[Programação] MLB esquenta na ESPN com vários confrontos diretos na briga pelos playoffs

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Max Scherzer, arremessador do Washington Nationals
Max Scherzer, arremessador do Washington Nationals []

Ainda falta um mês e meio para o final da temporada regular da MLB, mas a briga pelos playoffs já está quente. Muito quente, aliás. As disputas pelo título das divisões centrais da Liga Americana e da Nacional, além dos quatro wildcards das duas ligas, estão acirradíssimas, e qualquer confronto entre as equipes envolvidas pode definir o destino de um time.

O fã de esporte da ESPN poderá ver isso de perto nesta semana. Serão transmitidos cinco jogos, todos eles com equipes com chances de ir à pós-temporada. Alguns dos duelos, inclusive, envolvem times que disputam diretamente a vaga nos playoffs.

Além disso, os canais ESPN trazem o início das finais da LBF e a retomada da pré-temporada da NFL, com Oakland Raiders x Arizona Cardinals. Veja abaixo toda a programação de esportes americanos da ESPN e não perca nada.

SÁBADO, 10 DE AGOSTO

BEISEBOL (Little League World Series)
12h - Final região Meio-Oeste (WatchESPN)
14h - Final da região da Nova Inglaterra (WatchESPN)
16h - Final da região Nordeste (WatchESPN)
18h - Final da região dos Grandes Lagos (WatchESPN)
20h - Final da região do Meio-Atlântico (WatchESPN)
22h - Final da região Oeste (WatchESPN)

SOFTBOL (Little League World Series)  
13h - Jogo a definir (WatchESPN)
17h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
20h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
23h30 - Jogo a definir (WatchESPN)

LACROSSE (Major League Lacrosse)
21h - Denver Outlaws x Chesapeake BayHawks (WatchESPN)

DOMINGO, 11 DE AGOSTO

MLB
20h - Philadelphia Phillies x San Francisco Giants (ESPN)

WNBA
 19h - Connecticut Sun x Las Vegas Aces (ESPN Extra)

BEISEBOL (Junior League World Series)
12h - Jogo a definir (WatchESPN)
15h - Jogo a definir (WatchESPN)
18h - Jogo a definir (WatchESPN)
21h - Jogo a definir (WatchESPN)

SOFTBOL (Little League World Series)  
14h - Jogo a definir (WatchESPN)
17h - Jogo a definir (WatchESPN)
20h - Jogo a definir (WatchESPN)
23h - Jogo a definir (WatchESPN)

SEGUNDA, 12 DE AGOSTO

20h30 - ESPN LEAGUE (ESPN)

21h - DESAFIO DE TALENTOS (ESPN)

MLB
20h - Boston Red Sox x Cleveland Indians (ESPN 2)

BEISEBOL (Junior League World Series)
12h - Jogo a definir (WatchESPN)
15h - Jogo a definir (WatchESPN)
18h - Jogo a definir (WatchESPN)
21h - Jogo a definir (WatchESPN)

SOFTBOL (Little League World Series)  
14h - Jogo a definir (WatchESPN)
17h - Jogo a definir (WatchESPN)
20h - Jogo a definir (WatchESPN)
23h - Jogo a definir (WatchESPN)

TERÇA, 13 DE AGOSTO

MLB
20h - Cincinnati Reds x Washington Nationals (ESPN)

BEISEBOL (Junior League World Series) 
12h - Jogo a definir (WatchESPN) 
15h - Jogo a definir (WatchESPN) 
18h - Jogo a definir (WatchESPN) 
21h - Jogo a definir (WatchESPN)

SOFTBOL (Little League World Series - playoffs)   
20h - Jogo a definir (WatchESPN) 
22h30 - Jogo a definir (WatchESPN)

QUARTA, 14 DE AGOSTO

MLB
20h - Chicago Cubs x Philadelphia Phillies (ESPN)

WNBA
21h - Connecticut Sun x Phoenix Mercury (ESPN 2)

BEISEBOL (Junior League World Series) 
12h - Jogo a definir (WatchESPN) 
15h - Jogo a definir (WatchESPN) 
18h - Jogo a definir (WatchESPN) 
21h - Jogo a definir (WatchESPN) 

SOFTBOL (Little League World Series - final)
23h - Jogo a definir (WatchESPN) 

QUINTA, 15 DE AGOSTO

NFL
21h - Oakland Raiders x Arizona Cardinals (ESPN)

BEISEBOL (Little League World Series) 
14h - Jogo a definir (WatchESPN)
16h - Jogo a definir (WatchESPN)
18h - Jogo a definir (WatchESPN)
20h - Jogo a definir (WatchESPN)

BEISEBOL (Junior League World Series) 
17h - Jogo a definir (WatchESPN) 
20h - Jogo a definir (WatchESPN)

SEXTA, 16 DE AGOSTO

19h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - Cleveland Indians x New York Yankees (ESPN)

LBF (final)
20h - Campinas x Sampaio Correa (ESPN Extra)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 10 de agosto, 13h.

Fonte: Ubiratan Leal

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Por que os Red Sox demitiram seu presidente menos de um ano após ganharem a World Series

Ubiratan Leal
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Dave Dombrowski
Dave Dombrowski Getty Images

A torcida do Boston Red Sox ainda estava pensando na derrota para o New York Yankees na noite deste domingo quando recebeu mais uma paulada: Dave Dombrowski, presidente da franquia, foi demitido menos de um ano depois de construir o elenco campeão da MLB. A notícia apenas reforça a sensação de que as chances de playoffs estão tão pequenas que o próprio clube já considera que a temporada 2019 virtualmente acabou.

Pode soar estranho um time demitir o principal responsável por montar o elenco que levou a World Series, mas há bons motivos para entender essa decisão. E todos eles indicam uma provável mudança na forma de se trabalhar o elenco no Fenway Park.

Dombrowski foi contratado no meio da temporada 2015. Naquele momento, os Red Sox vinham com a pior campanha da Divisão Leste da Liga Americana (posição confirmada ao final da temporada), completando uma sequência de três últimos lugares em um período de quatro anos (curiosamente, a equipe conquistou a World Series na única temporada em que não foi lanterna). Havia um entendimento de que o Boston precisava de resultados imediatos, não podia se dar ao luxo de ficar mais alguns anos no limpo de uma reconstrução.

Para essa missão, Dombrowski era o nome ideal. Quando tem dinheiro de sobra em mãos, ele sabe montar times fortíssimos. Fez isso com o Detroit Tigers no começo da década e não foi diferente em Boston. Manteve os bons jogadores dos Red Sox e não teve pudor em negociar para trazer jogadores de peso nas posições que faltavam. Ao longo de sua passagem, contratou ou trocou para ter Chris Sale, Drew Pomeranz, David Price e Nathan Eovaldi na rotação, Craig Kimbrel como fechador, Mitch Moreland para a primeira base e JD Martínez para preencher o vazio deixado por David Ortiz na posição de rebatedor designado.

Em 2016 e 17, os Red Sox chegaram aos playoffs, mas caíram na série de divisão para Cleveland Indians e Houston Astros. Em 2018, reconquistou o título após uma campanha de 108 vitórias na temporada regular, um recorde na história da franquia.

Missão cumprida.

O problema era o futuro. Dombrowski não é muito bom em pensar o futuro. Para montar seus esquadrões, o dirigente sempre usou dois expedientes muito comuns e, de certa forma, simplista: ofereceu muito (muito mesmo) dinheiro aos melhores agentes livres e não teve medo em ceder as principais promessas da base em troca de jogadores de nome. No curto prazo funciona bem. No longo prazo, a folha salarial fica altamente comprometida e, quando algo sai do planejado, não há de onde buscar uma reposição. Ou porque a base não tem talentos realmente promissores, ou porque o dinheiro para trazer um jogador de fora está limitado.

O Boston Red Sox está neste momento. O time de 2018 foi campeão, mas dando sinais de problemas. O bullpen não funcionava tão bem (um problema crônico de Dombrowski, torcedor dos Tigers que o digam), mas alguns jogadores cresceram nos playoffs e Alex Cora foi habilidoso ao usar membros da rotação que estivessem de folga para cobrir buracos nas entradas finais. Em 2019, esse problema explodiu, ainda mais porque a rotação caiu demais de rendimento.

Para piorar, alguns jogadores-chave, como Mookie Betts e JD Martínez, estão em fase de renegociação de contrato. A torcida quer a permanência de ambos, mas a folha salarial continua muito comprometida com jogadores como Sale e Price, que têm contratos tão grandes quanto a quantidade de jogos que perdem todo ano por problemas físicos.

Os donos dos Red Sox provavelmente perceberam que, se mantivessem a linha de trabalho de Dombrowski, a tendência é que esses problemas se agravariam no longo prazo. Tudo para evitar o risco de o Boston virar uma nova versão dos Tigers, que estão há anos (e ainda passarão mais alguns) no fundo da tabela em um doloroso processo de reconstrução do elenco. Assim, decidiram trocar o comando para tentar uma retomada rápida, que talvez seja feita sem que os resultados em campo caiam tanto assim.

É o que a torcida espera.

Fonte: Ubiratan Leal

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Tyler Skaggs morreu após consumo de substâncias proibidas, com suspeita de participação de funcionário do time

Ubiratan Leal
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Tyler Skaggs durante a partida entre Los Angeles Angels e Minnesota Twins em maio de 2019
Tyler Skaggs durante a partida entre Los Angeles Angels e Minnesota Twins em maio de 2019 Getty Images

Após dois meses de exames e investigações preliminares, a polícia do Condado de Tarrant (região de Dallas) divulgou o primeiro relatório sobre a causa da morte de Tyler Skaggs, arremessador do Los Angeles Angels. O jogador teria consumido uma mistura de álcool com oxicodone e fentanil, duas drogas utilizadas para o combate a dor, morrendo sufocado no vômito causado pela overdose. Segundo as autoridades, é possível que um funcionário (não houve divulgação do nome) poderia ter ajudado a fornecer as substâncias.

As informações motivaram diversas partes a buscar culpados ou co-responsáveis. Oxicodone e fentanil são opioides proibidos pela Major League Baseball e só podem ser compradas com prescrição médica. Apesar de terem efeito analgésico, elas podem causa dependência e afetarem gravemente a respiração quando misturadas com álcool.

A família Skaggs afirmou em comunicado que a mistura dessas substâncias é fora do perfil de Tyler. Além disso, indicou que deve apertar o cerco contra eventuais co-responsáveis. “Estamos chocados em descobrir que isso pode envolver um funcionário do Los Angeles Angels. Não descansaremos até descobrir a verdade sobre como Tyler teve posse desses narcóticos, incluindo quem forneceu a ele. Para isso, contratamos o advogado Rusty Hardin para nos ajudar.” Hardin é conhecido no meio esportivo do Texas por já ter trabalhado em casos de jogadores como Roger Clemens, um dos maiores arremessadores da história e também envolvido em doping.

Os Angels voltaram a afirmar que estão colaborando com as autoridades texanas desde o início e não puderam dar mais informações pelo fato de a investigação ainda estar em andamento. Se confirmada sua participação de um funcionário seu, o clube provavelmente tentará mostrar que a ação foi independente, sem que a direção ou a comissão técnica tivesse conhecimento. 

É relativamente comum jogadores de beisebol terem treinadores próprios e adotarem rotinas de preparação orientadas por eles, mas isso ocorre mais entre uma temporada e outra. Durante o campeonato, isso fica mais a cargo da comissão técnica do time. De qualquer forma, como Skaggs tinha um histórico de muitas contusões ao longo da carreira, talvez os Angels apostem na ideia de que ele estaria se automedicando contra dores para seguir jogando normalmente.

O caso tende a ficar mais complexo porque as investigações não ficarão apenas com a polícia do Texas e com a equipe do advogado contratado pela família de Skaggs. Por se tratar de um provável doping, a MLB já anunciou que fará sua própria apuração das circunstâncias em torno da morte do arremessador.

Skaggs, 27 anos, foi encontrado morto na tarde de 1º de julho no quarto do hotel em que seu time se concentrava para a partida contra o Texas Rangers naquela noite. A polícia texana não havia divulgado a causa da morte, limitando-se a informar que não havia indícios de violência ou de suicídio. As primeiras informações mais consistentes vieram nesta sexta (30), com a chegada do resultado dos exames toxicológicos.

Fonte: Ubiratan Leal

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Vai começar mais uma temporada do futebol americano universitário. Mas o torneio precisava ser tão inchado?

Ubiratan Leal
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Clemson x Alabama
Clemson x Alabama Getty Images

Quando Florida Gators e Miami Hurricanes entrarem no gramado do estádio Camping World, em Orlando, no próximo sábado, estarão dando início a mais uma temporada do futebol americano universitário. Serão centenas de jogos de estádios lotados, bandas marciais com marchinhas, churrasco em estacionamentos e estudantes insanos aproveitando os loucos anos na faculdade. Tudo isso espalhado por 130 instituições. Sim, 130.

Oficialmente, a primeira divisão é dividida em FBS e FCS (na prática, são duas divisões diferentes e só a FBS pode levar ao título nacional), a primeira com 130 e a segunda com 124 universidades. Isso gera inchaço? Sim. Isso gera grande desnível técnico? Com certeza, com várias lavadas quando instituições mais tradicionais enfrentam as mais fracas. Isso dá espaço a muitos times e jogadores ruins? Claro, impossível ter 250 (ou 125) times só com gente de nível alto ou médio.

No entanto, essa é uma das virtudes do futebol americano — e do basquete — universitário. Se a FBS tivesse um formato mais enxuto, teria uma formação parecida com essa: Alabama, Arizona, Arizona State, Army, Auburn, Boise State, California, Clemson, Florida, Florida State, Georgia, Iowa, LSU, Miami, Michigan, Michigan State, Mississippi State, Missouri, Nebraska, Northwestern, Notre Dame, Ohio State, Oklahoma, Oklahoma State, Ole Miss, Oregon, Penn State, South Carolina, Stanford, TCU, Tennessee, Texas, Texas A&M, UCLA, UCF, USC, Virginia Tech, Washington, Washington State e Wisconsin. Fiz essa lista de cabeça, elencando 40 programas esportivos com alguma força e tradição no futebol americano. Algumas certamente mereciam ter entrado, mas a questão não é ranquear as universidades mais fortes, apenas demonstrar o que seria mais ou menos a elite.

Tudo bem, montar um campeonato universitário apenas com esses times seria espetacular, com nível de equilíbrio e emoção equivalente (ou até superior) ao da NFL. No entanto, não podemos perder de vista que, teoricamente, o objetivo de todo esse aparato do esporte universitário americano é dar oportunidades de ensino superior por meio do esporte. A prioridade (ao menos em teoria) não é criar um supercampeonato esportivo, mas dar espaço a mais gente para usar o futebol americano como forma de viabilizar sua formação universitária. Ou seja, esse enxugamento tiraria de centenas de estudantes a oportunidade de terem bolsas de estudo.

Mesmo do ponto de vista esportivo, porém, há bons motivos para defender o inchaço da NCAA. Por mais profissionalizada que seja a captação de talentos no esporte universitário americano, muita gente boa acaba escapando dos principais programas. Até porque nem sempre o tempo de amadurecimento técnico de um adolescente de ensino médio que se transforma em um jovem adulto universitário é linear. Alguns já mostram talento acima da média na high school. Outros demoram mais para estourar. E, pela demora, acabam conseguindo vaga apenas em uma equipe universitária mais fraca.

Carson Wentz, estrela do Philadelphia Eagles, estudou e jogou no North Dakota State Bisons, da FCS. Khalil Mack, do Oakland Raiders, saiu da Universidade de Buffalo. Ben Roethlisberger, símbolo do Pittsburgh Steelers, estudou na Universidade de Miami. Mas não nos Hurricanes, da Miami da Flórida, mas nos RedHawks, da Miami de Ohio. Adam Vinatieri, talvez o maior kicker da história, defendia a South Dakota State Jackrabitts, da segunda divisão. E há dezenas de exemplos como esses na NFL.

A maior parte desses jogadores só foi identificada porque suas equipes tiveram oportunidade de jogar nos inchados torneios da NCAA. Em uma modalidade que praticamente não conta com ligas menores, ligas de desenvolvimento ou ligas estrangeiras como parte do processo de formação de jogadores (algo que existe na NBA, na MLB e na NHL), toda a base é feita na universidade. E, quanto mais gente tiver oportunidade para jogar, melhor.

Fonte: Ubiratan Leal

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Vai começar mais uma temporada do futebol americano universitário. Mas o torneio precisava ser tão inchado?

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O mascote mais carismático dos esportes americanos pode virar free agent e trocar de time

Ubiratan Leal
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Phillie Phanatic brinca com torcedor do Philadelphia Phillies durante jogo contra o Arizona Diamondbacks
Phillie Phanatic brinca com torcedor do Philadelphia Phillies durante jogo contra o Arizona Diamondbacks Getty Images

Ele é verde e peludo, tem uma boca-nariz de tamanduá, uma barriga avantajada, faz suas brincadeiras sem noção de onde está o limite e é amado por todos na Filadélfia. Em seus 40 anos de existência, o Phillie Phanatic se tornou um símbolo do Philadelphia Phillies e a referência de mascote nos esportes americanos. Mas ele pode deixar o clube. Inclusive, ele pode até ficar aberto para negociar uma transferência para outra equipe. E isso não é uma historinha para ganhar cliques em redes sociais. É o eventual resultado de uma disputa jurídica que envolve os Phillies e os criadores do Phanatic.

A história começa em 1978. Os Phillies tinham dois mascotes: Phil e Phyllis, um casal vestindo roupas da época da independência americana. A diretoria percebeu que precisava de algo diferente, pois ambos tinham interações limitadas até pela concepção dos bonecos. Assim, o clube contratou a Harrison/Erikson, empresa especializada no desenvolvimento de personagens, mascotes e marionetes que ficou conhecida pela criação de alguns personagens dos Muppets, como Miss Piggy.

A Harrison/Erikson criou o Phanatic. E o impasse está nesse projeto. O que a empresa realmente fez?

Segundo os Phillies, toda a ideia do mascote, do conceito básico de sua forma até a personalidade brincalhona, veio de um dirigente do time e a Harrison/Erikson apenas deu forma ao pedido e desenvolveu uma fantasia. A empresa discorda, alegando que teve uma parcela muito maior na concepção final do personagem, incluindo sua biografia como uma criatura exótica originária das Ilhas Galápagos (Equador).

Na época, os Phillies pagaram US$ 5.900 pelo serviço e teriam direito ao uso do personagem em aparições na TV, em eventos e em ações comerciais. Mas, pelo mesmo acordo, a Harrison/Erikson ganharia uma parcela de direitos autorais pelo desenvolvimento de produtos com tema no Phanatic. Até 1980, a empresa havia recebido US$ 200 mil.

O problema é que a Harrison/Erikson sentiu que tinha pouco controle de sua criação e processou os Phillies já em 1979. A empresa tinha os direitos autorais do personagem, mas o havia registrado como “escultura artística”, medida que foi vista pelo clube como tentativa de burlar o sistema porque, na época, era proibido registrar uma fantasia.

Em 1984, as partes chegaram a um acordo. Os Phillies pagaram US$ 215 mil e a Harrison/Erikson assinou um acordo de “vender, transferir e ceder aos Phillies todos seus direitos, títulos e interesse no e para o mascote e em e para todas as reproduções e retratos de todo ou parte do mascote e qualquer mídia, onde quer que seja e para sempre”.

Esse trecho do contrato, publicado pela Sports Illustrated, parece deixar claro que tudo está nas mãos dos Phillies e não havia mais motivos de preocupação. Mas não é tão simples assim.

Phillie Phanatic em carro de cachorro-quente com Raul Ibanez
Phillie Phanatic em carro de cachorro-quente com Raul Ibanez Getty Images

No ano passado, a Harrison/Erikson enviou uma carta aos Phillies dizendo que pode encerrar o contrato de cessão dos direitos do Phanatic em 15 de junho de 2020. O motivo é que os Phillies não podiam considerar a proteção autoral e produtos que tomassem base no trabalho já existente (a criação do Phanatic), mas que também tinha elementos originais suficientes para ser visto como um trabalho diferente.

Segundo a franquia, a empresa exigiu uma “quantidade absurda de dinheiro” e, se o pedido não for atendido, poderia processar os Phillies, encerrar o contrato e até negociar o uso do Phanatic com outra equipe qualquer. Sim, o Phillie Phanatic poderia virar um agente livre e ser contratado por outro time, que poderia ser até de outro esporte.

Os Phillies processaram a Harrison/Erikson de volta por querer encerrar o acordo válido “para sempre”. Se o caso efetivamente for à Justiça, o time tem boas chances de ganhar. Como o caso se desenrolou no final dos anos 70 e início dos 80, não há registro das conversas (cópia de e-mail, por exemplo), apenas o contrato de prestação de serviço em 1978 e o contrato de 1984 com a cessão dos direitos. Ainda assim, a tendência é que os dois lados negociem um acordo antes que o Phanatic saia de ação por estar em um impasse judicial.

Phillie Phanatic exibe tênis exclusivo ao lado de Bryce Harper
Phillie Phanatic exibe tênis exclusivo ao lado de Bryce Harper Getty Images

Fonte: Ubiratan Leal

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Torcedor foi testar velocidade de seu arremesso durante um jogo. E acabou contratado

Ubiratan Leal
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Nathan Patterson
Nathan Patterson Instagram

Ser um atleta profissional é difícil. Muito difícil. Extremamente difícil. E, toda vez que você vê um atleta de altíssimo rendimento fazer algo e pensar “isso eu também faço” ou, ainda mais ousado, soltar um “eu faria melhor”, pode ter certeza que você tem 99,99999% de chance de não chegar nem perto. Se qualquer um pudesse praticar esporte naquele nível, os atletas não seriam tão bem pagos.

Mas o americano Nathan Petterson está no 0,00001% que, quando pensa “isso eu também faço”, realmente faria.

Como milhares de adolescentes americanos, Patterson havia jogado beisebol durante o ensino médio. Era arremessador no time de sua escola, mas não foi draftado e seguiu sua vida normalmente. Como milhares dos adolescentes, diga-se.

Até que, em agosto de 2018, ele foi a um jogo do Nashville Sounds, time de triple-A (liga menor imediatamente abaixo da MLB). O clube havia colocado uma jaula de arremessos com radar e os torcedores podiam ir lá e testar a velocidade de sua bola rápida. A maioria fica no patamar de amadores, entre 50 e 80 milhas/hora. Mas Patterson soltou o braço e o painel indicou: 96 milhas/hora. Um índice semelhante ao de jogador da MLB.

Patterson não arremessava com energia máxima desde que deixou o ensino médio, mas se animou com a força que seu braço ainda tinha. Resolveu investir em uma carreira tardia no beisebol. Treinou em academias especializadas para ver se mantinha a velocidade com constância e precisão e ainda entrou em uma liga amadora para ter mais experiência em jogo. Nesse meio-tempo, chegou a fraturar o punho em um acidente de carro, mas foi na mão esquerda (ele é destro).

Até que, em julho deste ano, Nathan estava em um jogo do Colorado Rockies e testou novamente seu braço. De novo 96 milhas/hora. Seu irmão, Christian, filmou e jogou nas redes sociais. E o vídeo viralizou.

Duas semanas depois, Patterson anunciou em suas redes sociais que havia assinado um contrato com o Oakland Athletics. Trata-se de um acordo para ligas menores, onde o arremessador iniciará sua preparação em um nível profissional para, eventualmente, ascender e chegar à MLB. Com 23 anos, ele precisa subir rápido para efetivamente ter uma oportunidade.

De acordo com Patterson, a conversa com os A’s vinha desde fevereiro, motivada pela demonstração no jogo do Nashville Sounds (que era filiado ao Oakland no ano passado). Mas a confirmação do contrato veio depois do vídeo no jogo dos Rockies se espalhar nas redes sociais.

Na postagem em que anuncia sua contratação, Patterson diz que a história ainda não acabou. “Estou escrevendo os próximos capítulos e estou animado com essa jornada. Hora de ficar ainda mais focado, trabalhar ainda mais duro, e tudo começa com sua mentalidade.”

Fonte: Ubiratan Leal

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O mercado da MLB está parado a apenas 5 dias de seu fechamento. Por quê?

Ubiratan Leal
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Madison Bumgarner está de saída dos Giants?
Madison Bumgarner está de saída dos Giants? Getty Images


Dia 31 de julho, 16h no horário de Nova York (17h de Brasília). É este o prazo limite para a negociação de jogadores da Major League Baseball na atual temporada. Depois disso, nada feito. Não há nem o mês extra de negociações limitadas que existiam nos anos anteriores. Ou seja, quem quer reforçar o seu elenco tem apenas cinco dias restando. E ninguém está fazendo nada. O que acontece?

Um mercado agitado é uma necessidade estratégica de qualquer liga. Basta ver como a NBA tomou conta do noticiário esportivo americano nos dias da abertura da janela de negociação de agentes livres. Seus times, suas marcas e seus patrocínios aparecem mesmo sem algo relevante ocorrendo em campo ou em quadra. A MLB sempre teve isso, com contratos zilionários sendo assinados entre uma temporada e outra. Mas a temperatura baixou demais nos últimos dois anos, mesmo para as trocas finais de meio de campeonato.

Um problema do beisebol é que a janela de transferências se fechava oficialmente em 31 de julho, mas era possível realizar negociações com algumas restrições até 31 de agosto. Para dar mais força a 31 de julho como marco de mercado, a MLB encerrou a janela de agosto. A partir de 2019, tem de trocar até 31 de julho e ponto. A tendência é que tudo ficaria mais agitado, com várias trocas e muita repercussão na mídia.


O que a liga não esperava é que a temporada estivesse tão incerta até esse momento. Entre times que lutam por título de divisão ou por uma vaga de wildcard, apenas sete das 30 equipes podem se considerar completamente fora da briga por playoff. A saber: Chicago White Sox, Toronto Blue Jays, Kansas City Royals, Detroit Tigers, Baltimore Orioles, Seattle Mariners e Miami Marlins. Outros seis times (Texas Rangers, San Diego Padres, Colorado Rockies, Pittsburgh Pirates, Cincinnati Reds e New York Mets) vivem situação muito difícil, mas estão a uma sequência de cinco vitórias de entrar na disputa. E três (Arizona Diamondbacks, Los Angeles Angels e San Francisco Giants) estão no meio da confusão, mas não se sabe se terão fôlego para seguir ali até o fim da temporada.

O resultado disso é que poucos times têm motivos claros para se desfazer de seus jogadores. Na realidade, apenas os times completamente fora da briga estarão abertos a negociar seus melhores jogadores. As franquias que correm por fora até sabem que não passarão de fase, mas viram que os times atuais não são tão ruins e talvez valesse a pena manter a base para, com alguns reforços, entrar firme na temporada 2020. Isso significa que até devem negociar seus atletas, mas farão jogo duro -- leia-se: pedir alto por cada troca -- com os interessados porque não têm tanto interesse assim em se desfazer do elenco.

Esse cenário torna o mercado muito arriscado. Muitos times estão em um limbo de não saber se vão ou não brigar pela classificação, ou seja, se entram nas conversas para trazer ou para fornecer reforços. E, entre os que devem fornecer, o preço cobrado (nível dos jovens exigidos) por cada jogador que saia será alto.


No meio disso, aparecem nomes como Madison Bumgarner e Will Smith (Giants), Noah Syndergaard (Mets), Zack Greinke (Diamondbacks), Felipe Vázquez (Pirates), Hunter Pence e Mike Minor (Rangers). Jogadores que certamente farão barulho se trocarem de camisa.

O resultado disso é que muito time está esperando até este fim de semana para saber de que lado da mesa de negociação está. E também para avaliar bem qual o poder de barganha do time do outro lado da conversa. O mercado deve ficar agitado a partir da próxima segunda, mas provavelmente alguns negócios bombásticos não ocorrerão simplesmente porque não haverá tempo hábil para os dois times chegarem a um acordo ou porque algumas equipes não sabiam se brigavam ou não pela classificação.

Uma boa notícia (temporada equilibrada e emocionante) acaba tendo um efeito colateral (mercado frio). Fica a lição, e talvez a ideia de a MLB mudar a data-limite para negociação, talvez para 15 de agosto, por exemplo.

Fonte: Ubiratan Leal

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O mercado da MLB está parado a apenas 5 dias de seu fechamento. Por quê?

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Há 50 anos, acontecia algo mais improvável que o homem chegar à lua: um home run de Gaylord Perry

Ubiratan Leal
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A data não é precisa, porque a história não foi registrada no momento e acabou virando lembrança contada tempos depois. Há até quem conteste a veracidade dela. Mas teria ocorrido em 1962 ou 63. Gaylord Perry, arremessador do San Francisco Giants, fazia aquecimento como rebatedor antes de uma partida e acertava várias rebatidas em linha. Contatos relativamente fortes, o que deixou Harry Jupiter, repórter do San Francisco Examiner, animado.

O jornalista comentou com Alvin Dark, técnico dos Giants, que o tal arremessador parecia ter força nas rebatidas. Talvez até conseguisse um home run mais hora, menos hora. Naquela altura, era compreensível Jupiter não conhecer Perry. O arremessador estava em suas primeiras temporadas, e só se tornou membro fixo da rotação do San Francisco justamente em 1963. Isso não impediu Dark de ser taxativo ao responder:

- Esquece. Um homem chegará à lua antes de Perry rebater um home run.

A referência lunar não era tão acidental. Os Estados Unidos estavam iniciando seu projeto de levar o homem à lua e a corrida espacial era tema recorrente. Mas o técnico sabia do que estava falando. Perry passou a se destacar como um dos melhores arremessadores da MLB. Em 1964, teve um ERA de 2,75. Teve uma queda em 1965, mas se recuperou em 66, iniciando uma série de quinze temporadas seguidas com ERA abaixo de 3,5. Nesse período todo, levou dois prêmios Cy Young. Claro, foi para o Hall da Fama. Mas ele não sabia rebater.

Considerando apenas temporadas completas, seu aproveitamento no bastão nunca chegou a 19%. Força também não era a dele: apenas quatro rebatidas extrabase (todas duplas) nos sete primeiros anos de carreira.

Enquanto Perry não descobria como rebater, os cientistas norte-americanos aprendiam rápido o que era preciso fazer para colocar o homem à lua antes da União Soviética. Em 16 de julho, a Nasa lançou o foguete Saturno 5, dando início à missão Apollo 11. Quatro dias depois, exatos 50 anos atrás, o módulo Eagle aterrissou no solo lunar. De lá saiu Neil Armstrong, que deu "um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade". O homem, enfim, havia chegado à lua.

Neil Armstrong pisando na lua, em 1969
Neil Armstrong pisando na lua, em 1969 Divulgação - Nasa

Perry não pôde ver esse momento histórico. Ele estava em campo, defendendo os Giants contra o Los Angeles Dodgers. Eram 13h17 em São Francisco. Às 13h51, Claude Osteen, arremessador dos Dodgers, deixou uma bola rápida pendurada na parte alta da zona de strike. Gaylord Perry foi para o swing com força. A bola voou, voou, voou e... foi para a arquibancada. Perry, enfim, havia rebatido um home run.

A previsão de Alvin Dark estava certa. Por 34 minutos.

Fonte: Ubiratan Leal

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Há 50 anos, acontecia algo mais improvável que o homem chegar à lua: um home run de Gaylord Perry

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Londres recebeu um dos jogos do ano no último domingo em qualquer esporte, e não estou falando de Wimbledon

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Era mais que uma questão de talento ou qualidade técnica, era também de resistência. Dois oponentes lutam por horas e horas sob o sol de um domingo de verão londrino em busca do título. O equilíbrio era tamanho que foi necessária a aplicação de uma nova regra para desempatar a decisão. Não, não é Novak Djokovic x Roger Federer na decisão de Wimbledon. Foi a batalha entre Inglaterra e Nova Zelândia na final da Copa do Mundo de Críquete, provavelmente o maior jogo da história da competição e um dos maiores da história da modalidade.

Para completos iniciantes no críquete, como provavelmente são 90% dos leitores desse texto, é difícil entender o quão equilibrado foi o jogo. Mas a matemática dá uma ajuda. A Copa do Mundo adota o formato ODI (one-day international), com 50 overs de 6 arremessos. Ou seja, são 300 arremessos recebidos por cada time. E os dois lados terminaram iguais em 241 corridas.

Quão raro é isso? Já foram realizados mais de 4 mil partidas de ODI entre seleções, em apenas 40 o placar terminou empatado (menos de 0,01%). Em Copas do Mundo, esse foi o quinto caso.

Mas a própria forma como esse empate se desenhou foi especialmente angustiante. A Nova Zelândia estabeleceu a meta, e, durante todo seu innings (turno ofensivo), a Inglaterra -- que é chamada apenas de “Inglaterra”, mas representa ingleses e galeses -- tinha dificuldade em seguir no mesmo ritmo de corridas/overs. Só conseguiu igualar no final com duas jogadas surreais, com o defensor neozelandês pisando na borda do campo com a bola na mão (transformando uma eliminação em seis corridas) e com um arremesso da defesa batendo no bastão de um inglês que se atirava desesperadamente para se salvar, desviando a bola para fora do campo. Mais seis corridas.

Jogadores durante a final da Copa do Mundo de críquete
Jogadores durante a final da Copa do Mundo de críquete Getty Images

Com o placar empatado, hora do superover. Mais um empate, dessa vez em 15 corridas. Até a edição de 2015 do Mundial, o título seria dividido. Mas, neste ano, o Conselho Internacional de Críquete determinou que o troféu ficaria com a seleção que tivesse mais rebatidas para fora do campo. Seria como definir o campeão da NBA por cestas de três após empate no tempo normal e na prorrogação do jogo 7. Melhor para a Inglaterra.

Uma decisão cardíaca como essa, mesmo após nove horas de jogo, mostrou quão espetacular o críquete pode ser, mesmo em seus formatos mais longos. Mostrou também como a Inglaterra ainda se importa com o esporte, a ponto de a Sky (TV fechada) abrir mão da exclusividade dos direitos de transmissão para que a também BBC pudesse mostrar a partida. A audiência somada dos dois canais teve pico semelhante à da final de Wimbledon.

Isso não muda o fato de que o futuro do esporte caminha para o formato mais curto, o twenty20, com partidas de aproximadamente três horas de duração. Mas talvez essa final tenha ajudado a reposicionar o críquete em sua terra de origem. E, com ele forte na Inglaterra, ele tem um impulso extra para seguir crescendo globalmente. O que não é pouco para o esporte que já é um dos mais populares do planeta.

Fonte: Ubiratan Leal

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Londres recebeu um dos jogos do ano no último domingo em qualquer esporte, e não estou falando de Wimbledon

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O que a MLB aprendeu em sua passagem por Londres

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Yankees e Red Sox se enfrentaram em Londres
Yankees e Red Sox se enfrentaram em Londres Getty Images

Dois jogos muito intensos e muito longos, com pontuação alta, público recorde e emoção acima da média. New York Yankees e Boston Red Sox foram um bom cartão de visitas da MLB em Londres. A liga teve sucesso em seus dois primeiros jogos em território europeu, e o comissário Rob Manfred fez um balanço positivo (e com conclusões interessantes) sobre a experiência inglesa em entrevista ao podcast Baseball Tonight da ESPN norte-americana.

LEIA MAIS: O primeiro título inglês do Tottenham e o West Ham campeão mundial: a estranha história do beisebol na Inglaterra

Veja os principais pontos:

1) Beisebol é atitude

A venda de produtos licenciados explodiu durante a London Series. O público inglês -- e os americanos expatriados que foram conferir o evento -- formaram enormes filas nos pontos de vendas de bonés, camisas, jaquetas, souvenires e afins que foram montados na capital britânica. Nem nos dias do All-Star Game a venda é tão grande.

Esse fato chamou a atenção da liga de que, fora dos Estados Unidos, o beisebol tem um alto potencial como ícone cultural, como elemento de moda. Os símbolos e o estilo visual ligado ao beisebol -- e não apenas o boné dos Yankees -- passam uma imagem de cultura americana, e explorar esse caminho pode ser uma forma de internacionalizar o esporte e a MLB, torná-la mais familiar ao público estrangeiro.

2) Há demanda por público

Foram 60 mil ingressos colocados à venda em cada um dos dois jogos realizados no estádio Olímpico de Londres. Todos foram vendidos, fazendo desses dois duelos os recordistas de público na temporada (até porque não há estádio na MLB com essa capacidade).

Ficou evidente que há potencial para um evento como esse, ainda que boa parte do público tenha sido de curiosos que quisessem apenas explorar uma tarde estilo americano. Com novas edições da London Series, é possível que muitos ingleses retornem, e tragam consigo outros que perderam a oportunidade em 2019 e tenham se arrependido.

3) Ir a outras cidades é bom

A MLB já tem realizado eventos pontuais em outros locais. Foi o caso do jogo no Fort Bragg, maior complexo militar dos Estados Unidos, do jogo anual em Williamsport nas vésperas da Little League World Series, do jogo em Omaha que precede a College World Series e das séries no México e em Porto Rico realizadas nos últimos anos. E, segundo Manfred, há interesse e margem para mais.

Com uma temporada incrivelmente longa, com 162 jogos para cada time, há margem para pegar um ou outro e realizar um evento especial sem prejudicar o equilíbrio da tabela. Para a MLB, há interesse em manter a London Series e até em organizar partidas em outras cidades na Europa (sugestão minha: Roma). Além disso, já buscam outros locais dentro dos Estados Unidos que tivessem um simbolismo para o beisebol, tornando o calendário de séries especiais ainda mais amplo e levando a MLB para mais pontos no território americano.

Fonte: Ubiratan Leal

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O que a MLB aprendeu em sua passagem por Londres

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O primeiro título inglês do Tottenham e o West Ham campeão mundial: a estranha história do beisebol na Inglaterra

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Estádio do West Ham irá receber Boston Red Sox New York Yankees
Estádio do West Ham irá receber Boston Red Sox New York Yankees Getty Images

Quando New York Yankees e Boston Red Sox entrarem em campo neste fim de semana, em uma série de dois jogos no estádio Olímpico de Londres (oficialmente London Stadium, casa do West Ham), estarão escrevendo um novo capítulo na história do beisebol na Inglaterra. Uma história com idas e vindas, mas que ficou décadas em virtual hibernação, dando a falsa sensação de que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Um grande engano.

Um ponto importante é que o beisebol é um esporte de origem britânica. A modalidade como a conhecemos foi criada e formalizada pelo Knickerbocker Club de Nova York, mas a partir do rounders, um dos diversos jogos de bola e bastão que eram disputados nas ilhas britânicas desde o século 16 (sendo o críquete o mais famoso e bem sucedido deles). 

O rounders acabou atravessando o Oceano Atlântico e tendo um filho que virou passatempo nacional nos Estados Unidos, mas não prosperou em sua terra. Tanto que o rounders é mais conhecido atualmente como “beisebol britânico” ou “beisebol galês”, pois sua prática se concentra na região de Liverpool e do País de Gales.

O parentesco -- e, claro, a semelhança em diversos pontos -- com o críquete fez do beisebol um jogo muito procurado por ingleses que se mudavam aos Estados Unidos no século 19 e começo do século 20. Um deles, Henry Chadwick, trocou Exeter pelo Brooklyn com a família aos 12 anos. 

Nos EUA, ele tornou-se jornalista com especial interesse na cobertura do beisebol. Ele aplicou os princípios já consagrados na cobertura do críquete, sobretudo o uso de estatísticas para registrar o desempenho dos jogadores. Seu trabalho foi importante na disseminação do beisebol profissional nas últimas décadas do século 19, dando origem à cultura de uso de números que até hoje é tão forte em todos os esportes americanos. Não à toa, Chadwick ficou conhecido como “pai do beisebol”.

Na virada do século 19 para o 20, foi a vez de o beisebol voltar a sua origem. Francis Ley, um rico industrial inglês, se apaixonou pelo beisebol em um período em que morou nos Estados Unidos. Ele era um grande entusiasta do críquete, mas viu no beisebol um esporte parecido que era muito mais dinâmico e curto, com potencial de atrair um público que não poderia se dedicar aos jogos de até cinco dias de duração da modalidade britânica.

Em 1890, Ley incentivou a criação de uma liga profissional de beisebol no Reino Unido, a National Baseball League of Great Britain and Ireland. Muitas das equipes eram clubes profissionais de futebol que usaram o beisebol como uma forma de manter seus jogadores em forma -- e de ter uma renda -- durante as férias do Campeonato Inglês. O Aston Villa conquistou o primeiro título. 

Ley também apostou em um time próprio. Em Derby, o empresário criou um campo de beisebol para o lazer dos funcionários de sua fábrica. Com o tempo, esse time foi se incrementando, com a contratação de técnicos e até jogadores americanos.

A empreitada não teve sucesso. A equipe despertou interesse e chegou a levar até 5 mil torcedores em alguns jogos, mas era tão boa que massacrava os adversários da liga inglesa, formada ainda em boa parte por jogadores de futebol buscando uma renda extra nas férias. A falta de competitividade levou o resto da liga a contestar os investimentos do Derby, e Ley acabou fechando o time. O Baseball Ground foi vendido ao Derby County Football Club, que mandou seus jogos lá até 1997.

Mesmo depois de a liga perder sua condição profissional, alguns times de futebol seguiram na competição pela ocupação extra que representava a seus jogadores. O Tottenham conquistou seus dois primeiros títulos de campeão inglês no beisebol, em 1906 e 08. Os Spurs só celebraram um campeonato nacional no futebol 43 anos depois, em 1951. O Nottingham Forest também conquistou o Inglesão do beisebol (1900) décadas antes de fazê-lo no futebol (1978).

O último momento de proximidade entre o beisebol e a Inglaterra veio na década de 1930, pelas mãos de John Moores. Como Ley, ele era um empresário que passou um tempo nos Estados Unidos, se apaixonou pelo beisebol e decidiu investir em uma nova liga profissional.

Moores era de Liverpool e conhecia o rounders. Por isso, pagou jogadores de rounders para se adaptarem ao beisebol e formar a North of England League, reunindo equipes da região de Liverpool e do País de Gales. Com o tempo, o campeonato se expandiu para Londres e conheceu sua grande potência, o West Ham.

Os Hammers dominaram o beisebol inglês na segunda metade da década de 1930. Sua grande estrela era o canadense Roland Gladu, apelidado de Babe Ruth do Canadá e que depois jogou no Boston Braves (atual Atlanta Braves). A torcida abraçou o time, que levava até 10 mil torcedores ao estádio com alguma frequência.

O sucesso foi tamanho que incentivou a realização de uma série de jogos entre os West Ham, representando o Reino Unido, contra a seleção americana amadora, campeã olímpica -- como esporte de demonstração -- de 1936. Os Estados Unidos eram largamente favoritos, mas os britânicos venceram quatro dos cinco confrontos e foram proclamados primeiros campeões do Mundial de Beisebol. O torneio cresceu e foi disputado até 2011 e nunca mais teve um título britânico.

A liga de Moores tinha potencial, mas teve de ser interrompida por causa da Segunda Guerra Mundial. Vários jogadores foram convocados pelo Exército e, quando os conflitos terminaram, acabaram seguindo caminhos diversos. O próprio empresário preferiu se dedicar a outros investimentos e a liga de beisebol acabou.

Desde então, o beisebol se tornou um esporte de nicho, praticado por aficionados ingleses e alguns expatriados norte-americanos. Ainda assim, houve um crescimento na última década, com o aumento da cultura dos esportes americanos nas Ilhas Britânicas. E é esse público que chamou a atenção da MLB quando decidiu realizar seus primeiros jogos de temporada regular na Europa. E já levando seu clássico mais midiático justamente para o novo estádio do West Ham, clube que foi símbolo do maior momento do beisebol na Inglaterra.

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O primeiro título inglês do Tottenham e o West Ham campeão mundial: a estranha história do beisebol na Inglaterra

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Qual a cidade mais vitoriosa dos esportes americanos? Com título dos Raptors, Toronto surpreende

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Um dos primeiros textos que fiz nesse blog foi um ranking com as cidades mais vitoriosas das principais ligas norte-americanas (veja aqui). Na verdade, não foi um ranking, mas quatro. Afinal, medir o sucesso esportivo de cada região metropolitana é mais difícil do que parece. Vários recortes são possíveis, e cada um pode considerar um critério mais válido que outro.

A versão original do levantamento foi feita em dezembro de 2018. Desde então, três troféus foram levantados (NFL, NHL e NBA) e já dá para fazer uma atualização. Até porque, em um dos critérios, houve mudança na primeira posição. Tudo por conta da vitória do Toronto Raptors sobre o Golden State Warriors.

Veja os dados abaixo. Não há verdade absoluta, são apenas quatro possibilidades para cada um ver qual considera a mais adequada e usar isso para conversar com os amigos. Ah, e não esqueça de olhar as observações no final da página, explicando alguns dos critérios.

Toronto Raptors posa para foto de campeão da NBA com o troféu Larry O'Brien
Toronto Raptors posa para foto de campeão da NBA com o troféu Larry O'Brien GETTY

RANKING 1

Esse é o mais simples: somar os títulos das cinco ligas. Soma direta, sem rodeios.

1) Nova York - 58
2) Boston - 39
3) Chicago - 30
4) Los Angeles - 27
5) Montreal - 26
6) Detroit - 22
7) São Francisco/Bay Area - 20
8) Filadélfia e Toronto - 17
10) Pittsburgh - 16
11) St. Louis - 14
12) Green Bay - 13
13) Washington - 12
14) Baltimore e Cleveland - 9
16) Minneapolis - 8
17) Dallas, Houston e Miami - 7
20) Denver - 6
21) Cincinnati, Edmonton, Kansas City e San Antonio - 5
25) Ottawa e Seattle - 4
27) Atlanta, Buffalo, Canton, Milwaukee, Portland e Tampa - 2
33) Akron, Calgary, Columbus, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Providence, Raleigh, Rochester, Salt Lake City, San Diego e Syracuse - 1

RANKING 2 (apenas século 21)

Kobe Bryant foi o grande nome dos Lakers multicampeões da década de 2000
Kobe Bryant foi o grande nome dos Lakers multicampeões da década de 2000 ESPN

Muito torcedor - sobretudo no Brasil - não se importa muito se um time X ou Y foi campeão em 1915 ou em 1937. O que vale é o agora, é o período em que o esporte americano entrou no dia a dia do brasileiro. Para esses, os resultados recentes contam mais na hora de escolher um time para torcer ou para ver se a escolha já feita foi boa. Para facilitar o recorte, peguei os títulos deste século (desde 2001).

1) Los Angeles e Boston - 12
3) São Francisco/Bay Area - 8
4) Chicago, Pittsburgh e San Antonio - 5
7) Miami e Nova York - 4
9) Denver, Detroit, Houston e St. Louis - 3
12) Baltimore, Filadélfia, Kansas City, Seattle, Tampa, Toronto e Washington - 2
20) Atlanta, Cleveland, Columbus, Dallas, Green Bay, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Raleigh e Salt Lake City - 1

RANKING 3 (sem MLS)

Só as quatro ligas mais tradicionais, sem contar a MLS. Los Angeles e Washington não gostam muito dessa versão.

1) Nova York - 58
2) Boston - 39
3) Chicago - 26
4) Montreal - 26
5) Detroit e Los Angeles - 22
7) São Francisco/Bay Area - 18
8) Filadélfia - 17
9) Pittsburgh e Toronto - 16
10) St. Louis - 14
11) Green Bay - 13
13) Baltimore e Cleveland - 9
15) Minneapolis e Washington - 8
17) Dallas e Miami - 7
19) Cincinnati, Denver, Edmonton, Houston e San Antonio - 5
24) Ottawa - 4
25) Kansas City e Seattle - 3
27) Buffalo, Canton, Milwaukee e Tampa - 2
33) Akron, Atlanta, Calgary, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Providence, Raleigh, Rochester, San Diego e Syracuse - 1

RANKING 4 (títulos / temporadas disputadas)

Jogadores do New England Patriots comemoram touchdown sobre o Oakland Raiders
Jogadores do New England Patriots comemoram touchdown sobre o Oakland Raiders Getty Images


Esse é o mais complicado. O ranking absoluto (o número 1) acaba dando muita força a cidades que tiveram franquias dominantes nas primeiras décadas da MLB, da NHL e da NFL pré-Super Bowl. Cidades de desenvolvimento econômico mais recentes acabam prejudicadas por terem criado times profissionais há menos tempo.

Por isso, montei um ranking que balanceia títulos conquistados com temporadas disputadas pelas equipes, incluindo as franquias já extintas. Assim, cidades que têm clubes há mais tempo ou que têm mais de um clube terão mais chance de levantar o troféu, mas também terão mais oportunidades de frustrar suas torcidas.

Um problema dessa lista é favorecer cidades que têm poucos times, mas vitoriosos (casos claros de Green Bay, Montreal, Edmonton e San Antonio). Assim, restringi apenas a mercados campeões em mais de uma liga ou com ao menos 180 temporadas disputadas na soma de suas equipes.

Admito que esta é minha lista preferida, a que parece mais justa. O número que aparece é o de temporadas disputadas na soma dos times para cada título conquistado. Ou seja, se uma cidade tem um time em cada uma das cinco ligas e está com o índice de 10, isso significa que ela conquista em média um título a cada dois anos.

Essa lista teve mudança na liderança em relação à edição anterior. Boston levou o título com o New England Patriots e Toronto com os Raptors, mas, na proporção, a cidade canadense acabou passando a norte-americana. Curiosamente, se os Bruins tivessem vencido o jogo 7 da final da Stanley Cup, Boston seguiria na primeira posição com vantagem de 0,005.

1) Toronto - 10,71
2) Boston - 10,97
3) Nova York - 12,98
4) Baltimore - 15,22
5) Pittsburgh - 16,13
6) Detroit - 16,36
7) Los Angeles - 16,33
8) São Francisco / Bay Area - 16,65
9) Chicago - 18,17
10) Miami - 20,14
11) St. Louis - 20,71
12) Filadélfia - 22,88
13) Washington - 23,83
14) Houston - 24,71
15) Denver - 26,14
16) - Minneapolis - 27
17) - Cleveland - 28,44
18) - Dallas - 28,43
19) Portland - 29
20) - Kansas City - 32
21) Seattle - 34,25
22) Cincinnati - 37
23) Tampa - 48,5
24) Buffalo - 61,5
26) Milwaukee - 62
27) Atlanta - 90

Obs.: Se colocarmos todas as cidades, sem restrições, a primeira colocada seria Canton, com um título a cada 3 temporadas, seguida por Montreal (um a cada 6,15), Akron (7), Green Bay (7,46), Edmonton e Frankfort (8), San Antonio (8,8), Rochester (9), Providence (10) e Ottawa (10,5). Também ficaram de fora pelos critérios de corte Raleigh (21), Columbus (38), Calgary (46), Salt Lake City (59), Buffalo (61,5), Nova Orleans (75), Indianápolis (84), San Diego (116) e Phoenix (127).

OBSERVAÇÕES

1) A avaliação é por região metropolitana, não por município. Fazer uma lista por município é completamente despropositada nos esportes americanos, pois Arlington, Foxborough, Nova Jersey e Sunrise, por exemplo, só têm times profissionais por questão de sede da arena. Os públicos/mercados de suas equipes são, pela ordem, os de Dallas, Boston, Nova York e Miami. Da mesma forma, Oakland e San Jose ficam na região metropolitana da Baía de São Francisco (chamei de São Francisco/Bay Area para deixar bem claro) e Anaheim na de Los Angeles;

2) Para times que mudaram de sede, os títulos contam para a cidade em que a equipe jogava na época da conquista;

3) Para o futebol americano, foram contabilizadas as conquistas da NFL e da AFL da era pré-Super Bowl como forma de atenuar o peso das conquistas de MLB e NHL (ligas mais antigas);

4) Contam os títulos de NFL, MLB, NBA, NHL e MLS (que, em algumas cidades, já é a quarta ou terceira liga mais vista), a não ser quando houver indicação de algo diferente.

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Boston tem chance de repetir feito de 80 anos atrás: ser campeã de três ligas ao mesmo tempo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Bruins
Bruins Getty

“Cidade dos Campeões.”

Várias cidades americanas já se deram esse título, ou receberam de presente do jornal local, quando enfileirou uma sequência de conquistas nas grandes ligas esportivas da América do Norte. A mais recente foi Pittsburgh, quando Penguins e Steelers passaram por bons momentos e levantaram muitos troféus em sequência. Agora é o momento de Boston, que levou a temporada mais recente da MLB e da NFL. Uma fase que pode ser reforçada nesta quarta (12) se os Bruins vencerem o St. Louis Blues e levarem a Stanley Cup.

Boston é a dona da World Series e da NFL, com as conquistas de Red Sox e Patriots entre outubro de 2018 e fevereiro deste ano. Se levar a NHL, teria o título de três das quatro grandes ligas norte-americanas ao mesmo tempo. E, como o Toronto Raptors não fechou a série decisiva da NBA nesta segunda contra o Golden State Warriors, seria o terceiro título seguido de Boston. Feito raro, mas não inédito.

Ter dois títulos ao mesmo tempo não é algo particularmente raro. Nos moldes atuais, isso se tornou possível em 1927, com a criação da NHL. No ano seguinte, os nova-iorquinos comemoraram em dose dupla, com os Rangers no hóquei no gelo e os Yankees no beisebol.

Desde então, Nova York (1938-39, 56-57, 69-70 e 2000), Chicago (1934), Detroit (1954), Baltimore (1970-71), Pittsburgh (1979 e 2009), Los Angeles (1981-82, 1988 e 2002), São Francisco/Oakland (1989-90) e Boston (2004 e 2007-08) tiveram duas franquias campeãs ao mesmo tempo. Mas três títulos é algo bastante raro. Boston esteve perto na década passada. Os Red Sox venceram a World Series de 2007 e os Celtics ficaram com o título da NBA em 2008. Faltou uma taça entre as duas, e poderia ser a dos Patriots no Super Bowl. Mas o New York Giants e a recepção de capacete de David Tyree não permitiu.

Desse modo, três título ficaram na mesma cidade apenas uma vez*. O esporte fechou 1935 com o título do Detroit Tigers na MLB e do Detroit Lions em uma NFL pré-Super Bowl. O ano seguinte, o primeiro título foi o da NHL, vencido pelo… Detroit Red Wings. Como não existia NBA na época, essa sequência só terminou na World Series de 1936, conquistada pelo New York Yankees.

O feito foi bastante celebrado na época. Detroit recebeu o apelido de “Cidade dos Campeões” e o jornal Windsor Daily Star chamou “a mais incrível varrida de feitos esportivos já creditada a uma única cidade”. A onda positiva contava ainda com a ascensão de Joe Louis, criado na região, no ranking mundial de pesos pesados -- se tornaria campeão em 1937 -- e até de ligas menores.

Frank Fitzgerald, governador do estado de Michigan, decretou que 18 de abril, uma semana após a conquista do título dos Red Wings, seria o Dia dos Campeões. Vários eventos foram realizados na cidade, que até hoje carrega a condição de “Cidade dos Campeões” original.

*Nova York também conquistou três títulos seguidos, entre 1932 e 33. No entanto, não existiam a NBA e a NFL na época. Assim, as conquistas em sequência foram em duas ligas, com os Yankees na MLB em 1932, os Rangers na NHL e os Yankees novamente na MLB em 1933. Foram três títulos seguidos, mas jamais a cidade teve três times campeões ao mesmo tempo.

Fonte: Ubiratan Leal

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O que representaria para o Canadá um título dos Raptors

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Era comum a Fórmula 1 ter a manchete principal do caderno de esportes do jornal nas segundas após uma corrida, mas o dia anterior teve clássico paulista, então dava para mudar a ordem de prioridade. A primeira página esportiva da Folha de São Paulo em 26 de outubro de 1992 ficou com os repórteres Ricardo González e Paulo Ricardo Calçade (soa familiar?) na cobertura da vitória de virada ao Santos sobre o Corinthians no Morumbi, 3 a 1 com triplete de Guga. Na página 2, tabelão, uma tradição. Na 3, a vitória do São Paulo prestes a se tornar campeão mundial sobre o Guarani de Edílson Capetinha. A F1 ficou só na página 4, com Flávio Gomes escrevendo sobre a vitória de Riccardo Patrese e o primeiro ponto da carreira de Christian Fittipaldi no GP do Japão. Mas, a centímetros dali, um título me chamou a atenção.

“Bluejays ganham a primeira para o Canadá”

Bem, eu lia o caderno de esportes inteirinho -- costume que mantive enquanto assinei jornal impresso -- e ver algum assunto diferente era até mais legal. E o texto de Silvio Lancellotti contava como o Toronto Bluejays (assim mesmo, tudo junto) havia conquistado o primeiro título da World Series de um time canadense. Eu já conhecia o beisebol do colégio, o professor de Educação Física dava a modalidade nas aulas, mas não era familiarizado com a MLB e seus times. E com a cabeça de torcedor de futebol que via os campeonatos divididos por países, achei curiosa a existência de um time do Canadá na liga dos Estados Unidos. Pensamento imediato:

“Devem ser um time muito alternativo. Vou torcer por eles.”

Matéria sobre beisebol
Matéria sobre beisebol reprodução

Deu certo por um tempo, precisamente um ano. Em 1993, os Blue Jays conquistaram o bicampeonato e até foi possível seguir a reta final dia a dia no esporte da Folha (já separando o nome do time). Depois disso, só frustração. O retorno aos playoffs demorou 22 anos. O título mesmo só vejo quando ligo o celular e aparece o Joe Carter comemorando o maior home run da história (atenção: essa afirmação pode conter clubismo) no fundo de tela.

Dizer que eu sofro por isso seria um mastodôntico exagero. Primeiro, porque todo torcedor de beisebol começa o ano sabendo que verá seu time perder de 70 a 100 jogos na temporada. Ser derrotado é uma rotina. Segundo, porque não sou fanático. Terceiro, porque trabalhar com um esporte o obriga a vê-lo como um todo e até a se desligar de seu time em alguns momentos. Mas o torcedor canadense de verdade não tem essa escolha. E ele sofre.

Desde a World Series dos Blue Jays em 1993, o Canadá não viu nenhuma de suas franquias conquistar uma das quatro grandes ligas norte-americanas. O título da NBA nunca atravessou a fronteira. A Stanley Cup, antes de domínio canadense, não sai dos Estados Unidos desde o Montréal Canadiens de 1992-93. E a NFL é 100% americana.

Essa seca não é ignorada. O Canadá já é ofuscado em diversas coisas pelo gigantismo econômico de seu vizinho do sul, e o esporte acaba sendo mais uma delas. As equipes canadenses sofrem para ser competitivas, tendo de enfrentar problemas como regime tributário mais rígido, eventuais perda de valor de sua moeda em relação ao dólar e até o fato de alguns jogadores preferirem não mudar de país ao se transferir de time. Ao menos, sobretudo no caso de Raptors e Blue Jays, têm a torcida de toda a nação.

Kawhi Leonard
Kawhi Leonard Getty Images

Uma vitória dos Raptors sobre o Golden State Warriors, talvez o melhor time deste século na NBA, soa improvável. Mas mesmo essa pequena possibilidade já é suficiente para o Canadá inteiro se juntar em apoio ao Toronto. Não é apenas um time, é um país inteiro que não vê um título em suas principais ligas há 26 anos. Um país que sabe que seus representantes são vistos por muitos como alternativos e que só existem -- aí excetuemos o hóquei no gelo -- por uma concessão dos poderosos americanos aos simpáticos vizinhos. Ganhar o troféu é passar por cima de tudo isso. É mostrar que uma equipe canadense até pode ser alternativa, mas não é café-com-leite.

Fonte: Ubiratan Leal

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O que representaria para o Canadá um título dos Raptors

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Japão entra na disputa, e MLB talvez tenha de rever salários nas ligas menores

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Kyler Murray foi selecionado pelo Oakland Athletics na sexta posição geral do draft de 2018 da Major League Baseball. Chegou a assinar um contrato e a acertar o bônus (luvas), mas desistiu de tudo para seguir o sonho de jogar na NFL. O tema gerou muita discussão e até um post neste blog, mas talvez nem seja a renúncia mais importante de um jogador draftado pelo beisebol no ano passado. Porque a não-assinatura de Carter Stewart com o Atlanta Braves pode ter um impacto de médio prazo muito maior para a MLB.

Stewart foi draftado na oitava posição em 2018. Arremessador da Eau Gallie High School, da Flórida, ele receberia US$ 2 milhões como bônus de contrato e seria integrado ao sistema de ligas menores dos Braves. Tudo bem, receber US$ 2 milhões de uma vez é tentador para qualquer garoto de 19 anos. No entanto, as perspectivas de médio prazo para ele não eram tão seguras assim.

Carter Stewart, draftado pelo Atlanta Braves em 2018
Carter Stewart, draftado pelo Atlanta Braves em 2018 Getty Images

Pela sua posição no draft, claramente Stewart era visto como uma grande promessa pelo Atlanta. No entanto, ele não fugiria do sistema tradicional: ficaria algumas temporadas nas ligas menores para terminar de desenvolver seu potencial técnico e físico até receber uma chance na MLB. Nada garante, porém, que ele não explodisse tecnicamente ou não sofresse lesões no caminho, e que talvez essa chance nas grandes ligas nunca chegasse.

Essa “chance nunca chegar” é problemático. Ainda que o bônus de US$ 2 milhões seja bastante apetitoso, os anos de ligas menores não são tanto. Os jogadores recebem salários bem baixos, muitos deles perto do salário mínimo, e são obrigados a viver em repúblicas ou alugar quartos em casa de família para morar durante a temporada. Além disso, não recebem pagamento durante o período de recesso da liga, tampouco pelo tempo da pré-temporada. E a rotina é desgastante, com viagens -- algumas bem longas -- sempre de ônibus pelo interior dos Estados Unidos.

A perspectiva de esse cenário mudar em curto prazo não é grande, pois o último acordo trabalhista entre a MLB e a associação de jogadores apertou ainda mais o cinto nas ligas menores. A maioria dos jovens que estão entrando no sistema agora não tem escolha, e alguns ainda preferem ganhar mal do que ir à universidade e não ganhar nada (a bolsa de estudos tem seu valor, mas, para jovens de famílias carentes, a necessidade de dinheiro é imediata). Mas Stewart pode se dar ao luxo de escolher, pois ainda é muito novo e, principalmente, tem poder de barganha pelo fato de ser uma grande promessa.

Assim, o empresário Scott Boras intermediou uma negociação e acertou a ida de Stewart para o Fukuoka Softbank Hawks, da liga japonesa. No Japão, ele receberá US$ 7 milhões em salários por um contrato de seis anos. Ainda que ele também tenha de passar pelas ligas menores japonesas, são US$ 5 milhões -- garantidos -- a mais. Além disso, a chance de ele efetivamente chegar ao time principal é muito maior, até pelas informações que recebeu dos Hawks. Por fim, ele terá apenas 26 anos ao final do vínculo, idade ainda boa para assinar um bom contrato com a MLB.

Se o caso de Stewart for bem sucedido, pode abrir o caminho para vários jovens americanos escolherem o beisebol profissional de outro país ao invés de seguir em categorias de formação que pagam mal (ou, no caso da NCAA, não pagam) nos EUA.

Essa tendência já está presente no basquete. O caso mais midiático foi dos irmãos LaMello e LiAngelo Ball, que preferiram o basquete profissional da Lituânia ao invés de jogar no universitário americano. Mas ele também ocorreu com Terrance Ferguson, que jogou na Austrália antes de ser draftado pelo Oklahoma City Thunder, e Emmanuel Mudiay, que teve passagem pela China.

Se os casos começarem a se acumular, pode provocar uma rediscussão no sistema de formação de jogadores nas ligas menores do beisebol e no universitário do basquete e do futebol americano. Seria mais um argumento para melhorar a remuneração desses atletas em formação, pois começariam a surgir opções que não eram consideradas até pouco tempo.

Fonte: Ubiratan Leal

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Trocar a MLB pela NFL já valeu a pena para Kyler Murray. Ao menos no dinheiro

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Murray em ação pelos Sooners
Murray em ação pelos Sooners Getty


Você recebeu uma oferta de emprego para fazer o que gosta. Mais que isso, lhe pagam US$ 4,9 milhões antes mesmo de você começar a trabalhar, só por aceitar a proposta. Convenhamos, não há muitos empregos que podem ser melhores que esse, mesmo se for para jogar na liga esportiva mais rica do mundo. Por isso que muitos achavam que Kyler Murray se tornaria jogador do Oakland Athletics. Dificilmente a NFL apresentaria uma proposta melhor. Mas apresentou.

Na última semana foi anunciado o acordo de Murray com o Arizona Cardinals. O ex-quarterback (e outfielder) do Oklahoma Sooners terá um contrato de quatro ano, com uma opção do time de renovar por mais um. O valor garantido -- ou seja, que o jogador receberá de qualquer forma, mesmo que seja dispensado no meio do vínculo -- é de US$ 35,16 milhões, valor que se soma aos US$ 23,6 milhões de bônus na assinatura (equivalente às luvas do futebol brasileiro).

Isso é muito mais que os A’s davam de garantia a Murray. Como defensor externo recém-saído da primeira rodada do draft, ele recebeu um bônus alto (US$ 4,9 milhões) e… só. Como ocorre com jogadores de beisebol, Murray entraria em algum nível das ligas menores, recebendo salários baixos e tendo de encarar dois ou três anos morando em repúblicas de atletas jovens e viajando de ônibus. Se conseguisse crescer na modalidade, seria promovido ao time principal, ficaria alguns anos recebendo salários medianos para, quem sabe em alguns anos, virar free-agent e ganhar um contratão.

Se esse contrato de agente livre viesse, Murray talvez recebesse mais dinheiro do que verá em toda sua carreira no futebol americano. Considerando valor total do acordo, dos 20 maiores contratos da história dos esportes americanos, 16 são da MLB e nenhum da NFL. No entanto, o ex-Sooners não tem certeza se entrará nesse grupo dos craques do beisebol. Essa resposta só chegaria em uns cinco anos, para ser otimista. Na NFL, como quarterback de primeira escolha geral do draft, ele ainda não é um craque. Mas já recebe tratamento e dinheiro como tal.

Fonte: ubiratan leal

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Nada é tão cardíaco quanto uma prorrogação nos playoffs da NHL

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Pat Maroon abraça colegas de St. Louis Blues após a vitória no Jogo 7 contra o Dallas Stars
Pat Maroon abraça colegas de St. Louis Blues após a vitória no Jogo 7 contra o Dallas Stars Getty Images

Dallas Stars e St. Louis Blues se embrenharam em um épico de quatro horas para definir quem seria o primeiro finalista da Conferência Oeste dos playoffs da NHL. Era jogo 7 e o vencedor manteria suas chances de título. O perdedor podia arrumar as malas, ir ao aeroporto e sair de férias. No final, os Blues venceram por 2 a 1, com gol na segunda prorrogação. E nada pode ser mais cardíaco que a prorrogação de um jogo de mata-mata do hóquei no gelo.

Partidas de playoffs são, por definição, emocionantes. Confronto direto para definir o destino das duas equipes, um precisa superar o outro para seguir vivo. A NHL aproveita bem isso, até porque tem a fase de mata-mata mais imprevisível das grandes ligas americanas. Nesta temporada, por exemplo, os times de pior campanha passaram em cinco dos oito confrontos. Entre as vítimas esteve o Tampa Bay Lightning, equipe com mais vitórias em uma temporada regular na história da liga.

Mas a NHL é ainda mais especial quando o duelo chega ao tempo extra. Prorrogação na NBA, na MLB e na NFL também são emocionantes, mas são diferentes. Na NBA, os dois times desenvolvem um mini-jogo em que vão tentando ter melhor situação possível para o minuto final, quando o encontro é efetivamente decidido. Na MLB, um arremesso ruim pode definir a partida a qualquer momento, mas cada time tem seu momento de atacar e, se esse arremesso ruim for do time da casa, ele ainda terá uma oportunidade de se recuperar. Na NFL, é comum o time que perde o cara ou coroa sequer tocar na bola no prolongamento.

O hóquei no gelo é o caos. É um vaivém do disco, com jogadores patinando loucamente de um lado para o outro. Os turnos ofensivos não são tão demarcados como no beisebol e no futebol americano, e o tempo extra pode ser encerrado a qualquer momento, ao contrário do basquete. Na NHL, se sai um gol, fim de papo.

E esse gol pode realmente sair de formas aleatórias, desde uma articulada troca de passes até em uma finalização sem muito sentido que dá a sorte de passar em uma fresta de menos 5 centímetros entre o goleiro e a trave. Ou, como no caso de Blues e Stars, de um puck que bate na trave e na nuca do goleiro antes de se apresentar apetitoso ao atacante do St. Louis.

O único descanso para o coração do torcedor são os pedidos de tempo e o intervalo da TV. Fora isso, há uma sensação constante de que toda a campanha do time pode ser definida em cada ataque. Algo único do hóquei na prorrogação. E isso torna os playoffs da NHL ainda mais espetaculares e imperdíveis.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Warriors e Rockets se reencontram nos playoffs da NBA

ESPN League
ESPN League
Stephen Curry marca James Harden
Stephen Curry marca James Harden ESPN

Desde que teve início a dinastia do Golden State Warriors, apenas dois oponentes pareceram fortes o suficiente para superar os californianos: o Cleveland Cavaliers nas finais de 2015-16 e o Houston Rockets em 2017-18. O primeiro, comandado por LeBron James e Kyrie Irving, conseguiu bater os Warriors em uma virada espetacular na decisão. O segundo ficou "apenas" com a melhor campanha na temporada regular, mas caiu na final da Conferência Oeste.

Pois os texanos têm chance da revanche. Nesta semana, Houston e Golden State se encontram nas semifinais do oeste e o fã de esporte poderá conferir esse duelo nos canais ESPN a partir deste domingo. 

Além disso, a ESPN também segue na cobertura do Draft da NFL, dos playoffs da NHL e das temporadas da MLB e da LBF. Veja a programação e não perca nada.

SÁBADO, 27 DE ABRIL

NFL
13h - Draft, quarta a sétima rodadas (ESPN)

NHL (playoffs)
21h - Columbus Blue Jackets x Boston Bruins (ESPN)

E-SPORTS
20h - Madden NFL 19 Bowl (ESPN Extra)

DOMINGO, 28 DE ABRIL

NBA (playoffs)
14h - Boston Celtics x Milwaukee Bucks (ESPN)
16h30 - Houston Rockets x Golden State Warriors (ESPN)

MLB
20h - Cleveland Indians x Houston Astros (ESPN)

SEGUNDA, 29 DE ABRIL

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (playoffs)
21h - St. Louis Blues x Dallas Stars (ESPN)

MLB
20h - Oakland Athletics x Boston Red Sox (ESPN 2)

TERÇA, 30 DE ABRIL

NBA (playoffs)
23h30 - Jogo não definido (ESPN)

MLB
20h - St. Louis Cardinals x Washington Nationals (ESPN 2)

QUARTA, 1º DE MAIO

NHL (playoffs)
20h - New York Islanders x Carolina Hurricanes (ESPN)

MLB
21h - Houston Astros x Minnesota Twins (ESPN 2)

QUINTA, 2 DE MAIO

NHL (playoffs)
23h - San Jose Sharks x Colorado Avalanche (ESPN)

LBF
19h - Sorocaba x São Bernardo (ESPN Extra)

SEXTA, 3 DE MAIO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
21h - Jogo não definido (ESPN)
23h30 - Jogo não definido (ESPN)

MLB
20h - Minnesota Twins x New York Yankees (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 27 de abril, 11h30.

Fonte: Ubiratan Leal

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Como o Dallas Cowboys descobriu o valor das escolhas no draft (e dominou a NFL)

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Jerry Jones, dono do Dallas Cowboys, após conquista do Vince Lombardi no Super Bowl XXX
Jerry Jones, dono do Dallas Cowboys, após conquista do Vince Lombardi no Super Bowl XXX Getty Images

Após uma campanha terrível, com apenas uma vitória em 16 jogos, o New England Patriots tinha a primeira escolha do Draft da NFL de 1991. O Dallas Cowboys estava de olho nessa posição. Assim, os texanos ofereceram a 11ª e a 41ª escolhas, além de Ron Francis, David Howard e Eugene Lockhart, pelo direito de iniciar o recrutamento e contratar Russell Maryland.

Não parou por aí. Os Cowboys fizeram várias transações envolvendo escolhas do draft e pegaram dez escolhas nas quatro primeiras rodadas em 1991 e sete em 1992. Muitos dos selecionados, como Maryland, acabaram indo ao Pro Bowl em algum momento na carreira e, principalmente, ajudaram a reformular a base do Dallas. Um time que conquistou três Super Bowls entre 1992 e 95.

A série incrível de bons negócios no draft chamou a atenção, parecia que a franquia sempre estava um passo à frente das demais, que sabia algo que os outros não sabiam. E era isso mesmo.

A história começou com Mike McCoy, amigo de Jerry Jones (dono dos Cowboys) e acionista minoritário da franquia. Ele entendia pouco de futebol americano, seu trabalho era na área de exploração de petróleo. Mas isso se mostrou fundamental.

Até aquele momento, trocas envolvendo escolhas de draft eram feitas por instinto. É óbvio que uma 12ª escolha vale mais que uma 23ª, mas uma 12ª vale mais que a soma de uma 23ª e uma 103ª? Uma primeira escolha vale mais que dois jogadores já profissionais e consolidados na liga? Quando um time ligava para outro com a proposta, o que cada um oferecia dependia basicamente do achismo dos dirigentes naquele momento.

McCoy achava que havia outro caminho. Em seu trabalho na exploração de petróleo, o empresário tinha de definir se perfuraria ou não determinados campos. Se as reservas naquele local fossem boas, o lucro era imenso. Caso contrário, os prejuízos seriam milionários. Por isso, saber como calcular riscos era vital para sobreviver.

Seguindo o mesmo princípio, ele decidiu implementar um sistema para descobrir quanto valia na prática cada escolha no draft. McCoy pediu uma lista de todas as trocas realizadas no dia do draft nos quatro anos anteriores. O empresário deu uma pontuação para cada escolha do recrutamento e pôde definir quanto, em média, as franquias da NFL davam em troca por cada uma. O resultado foi uma tabela de valores, em pontos, para cada seleção de cada rodada do draft.

Com essa planilha em mãos, os Cowboys sabiam se uma oferta de troca no draft estava acima ou abaixo do valor médio praticado pela liga. Se a proposta valia a pena, a troca era feita. Se não valia, o Dallas rejeitava ou fazia uma contraproposta que fosse vantajosa. Além disso, os texanos também descobriram que franquias realizavam as piores trocas e, claro, as tornaram alvos preferenciais no mercado.

O domínio dos Cowboys no processo do draft ficou claro, e era óbvio que não duraria tanto tempo. Primeiro, porque as demais equipes passaram a desconfiar de qualquer sugestão de troca vinda de Dallas, imaginando que seria algo prejudicial a elas. Além disso, os olheiros dos caubóis viraram profissionais valorizados no mercado e receberam propostas vantajosas para trocar de time. E, quando chegavam ao novo emprego, traziam consigo uma cópia da planilha mágica de McCoy. Em pouco tempo, praticamente toda a NFL conhecia a tabela de valores do draft.

Quando as informações chegaram a todos, elas deixaram de ter valor estratégico. Mas os Cowboys já tinham atingido o objetivo inicial: reformular o elenco e conquistar títulos. Além disso, a iniciativa do empresário do petróleo deixou em toda a liga a ideia de que era preciso estudar o draft e criar sistemas próprios para avaliar o valor de cada posição. Atualmente, a planilha de McCoy pode ser considerada rudimentar e antiquada, mas, em uma época em que não havia nada, ela foi a diferença entre ter um time comum e ter uma dinastia.

Fonte: Ubiratan Leal

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Por que a AAF fechou as portas antes de terminar sua primeira temporada

Ubiratan Leal
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Andrew McDonald, do San Antonio Commanders, olha para cima durante jogo contra o Arizona Hot Shots, pela AAF
Andrew McDonald, do San Antonio Commanders, olha para cima durante jogo contra o Arizona Hot Shots, pela AAF Ronald Cortes/Getty Images

A Alliance of American Football surgiu com motivos para otimismo. A estrutura técnica tinha credibilidade, a NFL não via problemas em seu surgimento (pelo contrário), a audiência da TV foi decente na sua estreia e havia um consenso de que ela tinha lugar dentro do cenário esportivo dos Estados Unidos. Ainda assim, a AAF nem conhecerá seu primeiro campeão. Na última semana, a liga anunciou a interrupção de suas atividades duas rodadas antes do término da temporada regular. Mas o que aconteceu?

A informação direta é: Tom Dundon, dono do Carolina Hurricanes (NHL), comprou a liga por US$ 250 milhões e decidiu unilateralmente fechá-la, surpreendendo os criadores da AAF e os jogadores. A questão é o que levou o empresário a isso.

A decisão ainda é meio nebulosa, assim como os interesses de Dundon no negócio. Ao comprar a AAF, o empresário não levou apenas a competição em si, mas também os direitos à tecnologia de apostas que estava sendo desenvolvida em torno da liga. Para muitos, o interesse real do dono dos Canes era apenas esse sistema.

Mas essa não é a única questão, até porque há dúvidas sobre a legalidade dessa operação.

Pelas suas ações nas semanas que antecederam o fechamento da AAF, Dundon quis acelerar o processo de absorção da nova liga pela NFL. Seria um processo diferente do que ocorreu com a USFL na década de 1980, quando Donald Trump (como dono do New Jersey Generals) quis forçar uma fusão com a NFL. No caso da AAF, a ideia era torná-la oficialmente uma liga de desenvolvimento da National Football League.

Charlie Ebersol, responsável pela criação da AAF, sempre teve esse objetivo, e era algo conhecido da NFL e da NFLPA (associação de jogadores da NFL). No entanto, a meta era viabilizar essa parceria em três anos. Para isso, era preciso acertar questões trabalhistas com os jogadores, sobretudo os que tivessem de disputar as duas ligas ao longo de um ano (a AAF era realizada durante o recesso da NFL), e como estabelecer a relação entre as franquias da AAF com as da NFL.

A National Football League até foi receptiva à AAF, inclusive transmitindo as partidas na NFL Network. Um comportamento bem diferente do recebido pelas finadas USFL e XFL (que será relançada ainda neste ano). Para muitos, a NFL gostou da ideia de existir uma liga que não se pretendia como concorrente testar novas regras e fazer o papel de descobridora/desenvolvedora de talentos.

Mas Dundon quis acelerar o processo e disse que queria fechar essa parceria ainda nesta temporada. Talvez ele tenha blefado ou tentado usar a AAF como porta de entrada para o fechado mundo da NFL, talvez ele tenha percebido que a AAF era inviável comercialmente (apesar de números interessantes de TV, ela já vinha dando prejuízo) e quis evitar um problema maior. Talvez ele realmente quisesse apenas a tecnologia de apostas. Talvez uma soma de tudo isso.

O fato é que a AAF acabou subitamente. Jogadores se apresentaram para os treinos e encontraram as portas fechadas, com funcionários das franquias já empacotando equipamento e material dos times. A liga sequer bancou a passagem de volta para os atletas que estivessem fora de sua cidade a serviço de seus times.

Teoricamente, a liga ainda pode ressuscitar em 2020, mas parece pouco provável. A tendência é esse fim surpreendente e melancólico de um projeto que parecia realista e interessante para o futebol americano como um todo, inclusive a NFL.

Fonte: Ubiratan Leal

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Michael Jordan x Tim Tebow: quem é melhor… no beisebol?

Ubiratan Leal
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Michael Jordan melhor que Tim Tebow?
Michael Jordan melhor que Tim Tebow? Getty

Quando se fala em esportes em Birmingham, é mais comum pensar em um motor roncando do que uma torcida vibrando por uma equipe. A cidade do Alabama é conhecida por ser sede do autódromo de Barber, sede de provas da Indy, e estar próximo a Talladega, um dos templos da Nascar. Esportes coletivos, só em ligas menores ou as equipes do UAB Blazers, normalmente coadjuvantes nas competições universitárias. Mas, há 25 anos, todo o universo do beisebol e do basquete voltavam seus olhos para a capital da siderurgia no sul dos EUA*.

Nesta segunda, completou-se um quarto de século da estreia de Michael Jordan como defensor externo do Birmingham Barons. Uma situação inimaginável alguns meses antes, mas que transformou o time de ligas menores (competições profissionais que funcionam como espécie de categoria de base ou liga de desenvolvimento) ligado ao Chicago White Sox em atração instantânea.

VÍDEO: Há 25 anos, Michael Jordan fez sua estreia no beisebol depois de deixar o Chicago Bulls

A temporada 1992-93 da NBA terminou com título do Chicago Bulls, o terceiro seguido da dinastia comandada por Jordan. Mas, semanas depois, o maior jogador da história do basquete perdeu seu pai, assassinado durante um assalto. A tragédia o afetou bastante, a ponto de, pouco antes de se apresentar para a pré-temporada dos Bulls em outubro de 1993, ele anunciar que abandonaria o basquete e tentaria a carreira no beisebol. Uma homenagem ao pai, que sonhava em ver o filho jogando na MLB.

Tim Tebow em ação pelos Mets
Tim Tebow em ação pelos Mets Getty

Mesmo sendo um novato-veterano de 31 anos, encontrar um time foi fácil. Primeiro, porque qualquer equipe gostaria de ter uma estrela como Jordan na sua pré-temporada e nas ligas menores. Segundo, porque o dono dos Bulls, Jerry Reinsdorf, era (ainda é) dono também do Chicago White Sox. Assim, foi assinado um contrato de ligas menores e Jordan foi designado para atuar no Birmingham Barons no nível double-A (equivalente ao time C dos White Sox) pela temporada de 1994.

Ficou uma temporada, depois jogou na Liga de Outono do Arizona (onde atuam as principais promessas das ligas menores). Decidiu retornar ao basquete em março de 1995, após uma greve dos jogadores da MLB tornarem real a chance de ser chamado para o time principal (no papel de fura-grave, que ele queria evitar).

VEJA: Jordan Rides the Bus (para assinantes do WatchESPN)

Corte rápido, avancemos 22 anos. Tim Tebow, estrela do futebol americano universitário, anuncia o desejo de se tornar jogador de beisebol após não vingar na NFL. Ele acabou recebendo uma oferta de jogar as ligas menores pelo New York Mets. Tornou-se atração por onde passou e tem tentado chegar à MLB desde então.

Dentro de seus esportes reais, não existe a menor possibilidade de comparar Jordan com Tebow. Um é um dos maiores atletas da história, somando todas as modalidades. Outro foi um jogador a mais que teve carreira curta na NFL. Mas, e no beisebol?

A comparação é mais fácil do que parece. Ambos jogaram na Liga de Outono do Arizona e em liga Double-A. Então, dá para considerar que atuaram contra adversários de nível técnico parecido.

Jordan fez uma temporada no Birmingham Barons, com aproveitamento de 20,2% no bastão, 3 home runs e 51 corridas impulsionadas em 127 jogos. Depois, atuou na Liga de Outono do Arizona, com 25,2% de aproveitamento, nenhum home run e 8 corridas impulsionadas. Os números pelos Barons não impressionam, mas é verdade que eles começaram muito piores e foram melhorando ao longo do ano, quando o craque do basquete desenvolvia mais sua técnica no beisebol. As estatísticas no Arizona foram boas para o nível técnico.

Tebow atuou em quatro níveis das ligas menores, do single-A até o triple-A (onde está neste ano). Pegando apenas os números nos níveis equivalentes aos de Jordan, o ex-quarterback do Denver Broncos teve 27,3% de aproveitamento, 6 home runs e 36 corridas impulsionadas em 84 jogos pelo Binghamton Rumble Ponies em 2018. Se não tivesse se contundido no final da temporada, tinha chances reais de ser chamado para o elenco dos Mets em setembro. No Arizona, teve 19,4% de aproveitamento, com nenhum home run e duas corridas impulsionadas em 2016.

As estatísticas favorecem Tebow no double-A, mas Jordan foi melhor na Liga do Arizona. Para tirar a conclusão, é preciso considerar os cenários que cada um enfrentou.

Tebow estreou diretamente na Liga do Arizona, antes mesmo de disputar qualquer competição profissional de beisebol. Era normal ter números muito ruins. Depois, se integrou às equipes filiais dos Mets. No primeiro ano, teve 22,6% de aproveitamento, 8 home runs e 52 corridas impulsionadas em 126 partidas pelos níveis single-A e single-A+. Tirando o aproveitamento, em que o ex-QB foi melhor, os demais números são incrivelmente semelhantes aos de Jordan em sua única temporada, mas contra adversários de nível técnico mais baixo.

Quando foi ao Double-A, Tebow já carregava uma temporada de experiência e treinamento específico no beisebol. Por isso, é legítimo imaginar que Jordan teria condições de evoluir se seguisse no diamante por mais tempo. Terry Francona, atual técnico do Cleveland Indians e treinador de MJ nos Barons, disse que o craque do basquete tinha potencial para chegar à MLB.

No geral, dá para dizer que, no beisebol, Tebow e Jordan são jogadores de níveis semelhantes. Mas se você tivesse de escolher um deles para seu time, a vantagem é de Tebow, que tem mais potencial de crescimento por entrar no esporte com três anos de idade a menos e não carregar a possibilidade de retornar à sua modalidade de origem.

Mas, comparações à parte, só a menção a “possibilidade real de chegar à MLB” já torna as duas histórias fantásticas.

* Pittsburgh é a capital da siderurgia nos Estados Unidos. Birmingham é forte nesse setor, a maior do sul do país, e por isso ganhou o apelido de “Pittsburgh do Sul”.

Fonte: Ubiratan Leal

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