CBF vira 'Pôncio Pilatos' e lava as mãos para o VAR

Sálvio Spinola, para o ESPN.com.br

Em setembro de 2015, a arbitragem estava no olho do furacão, reclamações e mais reclamações. E a CBF, através do Secretário Valter Feldman, encontrou a solução para tudo: o VAR. Implantaria árbitro de vídeo e resolveria o problema da arbitragem. Vejam o vídeo https://www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/arbitragem-eletronica-no-brasileirao-2016#.Wnjh2ainE2w

Nada foi feito 1.

O Brasileirão de 2016 pegava fogo, e os erros de arbitragem se multiplicavam. A CBF, de novo pelo seu Secretário Walter Feldman, encontrou solução: trocar o comando da arbitragem e implantar o árbitro de vídeo, colocando o antigo chefe do apito, Sérgio Correa, como Coordenador do Projeto Árbitro de Vídeo.

Nada foi feito 2.

Brasileirão de 2017, 24ª rodada, vitória do Corinthians sobre o Vasco, gol de mão do atacante Jô. Após muitas reclamações, a CBF encontrou a solução para o problema: implantar o árbitro de vídeo na rodada seguinte.

A ideia era um “puxadinho” na tecnologia, sem preparo nenhum e sem seguir o protocolo do IFAB – International Board.

Não foi possível implantar por questões técnicas, mas foi prometido para a rodada 30, após o treinamento dos árbitros e adequação técnica.

Nada foi feito 3.

Fevereiro deste ano, reunião técnica para o Brasileirão de 2018, a CBF leva o assunto para pauta e pede aprovação aos clubes com várias informações que induzem a não aprovação: custo elevado, não ter certeza da funcionalidade, mesmo com o VAR pode ter erros de arbitragem, os estádios não estão preparados e outros pontos negativos.

Resultado da enquete: maioria dos clubes reprovam a implantação do VAR.

Arbitragem é de responsabilidade da entidade organizadora e não dos clubes. Se a CBF não está preparada ou não tem condições de implantar o VAR, venha a público e fale que não vai utilizar. A arbitragem deve ser independente e autônoma e não passar pelo crivo dos clubes, aos quais cabe exigir legitimidade no resultado e qualificação da arbitragem.

A CBF usou os clubes e lavou as mãos.

Clássicos paulista e carioca, Atlético-MG, Inter e mais: Sálvio analisa as polêmicas de arbitragem da rodada

Assista às análises de Sálvio Spinola sobre as polêmicas de arbitragem do fim de semana!

Bragantino x Palmeiras

Santos x Ituano

Barcelona x Alavés

Atlético-MG x Patrocinense

Corinthians x São Paulo


Flamengo x Vasco


Internacional x Avenida


Bola de Prata 2017 na arbitragem brasileira

Sálvio Spinola, blogueiro do ESPN.com.br
Pênalti para o Vasco, lance 'absurdo' contra o São Paulo e mais: Sálvio analisa todos os lances da rodada

Mais uma temporada terminando. É o momento para analisarmos os erros e os acertos dos árbitros.

No Brasileirão de 2017, a arbitragem foi melhor do que em 2016.

A estrutura que a CBF montou para a arbitragem brasileira não existe em nenhum lugar do mundo. É um exagero.

São muitos departamentos: Comissão de Arbitragem, Departamento de Arbitragem, Corregedoria, Departamento de Vídeo Arbitragem, Ouvidoria, instrutor de Arbitragem, analista de arbitragem, analista de vídeo, prêmio para os melhores da rodada, prêmio para o melhor do ano, ENAF-Escola Nacional de Arbitragem, psicologia e preparador físico.

E mesmo com essa estrutura, os erros nas escalas foram constantes. Não projetaram árbitros para o futuro. É absurdo na última rodada do torneio escalarem árbitro consagrado, Anderson Daronco, em jogo que não vale nada. Perde-se a oportunidade de dar experiência aos bons talentos que apitaram Séries B e C do Nacional.

É muita coisa e falta o essencial: formação do árbitro. Enquanto a CBF não assumir o papel de formar o árbitro, tirando esta responsabilidade das federações, a arbitragem brasileira não vai melhorar.

Muito cacique mandando na arbitragem para pouco “índio”, no caso, os árbitros.

E com tanta estrutura, com tantos departamentos, falta o que em quase todas as Confederações têm: Departamento de Arbitragem Feminina comandado por mulher. Por quê? Só uma coisa explica não criarem este departamento: poder sobre as árbitras.

 Destaco os melhores em 2017:

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro – MG. Com arbitragem em 19 jogos.

Assistente: Kleber Lúcio Gil – SC, bandeirou 14 jogos.

Revelação do campeonato: Rafael Traci do PR, árbitro com 36 anos, apitou 17 jogos e mostrou ótimo controle de jogo e excelente interpretação das faltas. Árbitro que pode crescer muito.

Com destaque para as polêmicas de Corinthians x Palmeiras, veja análise dos principais lances do fim de semana

Sálvio Spinola

Corinthians 3 x 2 Palmeiras

Impedimento, pênalti e todas as polêmicas resolvidas: Sálvio analisa lances de Corinthians x Palmeiras

Vasco 1 x 1 Vitória

Sálvio analisa se foi pênalti para o Vitória em mão de Breno e discussão entre Luís Fabiano e Kanu

Chapecoense 1 x 1 Sport

Dois pênaltis e expulsão: Sálvio analisa todas as polêmicas de Chapecoense e Sport

Atlético-GO 0 x 1 São Paulo

Pratto cometeu pênalti? Arbitragem acertou? Sálvio analisa lance de Atlético-GO x São Paulo

Santos 3 x 1 Atlético-MG

Lentidão da arbitragem, pênalti não marcado e falta na origem de gol: Sálvio analisa lances de Santos x Atlético-MG

Santa Cruz 2 x 3 Náutico

Com confusão no fim, árbitro do clássico Santa Cruz x Náutico é agredido por Derley; Sálvio analisa

Manchester City 3 x 1 Arsenal

Jesus x Romero, Sterling x Jô; Sálvio compara polêmicas do clássico paulista com as de City x Arsenal

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