, na posição entre os Brewers e os Marlins.

RELEMBRANDO

O ESPN App está transmitindo a Liga Mexicana de Beisebol, onde atuam os brasileiros André Rienzo (Tecolotes de los Dos Laredos), Paulo Orlando (Águila de Veracruz), Tiago da Silva (Generales de Durango) e Leonardo Reginatto (contratado nesta semana pelos Rieleros de Aguascalientes). Confira a programação completa toda sexta no Semana MLB.

PERSONAGEM E VÍDEO DA SEMANA

Daniel Camarena cresceu na região metropolitana de San Diego, torcedor dos Padres. Foi draftado pelo New York Yankees em 2011 e, durante dez anos, ficou indo de um lado para o outro das ligas menores, sem chance de atuar na MLB. Até que essa chance veio no seu time de infância, para onde se transferiu em 2019. E, no seu segundo jogo na MLB, primeira ida ao bastão na carreira, rebateu um home run. Mais que isso, um grand slam. O primeiro de um reliever desde 1985. Ah, mais que isso ainda: em cima de Max Scherzer, um dos melhores arremessadores deste século. Uma rebatida espetacular que ajudou os Padres a virarem de 0 a 8 para 9 a 8 e vencerem o Washington Nationals.


O QUE VEM POR AÍ

O All-Star Game da MLB é o mais tradicional entre os jogos das estrelas das ligas norte-americanas, mas não é o evento mais esperado desta semana que marca o meio da temporada. O Home Run Derby tem sido emocionante um ano após o outro desde a adoção do formato atual -- em mata-mata com limite de tempo -- em 2015, e o deste ano já desperta muita expectativa pela presença de Shohei Ohtani. Os participantes serão Shohei Ohtani (Angels), Joey Gallo (Rangers), Matt Olson (Athletics), Salvador Pérez (Royals), Pete Alonso (Mets), Trey Mancini (Orioles), Trevor Story (Rockies) e Juan Soto (Nationals).

Ohtani será o primeiro asiático a disputar um Home Run Derby
Ohtani será o primeiro asiático a disputar um Home Run Derby Getty Images

E, NO PRÓXIMO SUNDAY NIGHT...

Não haverá Sunday Night Baseball no próximo domingo. Todos os jogos serão à tarde.

PROGRAMAÇÃO: MLB (e NCAA) NOS CANAIS DISNEY

Sexta, 9/jul
20h - Toronto Blue Jays x Tampa Bay Rays (ESPN 2)

Domingo, 11/jul
16h - MLB Futures Game (ESPN 2)
20h - Draft da MLB (Fox Sports)

Segunda, 12/jul
21h - Home Run Derby (ESPN)
23h - Jogo de Softbol das Celebridades (ESPN)

Terça, 13/jul
21h - All-Star Game (ESPN)

Quinta, 15/jul
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN)

Sexta, 16/jul
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN)

MAIS BEISEBOL NO ESPN APP

Sexta, 9/jul
21h - LMB: Pericos de Puebla x Guerreros de Oaxaca
21h30 - LMB: Diablos Rojos de México x Saraperos de Saltillo

Sábado, 10/jul
19h - LMB: Rieleros de Aguascalientes x Sultanes de Monterrey
20h - LMB: Diablos Rojos de México x Saraperos de Saltillo

Domingo, 11/jul
16h - LMB: Pericos de Puebla x Guerreros de Oaxaca
19h - LMB: Pericos de Puebla x Guerreros de Oaxaca
19h - LMB: Mariachis de Guadalajara x Toros de Tijuana
21h - LMB: Leones de Yucatán x Piratas de Campeche

Terça, 13/jul
21h - LMB: Saraperos de Saltillos x Rieleros de Aguascalientes
22h - LMB: Piratas de Campeche x Tigres de Quintana Roo

Quarta, 14/jul
21h - LMB: Guerreros de Oaxaca x Diablos Rojos de México
21h10 - LMB: Águila de Veracruz x Bravos de León
21h30 - LMB: Olmecas de Tabasco x Leones de Yucatán

Quinta, 15/jul
21h10 - LMB: Acereros de Monclova x Mariachis de Guadalajara
22h - LMB: Piratas de Campeche x Tigres de Quintana Roo

Sexta, 16/jul
21h - LMB: Acereros de Monclova x Mariachis de Guadalajara
21h30 - LMB: Tecolotes de los Dos Laredos x Algodoneros de Unión Laguna

Obs.: Horários de Brasília. Grades sujeitas a alteração

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Entenda o Draft da MLB | Semana MLB

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Prévia de Itália x Inglaterra e balanço das semifinais da Eurocopa | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Uma seleção buscando recuperar seu status como potência do futebol mundial contra uma que precisa de um novo título para validar sua aspiração a se tornar um gigante. Itália e Inglaterra chegaram à final da Eurocopa com grandes histórias, equipes renovadas e um trabalho coletivo muito bom de suas equipes. Ainda assim, sofreram para passar pelas semifinais, com os espanhóis tendo motivos para se considerarem injustiçados no duelo contra os italianos e dinamarqueses reclamando (com razão) da arbitragem contra os ingleses.

A sexta edição especial da Eurocopa do podcast Futebol No Mundo analisou as semifinais do torneio e projetou a grande final. Vá a seu agregador favorito para ouvir, ou então clique aqui (as edições extraordinárias não têm versão no YouTube).

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O que aconteceu com o futebol da Alemanha | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
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Após os 7 a 1 no Brasil e o título da Copa 2014, a Alemanha parecia imparável na sua busca por se tornar a nação dominante no futebol internacional. Pois, desde então, os alemães amargaram uma eliminação na primeira fase da Copa do Mundo e, agora, caíram de forma contundente para a Inglaterra na Eurocopa. Isso depois de uma primeira fase também oscilante, com apenas uma boa atuação.

A edição desta semana do podcast Futebol No Mundo analisou o momento do futebol alemão, com todo o planejamento fora de campo e os erros da seleção dentro das quatro linhas. E como há motivos para acreditar que a Alemanha tem capacidade de se recuperar rapidamente.

Para ouvir o podcast, é só ir a seu agregador preferido ou clicar neste link. Se preferir ver a gravação, a versão para o YouTube está aqui.

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Balanço das quartas de final da Eurocopa | Podcast Futebol No Mundo

Ubiratan Leal
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Itália x Espanha, Inglaterra x Dinamarca. Foram definidas as semifinais da Eurocopa após uma decisão angustiante nos pênaltis, dois jogos bastante acirrados e um que, bem, foi um passeio. Mas a decisão marcará a quarta Euro seguida com o encontro entre espanhois e italianos no mata-mata, além de seguir com o conto de fadas da Dinamarca após o caso Erikssen e o da Inglaterra que busca um título após mais de 50 anos.

A quinta edição extraordinária do podcast Futebol No Mundo analisou as quartas de final e projetou as semi da Euro. Para ouvi-la, vá a seu agregador preferido ou clique aqui (as edições especiais do podcast FNM não têm versão em vídeo).

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Itália x Espanha, Inglaterra x Dinamarca. Foram definidas as semifinais da Eurocopa após uma decisão angustiante nos pênaltis, dois jogos bastante acirrados e um que, bem, foi um passeio. Mas a decisão marcará a quarta Euro seguida com o encontro entre espanhois e italianos no mata-mata, além de seguir com o conto de fadas da Dinamarca após o caso Erikssen e o da Inglaterra que busca um título após mais de 50 anos.

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